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Honda lança o WR-V; confira os preços e se o crossover é uma boa compra ou não

Honda aposta no WR-V como a porta de entrada para o universo dos crossovers e utilitários. Modelo traz suspensão reforçada e herda as qualidades do Fit

  • Foz do Iguaçu (PR)
Honda aposta no WR-V como a porta de entrada para o universo dos crossovers e utilitários. Modelo traz suspensão reforçada e herda as qualidades do Fit | Honda/Divulgação
Honda aposta no WR-V como a porta de entrada para o universo dos crossovers e utilitários. Modelo traz suspensão reforçada e herda as qualidades do Fit Honda/Divulgação
 
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O sucesso do HR-V motivou a Honda a apostar ainda mais no segmento de crossover/utilitário compacto. Por isso, o braço brasileiro da marca convenceu a matriz japonesa de que caberia outro produto com este perfil.

A partir do próximo dia 24 chega às lojas o WR-V, modelo que, segunda a montadora, será a porta de entrada para o universo dos carros altinhos.

E não só atraindo os consumidores Honda. A fabricante acredita que ele fisgará também clientes de fora dispostos a dar um upgrade na garagem e não pretende acelerar um Ford EcoSport ou um Renault Duster, os seus concorrentes diretos.

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O WR-V ficará posicionado entre o Fit e o HR-V, oferecendo duas versões: a EX, por R$ 79.400, e a EXL, por R$ 83.400. Ambas com o motor 1.5 Flex, de 116 cv, sempre associado ao câmbio automático do tipo CVT.

Será produzido na fábrica de Sumaré (SP), de onde já saem HR-V, Civic e City. Além do Brasil, será exportado para a América Latina e a Índia.

CONFIRA OS ITENS DE SÉRIE

Mas, será que novidade conseguirá repetir o sucesso do irmão maior? Só o tempo dirá. Por enquanto, podemos listar 10 motivos de que vale a pena ou não comprar o WR-V:

VALE A COMPRA...

1. A evolução do Fit

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Um olhar menos apurado no WR-V dirá que o carro é um ‘Fitão’, apelido que a marca rechaça. Eles compartilham a mesma base, motor, câmbio, painel e algumas peças, como as portas.

Mas ao dirigir o veículo, é possível perceber que entrega bem mais que o monovolume parente de fábrica. Para tentar ‘vender’ a imagem de SUV, a Honda tratou de aproximar o modelo a esta categoria com mudanças bem acertadas.

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A suspensão ganhou amortecedores reforçados, barra estabilizadora exclusiva e mais densa, eixo traseiro mais rígido, além de uma caixa da direção elétrica mais resistente e atualizada que a do Fit.

Mudanças que fazem o WR-V se aventurar por caminhos fora de estrada tal qual um SUV.

Seguramente é um dos carros nacionais mais macios de rodar, superando com conforto lombadas e buracos. A altura elevada e os pneus mais largos e altos impedem de raspar a parte de baixo em valetas, subidas ou calçadas mais altas.

2. Espaço de sobra

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O crossover é mais espaçoso que o Fit e maior que o Ecosport.

São 2,55 m de entre-eixos contra 2,52 m – leia-se conforto para as pernas, principalmente para quem vai atrás. O passageiro viaja sem aperto.

Os porta-malas entre os dois rivais se equivalem: 363 litros para o Honda, 362 l no Ford. A vantagem do primeiro é a presença do sistema que permite configurar os assentos de diferentes formas, acomodando assim objetos de grande porte. É possível, por exemplo, formar uma superfície plana e aumentar o espaço útil para bagagens em mais de 1.000 l.

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3. Nível de equipamentos e acabamento

O WR-V traz um bom nível de equipamentos de série, como câmera de ré, luz diurna em led, piloto automático, sistema Isofix para fixação da cadeira/assento infantil, rodas de liga aro 16 e airbags laterais.

A versão ELX agrega central multimídia com tela de 7 polegadas e GPS, aplicativos ligados à internet (via celular) e airbags de cortina.

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Também é na topo de linha que o acabamento esmerado da Honda chama mais a atenção. Há efeitos coloridos de painéis e bancos que dão um charme mais jovial à cabine.O desenho do painel e do volante é o mesmo do Fit.

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4. Motor mais esperto e eficiente

Ele empresta o mesmo trem-de-força do Fit: 1.5 flex, de 116 cv e 15,23 kgfm, e câmbio CVT. Para compensar o peso do carro e os pneus maiores, o WR-V teve o software da transmissão ligeiramente reajustado, o que faz despejar torque em velocidades mais baixa.

O resultado é um desempenho mais esperto que o irmão menor, com maior seguranças nas retomadas e ultrapassagens. As solicitações do acelerador são prontamente respondidas.

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Mas não espere um comportamento brilhante neste quesito. O carro ter personalidade para a cidade, por isso ao cair na estrada, a falta de cavalaria do motor vai aparecer.

Quanto ao consumo, dados do Inmetro revelam um índice satisfatório para a categoria. Na cidade faz 11,7 km/l (gasolina) e 8,2 km/l (etanol); na estrada, 12,4 km/l (g) e 8,7 km/l (e).

5. Segurança ampliada

Não são só as presenças de airbags laterais de série e os de cortina (na versão EXL) que tornam o WR-V mais seguro. O ajuste na suspensão transmite confiança, especialmente em rodovia.

Nas curvas, mesmo com a vão livre do solo de 20,1 cm, o veículo demonstra ótima estabilidade, até mesmo com o ponteiro chegando ao limite de velocidade para a pista. Isso se deve, principalmente, pela barra estabilizadora robusta, que minimiza a rolagem da carroceria.

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A direção recalibrada comparada ao Fit também ajuda o modelo a não escorregar demais nas curvas. A sensação é de ter sempre o carro na mão.

6. Padrão Honda

Um dos segredos do sucesso de vendas da Honda é a confiança na marca. E o WR-V pretende explorar isso.

‘Carro japonês é sinônimo acabamento impecável, mecânica ‘inquebrável’ e qualidade no atendimento nas lojas e pós-venda.

NEM TANTO ASSIM...

7. Preço poderia ser melhor

Aqui deve residir a principal queixa em relação ao modelo. A Honda cobra R$ 79.400 pela versão de entrada EX, R$ 500 a mais que o Fit ELX (topo de linha) e chega a R$ 83.400 na ELX, somente R$ 3.400 a menos que o HR-V LX com câmbio CVT (o manual custa R$ 79.900).

Embora tenha um pouco menos de equipamentos, o HR-V de entrada entrega mais espaço e motorização. Já o Jeep Renegade começa em R$ 72.990 e Renault Captur, em R$ 78.900, em suas opções manuais.

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Diante dos concorrentes mais próximos, o valor também sai um pouco da realidade quando comparado ao Duster - começa em R$ 67.990 na 1.6 manual e chega a R$ 85.070 na 2.0 automático.

E quase se iguala ao do EcoSport, que vai de R$ 72.800 a R$ 89.300 na configuração 1.6, manual ou automático, e bate a R$ 94.700 na Titanium 2.0 automático.

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A Honda se defende dizendo que o seu produto oferece um pacote de equipamentos mais competitivo, como as luzes diurnas em led e a câmera de ré, além de ser um projeto mais moderno.

8. Design controverso

Quando foi apresentado ao vivo, no Salão de São Paulo 2016, o WR-V causou burburinhos pelo design. E quem compra o automóvel, principalmente, pelo visual, vai pensar duas vezes antes de sair da concessionária com o carro.

O WR-V não é feio, longe disso. Digamos que seja controverso. A dianteira transmite uma sensação de robustez, com o capô elevado, no entanto a marca poderia ter trabalhado melhor o conjunto faróis, grade e para-choque.

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O recorte dos faróis, aliás, não é algo que salte aos olhos como acontece no Fit e no HR-V.

A traseira é outro ponto de interrogação no carro. Muitos vão achar que as lanternas em formato de “L” deixe o modelo diferenciado, outros que a pequena barra cromada acima da placa merecia um destaque maior. Mas a verdade é que o desenho encontrado dá margem a discussões.

9. Gritaria do motor pode incomodar

A caixa automática do tipo CVT, geralmente, vem acompanhada de ruídos mais elevados à medida que a velocidade sobe.

O pacote acústico do WR-V isola melhor que o do Fit, no entanto, o barulho continua a incomodar, especialmente se o câmbio estiver na posição S (giros elevados para tornar a tocada mais agressiva).

Neste caso, não há milagre. Quem não quiser se incomodar e não tiver pressa, deixe na posição D e pise com mais calma no acelerador. Os ouvidos e o consumo irão agradecer.

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10. Sem controle de estabilidade e de tração

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A segurança do WR-V só não é melhor porque a Honda decidiu deixar de fora os controles de estabilidade (corrige os deslizes nas curvas) e de tração. Uma ausência sentida para quem pretende bancar o utilitário.

Praticamente todos os projetos mais recentes do segmento vêm equipado com o sistema, além de modelos mais baratos como Ford Ka e Fiat uno.

O que ele traz

WR-V EX

R$ 79.400

Luz diurna em led; ar-condicionado; airbags frontais e laterais; câmera traseira; cintos de segurança de três pontos e encostos de cabeça para todos os ocupantes; computador de bordo; vidros, travas e retrovisores elétricos; fixação de cadeiras infantis Isofix; rodas de liga leve aro 16; sistema de som com tela de 5 polegadas e bluetooth; sistema de bancos Ultra Seat; e volante ajustável em altura e distância com comandos de áudio e telefone.

WR-V EXL

R$ 83.900

Agrega painéis e bancos coloridos; tela multimídia de 7 polegadas com GPS; aplicativos ligados à internet (via celular); cartão SD; e airbags de cortina.

O jornalista viajou a convite da Honda

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