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Renúncia de Beto Richa poderia forçar uma composição entre Ratinho e Osmar Dias

Ratinho e Osmar. Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo.
Ratinho e Osmar. Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo.

A renúncia de Beto Richa tem várias consequências possíveis na política local. Uma delas é a ideia da criação de uma “frente” dos demais candidatos para combater o grupo de Cida Borghetti e Ricardo Barros, que de uma hora para outra se viu no comando da máquina pública.

Até aqui, Ratinho e Osmar eram vistos como os dois principais candidatos ao governo. Cida ficava sempre em um terceiro lugar distante. Mas claro que ao assumir o governo e ganhar o controle de secretarias, estatais, quatro mil comissionados e de um orçamento bilionário, a coisa muda de figura.

Os prefeitos que Ratinho passou anos seduzindo podem virar o cocho; os deputados estaduais, que precisam de verbas para seus municípios, serão pressionados a apoiar a governadora. E ela, por consequência, vira uma das favoritas. Talvez “a” favorita.

Com isso, os outros candidatos precisam reformular suas estratégias. Quem mais sai perdendo é Ratinho, que pertence ao mesmo grupo e agora se vê isolado. Seus aliados dizem que ele já previa esse cenário, mas claro que perder o apoio do governo é sempre um baque.

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Nenhum dos dois lados nega que poderia haver interesse numa composição, embora seja cedo. Mas o problema é saber quem abriria mão de ser candidato ao governo, aceitando, por exemplo, disputar o Senado.

Em princípio, os mais chegados a Ratinho dizem que ele mantém tudo como antes. Pode ser que ele faça exatamente como em 2012,quando disputou a prefeitura de Curitiba: todos aconselhavam uma mudança de planos, para que ele não batesse de frente com Fruet e Ducci, mas ele manteve a candidatura. E quase deu certo.

Osmar Dias também não parece disposto a abrir mão da cabeça de chapa. Diz que o apoio de Ratinho seria bem-vindo, desde que ele aderisse a seu plano de governo. “Ele é jovem, imagino que pudesse ser candidato ao Senado”, diz Osmar, que já foi senador duas vezes.

Tudo isso, claro, pode mudar conforme a carruagem for andando e os dois forem descobrindo se Cida está tirando votos – e de quem.

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