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Enviado por Eduardo Marques, 23/03/17 3:56:08 PM

Curitiba, 23/03/2017

Em todo o mundo, a iluminação pública tem sido utilizada como porta de entrada para a inserção de soluções mais inteligentes para as cidades, favorecendo aspectos como Geração de Dados, Eficiência Energética, Atendimento ao Cidadão e Segurança Pública.

Até pouco tempo através, a maioria das prefeituras contrata o serviço de iluminação pública das distribuidoras de energia de cada região, o que incluía os ativos e o atendimento ao cidadão. O recurso é proveniente do COSIP –  Contribuição para Custeio da Iluminação Pública que aparece na fatura de energia de cada unidade consumidora, variando de município para município.

Dentre as formas que as prefeituras podem operar este serviço, a melhor delas é estabelecer uma Parceria Público-Privada (PPP). A proposta é atribuir a uma empresa ou consórcio de empresas que detêm o know-how de uma gestão de iluminação pública, bem como todos os outros atores envolvidos nos sistemas periféricos. Dentre as principais funcionalidades que uma rede inteligente interligada por meio da iluminação possui, pode-se destacar:

– Instalar sistemas de câmeras inteligentes que fazem a leitura de acidentes de trânsito, movimentos de assaltos, bem como a identificação de assaltantes, início de incêndios, fluxo de veículos, entre outros;

– Dimerização; variação da intensidade da luz por faixa de horário ou por detecção de movimento, reduzindo o consumo de energia;

– Incluir pontos de telecomunicações para oferecer Internet gratuita para os cidadãos, bem como melhorar serviços de telecomunicações;

– Identificar locais de estacionamento vagos para auxiliar os motoristas via aplicativo móvel, reduzindo o tempo de busca e economizando combustível;

– Medição de dados relacionados à umidade, controle de poluição e ruídos da cidade;

– Usar o sistema de telecomunicações dos postes para apoiar os serviços de medição e controle de fornecimento de água e eletricidade (Smart Grid).

Existem aproximadamente 16 milhões de pontos de iluminação pública no Brasil, ou seja, há um terreno demasiadamente fértil a ser explorado para a criação de alicerces para o desenvolvimento de cidades mais inteligentes.

Fonte: Equipe iCities (www.icities.com.br)

Enviado por Eduardo Marques, 18/11/16 9:52:38 AM

Curitiba, 18 de novembro de 2016.

Smart City Expo World Congress, maior evento de Smart Cities no planeta, discute importância da tecnologia para cidadãos e conta com a participação de paranaenses.

Como as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) podem transformar a vida das pessoas? Esse foi um dos principais temas debatidos no Smart City Expo World Congress, maior evento do mundo sobre cidades inteligentes, que aconteceu entre os dias 15 e 16 de novembro, em Barcelona.

A Edição com 591 expositores (30% a mais que 2015), 600 cidades e 16.688 congressistas, além de palestras de 420 especialistas na área em todo o mundo.

Esse ano, Curitiba foi representada por diversas empresas e profissionais do setor, dentre elas o iCities, empresa que desenvolve negócios na área de cidades inteligentes, representada pelo seu Diretor de Novos Negócios Roberto Marcelino, o Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), representado pelo seu presidente Sandro Vieira e pelo Instituto das Cidades Inteligentes – ICI, representado por Fabrício Zanini, diretor Técnico, Fernando Matesco, gerente de Infraestrutura, e Wagner Correia, gerente de Sistemas do Instituto.

Um dos destaques do Smart City Expo World Congress foi o case de Singapura, que trabalha com dados anônimos para analisar a mobilidade das pessoas e estilo de vida. “O dimensionamento dos serviços públicos é feito por meio da análise dos dados e informações que esses sensores passam para os órgãos, compreendendo as necessidades da população e disponibilizando melhores serviços”, comenta Wagner Correia, do ICI.

Outro tema abordado no primeiro dia de congresso foi a tecnologia disruptiva. Essas inovações tecnológicas, produtos ou serviços superam ou derrubam uma tecnologia já existente no mercado. Durante o debate em Barcelona, Victor Mulas, do World Bank Group, comentou sobre o tema: “A TIC deve resolver problemas reais para os cidadãos. As cidades precisam aprender umas com as outras para aprimorar as soluções, criando mentalidade e modelos disruptivos”, comentou.

Além disso, o Projeto de Smart Cities de Barcelona trabalha com um modelo de agilidade na resposta, transparência e sensores com eficiência na coleta de dados – orientando as políticas da cidade, gestores e apoiado por um sistema de SLA (nível de atendimento) do serviço público prestado ao cidadão, monitorados via dashboard de indicadores.

Os dados em tempo real têm um valor claro para resultar em ações efetivas para o cidadão e melhor gestão da cidade.  O departamento de transporte, por exemplo, controla em tempo real as ações de tráfego, cujos dados são compartilhados com outras agências. Para isso foi implantada uma Plataforma Digital de operação da cidade, com valor efetivo em predições de eventos de riscos para os cidadãos.

Outra solução apresentada no Congresso foi a iluminação inteligente, que controla e otimiza o consumo de energia com a utilização de sensores, resultando em economia, redução de custos de manutenção e segurança para as cidades. “Os postes deixaram de servir apenas para a iluminação das cidades, passando a controlar temperatura, umidade do ar e outros indicadores importantes para a gestão pública” comenta Roberto Marcelino.

Outro ponto importante apresentado é que, antes de resolver um problema, os gestores públicos precisam conhece-lo a fundo, analisando os dados coletados, ouvindo a comunidade e seus anseios. “A partir daí, os órgãos devem trabalhar com ações organizadas para oferecer uma cidade mais prática e eficiente aos moradores”, finalizou Fabrício Zanini.

SMART ENERGY PARANÁ

Paralelamente, Curitiba está recebendo entre os dia 16 e 18 de novembro o Smart Energy Paraná, uma Conferência Internacional de Energias Inteligentes, que está recebendo empresas e profissionais na área de energia, com foco em energias renováveis e novos modelos de negócio que estão sendo implantados para melhorar o mercado de energia elétrica no Brasil.

 

 

Enviado por Eduardo Marques, 07/10/16 8:58:55 AM

Durante a semana Nacional do Trânsito, comemorada em 25 de setembro, data em que se promove a conscientização sobre o tráfego nas vias de todo o país, Curitiba recebeu também uma mini cidade inteligente dedicada ao público infantil. Trata-se de um projeto de Responsabilidade Social do iCities, empresa dedicada a negócios dentro da temática de cidades inteligentes.

O evento ocorreu ao lado do Salão de Atos do Parque Barigui – parque emblemático em Curitiba – do dia 16 ao dia 25 de setembro de 2016.

O objetivo de atender 1000 estudantes em oficinas dinâmicas e com aprendizado concreto foi atendido, para que eles se tornem disseminadores do conceito de cidades inteligentes, no qual a tecnologia e a inovação permeiam áreas como: educação, saúde, segurança pública, serviços de utilidades (água e energia), serviços públicos, telecomunicações e transportes”, explica André Telles, um dos idealizadores do iCities Kids.

O principal objetivo era trazer às crianças a conscientização do que uma cidade inteligente deve proporcionar aos cidadãos. As crianças foram divididas em grupos de até 35 crianças e divididas em três atividades distintas: a vivência do trânsito e cidadania, onde as crianças desempenharam o papel de pedestres, ciclistas e motoristas de carros elétricos, ecologicamente amigáveis, aprendendo a importância do respeito que o carro deve ter pelo ciclista e pedestre, e o ciclista pelo pedestre; uma vivência de robótica, onde as crianças aprenderam conceitos de educação, auto-organização, e a importância dos robôs para melhorar a qualidade de vida das pessoas, tendo a oportunidade de operar alguns robôs; e por fim uma oficina de sustentabilidade, onde as crianças aprenderam sobre a correta destinação dos resíduos sólidos e sobre o funcionamento das principais fontes de energias renováveis: solar, eólica e hidráulica.

Na oficina das energias renováveis e resíduos, foram abordadas as fontes alternativas, como a solar, a eólica, a hidrelétrica e a biomassa, além de mini painéis fotovoltaicos (os populares painéis solares), para que eles entendam o funcionamento”, explica Roberto Marcelino, diretor de novos negócios do iCities.

Durante os dias de semana, o evento recebeu turmas de escolas municipais em sessões pela manhã e a tarde e durante os finais de semana era aberto ao público infantil de 7 a 11 anos. Durante estes 10 dias, aproximadamente 1.000 crianças participaram das atividades e recebiam um kit contendo um mini bloco de multas, uma mini carteira de motorista, lápis com sementes para plantio de árvores, entre outros brindes.

A minha filha Leticia adorou a experiência de ter participado do ICities Kids. Ela disse que aprendeu que existe vários tipos de lixo, e isso foi ótimo pois reforçou o que ensinamos em casa sobre a separação de lixo e sustentabilidade. Ela disse que aprendeu também a importância em prestar a atenção ao atravessar a rua, respeitar a sinalização e as medidas de segurança ao andar de bicicleta. Nós achamos muito legal a aula de educação no transito, agora contamos com a ajuda dela para nos policiarmos, pois o bloquinho de multa dela está pronto para ser usado se precisar”, comentou Patrícia Chapelski, mãe de uma das crianças participantes.

O evento contou com o patrocínio da Renault e Itaipu, além dos apoios da Cultura Inglesa, Baldo, Nutrimental, Positivo, IBQP, Schneider Electric, Grow e ICI – Instituto das Cidades Inteligentes.

Enviado por Eduardo Marques, 25/08/16 4:29:20 PM

Na década de 1970 Curitiba inovou no sistema de transporte coletivo. Jaime Lerner e sua equipe deram início ao que se transformaria no primeiro Bus Rapid Transit (BRT) do mundo.

A cidade cresceu, e muito, de lá para cá. Hoje temos 1,8 habitante para cada carro. Isso significa que se toda a população do município fosse colocada dentro de automóveis, cada um deles seria ocupado por menos de duas pessoas, em média. A mobilidade urbana é um dos grandes problemas nas cidades brasileiras, gerando poluição atmosférica e sonora, aumento do tempo no trânsito, e consequente redução da qualidade de vida dos cidadãos.

O Uber e outros aplicativos tecnológicos vêm como uma forma de utilizar a frota já existente para potencializar a cultura multi-modal de uma cidade. Em São Paulo e no Destrito Federal o formato já está regulamentado.

A Comissão de Legislação, Justiça e Redação da Câmara de Curitiba já deu parecer favorável no projeto de lei que pretende regulamentar o funcionamento de serviços de transporte privado e individual, como o Uber.

Os vereadores da capital paranaense pediram para que a Urbanização de Curitiba (Urbs), responsável pela gestão do transporte coletivo na cidade, dê um parecer sobre a regulamentação do transporte privado de passageiro, como o serviço prestado pelo Uber.

O iCities lidera uma petição pública a favor da regulamentação e já colheu mais de cinco mil assinaturas em menos de um mês (www.queremosuber.com.br). A verdade é que a petição escolheu o nome “Queremos Uber” porque o aplicativo de caronas é o mais conhecido em terras brasileiras, e é o único com operação em Curitiba. Mas o objetivo do abaixo-assinado é obter a regulamentação dos aplicativos de transporte e a aprovação do projeto de lei que tramita desde maio deste ano na Câmara Municipal de Curitiba.

 | Reprodução

Na linha do Uber estão desembarcando no Brasil – e em breve estarão em Curitiba – aplicativos como o Cabify e versões dos aplicativos 99táxis e Easy Taxi, com o mesmo modelo do Uber.

Em alguns casos, o carro acaba sendo um grande passivo financeiro, dados todos os encargos necessários para se manter o bem: IPVA, seguro obrigatório, licenciamento, manutenção, combustível, seguro, limpeza, estacionamento, dentre outros. A lógica hoje é ter o carro como um modal de transporte que eventualmente pode até gerar uma renda, como no caso do Fleety, em que é possível locar o carro para outro usuário via aplicativo.

A meta da petição pública é reunir 20 mil assinaturas de pessoas interessadas em regulamentar o aplicativo em Curitiba. A ideia é mostrar à prefeitura de Curitiba, à Urbs (que administra o transporte na cidade) e ao poder legislativo que há pessoas interessadas no serviço do Uber na capital. Figuram na petição o nome dos 17 vereadores que assinaram um projeto de lei para regulamentar o chamado “transporte individual privado”.


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Enviado por Eduardo Marques, 20/06/16 4:56:32 PM

Curitiba, 20 de junho de 2016.

Após a grave crise em que o mundo sofreu em 2009, novos modelos de economia surgiram em todo mundo e a economia compartilhada é uma delas. Motivada pelas startups, essa nova forma de consumo se manifesta pela essência humana empreendedora, atualmente muita facilitada pela sofisticação e avanços na tecnologia de TIC – Tecnologia da Informação e Comunicação.

O exemplo mais visível dessa economia é no setor de transportes, onde o Uber impera como empresa líder nesse mercado disruptivo, junto com empresas até mesmo nacionais, como a Fleety – startup curitibana de compartilhamento de carros. Serviços como de aluguel de quartos, como o Airbnb, são também exemplos dessa nova economia que veio para ficar.

A questão dessas novas economias compartilhadas com forte uso de instrumentos de mídias sociais e participação ativa do lado do consumidor/usuário, não se trata do porquê ou como elas serão implementadas, mas quando serão.  A desintermediação da economia é um processo irreversível com ganhos significativos para a sociedade e proporcionada pela inovação tecnológica, sendo portanto apenas uma questão de tempo de maturação.

Outro setor que tem evoluído bastante com novos modelos de negócio inovadores é o da energia, impulsionado pela energia solar fotovoltaica que é hoje o pilar da Geração Distribuída (GD) devido aos seus rápidos avanços. Recentemente, a ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica – realizou novas inserções e adaptações à Resolução nº 482/12, com a publicação da Resolução 687/15, que regulamenta o processo de compensação de energia para os mini e microgeradores de energia distribuída. Dentre as alterações aprovadas está a ampliação das fontes que podem ser utilizadas; a ampliação do limite da central geradora de 1 MW para 5 MW; o aumento do prazo de validade dos créditos de 36 para 60 meses; a possibilidade de diversos consumidores se unirem para implantar uma geração compartilhada em forma de condomínios; a instituição de formulários padrão para a solicitação de acesso e a redução dos prazos envolvidos neste processo. A expectativa da diretoria da Agência é de que as alterações facilitem a ampliação da utilização da energia solar fotovoltaica. A ANEEL portanto sai na frente com uma resolução moderna de geração distribuída, baseada no Net Metering (Medição Inteligente), que atende às necessidades dos consumidores de energia elétrica que desejam ter a opção de instalar a geração distribuída nas suas residências e empresas como forma de reduzir suas despesas de energia e criar soluções sustentáveis para o meio ambiente.

Esse novo modelo, além de melhorar a qualidade da energia da concessionária, independe dos escassos recursos do governo providos através do dinheiro da sociedade em impostos e poderá de fato auxiliar na retomada da nossa economia com a geração de empregos no Brasil, criando assim ganhos societários significativos para a economia brasileira.  Um estudo realizado nos EUA pelo Greenpeace “Alvorada – Como o incentivo à energia solar fotovoltaica pode transformar o Brasil” demonstrou que poderão ser criados até 4 milhões de vagas de trabalho somente com a energia solar. Essa popularização da solução se faz pela drástica redução de valor do sistema (queda de 70% nos últimos 5 anos) e por incentivos com novas linha de financiamento e liberação do uso do FGTS. O solar fotovoltaico também já se torna viável para todas as classes sociais inclusive para soluções no programa de habitação social, Minha Casa Minha Vida.

Para as concessionárias esse modelo de negócio de geração distribuída auxilia com a redução dos custos de investimentos em infraestrutura e manutenção das redes, além de melhorar a qualidade da energia na ponta, pois as perdas são menores com esse novo sistema. Além disso auxilia no combate do famoso “gato” de energia, classificado como perda comercial, ainda muito comum no Brasil.

Apesar nas inúmeras vantagens para ambos os lados, concessionária e sociedade, há uma iniciativa das concessionárias de querer introduzir novos modelos tarifários que irão sobretaxar os consumidores e os produtores de energia na geração distribuída, instalada em seus telhados, o que inviabilizaria por completo todos os avanços e benefícios da geração distribuída no Brasil. As concessionárias hoje possuem o mesmo monopólio que os taxistas detinham no sistema de transporte e, com a apreensão da mudança e perdas de receita, os mesmos culpam esse novo modelo pela crise elétrica atual decorrente de inúmeros erros do passado.

Uma das principais preocupações para as distribuidoras no médio e longo prazo é que, se a penetração da geração distribuída aumentar progressivamente, a tendência é que os consumidores reduzam seu consumo de energia com as concessionárias distribuidoras ou se desconectem da rede num momento propício, gerando sua energia própria local. Isso faria com que as tarifas aumentassem para compensar essas perdas, estimulando mais ainda consumidores a adotar a geração própria e esse ciclo, também chamado de “espiral da morte”, poderia diminuir a remuneração dos ativos das redes existentes ou futuras das distribuidoras.

Durante o evento I Internacional Smart Grid Regulation Workshop, realizado nos dias 18-19 Maio, patrocinado pelo MCTI – Ministério da Ciência e Tecnologia no Itamaraty em Brasília, o Dr. Claudio Lima, consultor internacional do mercado de energia elétrica e geração distribuída,  apresentou e revisou novos modelos regulatórios e oportunidades de negócios para as concessionárias de energia elétrica do futuro sob um ambiente competitivo de geração distribuída, como o descrito acima.  Nessa apresentação em Brasília, o Dr. Lima apresentou que o modelo atual não remunera pela eficiência da distribuição da energia nos fios, e por isso esse modelo precisaria ser revisto para um novo modelo regulatório onde a inserção da geração distribuída não afetaria o modelo das concessionárias, e sim favoreceria as mesmas com um novo modelo que remuneraria a eficiência, o desempenho e a qualidade, criando valor para a sociedade, concessionária, investidores e consumidor final.  Também foi apresentando que essas mudanças poderiam criar um novo modelo de negócio para as concessionárias, coexistindo o modelo de geração distribuída, caso essas mudanças regulatórias sejam implementadas. Com isso, as concessionárias distribuidoras de energia poderão agregar novos serviços e valor ao setor, focando principalmente na eficiência dos ativos da rede, como também na oferta de novos serviços de valor agregado ao consumidor (ou “prosumidor” – consumidor e gerador ao mesmo tempo), indo além dos modelos atuais que limitam essas inovações e focam apenas na remuneração de custos dos ativos.

Portanto, a transição do atual modelo de concessão das distribuidoras precisa ser revisto e adequado às inovações proporcionadas pelas Redes Elétricas Inteligentes (Smart Grid) nas quais a Geração Distribuída faz parte do modelo, impactando de forma positiva todo o processo.

Percebe-se, portanto, que o modelo da geração distribuída atual, como disposto na nova resolução normativa da ANEEL 687/15 é altamente sustentável e benéfico para a sociedade e concessionária se os pontos acima forem considerados. Na questão ambiental são infinitas as vantagens para o nosso planeta por gerar uma energia limpa, renovável, não poluente e que contribui para enfrentar o aquecimento global. No âmbito social, há uma maior demanda por empregos, hoje um problema implícito no país, que atingiu 11% de desemprego. Do lado econômico, além da rentabilidade para os consumidores, serão abertas milhares de novas empresas de tecnologia de equipamentos e soluções e também novas distribuidoras, instaladoras e de mantenedoras de energia distribuída, estimulando assim a cadeia produtiva de tecnologia de energias renováveis.

A sociedade está repensando formas de viver o seu dia a dia, as decisões são feitas através de escolhas mais eficientes e sustentáveis, tornando nossa cidade mais inteligente.

Enviado por Eduardo Marques, 18/04/16 1:31:51 PM

Olá!

Caro(a) leitor(a),

Gostaríamos de iniciar este post colocando um questionamento interessante para você:

E se pudéssemos descentralizar a geração de energia das grandes usinas, reduzindo as perdas de transmissão e distribuição por longas distâncias, dessa forma reduzindo também o custo da energia, e ainda, podendo gerar ganhos econômicos para os mini e microgeradores?

Isto é Geração Distribuída (GD), que é uma expressão utilizada para designar a geração elétrica realizada junto ou próxima dos pontos consumidores independentes, da tecnologia e da fonte de energia.

Geração distribuída

O sistema de geração por placas fotovoltaicas é o sistema de Geração Distribuída mais conhecido e possuí um ganho em três frentes, (i) gera economia de energia para quem realizou o investimento, (ii) descarrega a rede de distribuição das concessionárias, auxiliando na redução do preço da energia e (iii) auxilia na preservação do meio ambiente pela escolha de fontes renováveis de geração de energia.

Japão já possui uma cidade inteligente e sustentável

Já é realidade, pelo menos, no Japão, uma cidade inteligente e inteiramente sustentável, com energia provida pelos sistemas de geração distribuída. O projeto da Fujisawa Sustainable Smart Town teve a fase de construção concluída. A Panasonic, responsável pelo complexo, trabalha agora nos últimos detalhes e na venda das residências.

A construção de cidades inteligentes e sustentáveis, como na Província de Kanagawa, situada cerca de 50 km a oeste de Tóquio, faz parte de um projeto realizado pela Panasonic com mais oito empresas parceiras com o intuito de recuperar áreas devastadas por um terremoto e tsunami. A prioridade na “Cidade Inteligente e Sustentável de Fujisawa” é a consciência energética e ecológica.

As casas já possuem painéis solares embutidos, que fornecem energia para a residência e ainda armazenam o excedente em uma bateria para uso posterior. O projeto também oferece um bairro exclusivo para moradores que não possuem carros próprios, com opções para o compartilhamento e alugueis de carros elétricos.

Vantagens na utilização de Painéis Fotovoltaicos no Brasil

Painéis fotovoltaicos

Dentre as possibilidades de geração distribuída de energia, a fonte que vem se tornando cada vez mais popular é geração de energia por Sistemas Fotovoltaicos (FV).

Na balança, já existem mais fatores favoráveis à expansão do setor e a estimativa é que este mercado cresça mais de 300% em 2016, tanto em residências quanto no setor privado, como indústrias e comércios que possuem como foco a redução do custo de energia.

Algumas das vantagens da utilização dos sistemas fotovoltaicos no Brasil:

As centrais necessitam de manutenção mínima;

A energia solar é excelente em lugares remotos ou de difícil acesso, pois sua instalação em pequena escala não obriga a enormes investimentos em linhas de transmissão;

A energia solar não polui durante sua produção. A poluição decorrente da fabricação dos equipamentos necessários para a construção dos painéis solares é totalmente controlável utilizando as formas de controles existentes atualmente;

Os painéis solares são a cada dia mais potentes e seu custo vem decaindo e o custo da tarifa de energia no Brasil aumentando. Isso torna cada vez mais a energia solar uma solução economicamente viável;

Em países tropicais, como o Brasil, a utilização da energia solar é viável em praticamente todo o território. Em locais longe dos centros de produção energética, sua utilização ajuda a diminuir a demanda energética e a perda de energia que ocorreria na transmissão.

Grande abraço!

André Telles, Eduardo Marques, Roberto Marcelino.

Ficou interessado no tema energia solar, converse conosco:

contato@icities.com.br

 

 

 

Enviado por Eduardo Marques, 23/02/16 11:10:54 AM

Olá!

Caro(a) leitor(a),

Seja bem-vindo à coluna de Cidades Inteligentes da Gazeta do Povo. Aqui você encontrará conteúdos relevantes acerca deste tema que vem transformando a maneira pela qual as cidades são planejadas e o impacto de soluções para problemas urbanos.

Estamos cada vez mais próximos daquele futuro tecnológico que até pouco tempo atrás era visto como ficção científica de filmes futuristas. Vivemos um momento de grandes mudanças. Esta nova era está nos empurrando, positivamente, para um admirável mundo novo para que então presenciemos a virada para a Era Pós-Digital.

Somos seres que vivem em comunidades. Porém são poucas as cidades no mundo que foram pensadas e concebidas para atender – integralmente e da melhor forma – as necessidades atuais cotidianas do ser humano e das outras espécies que as coabitam. Mas quais são estas necessidades e o que caracteriza o conceito mundial de uma SMART CITY?

Smart City (em português, Cidade Inteligente) é uma cidade que adota uma cultura ganha-ganha entre seus atores, adotando tecnologias digitais de informação e comunicação (TIC) para melhorar a qualidade e desempenho dos serviços urbanos, reduzindo custos de operação e consumo de recursos, além de engajar de forma mais ativa e eficiente a participação dos seus cidadãos. Cidades inteligentes são capazes de atrair, reter e desenvolver mais recursos financeiros e de talentos.

Em conjunto, poder público, empresas, universidades, ONGs e cidadãos de uma cidade inteligente buscam tratar de forma holística, inovadora e eficiente temas como:

  • Gestão Pública
  • Mobilidade Urbana
  • Gestão de Energia
  • Gestão de Recursos Hídricos
  • Susntentabilidade Ambiental
  • Educação
  • Saúde Pública
  • Segurança Púbica
  • Turismo e Lazer

E na prática, como o conceito vem sendo aplicado?

Uma das bases para o desenvolvimento de uma cidade inteligente na prática é a adoção de redes smart. A partir do momento que combinamos a tecnologia de sistemas de informação e comunicação (TIC) com toda uma infraestrutura pública de rede elétrica, criamos um sistema integrado e comunicável. Sendo assim, smart grid (em português, rede inteligente) é um sistema que inclui uma variedade de medidas operacionais e de energia que incluem medidores inteligentes, dispositivos inteligentes, fontes de energias renováveis e eficiência energética. O controle eletrônico da produção e distribuição de eletricidade é o aspecto fundamental da smart grid.

Outro exemplo prático é a geração distribuída da energia, através da conexão do sistema com painéis fotovoltaicos na rede. Além da geração solar que pode vir das residências, comércios e indústrias, energia eólica, geotérmica entre outras fontes renováveis também devem ser conectadas a esta rede. Quando falamos de armazenamento de energia, projetos e materiais eficientes energeticamente somados com sistemas de gestão de recursos hídricos e elétricos, estamos falando de uma imensa eficiência econômica para cidadãos e poder público, e com essa justificativa financeira, esta é uma tendência mundial irreversível.

Temos também os dispositivos e aplicativos M2M (máquina-para-máquina) e o conceito de IoT (Internet of Things, ou Internet das Coisas, em português) terão um impacto imenso nas cidades, bem como nas edificações comerciais e residenciais. Metas agressivas como o NET ZERO energia e água – que são edificações que não mais dependem do fornecimento de energia e água através das concessionárias – mudarão para sermpre a forma como as estruturas físicas vão se relacionar dentro das cidades e como nós nos relacionamos com esta infraestrutura.

Adicionalmente, sistemas de transporte sustentáveis também vão trazer um grande impacto na forma como nos deslocamos e como transportamos mercadorias. Teremos itinerários nas palmas das nossas mãos, literalmente.

Cidades que incentivam o desenvolvimento do ecossistema de empreendedorismo de impacto (startups) são favorecidas com a geração de uma nova riqueza e de soluções inovadoras para diversos problemas urbanos.

Quais cidades do mundo que vem aplicando conceitos e práticas de cidades inteligentes?

Existem diversas cidades adotando o conceito de smart cities no planeta, como inúmeras outras passando por seu processo de desenvolvimento e transformação, e cada uma dessas cidades tem sua especialidade ou força maior em algum determinado tema. Apenas para citar três exemplos:

Amsterdam, Holanda – reconhecida por suas ciclovias que ocupam diversas ruas centrais e sua estrutura de mobilidade urbana inteligente.

Barcelona, Espanha – dentre seus diversos aspectos culturais, é reconhecida por seu sistema inteligente de coleta de resíduos sólidos, além de sediar um dos maiores eventos em Smart Cities no mundo, o World City Expo.

Stockholm, Suécia – reconhecida por seu sistema subterrâneo de fibra ótica que compõe seu smart grid, fornecendo acesso facilitado à rede para praticamente toda a cidade.

Nos próximos posts vamos aprofundar estes exemplos e trazer novas cidades que vem adotando o conceito e práticas de cidades inteligentes e como resultado final trazendo maior qualidade de vida aos cidadãos que nela residem.

Grande abraço!

André Telles, Eduardo Marques, Roberto Marcelino.

Quer dar uma sugestão para a próxima pauta ou conversar conosco?

contato@icities.com.br

 

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