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O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, admitiu hoje que o volume de recursos públicos para o crédito agrícola na safra 2017/2018, a partir de 1º de julho, pode ser o mesmo do disponibilizado no período 2016/2107, de R$ 185 bilhões. Esse total disponibilizado pelo governo federal “estaria de bom tamanho” e não é a questão principal para o setor na avaliação do ministro, mas, sim, a abertura de um “espaço fiscal” para a redução dos juros.

“O ministério da Agricultura determina a política agrícola, mas não tem recursos e depende da Fazenda e do Banco Central. Precisamos criar espaço fiscal e orçamentário para isso e penso que no orçamentário não teremos dificuldade de repetir o que fizemos no ano passado, o que para mim estaria de bom tamanho”, disse o ministro após a abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). “Estamos buscando um espaço fiscal para reduzir as taxas de juros, pois agricultura já pagou juros positivos de 3% ao ano e, a permanecer no pretendido, pagará 5% ao ano na próxima safra, o que não é condizente”.

Os juros controlados pelo governo federal variam de 9,5% a 12,75% ao ano, que se tornaram caros por conta das quedas na inflação, projetada para em torno de 4,5% este ano, e ainda da taxa básica de juros, que caminha para ficar abaixo de 10% ao ano. Apesar de lideranças do agronegócio avaliarem que uma taxa máxima de 9,5% para o crédito agrícola seria ideal na próxima safra, Maggi evitou especular sobre esse patamar. “Não vou especular, porque depois que fala algum número, isso vira meta. E nós vamos trabalhar sem meta”, concluiu.

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