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Novo nome e estruturação “do zero”: confira as mudanças da Copel Telecom
Após a venda para o Bordeaux Fundo de Investimento, a Copel Telecom terá uma série de mudanças e será estruturada praticamente “do zero”.| Foto: Albari Rosa/Arquivo/Gazeta do Povo

A Copel Telecom foi vendida em novembro de 2020 para a Bordeaux Fundo de Investimento, em um leilão na B3, a bolsa de valores brasileira, por R$ 2,395 bilhões e, em agosto deste ano, a empresa passou a ser definitivamente do fundo de investimento paulista. Por conta disso, a companhia terá uma série de mudanças e será estruturada praticamente "do zero”, com a contratação de uma equipe completamente nova, expansão para outros estados, ampliação de serviços, entre outras medidas administrativas.

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As mudanças começam pelo nome, que ainda não foi definido, mas está previsto para novembro deste ano. O prazo máximo é janeiro de 2022, já que a compradora só pode usar Copel Telecom por somente seis meses após a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que ocorreu em julho deste ano. A empresa foi obrigada a trocar o nome por determinação do edital da venda, sob a justificativa da marca Copel ser muito ligada ao Governo do Estado, o que poderia gerar confusão nos consumidores.

“Essa é uma tarefa difícil. Existe um senso de pertencimento do povo paranaense com a marca Copel. O que a gente quer é criar uma nova marca, mas que seja uma plataforma do Paraná para o resto do Brasil”, destaca o diretor-presidente da companhia, Wendell Oliveira, que conduziu todo o processo e recebeu o convite para assumir o cargo na nova gestão. A nova compradora pretende expandir a oferta de planos para estados como Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Além disso, outra mudança significativa diz respeito ao quadro de funcionários do grupo, já que os colaboradores da antiga Copel Telecom não foram incluídos na negociação. Com isso, um marco da nova gestão será a contratação de toda a equipe da empresa de telecomunicação, com uma expectativa de geração de 400 empregos para profissionais de áreas como administração, recursos humanos, TI, engenharia de telecomunicações, vendas, entre outros. “Estamos efetivamente montando uma empresa do zero. A parte boa é que vai continuar em Curitiba e todos esses empregos vão ficar aqui”, ressalta Oliveira.

O foco da nova gestão é se manter como a número 1 em telecomunicações no Paraná. A Copel Telecom chegou a dominar 67% do mercado via fibra ótica no estado, onde atua com exclusividade, mas viu esse domínio cair para 21,9% em 2020, com o acirramento da disputa no ramo. Para sair na frente, a companhia pretende continuar apostando nos serviços de banda larga e telefonia, mas também na expansão para o 5G, por exemplo; além de ampliar o fornecimento de conectividade e tecnologia para o agronegócio e o desenvolvimento de novos produtos. A meta é quadruplicar o número de clientes no estado, atingindo 1 milhão de consumidores, ampliando também as áreas de atuação, para atender a fila de espera por internet em regiões que a Copel Telecom não fornece atendimento.

Após privatização, reclamações contra a Copel Telecom caíram

O mês com maior volume de reclamações registradas na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) contra a companhia, no período entre janeiro de 2020 e agosto de 2021, foi outubro - um mês antes da venda para a Bordeaux - somando 781. A partir daí, o número se manteve em queda. Foram 587 em novembro do ano anterior e 225 em agosto deste ano, menor índice de reprovação no período.

Apesar da diminuição no número de reclamações, a empresa ainda não comunicou formalmente os clientes sobre a transição. “Queremos que eles percebam a mudança pelas melhorias”, afirma. “Nossa ideia é deixar [os planos] cada vez mais competitivos, com benefícios melhores. Nosso diferencial vai ser pelo nível de serviço”, acrescenta Wendell.

Até o momento, a negociação não ocasionou problemas técnicos adicionais para os consumidores, e a Copel Energia vai oferecer seus serviços para a empresa de telecomunizações funcionar por seis meses, período necessário para a estruturação e a contratação do novo quadro de funcionários. A companhia chegou a comprar a Horizons Telecom, uma empresa curitibana de pequeno porte do ramo, para servir como uma plataforma de estruturação do negócio.

“Decisão de privatizar foi acertada”, diz o presidente da Copel Telecom

A necessidade de injeção constante de quantias elevadas foi fator decisivo para que a Copel e o governo do Paraná decidissem privatizar a empresa. Entre 2009 e 2018, por exemplo, o investimento no grupo foi de R$ 1,26 bilhão. Na opinião do diretor-presidente, Wendell Oliveira, a venda foi uma alternativa vantajosa para o rumo da empresa.

"Enquanto a Copel Telecom estava dentro do grupo de energia [Companhia Paranaense de Energia], uma empresa de economia mista, acabava disputando recursos com outras unidades da Copel. Estamos vendo a maior crise hídrica da história, com chance possível de racionamento. Disputar recursos é uma tarefa complicada. A decisão do Governo do Estado de privatizar foi acertada, para que a Copel fique focada nos seus investimentos na área de energia. A Copel Telecom precisa de dinamismo, não consegue ter as amarras de uma estatal”, afirma Wendell.

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