Expedição Safra

“Não basta ser o maior. É preciso ser o mais competitivo”

Seminário em Brasília destaca os desafios e oportunidades ao agronegócio brasileiro no ambiente internacional

Camila Lívero/Gazeta do Povo Giovani Ferreira, coordenador da Expedição Safra, mostrou como o desempenho de produção e exportação têm surpreendido e influenciado a economia que vem do campo. | Camila Lívero/Gazeta do Povo

Giovani Ferreira, coordenador da Expedição Safra, mostrou como o desempenho de produção e exportação têm surpreendido e influenciado a economia que vem do campo.

  • Da Redação

A importante e crescente participação do Brasil no mercado internacional de commodities agrícolas, que sustenta e conduz o aumento da safra de grãos no Brasil, foi o tema que dominou as discussões do quarto seminário da Expedição Safra 2017/18. Com a palestra “Ambiente internacional impõe desafios e oportunidade ao agronegócio brasileiro”, Giovani Ferreira, coordenador da Expedição Safra, mostrou como o desempenho de produção e exportação têm surpreendido e influenciado a economia que vem do campo.

“Um cenário positivo, que mas passa a exigir mais eficiência do produtor e da produção brasileira”, alerta Ferreira. “Não basta ser o maior. É preciso ser o mais competitivo”, destaca o coordenado referindo-se ao fato de o Brasil superar e consolidar sua posição como o maior exportador mundial de soja a frente dos Estados Unidos.

Confira imagens do seminário da Expedição Safra em Brasília Ampliar

De uma previsão inicial de exportar 60 milhões de toneladas de soja, o país fechou 2017 com embarques na cada das 68 milhões de toneladas de soja, contra 56 milhões de toneladas dos Estados Unidos. No milho não foi diferente, de uma expectativa de 21 a 22 milhões de toneladas, o Brasil exportou 29 milhões de toneladas do cereal. Uma tendência, segundo Ferreira, que se mantém para 2018, com projeção rasa de exportação de 70 milhões de toneladas de soja e 32 milhões de toneladas de milho. Entre os fatores que criam um ambiente favorável e mais competitivo ao Brasil, destaque ao câmbio, a quebra de safra na Argentina e a política protecionista do atual governo dos Estados Unidos.

Humberto Magalhães, diretor de varejo da Caixa falou da importância do agronegócio para o banco, tratado como prioridade dentro da instituição. Para Magalhães, a significativa participação do setor na economia nacional faz do agronegócio uma importante ferramenta no fomento ao desenvolvimento econômico e social do país. Ricardo Rios, superintendente nacional de agronegócio da Caixa, destacou a necessidade de integração e informação entre os elos da cadeia produtiva, do campo à cidade, do produtor ao agente financeiro, a informação é insumo indispensável à tomada de decisão para um agronegócio mais sustentável.

O evento ocorreu nesta terça-feira (3), em Brasília, tendo a Caixa como anfitriã. Além de representantes da Caixa, participaram do seminário técnicos, analistas e gestões dos ministérios da Fazenda e da Agricultura, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Secretaria Geral da Presidência da República, Banco Central.

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