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Enviado por Gazeta do Povo, 05/03/14 4:05:43 PM
Fernandinho, discreto no primeiro tempo e à vontade no segundo. (Foto: Jefferson Bernardes/ Vipcomm)

Fernandinho, discreto no primeiro tempo e à vontade no segundo. (Foto: Jefferson Bernardes/ Vipcomm)

Se o objetivo principal do amistoso contra a África do Sul era testar Fernandinho e Rafinha, já é possível projetar o que será dos dois. Fernandinho estará na Copa e Rafinha precisará esperar um pouco mais.

 

Felipão usou Fernandinho de uma maneira em cada tempo. No primeiro, como primeiro volante; no segundo, como segundo volante. A forma como Fernandinho atua no Manchester City permite essa variação. Nos Citizens Fernandinho joga por dentro na linha de quatro jogadores de meio-campo, ao lado de Yaya Touré. Os dois se alternam nas funções de marcação, saída de jogo e chegada ao ataque. Na seleção, Felipão prefere uma função de cada vez.

 

Como primeiro volante, Fernandinho ficou claramente desconfortável, mas foi eficiente. Plantado na frente dos zagueiros, sem um parceiro ao lado, preferiu recuar, jogar mais próximo da linha defensiva. Ficou um pouco longe de Paulinho, não arriscou passes muito longos.

 

No segundo tempo, avançado, mostrou mais o seu jogo. O lance do quarto gol, que começa e termina com ele, foi do Fernandinho do Manchester City. Bola bem enfiada para Ramires e chegada como elemento surpresa para finalizar. É a imagem que vai para o Jornal Nacional e carimbar Fernandinho na Copa, como a primeira opção “defensiva” para o meio-campo no banco de reservas. E Fernandinho ainda dá mais uma opção, a de jogar ao lado de Luiz Gustavo e Paulinho, com a saída de Oscar ou mesmo em um time sem Fred, com Neymar como referência.

 

Rafinha foi discreto o tempo todo. Ficou mais preso na defesa, arriscou poucas subidas ao ataque. No Bayern tem rendido bem mais. Fez pouco para melhorar uma situação que, de qualquer maneira, não seria definida hoje.

 

Daniel Alves é o titular. Maicon vinha de três temporadas ruins com Manchester City ou Internazionale e reagiu na Roma. Tem jogado menos do que Rafinha no Bayern, mas há um aspecto a seu favor: tem experiência em Copa do Mundo. Em um elenco provavelmente com muitos estreantes, é um fator que Felipão certamente levará em consideração. Se terminar bem a temporada — mais física do que tecnicamente –, vai para a Copa. Caso contrário, a vaga é de Rafinha.

 

Enviado por Gazeta do Povo, 04/03/14 11:50:07 PM

Não gosto da ideia de que o ano só começa depois do Carnaval. Parece-me uma desculpa esfarrapada para empurrar decisões importantes com a barriga. Mas já que é uma ideia socialmente aceita no Brasil, aproveito a data para listar o que Coritiba, Atlético e Paraná precisam fazer agora que 2014, na prática, começou. Até porque vai ficar feito deixar para depois da Copa.

 

Coritiba

Um primeiro volante titular. E outro reserva

A necessidade é recente. Surgiu apenas com a venda de Willian e Júnior Urso. Mas a solução precisa ser urgente. Gil e Germano não dão conta do recado não apenas porque são segundo volante. Não dão conta do recado porque são limitados tecnicamente. Não podem ser primeira opção na função deles, quanto mais na dos outros. Moacir é uma alternativa para tapar buraco, mas o Coritiba precisa de um primeiro volante para jogar e outro para ser reserva. Ah, sim. E um cara que saiba sair jogando.

 

Se livrar do Lincoln

Essa está perto de acontecer, o negócio com o Bahia deve ser fechado na quarta-feira mesmo. Lincoln não deu certo. Custou caro, jogou pouco. Sua saída alivia a folha de pagamento e abre espaço para arejar a função de reserva de Alex.
Controlar o número de lesões

O Coritiba passou os dois últimos anos afundado em um grande número de lesões. A pré-temporada este ano foi ampliada para evitar o problema, mas ainda assim já tem gente no DM, casos de Roni e Geraldo. O tempo dirá se foi mesmo apenas consequência de início de temporada. Ou se o Coritiba terá de renovar as explicações para as contusões.

 

Atlético

Avaliar seriamente o trabalho de Miguel Ángel Portugal

Pedir a cabeça do treinador após quatro jogos, como muita gente fez, é insano. Mas já está chegando a hora de analisar o trabalho do treinador espanhol. A partida do Universitário será a quinta com Portugal, já dá para tirar as primeiras conclusões. O marco definitivo será o fim da primeira fase da Libertadores – e o Atlético estar classificado ou não terá peso decisivo.

 

Por Adriano para jogar mais tempo

O Imperador precisa aumentar o tempo em campo. Os quatro jogos pela frente na Libertadores são fundamentais para Adriano evoluir a ponto de jogar um tempo inteiro. E com mais tempo em campo, já dará para começar a cobrar gols do atacante.

 

Por o Sub-23 no seu devido lugar

As duas últimas partidas já mostraram uma evolução considerável, mas o time de Petkovic precisa de consistência. A exemplo do ano passado, o time de garotos do Atlético só é inferior à equipe principal do Coritiba. Precisa transpor isso para a tabela.

 

Paraná

Por os pagamentos em dia

Ano novo, problema velho na Vila Capanema. Quem está aí desde o ano passado tem salário de 2013 pendurado. Quem chegou agora, ainda não recebeu. Antes de cobrar um desempenho melhor, a diretoria tricolor precisa cumprir sua parte.

 

Decidir se Milton Mendes é o cara certo para a Série B

O salário atrasado atrapalha, mas Milton Mendes claramente não consegue dar um padrão confiável ao Paraná. A evolução após o reforço no meio-campo e a chegada de Giancarlo não decolou. Passar sufoco no Paranaense é um mico que deve custar caro para o treinador.

 

Arrumar o gramado da Vila Capanema

Outro problema herdado de 2013. O gramado da Vila segue atrapalhando o desempenho do Paraná. E a solução é meter a mão no bolso, de onde o Tricolor não consegue nem tirar o dinheiro do salário.

Enviado por Gazeta do Povo, 26/02/14 12:59:47 PM
Adriano, processo demorado. (Foto: Albari Rosa/ Gazeta do Povo)

Adriano, processo demorado. (Foto: Albari Rosa/ Gazeta do Povo)

Adriano saiu puto irritado do gramado do El Fortín, em Buenos Aires. Queria mais tempo para mostrar futebol e deixou isso claro no olhar fulminante que soltou para Miguel Ángel Portugal. A reação é normal de alguém que passou tanto tempo sem jogar e quer mostrar logo que está recuperado. Aceitável, mas ainda assim equivocada.

 

O jogo estava decidido. Com pouco tempo, era impossível o Atlético virar. Ao colocar Adriano naquele momento, a intenção do treinador era claramente dar ritmo ao Imperador.

 

Adriano não jogava havia quase dois anos. Chegou a Buenos Aires tendo jogado apenas os 10 minutos finais da partida contra o The Strongest. Ainda está acima do peso. Precisa aprimorar a condição física e ganhar ritmo de jogo.

 

Diante disso, querer Adriano em campo por um tempo inteiro, neste momento, é loucura. Entrando no intervalo, até poderia fazer um gol e empatar o jogo. Da mesma maneira que poderia se arrebentar com uma lesão muscular. Resolveria o problema de ontem, mas poderia criar um para o restante da primeira fase.

Por outro lado, entrar alguns minutos ajuda na recuperação do Adriano. É um passo necessário para eles estar em melhores condições mais adiante. E, por mais que a vontade geral seja que Adriano volte a jogar bem o mais rápido possível, não dá para acreditar que o Imperador jogue com frequência, em um nível aceitável, ainda neste semestre. Com a derrota certa, Portugal foi tratar do futuro de Adriano e do time. Sem ter como resolver o problema do Atlético ontem, cuidou de trabalhar uma solução para amanhã. Adriano e os torcedores não entenderam isso de imediato. Mas deveriam fazer um esforço para entender que foi a melhor opção.

Enviado por Gazeta do Povo, 22/02/14 11:06:03 PM
Giancarlo e Thiago Rodrigues, adversários hoje e prováveis colegas na Série B. (Foto: Jonathan Campos/ Gazeta do Povo)

Giancarlo e Thiago Rodrigues, adversários hoje e prováveis colegas na Série B. (Foto: Jonathan Campos/ Gazeta do Povo)

Os estaduais no formato atual são ruins para todos os clubes, embora em níveis diferentes. Por exemplo: é pior para o Paraná do que para a dupla Atletiba. E isso fica muito evidente em casos como no Amaral Bowl de hoje, entre Paraná e Rio Branco.

 

O Paraná tem menos dinheiro e é menos atraente para jogadores do que Atlético e Coritiba. Culpa de estar na Série B desde 2008 e de ser a terceira força do futebol paranaense. Some-se a isso o Campeonato Paranaense ser uma vitrine pior que o Paulista, o Carioca, o Gaúcho, o Mineiro e o Catarinense, temos situações como a do Paraná.

 

Sem dinheiro para caminhar sozinho, o Paraná precisa se aliar a um empresário – no caso, Marcos Amaral. E como a vitrine do clube e do campeonato não são as melhores, o jeito é garimpar jogadores que, raro algumas exceções, não conseguiram se encaixar adequadamente nos cinco mercados que eu citei logo acima.

 

Isso faz do Estadual sempre um vestibular para o Paraná. Basta ver que há tempos o clube não consegue entrar na Série B com o time que fecha o Paranaense. A contratação em massa antes do Brasileiro se torna uma obrigação para os paranistas entrarem  realmente competitivos na disputa nacional.

 

Para este ano, Marcos Amaral – e por consequência o Paraná – ampliaram o vestibular. O Rio Branco virou filial, outro campo de testes para o Tricolor. A margem de observação é maior, a chance de tirar um número maior de jogadores, também. É o caminho para se virar diante de um cenário complicado. Por enquanto, ainda não passa a confiança de que não será necessário montar um time novo após o Estadual.

Enviado por Gazeta do Povo, 22/02/14 11:00:50 PM

Tem chamado atenção a queda de braço no elenco do Coritiba por causa do pagamento de direito de imagem. Na teoria, a postura do clube é correta. Direito de imagem deve funcionar como um bônus pela exploração da imagem dos atletas. Se o direito não é usado, o  bônus não existe. O contrato feito à parte com Júnior Urso para a campanha da Nike é um caminho interessante.

 

Na prática, porém, tem-se um erro crasso. A natureza do direito de imagem no futebol foi totalmente deturpada. Em geral, clubes e jogadores usam essa modalidade para pagar menos imposto. Jogam um percentual ridículo do salário na carteira de trabalho, o grosso no direito de imagem e todos saem satisfeitos.

 

É uma prática errada, mas corrente. Por ser errada, precisa ser corrigida. Por ser corrente, precisa haver uma explicação muito clara e um acordo mútuo de que naquele clube vai se mudar a prática.

 

Os jogadores do Coritiba que têm contrato de imagem assinaram vendo aquela modalidade como parte do pagamento mensal. Sendo assim, estão certos em cobrar se o direito está atrasado, mesmo que o clube não use a imagem deles.

 

O Coritiba vai na contramão do futebol ao pregar a extinção do direito do imagem como “drible nos impostos”. Pagar esporadicamente, somente quando houver uma ação específica do clube com o jogador, é um caminho a ser seguido. Mas precisa ser muito bem combinado com o jogador, para evitar constrangimentos para elenco, dirigentes e para o próprio clube.

Lincoln, um dos jogadores que não tem recebido direito de imagem no Coritiba. (Foto: Henry Milléo/ Gazeta do Povo)

Lincoln, um dos jogadores que não tem recebido direito de imagem no Coritiba. (Foto: Henry Milléo/ Gazeta do Povo)

Enviado por Gazeta do Povo, 22/02/14 10:57:33 PM
Foto: Hugo Harada/ Gazeta do Povo

Foto: Hugo Harada/ Gazeta do Povo

Desde que o Atlético passou a escalar o Sub-23 para jogar o Campeonato Paranaense, é obrigatório analisar o desempenho do clube no Estadual: proposta de uso de jogadores e resultados.

 

Como proposta de uso de jogadores, tem valido a pena. Dráusio, Carlos César, Lucas, Olaza, Bruno Mendes, Mosquito e Douglas Coutinho quicaram no Sub-23 antes de subir ou voltar ao time principal. Exceto Mosquito, deram ao time a primeira e única vitória no campeonato, no Atletiba. E conseguiram aprimorar a forma física e técnica para ajudar o Atlético na Libertadores. É um relaxamento de fronteira bem-vindo em relação aos dois elencos totalmente separados do ano passado.

 

Como lapidação de novos jogadores, também tem funcionado. Escrevi outro dia, falando do Coritiba, que um clube deve comemorar sempre que consegue puxar dois bons jogadores da base no fim da temporada. O Atlético caminha firmemente para atingir essa “cota” ao fim do estadual. Otávio e Marcos Guilherme são realidades. Estão prontos para ajudar a equipe principal. E nem cito Crislan, que já deveria ter recebido alguma oportunidade ano passado.

 

Ok, mas e o resultados? O Atlético entra em campo amanhã, contra o Arapongas, na vice-lanterna. Mesmo com um elenco jovem, é vexame. Então se o pessoal que desce está sendo bem aproveitado e há meninos que merecem subir, por que o time não engrena?

 

A reação imediata é culpar Petkovic, que estreia como técnico no Sub-23. Responsabilizar Petkovic é fácil e errado na mesma medida. É preciso olhar para trás e para cima.

 

Para trás, vamos encontrar Arthur Bernardes. O técnico do Sub-23 do ano passado acabou recebendo mais crédito que o merecido pela campanha. O mérito principal está em ter encontrado uma fórmula tática que explorou duas grandes virtudes daquele elenco: poder de marcação e velocidade. Mas não foram poucas às vezes em que o Atlético teve de superar as intervenções do seu técnico para vencer. Alguém aí no fundão falou Marcos Guilherme de lateral-esquerdo? Pois é…

 

Depois do Paranaense, Arthur teve um semestre inteiro para preparar o time para o Paranaense deste ano. Fracassou. Tanto nas competições de base — o Atlético rodou na primeira fase do Brasileiro Sub-20 — como na preparação de um time competitivo para o Estadual. Logo no início, Petkovic demonstrou a surpresa com a baixa quilometragem da garoto.

 

Isso remete diretamente ao “olhar para cima”. Antonio Lopes gerencia o futebol do Atlético, o que engloba também o Sub-23. É muito culpa dele se os meninos que trabalharam um semestre inteiro com Arthur Bernardes chegaram com pouca quilometragem às mãos de Petkovic. E Lopes não ajuda nada a corrigir esse rumo tendo atitudes intempestivas como ficar berrando com Miguel Ángel Portugal nos jogos da Libertadores ou pagando de delegado na beira do campo, como no jogo com o Londrina.

 

Lopes tem uma história fantástica no futebol, mas está virando caricatura de si mesmo. Quando perceber e mudar esse cenário, terá condições de ajudar Petkovic a fazer o Paranaense de 2014 ser bom para o Atlético também nos resultados.

Enviado por Gazeta do Povo, 22/02/14 9:55:35 PM

De volta a Curitiba após uma semana mergulhado nos assuntos de Copa em Florianópolis, hora de botar a conversa em dia. Começo resgatando a coluna da Esportiva impressa de sexta-feira, sobre o grande fato dentro de campo do futebol paranaense, o milésimo jogo de Alex. Mais pra cima tem posts separados do trio de ferro.

Alex com a camisa do milésimo jogo: marca rara para um jogador raro. (Foto: Divulgação/ Coritiba)

Alex com a camisa do milésimo jogo: marca rara para um jogador raro. (Foto: Divulgação/ Coritiba)

A correria com o Seminário da Copa em Florianópolis me permitiu acompanhar a cobertura do jogo mil de Alex pelo site da firma. Vitória do Coritiba, gol do Alex cobrando pênalti, foto com o pai no campo, filhos com ele no hino, beijo na Daiane antes de a bola rolar… Cenas de uma noite que vai além da marca dos mil jogos, que, matematicamente, pode ser atingida por qualquer jogador de carreira longeva e poucas contusões. Raro é bater nos mil jogos como Alex. E não me refiro ao talento acima da média para bater na bola.

Alex tem seis times no currículo e é ídolo em quatro deles. Idolatria quase no sentido literal. Coxas, palmeirenses, cruzeirenses e, principalmente, os malucos torcedores do Fener têm devoção por Alex. Um feito que se torna ainda mais notável diante da personalidade do meia. Alex não é marqueteiro. Nunca beijou escudo para fazer média nem deixou de botar o dedo nas feridas do clube que defendia porque pegaria mal com alguém. Conquistou toda essa admiração com trabalho e respeito, a fórmula mais simples e ao mesmo tempo difícil de se alcançar que existe.

No caso específico do Coritiba, tornou real uma promessa que para muitos parecia ser só da boca pra fora, de voltar para encerrar a carreira no clube. Quem não duvidava, certamente achava que Alex só abriria mão de uma proposta melhor para jogar no Coxa quando mal tivesse condições de andar em campo. Está aí cada partida dele pelo clube para provar o contrário.

 

E como se não bastasse isso tudo, Alex ainda comprou com mais um grupo de jogadores a briga de tentar mudar o futebol brasileiro. Se para o torcedor o que vai ficar de Alex são os golaços e jogadas geniais, o grande legado que ele deixará para o futebol será o do Bom Senso FC. E quando os pontos centrais da pauta forem conquistados (o futebol brasileiro chegou a um ponto em que falar de mudança é dizer quando ela vai acontecer, não se), Alex garantirá ao seu nome uma imortalidade maior que os notáveis mil jogos atingidos na quarta-feira.

Enviado por Gazeta do Povo, 18/02/14 10:52:51 AM
Será nesta sala que Jérôme Valcke anunciará a decisão da Fifa sobre Curitiba. (Foto: Hugo Harada/ Gazeta do Povo)

Será nesta sala que Jérôme Valcke anunciará a decisão da Fifa sobre Curitiba. (Foto: Hugo Harada/ Gazeta do Povo)

A Fifa convocou para hoje uma entrevista coletiva para anunciar se Curitiba segue como sede da Copa do Mundo de 2014. Será em Florianópolis, às 15 horas, com a presença do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, do chefe executivo do COL, Ricardo Trade, do secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luís Fernandes, e um representante de Curitiba. Um representante que, até agora de manhã, nem mesmo a cidade sabia quem e se conseguiria mandar.

 

A indefinição é justificada pela agenda apertada. Tanto o secretário municipal de Copa, Reginaldo Cordeiro, como o coordenador-geral de Copa no Paraná, Mario Celso Cunha, estarão até o começo da tarde acompanhando o consultor de estádios da Fifa, Charles Botta, na Arena da Baixada. Uma opção seria mandar o prefeito Gustavo Fruet ou o governador Beto Richa, que têm uma reunião com Botta, mas já estariam livres a partir das 11 horas. Neste caso, a dificuldade seria o tempo de deslocamento de carro ou por via aérea até Florianópolis. E a travessia da ilha para chegar ao Costão do Santinho. Ontem, eu e o Hugo Harada, fotógrafo, demoramos uma hora para atravessar da Brioi até Ingleses, dois quilômetros antes do Costão.

 

O anúncio da presença de um representante de Curitiba na coletiva foi interpretado, pela imprensa que cobre o Seminário de Equipes, na capital catarinense, como um sinal de que a cidade será mantida na Copa do Mundo de 2014. A leitura é de que a cidade-sede não seria convidada para uma entrevista em que, no caso de exclusão, seria bombardeada pela imprensa do mundo inteiro. São 280 jornalistas credenciados para o evento: 120 estrangeiros e 160 brasileiros. Dentro ou fora da Copa, Curitiba precisa mandar um representante. Vai ficar feio uma plaquinha sem ninguém na mesa da sala de imprensa.

 

*****

 

Nos últimos dias, vários colegas, cada um com suas fontes, têm cravado Curitiba dentro ou fora da Copa. A divisão só indica como o tema é delicado e polêmico. Ainda não tenho informação segura, somente a percepção de quem está acompanhando essa zona toda há muito tempo. Mantenho o que tenho escrito desde janeiro: Curitiba segue na Copa. Posso estar errado, mas acho difícil.

Enviado por Gazeta do Povo, 15/02/14 5:04:33 PM
Júnior Urso leva sua dancinha para Xangai. (Foto: Divulgação/ Coritiba)

Júnior Urso leva sua dancinha para Xangai. (Foto: Divulgação/ Coritiba)

A venda de Júnior Urso para o futebol chinês só se justifica pela grana. O Coritiba embolsará nada desprezíveis 2 milhões e meio de obamas. Não vi nem ouvi informações sobre salário do volante, mas é de se supor que seja uma oferta muito boa. Como referência, Cuca, o técnico que indicou Júnior Urso, ganha 1 milhão e meio de dilmas por mês.

 

A vantagem do negócio se esgota na grana. Do ponto de vista técnico, é ruim para os dois lados. Júnior Urso vai para um futebol fraco. Por mais que sobre grana, o futebol chinês ainda tem um grave problema: ainda tem muito chinês nas equipes.

 

Isso derruba o nível técnico e faz com que quem vem de fora não precise de muito para se destacar. Daí para se acomodar e parar de evoluir, é um pulo. Valeria mais a pena para Urso ficar no Brasil, jogar bem este ano e buscar espaço em um mercado decente da Europa. É o problema de quando o jogador (ou o empresário) pensam acima de tudo no dinheiro.

 

Para o Coritiba, o primeiro prejuízo é perder seu melhor volante. E como Willian também deve sair, o rombo é gigantesco. Urso não apenas é melhor que Willian, mas tinha todas as condições de fazer deste seu grande ano no Coritiba.

 

Digo isso porque Júnior Urso teve chefes que mais o atrapalharam do que ajudaram no Alto da Glória. Primeiro Marcelo Oliveira, que insistia em fazer dele segundo volante e incentivava os avanços até a área adversária. O passe de Júnior Urso é limitado. Não dá pra segundo volante. O avanço até a área é bom como surpresa, mas precisa que o jogador saiba finalizar. Urso não sabe e não foi Oliveira o cara a ensinar isso a ele.

 

Marquinhos Santos até tentou fazer algo diferente, botar Urso na dele, de primeiro volante. Logo começou a instigar as arrancadas do volante e, no fim, não resistiu: botou Urso como segundo volante.

 

E acima dos dois esteve Felipe Ximenes, o responsável por levar Urso para o Coritiba. Ximenes transformou Urso em bandeira para provar que ele estava certo e os críticos, errado. Estimulava treinadores a darem liberdade para Urso fazer o que não sabe: dar passe longo e pisar na área para chutar. Uma birra doentia que quase queimou um bom jogador com a torcida. E que, é preciso olhar para os dois lados, fez muito colega de imprensa dar pau em Júnior Urso para atingir Ximenes.

 

O cenário para este ano era mais animador. Dado Cavalcanti trabalhou Urso como primeiro volante, entre as duas linhas de quatro. É onde ele rende melhor. Com as mudanças no departamento de futebol, Urso passou a ser visto como um bom jogador, não como tese de pós-doutorado em futebol de dirigente. Tinha tudo para canalizar isso em um grande ano. E realmente pode conseguir isso na China, até com mais facilidade. Pena que isso só vá fazer diferença para o seu bolso.

Enviado por Gazeta do Povo, 15/02/14 4:41:31 PM
Tinga, a mais nova vítima do racismo. (Foto: Washington Alves/ Vipcomm)

Tinga, a mais nova vítima do racismo. (Foto: Washington Alves/ Vipcomm)

Episódios como a perseguição racial da torcida do Real Garcilaso contra Tinga resgatam uma velha ideia ainda muito viva no futebol, de que a partir do momento em que você atravessa o portão do estádio, as normas sociais são relaxadas. É como se o ambiente do jogo desse a permissão para xingar, ofender, enganar, agredir. Vale para a arquibancada, vale para o campo. A ética do futebol é nojenta e alimentada pela impunidade.

A Conmebol já avisou que vai analisar o caso. Vindo da Conmebol, não dá para esperar muita coisa. Uma advertência, uma multa leve, nada além disso. É pouco. Atos racistas devem ser punidos com rigor. Se são cometidos pelo torcedor, que pague o clube. Ah, mas se o clube não estimulou, é injusto. Como controlar?

O discurso de que o clube não tem culpa nem como controlar é conveniente para quem comete o crime. Vai lá, se infiltra na multidão, faz som de macaco para desestabilizar o adversário e fica por isso mesmo. Não dá para ignorar que, mesmo sem estimular, o clube se beneficia por enfrentar em campo um oponente abalado emocionalmente. Entre deixar passar impunemente porque o clube não estimulou ou punir a equipe como um recado claro de que aquela atitude não é tolerada, melhor sempre a segunda opção. É um pouco injusto, mas paciência. E aqui estou falando de penas esportivas. A polícia tem o dever de investigar e punir criminalmente quem cometer o ato.

Em regra, funciona até melhor do que a Justiça Desportiva. Basta lembrar do caso Manoel. Pela Justiça Desportiva, Danilo corria risco de punição maior pela cusparada no atleticano do que pela ofensa racional. Na Justiça Comum, foi condenado a pagar uma multa. Um avanço.

Esportivamente, o racismo deveria ser equiparado a doping. O jogador que é flagrado pela primeira vez no antidoping pega uma pena pesada — o atleticano Rodolfo ficou um ano e meio parado, por exemplo. Em caso de reincidência, é banido. Deveria valer o mesmo para jogador que cometer ato racista em campo. Só assim o futebol começará a encarar de frente essa praga social e dos gramados.

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