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Secretário de Segurança insinua que foi demitido por “enfrentar interesses e privilégios”

Wagner Mesquita. Foto: Antonio More/Gazeta do Povo.
Wagner Mesquita. Foto: Antonio More/Gazeta do Povo.

Com colaboração de Felippe Anibal:

Dois dias depois de sua demissão do posto de secretário de Segurança, Wagner Mesquita divulgou uma mensagem insinuando que sua saída do governo pode ter se dado por motivos “políticos”, já que ele teria enfrentado “privilégios, interesses” e combatido “monopólios”.

A mensagem foi enviada via WhatsApp. O secretário chegou a agendar entrevistas com a imprensa para falar sobre sua saída, mas desmarcou, dizendo que optou por se manifestar apenas por escrito.

“Em um ano de eleições, o caráter político nas decisões de governo ganha importância, e tenho que reconhecer que esse não é o meu forte. Gosto de fazer polícia e obter resultados, e não há como atingir metas agradando a todos”, afirma o ex-secretário na mensagem.

Logo a seguir, dá a entender que sua queda pode ter ocorrido por motivos espúrios. “Buscando o melhor armamento, os melhores equipamentos, enfrentei privilégios, interesses, e combati monopólios. Se esse era o preço, pago de bom grado. E nesse viés, talvez seja realmente a hora de partir para outra missão”, diz.

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Em nenhum momento, Mesquita deixa claro quem seriam as pessoas que agiram contra ele nem quais interesses teriam sido contrariados.

Na mensagem, o ex-secretário agradece ao governador Beto Richa pela oportunidade e deseja sorte ao sucessor, Júlio Reis. Mas aproveita para dizer que fez o que pôde “dentro das circunstâncias”.

Mesquita nega culpa pela crise do IML que levou à sua demissão – depois que o corpo de um rapaz assassinado em Colombo ficou na rua por 13 horas à espera de um rabecão. E diz que ele próprio teria solucionado o problema.

Mesquita também diz que recebeu a secretaria endividada e que deixa a pasta numa situação muito melhor.

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