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Lemí Bar
Eduardo e Raphaela, a dupla que faz o Lemí Bar.| Foto: Jakelini Kil/divulgação

Me contou tanta coisa o Eduardo Richard e eu nem tinha papel e lápis. No bar? Numa noite de sábado? Só ficou o que lembro. E lembro que foi muito bom.

O que sei é que a ida ao programa MasterChef Brasil caiu no colo do Eduardo e ele se saiu muito bem contando só com a prática caseira, pilhas de livros que leu e experiências de viagens.

Ficou famoso. Daí deixou a poesia  do Leminski entrar e esqueceu um pouco da advocacia.

“Isso de querer ser 
exatamente aquilo 
que a gente é 
ainda vai 
nos levar além”.

Porquê. Foi assim que surgiu o Lemí. E o delivery com a pandemia.

Nada a ver com a proposta de um bar descontraído com uma carta despretensiosa de comidas e drinks e música boa. Quase tudo adiado.

“Perhappiness”

na parede dá conta de explicar. O poeta está por todo o lugar pra quem consegue notar.

Discreto, como bom curitibano, veio o bar meio acanhado mas cheio de personalidade entre casas vizinhas mais imponentes e outras nem tanto. Mais fôlego pros quarteirões da região da Prudente.

No Lemí é assim, tudo no capricho e sem pressa. Acho que é por isso que as gentes gostam, voltam e a casa vai ganhando fama.

Eduardo e a Raphaela,

ela advogada também, toda de vestido e adereço de bolas naquele dia, numa bruma de estilo que tomava o espaço, no caixa. Ele cria os pratos e cuida do salão. Ah, como é bom ver quem sonhou cuidando do sonho.

Aproveite se não estiver chovendo pra ficar em uma mesa na calçada. Reserve antes porque o Lemí é bem pequenininho (por enquanto).

Come uns camarões assados, molhe o pão no molho de vinho, alho e páprica (coloca mais alho pra mim, Edu), só vai correr o risco de  achar que está pela Espanha num bar de tapas.

O pão de fermentação natural vem quentinho e dá pra experimentar com o steak tartar - “a versão deles do clássico francês”. Depois me diz o que achou.

O katsu sando, o sanduíche japonês com porco empanado que me dá palpitações, é muito bem feito, vai fazer eu voltar. Espero que esteja lá ainda, porque o cardápio pode mudar. Os pratos são pequenos, mas dá pra dividir, comer sozinho, enfim, como preferir.

Bar com vinho

Não conhecia os vinhos da carta. É um bar, lembrei. É que nem quase frequento bar, nem saio aos sábados.

Quando resolvi beber, já estava quase indo pra outro endereço, nem deu tempo de saber mais sobre as escolhas da casa. Ganharia mais estrelas se tivesse um aparelho Coravin para servir mais opções em taça.

Desde que essa portinha abriu, eu passava ali e esticava o olho tentando ver o que era. Dá vontade de entrar. Demorei pra pegar minha bolsa vermelha, marcar o programa e ir. É uma pérola.

O projeto? Um brinco. Outra coisa boa do Lemí? Abre cedo.

De terça a sábado na Augusto Stellfed quase esquina com a Prudente de Moraes.

Serviço:
Lemí Bar
Al. Augusto Stellfeld, 811, Centro.
@lemi.cwb

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