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Enviado por admin, 27/01/13 7:24:00 PM
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Jean-Louis Trintignant e Emanuelle Riva: infinitude e amor sem fim.

Michael Haneke é um artista necessário. Sua obra confronta, incomoda, faz pensar sobre aspectos sombrios da condição humana e do mundo contemporâneo. Vai na contramão do cinema de entretenimento, que quase sempre busca recompensar o espectador com um final feliz, ou uma lição de vida edificante, esperançosa. Talvez, por isso, seja tão espantoso que Amor, que já havia conquistado a Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano, tenha sido indicado ao Oscar em cinco categorias, entre elas a de melhor filme, feito raro para uma produção falada em um idioma que não seja o inglês.

Há quem diga que Amor conquistou a crítica norte-americana porque revela um Haneke mais terno, menos devastador e violento do que o visto em A Professora de Piano, Caché ou A Fita Branca. Talvez isso seja verdade, em termos. Mas engana-se quem for vê-lo na expectativa de assistir a uma trama romântica que enaltece o eterno amor de um casal no fim da vida.

Estupidamente tocante e, lá a sua maneira, também romântico, Amor é um antimelodrama, um soco no estômago emocional. Justamente porque retrata, sem artifícios, a extensão de um sentimento que, apesar de imenso, não é capaz de driblar o inevitável.

Georges (Jean-Louis Trintignant, de Z e Um Homem e uma Mulher) e Anne (Emanuelle Riva, de Hiroshima, Mon Amour) são um casal de pianistas clássicos octogenários, que vive em um amplo e confortável apartamento parisiense. A rotina dos dois, serena e até certo ponto previsível, muda traumaticamente quando Anne, durante uma cirurgia de desobstrução da veia carótida, sofre um acidente vascular cerebral e fica com metade do corpo paralisada.

Condenada a se locomover em uma cadeira de rodas, Anne, antes uma mulher ativa e independente, se vê limitada e forçada a recorrer ao marido para quase tudo. Ele se desdobra para manter a vida dos dois dentro de uma relativa normalidade, mas tanto ele quanto ela são pessoas esclarecidas e sabem que nada será como antes. Ainda assim, preferem não ter de recorrer à filha, Eva (Isabelle Huppert), que vive na Inglaterra com o marido e os filhos.

À medida em que a saúde de Anne entra em declínio, e sua dependência de Georges aumenta, ela começa a mergulhar em estado de profunda angústia. De depressão mesmo, o que só agrava seu estado físico. No entanto, ele não desiste de tentar ajudá-la com uma devoção ao mesmo tempo inspiradora e dilacerante, já que movida por um inconformismo latente,

Haneke, ao não fugir dos chamados tempos mortos – momentos do filme em que, aparentemente, nada acontece em cena –, reforça o tom angustiante da narrativa, o que a aproxima de outras de suas obras. O crescente clima de tensão entre Anne, inconformada com seu estado, e George, que insiste em mantê-la viva e lúcida, extrapolam os limites da tela e contagiam o espectador, que não têm outra opção a não ser pensar sobre a incontornável finitude de suas próprias existências.

As brilhantes atuações de Trintignant e Emanuelle, que aos 85 anos é a mulher mais idosa já indicada ao Oscar de melhor atriz, são espetaculares. Mas Haneke, alemão criado na Áustria, não faz de seu filme (apenas) uma vitrine para o talento de seus atores. Prefere dissecar aos mínimos detalhes esse amor que parece tão precioso e improvável em tempos regrados pelo individualismo, pela solidão.

Enviado por admin, 25/01/13 2:36:00 PM
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Joaquin Phoenix está brilhante como o atormentado protagonista de O Mestre.

O Mestre, novo longa-metragem do ousado diretor Paul Thomas Anderson (de Sangue Negro), é desaconselhável para quem vai ao cinema em busca de diversão. O diretor de Magnólia leva avante sua missão de retratar o avesso do sonho norte-americano, matéria-prima de grande parte da produção hollywoodiana.

A narrativa é errática, imprecisa e parece perder o rumo em vários momentos. Essa impressão é enganosa. Apenas reproduz os tortuosos caminhos mentais trilhados por seu protagonista, Freddie Quell (Joaquin Phoenix), um sujeito que após sair da Marinha, logo depois do término da Segunda Guerra Mundial, se vê sem qualquer rumo ou objetivo de vida, e acaba caindo em uma série de armadilhas que ele mesmo trata de criar para si mesmo.

Alcoólatra e avesso a qualquer atividade que envolva disciplina, Freddie encontra abrigo no seio de uma seita que começa a nascer por obra e graça de Lancaster Dodd (Philip Seymour Hoffman), médico, filósofo e charlatão manipulador de corações e mentes, criador do que ele chama de “A Causa”. Anderson, a título de curiosidade, teria se inspirado na história da Igreja da Cientologia, que tem os atores Tom Cruise e John Travolta como seguidores, para criar o seu roteiro.

O encontro entre Quell e Dodd é explosivo. Enquanto o ex-marinheiro e agora fotógrafo vê no mestre uma espécie de figura paterna carismática, ausente em sua história de vida, o líder místico enxerga no rapaz uma cobaia sob medida para seus jogos mentais, cuja devoção o inebria, alimentando seu ego desmedido.

Retrato desencantado dos Estados Unidos do pós-Guerra, passado no início dos anos 1950, O Mestre é, em certa medida, um antifilme. Anderson agride o espectador, frustrando suas expectativas o tempo todo, lhe negando qualquer elemento que possibilite identificação, empatia. É uma obra sobre seres desgraçados e é dessa coragem de não querer agradar que tira sua grande força.

Planos espetaculares, a genial trilha sonora dissonante de Jonny Greenwood (da banda Radiohead), impecável reconstituição de época e as sensacionais atuações, todas indicadas ao Oscar, de Phoenix, Hoffman e Amy Adams, que vive o papel da ardilosa e ambígua Peggy, mulher de Dodd, fazem de O Mestre um dos filmes mais corajosos e menos divertidos da temporada.

Enviado por admin, 22/06/12 12:14:00 PM
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Trio de pseudomachões que não dão conta das “novas mulheres”.

E Aí, Comeu?, que estreia nos cinemas, parece, mas não é o filme mais machista de todos os tempos. Baseado na peça homônima de Marcelo Rubens Paiva (de Feliz Ano Velho), que também assina o roteiro, ao lado de Lusa Silvestre, o longa-metragem de Felipe Joffily (de Muita Calma Nessa Hora) tem o mérito de ser um comentário bem-humorado, porém crítico, sobre o machismo, e não uma ode acrítica a ele. Menos pior.

Fernando (Bruno Mazzeo), Honório (Marcos Palmeira) e Fonsinho (Emilio Orciollo Netto) são três amigos de infância que se veem à beira de um ataque de nervos.

Diante de uma “nova mulher”, menos sujeita a seus caprichos e demandas, eles buscam, sem muito sucesso, compreender que papel hoje ocupam no mundo. E batem muito a cabeça.

Enquanto Fernando, arquiteto bem-sucedido, é surpreendido pela esposa, Vitória (Tainá Muller), com um pedido de divórcio, Honório, jornalista experiente mas insatisfeito com a profissão, se vê às voltas com a mulher, Leila (Dira Paes), independente e determinada em não lhe dar satisfação sobre todos os seus passos.

Fonsinho, por sua vez, é um menino grande e o mais frágil. Filho de pai rico, sonha ser escritor, mas não tem experiências de vida capazes de alimentar sua literatura. Com medo de compromissos, prefere ter casos com mulheres casadas e pagar por sexo a enfrentar o risco de se relacionar de verdade.

O trio, cuja verborragia poderá ofender quem não entender o intento de mostrar quão patéticos os personagens na verdade são, se reúne no Bar Harmonia, onde chora suas pitangas e brinca de ser homens de verdade, até descobrir que tem de crescer. O filme não chega a ser memorável, mas é melhor do que a média das comédias brasileiras dos últimos tempos.

Enviado por admin, 14/06/12 11:14:00 AM
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Cartaz do filme A Última loucura de Mel Brooks, filme mudo do comediante norte-americano.

Acabo de ler uma matéria da revista ÉPOCA , intitulada “A Dublagem venceu as Legendas”, que sentencia: o público brasileiro prefere ver filmes dublados e o dia das cópias legendadas estariam contados no país. Ela serão exceção, e não mais regra.

Gostaria de saber o que vocês pensam sobre o assunto.

Estou preocupado em relação ao futuro dos filmes lançados no Brasil a partir de agora Mas, talvez, seja apenas eu e mais meia dúzia de “cinéfilos elitistas”, como um leitor outro dia me chamou, que se importam com isso.

Enviado por admin, 11/06/12 3:19:00 PM
Divulgação/Warner
Michael Fassbender é o androide David: melancólico como Wall-E.

O preâmbulo de Prometheus, novo filme do diretor britânico Ridley Scott, é enigmático para quem ainda não viu o restante do filme: uma criatura com características físicas semelhantes às dos humanos, mas com altura e musculatura avantajadas, e uma pele que o faz parecer uma estátua de mármore, ingere um líquido escuro à beira de uma gigantesca cachoeira. O efeito é imediato. A sequência, rodada em deslumbrante cenário natural na Islândia, sugere que esse ser humanoide sofre mutações genéticas instantâneas que terminam por, aparentemente, destrui-lo.

A trama de Prometheus antecede a de Alien — O Oitavo Passageiro (1979), longa fundador de uma série de quatro filmes, todos muito interessantes, cada um realizado por um cineasta diferente: Ridley Scott, James Cameron (Aliens), David Fincher (Alien 3) e Jean-Pierre Jeunet (Alien: A Ressurreição). A conexão mais forte, no entanto, é mesmo com o longa-metragem original, assinado por Scott, que realizaria outro clássico do gênero, Blade Runner — O Caçador de Androides (1982).

Prometheus, que entra em cartaz na próxima sexta-feira, mas já pode ser visto neste fim de semana em sessões de pré-estreia, pode ser encarado como uma prequel. O filme se torna mais interessante para quem tiver vivos na memória detalhes da trama de Alien — O Oitavo Passageiro, mas seu roteiro foi pensado para que o filme se sustente sozinho, podendo agradar a novas gerações. E aí reside um problema: talvez seja soturno, instrospectivo e até filosófico demais para um público que prefere entretenimento de digestão mais imediata, como o fenômeno de bilheteria Os Vingadores, feito sob encomenda para o paladar “adultescente” que tem pautado a indústrial cultural em tempos recentes.

O título de Prometheus se refere a uma nave espacial que se desloca em direção a um planeta distante, em uma rota que tem como referência mapas pré-históricos recém-descobertos. Neles, há a indicação de um local onde a raça humana teria sido concebida, o que pode lançar por terra, por exemplo, toda a Teoria Evolucionista de Charles Darwin e pelo menos problematizar a do Creacionisamo, defendida por setores mais conservadores do Cristianismo, por exemplo.

Quem lidera o grupo de cientistas que empreendem essa cruzada espacial é a corajosa Elizabeth (Noomi Rapace, da versão sueca de O Homem Que Não Amava as Mulheres). Ela está a bordo por razões muito profundas: deseja se ver frente a frente com o Criador, seja lá quem ou o quê ele seja. E acredita que, nesse planeta, encontrará seres superiores, que ela chama de “diretores” (ou “engenheiros”, na tradução em português), responsáveis pela criação da Terra e da humanidade. Pode estar certa, ou muito errada.

A personagem, obstinada e cuja linguagem corporal por vezes flerta com o masculino, tem conexão direta com Ellen Ripley, protagonista da quadrilogia Alien, importalizada pela atriz Sigourney Weaver.

Os demais integrantes da tripulação participam da missão por razões um tanto distintas das de Elizabeth. O namorado dela, vivido por Logan Marshall-Green, é destituído de fé, a não ser pela Arqueologia. Chalize Theron, já em cartaz como a rainha má de Branca de Neve e o Caçador, interpreta a representante da corporação que financia a missão — suas reais intenções são no mínimo ambíguas. Assim como as de seu patrão, Peter Weyland (Guy Pearce), supostamente já falecido, que teria optado bancar a expedição em nome da ciência.

Além de Elizabeth, o personagem mais interessante do filme, contudo, é mesmo o androide David (o surpreendente Michael Fassbender, de Shame), que, como o robozinho de Wall-E, busca referências de humanidade assistindo a filmes antigos: ele se espelha ao Peter O’Toole de Lawrence da Arábia, de quem copia os cabelos muito loiros.
Como se vê, Prometheus é um filme cheio de camadas a serem desvendadas. Só isso já é um bom motivo para conferi-lo.

Enviado por admin, 24/05/12 6:27:00 PM
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Eva Mendes está no elenco do elogiado Holy motors, de Leos Carax.

Na Estrada, adaptação do clássico da literatura beat On the Road,de Jack Kerouac, dirigida pelo brasileiro Walter Salles,dividiu os críticos. apesar de ter sido aplaudido efusivamente quando apresentado na sessão de gala do Festival de Cannes.

No ranking da imprensa especializada, o filme mais bem colocado é Amour, do diretor alemão Michael Haneke, de A Fita Branca, filme sobre questões amorosas na terceira idade, estrelado pelo veteranos Jean Jean-Louis Trintignan e Emmanuelle Riva.

Outros bem cotados são o dinamarquês The Hunt, de Thomas Vinterberg (de Festa em Família), e Holly Motors, do cineasta francês Leos Carax (de Os Amantes do Pont-Neuf).

Confira os trailers:

Enviado por admin, 17/05/12 11:47:00 AM

Xingu, épico de Cao Hamburguer sobre os irmãos Villas-Boas, é um dos fracassos do cinema nacional neste ano.

Uma suspeita: os curitibanos não curtem muito o cinema brasileiro. Há alguns indícios fortes que sustentam essa hipótese. A partir de dados coletados entre 1.º de janeiro e 31 de setembro de 2011 em dez cidades brasileiras (confira quadro nesta página), o site Filme B, o mais completo portal sobre o mercado cinematográfico do país, constatou que as produções nacionais respondem por apenas 8,9% da audiência curitibana, a menor média entre as praças analisadas, e nenhum dos longas-metragens brasileiros ficou entre os dez mais vistos na capital paranaense. O filme brasileiro mais bem colocado, Cilada.com, ficou em 19.º lugar, com 57.373 pagantes. O campeão de bilheteria em Curitiba foi Os Smurfs, 197.524 ingressos vendidos, batendo Rio, o mais visto no país até então.

Em 2012, a situação na melhorou:grandes lançamentos, como Xingu, de Cao Hamburguer, e Paraísos Artificiais, também naufragaram retumbantemente no nosso circuito.

Assim como Curitiba, Porto Alegre, onde o market share correspondente à produção nacional foi de 10,3%, também não teve nenhum longa brasileiro entre as dez maiores bilheterias no período. O diretor do Filme B, Paulo Sérgio Almeida, não acredita que haja exatamente um preconceito contra o cinema nacional no sul do Brasil, mas é fato que as produções feitas no país têm um desempenho pior na região. Em 2011, filmes brasileiros responderam por 14% do mercado, atingindo médias ainda maiores em cidades como Recife (19,5%), Salvador (19%), Rio de Janeiro (17,3%), Belo Horizonte (15,6) e Manaus (14,5%).

Embora não exista uma razão que explique o comportamento do público em Curitiba ou na capital gaúcha, há algumas hipóteses. A primeira delas, diz Almeida, está relacionada ao perfil dos filmes brasileiros mais vistos neste ano: De Pernas pro Ar, Cilada.com, Bruna Surfistinha, Assalto ao Banco Central e Qualquer Gato Vira-lata. Todos são produções que contam com copatrocínio, utilizado no lançamento e na divulgação, da Globo Filmes, e têm forte sotaque carioca, com o qual o público, tanto em Curitiba quanto em Porto Alegre, teria menor idetificação, afirma Almeida. “Sem falar que De Pernas pro Ar e Cilada.com são filmes muito escrachados, com um tipo de humor que eu acho que não cola aí no Sul.”

Para se ter uma ideia, Cilada.com, apesar de ser o brasileiro mais assistido do ano em Curitiba, teve, na capital paranaense, o menor público entre todas as cidades pesquisadas.

Mas há outros motivos que dificultam as carreiras dos longas brasileiros no Sul. Há, conta o diretor da Filme B, um consenso entre produtores e distribuidores de que Curitiba e Porto Alegre não são boas praças para o cinema nacional. Portanto, os filmes costumam demorar mais para serem lançados e não há tanto investimento na divulgação das produções. “Aqui no Rio, em São Paulo, e mesmo no Nordeste, os diretores e o elenco vão às universidade, às escolas, fazem um corpo a corpo com a comunidade. No Rio Grande do Sul, o Festival de Gramado já teve esse papel, mas não tem mais.”

Assim, cria-se uma espécie de círculo vicioso. Como o público é menor, investe-se menos no lançamento. E, se há uma divulgação mais tímida, a bilheteria é menor. “Quem teria de mudar esse quadro são os filmes, os produtores e distribuidores. Há mercado, mas é preciso investimento na formação de plateia”, afirma Almeida.

Filmes para a família

O mercado curitibano de cinema é um tanto paradoxal. A cidade teve em 2011 a quinta maior renda, entre as grandes cidades brasileiras, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. E conta com um circuito bastante robusto: tem cerca de 15 mil assentos distribuídos em 70 salas de exibição espalhadas pela cidade.

Por outro lado, esse público de quase 4,3 milhões acumulados até a penúltima semana de dezembro, segundo dados da Filme B, parece concentrar seu interesse, primordialmente, em blockbusters, em filmes voltados para a família, crianças e adolescentes. “Detectamos em nossas pesquisas um desinteresse acentuado por filmes de arte em Curitiba, por exemplo.”

Com o fechamento, ao longo dos últimos anos, de cinemas que focavam sua programação nesse tipo de cinema, como o Groff, o Ritz e o Luz, todas salas administradas pela Fundação Cultural de Curitiba, o hábito de assistir a títulos mais autorais parece ter desaparecido em certa medida. “Essa é uma cultura que Curitiba tinha e parece ter se perdido”, diz Almeida.

Além da Cinemateca, apenas o Espaço Itaú de Cinema e o Cineplex Batel abrem algum espaço para essas produções, mas essas salas não chegam a corresponder a 10% do mercado exibidor local, já que nem todas só exibem filmes mais alternativos.

Enviado por admin, 14/05/12 4:05:00 PM
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O incrível desempenho de Os Vingadores nas bilheterias de todo o mundo já colocou o filme em 11.ª lugar na lista dos filmes com maior renda em todos os tempos: até domingo, havia arrecadado US$ 1,002 bilhão.

Será que o filme merece esse sucesso todo?

Enviado por admin, 08/05/12 3:27:00 PM
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O filme Sangue do meu Sangue, de João Canijo está no festival.

Já está no ar o novo site do Olhar de Cinema — Festival Internacional de Curitiba (www.olhardecinema.com.br)que acontecerá de 29 de maio a 4 de junho, com exibições de curtas e longas-metragens no Espaço de Cinema Itaú e na Cinemateca; debates, no Sesc Paço de Liberdade; e oficinas, no Sesc da Esquina. Na página oficial do evento, além da programação completa, o leitor vai encontrar informações sobre os filmes selecionados, como fichas técnicas completas e prêmios recebidos.

Enviado por admin, 03/05/12 10:57:00 AM
Clara Gouveia
Breno Silveira: seu À Beira do Caminho foi o grande campeão da noite em Olinda.

Pelo jeito, para ganhar prêmios no Cine PE, que se encerrou ontem em Olinda,a estratégia é ter problemas de projeção na sessão oficial. À Beira do Caminho, grande vencedor do festival (melhor filme, roteiro, ator e ator coadjuvante), e Boca, que ganhou em categorias importantes, como melhor direção e atriz (a recifense Hermila Guedes), enfrentaram esses percalços e acabaram sendo compensados pelo júri.

À Beira do Caminho, de Breno Silveira (de 2 Filhos de Francisco), foi exibido com sérios problemas de som na noite de abertura da mostra competitiva e foi reexibido dias depois. Conta a história de um caminhoneiro (João Miguel, melhor ator), que após sofrer um grande trauma em seu passado, cai na estrada sem olhar para trás. Tudo muda quando cruza seu caminho um garoto (Vinicius Nascimento, melhor ator coadjuvante) que acaba de perder a mãe e está a caminho de são Paulo, onde quer encontrar o pai que nunca conhceu.

Contruída em torno de canções de Roberto Carlos, a narrativa do filme peca pela obviedade do roteiro, que busca a todo custo emocionar o público com situações previsíveis e clichês, pontuada por frases de caminhão. Salvam-se a bela fotografia de Lula Carvalho, premiado por Paraísos Artificiais, e a participação breve, porém marcante, de Dira Paes.

O irregular Boca, de Flávio Frederico (melhor direção), teve seus rolos trocados, a sessão teve de ser interrompida e cancelada, no último domingo, e acabou sendo exibido na terça-feira. Conta a trajetória de Hiroito Joanides (Daniel Oliveira), que foi o rei do crime organizado na região da Boca do Lixo no centro de São Paulo, entre os anos 50 e 60.

Estradeiros, melhor filme segundo a crítica, não ganhou qualquer prêmio do júri. Estranho, não? A decisão do júri parece ter sido política, para apaziguar ânimos.

A boa notícia foi o Prêmio Especial do Júri concedido ao curta-metragem paranaense A Fábrica, de Aly Muritiba. Mais um troféu para a coleção já amealhada pelo filme.

Leia abaixo a lista oficial dos premiados:

OS VENCEDORES DO 16º CINE PE
MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS

Melhor Filme: “À Beira do Caminho”, de Breno Silveira
Direção: Flávio Frederico (Boca)
Ator: João Miguel (À Beira do Caminho)
Atriz: Hermila Guedes (Boca)
Atriz Coadjuvante: Divana Brandão (Paraísos Artificiais)
Ator Coadjuvante: Vinícius Nascimento (À Beira do Caminho)
Roteiro: Patrícia Andrade (À Beira do Caminho)
Fotografia: Lula Carvalho (Paraísos Artificiais)
Montagem: Quito Ribeiro (Paraísos Artificiais)
Trilha Sonora: BiD (Boca)
Direção de Arte: Alberto Grimaldi (Boca)
Edição de Som: Alessandro Laroca, Eduardo Virmond Lima, Armando Torres Jr. (Paraísos Artificiais)
Prêmio Especial do Júri Oficial: ao compositor e músico Jorge Mautner (“Jorge Mautner – O Filho do Holocausto”, de Pedro Bial e Heitor D´Alincourt)
Melhor Filme do Júri Popular: “À Beira do Caminho”
Prêmio da Crítica – “Estradeiros”, de Sérgio Oliveira e Renata Pinheiro
Troféu Gilberto Freyre (honraria especial destinada à produção de longa-metragem que melhor expresse a valorização da identidade nacional): “À Beira do Caminho”.

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS
Melhor Filme: “Até a Vista”, de Jorge Furtado
Direção: Thais Fujinaga (L)
Roteiro: Jorge Furtado (Até a Vista)
Fotografia: André Luiz de Luiz (L)
Montagem: Bruno Bini (Depois da Queda)
Edição de Som: Pablo Lamar (Dia Estrelado)
Trilha Sonora: Everton Rodrigues (Até a Vista)
Direção de Arte: Amanda Ferreira (L)
Ator: Felipe de Paula (Até a Vista)
Atriz: Sofia Ferreira (L)
Melhor Filme do Júri Popular: “Depois da Queda”, de Bruno Bini
Prêmio da Crítica: “Isso Não é o Fim”, de João Gabriel
Prêmio Especial do Júri Oficial: “A Fábrica”, de Aly Muritiba
Prêmio Aquisição do Canal Brasil (no valor de R$ 15 mil para o melhor curta-metragem escolhido por júri composto por jornalistas e críticos de cinema): “Di Melo – O Imorrível”, de Alan Oliveira e Rubens Pássaro

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