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Tony Garcia diz que mais denúncias contra Beto Richa surgirão (mas nega ter divulgado áudio)

Tony Garcia. Foto: Arquivo/Gazeta do Povo.
Tony Garcia. Foto: Arquivo/Gazeta do Povo.

O ex-deputado estadual Tony Garcia diz que não teve nada a ver com a divulgação do áudio que derrubou Deonilson Roldo do governo do estado. Mas, ao mesmo, tempo, diz saber que há muito mais por vir. “Tem muita coisa que eu sei, e tenho provas de tudo que digo”, afirma.

Amigo de Beto Richa “desde os tempos de kart”, Tony se manteve próximo ao governador durante os dois mandatos de prefeito e por boa parte do governo do estado. “Falava com ele quase todo dia”, afirma. Mas diz que com o tempo o governador foi “se transformando” e se cercando de pessoas que estariam fazendo coisas erradas.

Tony diz que conhecia os donos do grupo Bertin “do interior de São Paulo”. “Não via nenhum deles faz anos, a gente se encontrou por acaso.” Foi quando Tony soube que o grupo tinha interesse em dois negócios do governo paranaense, um da Copel e outro, a licitação da PR-323.

“Em janeiro de 2014, antes de tudo isso, falei com o Deonilson para receber um representante deles”, diz. Em fevereiro, diz o ex-deputado, um dos irmãos proprietários do grupo teria procurado Tony dizendo que “um tal Denilson”, do governo, estava atrás dele. “Brinquei que ‘o tal Denilson’ era o governador em exercício. Ele ficou preocupado e disse que então ia ver o que queriam com ele.”

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Segundo Tony, desde o começo o empresário achou que tinha relação com o fato de eles terem comprado o edital da PR-323 – uma obra que envolvia R$ 7 bilhões. Como tinha problemas antigos com a Odebrecht, avisou que ia gravar a conversa.

“Depois de sair do Palácio ele me procurou e contou o que o Deonilson tinha falado. Mas nem fiquei com uma cópia da gravação”, disse. Segundo o ex-deputado, só mais tarde, frustrado por não ter conseguido nenhum dos dois negócios, o empresário entregou o pen-drive a ele.

Tony diz que nunca usou isso para chantagear Beto Richa nem entregou a ninguém. Na sua versão, ele primeiro mostrou a gravação a Pepe Richa, irmão do governador e secretário de Infraestrutura e Logística, responsável pelas obras em estradas. Segundo ele, Pepe não sabia de nada. “Esse sempre foi um inocente útil”, diz.

Depois, Tony diz ter ido ao apartamento de Beto Richa. “Contei da gravação, ele disse que estava chocado, mas disse que nem queria ouvir. Que isso virava o estômago dele.” Depois, Tony diz que foi falar diretamente com Deonilson. “Ele negou que tivesse falado com alguém, mas mostrei a gravação”, diz ele.

Segundo o ex-deputado, desde lá suas relações com Beto Richa foram minadas por Deonilson. “Mas jamais usei a gravação. No meu entendimento, já tinha feito minha parte ao mostrar aquilo para o governador, que era a maior autoridade do estado”, disse.

Tony nega ainda que estivesse chantageando alguém, que esteja negociando delação com o MP (diz não ter processos pendentes) e afirma não ser candidato (embora esteja filiado ao PTC).