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Enviado por André Gonçalves, 28/11/14 3:37:12 PM

Eduardo Cunha

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é o nome da moda no Congresso Nacional. Temido pela presidente Dilma Rousseff, odiado pelos petistas em geral, mas respeitado pela maioria dos partidos da base aliada, ele começa na semana que vem um giro pelos 27 estados em campanha pela presidência da Câmara. As primeiras paradas são em Campo Grande e Curitiba.

Cunha concedeu entrevista exclusiva à Gazeta do Povo ontem, em Brasília. O material será publicado neste domingo. Polêmico, falou sobre os conflitos com o PT, a relação com Dilma e como vai reagir, caso eleito, na possibilidade de denúncia que possa levar à abertura de processo de impeachment contra a presidente.

Sobre a disputa contra algum candidato do PT, disparou: “Time que quer ganhar não escolhe adversário”.

Enviado por André Gonçalves, 27/11/14 4:00:35 PM

Luiz_Carlos_Hauly_2614

Ex-secretário da Fazenda do Paraná, o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB) tem sido um dos críticos mais duros à condução da política econômica da presidente Dilma Rousseff. Ontem, no entanto, ele subiu à tribuna para dar uma “sugestão” para a petista.

“Dilma, governe para a história, não para o PT”, afirmou. Para Hauly, a única saída para Dilma melhorar a situação econômica do país é se distanciar das bandeiras petistas. Ele também sugeriu o afastamento da presidente em relação aos partidos aliados, como o PMDB.

Enviado por André Gonçalves, 26/11/14 9:40:33 AM
Crédito: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

Crédito: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

O estudo da Organização das Nações Unidas sobre o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de bairros dentro de 16 regiões metropolitanas do país reservou duas surpresas sobre a grande Curitiba. A primeira é a performance do Água Verde.

Entre 9.825 localidades, o bairro ficou em 39º, com um índice de 0,956 (quanto mais perto de 1, melhor). Está empatado, por exemplo, com a chiquérrima e cara Vila Olímpia, em São Paulo. Os dados são uma compilação do Censo de 2010.

Em 2000, o índice era de 0,932, mas o Água Verde registrava o quinto maior desenvolvimento humano do país.

Do outro lado, a chaga social paranaense é o município de Dr. Ulysses, que entrou na conta como um dos 333 bairros da RMC. Em 2000, a cidade tinha o sétimo pior IDHM (0,377). Em 2010, passou para a 29ª colocação, com índice de 0,546.

Leia mais sobre os bairros “superdesenvolvidos” de Curitiba aqui.

Enviado por André Gonçalves, 25/11/14 4:21:47 PM
Crédito: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

Crédito: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

Esperada para os próximos dias, a reforma do secretariado para a nova gestão Beto Richa levará em conta a abertura de vagas para deputados aliados ao governador. O DEM fez apenas uma nova demanda: arrumar uma cadeira para o suplente de deputado federal Osmar Bertoldi. A solução deve sair com a nomeação de Fernando Francischini (SD) para a Segurança Pública.

O PSD também está de olho em uma solução parecida para ajudar Reinhold Stephanes, segundo suplente da coligação PSDB/DEM/PR/PSC/PTdoB/PP/SD/PSD/PPS. O mais cotado na bancada federal para assumir uma vaga no secretariado é Valdir Rossoni (PSDB), cotado para a Casa Civil.

O problema com a escolha de Rossoni é que ela automaticamente atrapalharia os planos do presidente estadual do PSD, Eduardo Sciarra. Coordenador-geral da campanha de reeleição de Richa, ele é o favorito para assumir a Casa Civil.

Enviado por André Gonçalves, 24/11/14 8:29:00 PM
Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil

Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil

Tanto Lula quanto Dilma Rousseff foram alvos de pedidos inusitados de impeachment, segundo levantamento feito pela Câmara dos Deputados a pedido da Gazeta do Povo. Um cidadão de Sorocaba, no interior de São Paulo, queria o afastamento de Dilma Rousseff porque, em 2011, a presidente “apresentou vídeo em que ele estava no interior da sua residência sem roupas” durante participação no programa Superpop, da RedeTV!. Dilma esteve realmente no programa, mas em 2010, quando ainda era candidata – e não há registro das cenas de nudismo, apenas da preparação de um omelete.

Outra pessoa pediu o impeachment de Dilma no dia 21 de outubro de 2014 porque ela “submete sua administração às decisões de seu partido político, ao Foro de São Paulo e aos governos estrangeiros (notadamente os da América Latina)”. O Foro de São Paulo funciona como uma espécie de clube de grupos de esquerda (de partidos a guerrilheiros) de diversos países, fundado em 1990, do qual o PT faz parte.

Em 2010, Lula também foi denunciado por crime de responsabilidade pela “não elucidação da nadadora Renata Agondi, em 1988, em travessia do Canal da Mancha”. Em 2006, o denunciante foi o jornalista e então colunista da revista Veja, Diogo Mainardi, para quem a CPMI dos Correios comprovou que Lula cometeu crime de responsabilidade. Todos os pedidos foram arquivados pelo presidente da Câmara.

Enviado por André Gonçalves, 24/11/14 9:50:26 AM

paixao_Dilma

Não é uma questão de ser contra ou a favor, mas de depurar um tema que passou a habitar cada corredor de Brasília: a possibilidade de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Conforme revelou reportagem publicada ontem pela Gazeta do Povo, dez denúncias de crime de responsabilidade contra a petista chegaram à Câmara dos Deputados até o mês passado. Três delas já mencionavam os escândalos na Petrobras, que se aprofundam a cada nova etapa da operação Lava Jato.

É necessário frisar que todos os pedidos foram arquivados sumariamente. Trata-se de um enredo comum, outros 17 pedidos de impeachment contra Fernando Henrique Cardoso e mais 34 contra Lula também morreram na casca. Nenhum dos dois, contudo, esteve em situação política tão conturbada quanto Dilma.

FHC chegou ao Palácio do Planalto com duas vitórias no primeiro turno. Lula só venceu no segundo, mas com margens folgadas, superiores a 20 pontos percentuais. Enquanto isso, Dilma acaba de sair da disputa presidencial mais acirrada da história, vencida por uma diferença de 3,28 pontos percentuais.

FHC passou por maus bocados no final do mandato e fez de tudo para se livrar da CPI da Corrupção – vale lembrar que os irmãos Alvaro e Osmar Dias foram expulsos do PSDB por apoiar as investigações. Lula sobreviveu ao mensalão graças ao sucesso de uma economia que vivia o apogeu das exportações de commodities. E também por uma certa indolência dos tucanos em insistir no impeachment do petista.

O próprio Alvaro Dias costuma referir-se a esse episódio como um “erro histórico” do PSDB. Em 2005, ele ficou isolado na tentativa de denunciar Lula por crime de responsabilidade. Havia um consenso, costurado por FHC, de que Lula “sangraria” e governaria como um zumbi até as eleições de 2006, o que não se concretizou.

Ao contrário do antecessor, Dilma não tem a economia como aliada. O fraco desempenho da indústria dá sinais de que o pleno emprego, último bastião da estabilidade petista, pode fraquejar nos próximos meses. Para piorar, o governo vive um claro descontrole fiscal (é só ver o esforço para aprovar o projeto que “flexibiliza” o superávit) e o cenário externo ainda é de recuperação da crise internacional.

Se não tiver sucesso na reversão desse quadro e cair em desgraça popular, Dilma ficará ainda mais exposta ao seu principal ponto fraco: as relações com o Congresso. Quem dá o pontapé no processo de impeachment é o presidente da Câmara dos Deputados. E sabe-se que o favorito para assumir o cargo a partir de fevereiro, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não vai aliviar para a petista.

No duro, tanto FHC quanto Lula tiveram episódios que poderiam sim ser considerados crimes de responsabilidade – o escândalo da compra da emenda da reeleição e o mensalão, respectivamente. Ambos não avançaram para um processo de impeachment mais por conjuntura política do que jurídica. Se continuar sendo colocada nas cordas por aliados como o PMDB, Dilma pode não ter forças para um segundo round.

Enviado por André Gonçalves, 21/11/14 4:11:44 PM
Crédito: Alexandra Martins/Câmara dos Deputados

Crédito: Alexandra Martins/Câmara dos Deputados

O escândalo da Petrobras congelou as negociações sobre fusões partidárias previstas para o primeiro semestre de 2015. Antes da sétima fase da operação Lava Jato, estavam em andamento a fusão do DEM com o PSDB e do PPS com o PSB, dentre outras.

“Não é o momento de fazer nada. Tem partido que vai simplesmente acabar depois do Petrolão”, diz o vice-presidente nacional do DEM, o paranaense Abelardo Lupion. Segundo ele, no caso do DEM, é “melhor ser um partido pequeno, mas longe do maior caso de corrupção da história do país”.

Atualmente, a legenda tem 22 deputados federais, número insuficiente até para assumir a presidência de comissões ou pedir verificação de quórum em votações. No Senado, são cinco representantes.

Enviado por André Gonçalves, 20/11/14 10:34:34 AM

paixao_Petro

O advogado do lobista Fernando Baiano, investigado pela operação Lava Jato que se entregou ontem à Polícia Federal, pôs o dedo na ferida na cultura do desvio de recursos públicos no Brasil.

“Pode pegar qualquer empreiteirinha e prefeitura do interior do país. Se não fizer acerto [com políticos], não coloca um paralelepípedo no chão”, declarou Mario Oliveira Filho, segundo reportagem de Guilherme Voitch para a Folha de S. Paulo.

O advogado foi mais longe e disse que quem fecha os olhos para a prática do “acerto” é um desconhecedor da história do país. Seria estarrecedor, não fosse verdade.

Claro que as declarações têm uma clara intenção de colocar os empreiteiros como coitadinhos, sujeitos aos grandes vilões que são os políticos. Na prática, porém, as empresas teriam bala na agulha para endurecer o jogo e se negar a entrar na dança.

A questão é que o eleitor, por outro lado, também precisaria deixar de ser condescendente com os políticos corruptos. É um cenário que só muda se todo mundo andar para frente. Será que a pulverização da maior empresa pública do país será suficiente para que isso aconteça?

Enviado por André Gonçalves, 19/11/14 4:48:35 PM

O vídeo acima, publicado no Youtube, não tem data. Mostra uma conversa descontraída entre o cantor Lobão, o ex-presidente Lula e o ex-ministro José Dirceu, provavelmente em meados dos anos 2000. Não parece montagem.

De camiseta vermelha, Lobão aparece à vontade entre petistas. Hoje é um dos críticos mais ferozes do petismo. Ele tem direito de mudar de opinião? Claro. Mas que é estranho ver alguém que mudaria de país se Dilma Rousseff ganhasse a eleição de 2014 em uma situação dessas (mesmo que no passado), isso é…

Enviado por André Gonçalves, 19/11/14 10:39:23 AM
Crédito: Arquivo/Jornal de Londrina

Crédito: Arquivo/Jornal de Londrina

É só ligar a televisão para ver que 90% do noticiário que estremece o país está concentrado no bairro Santa Cândida, sede da Polícia Federal em Curitiba. Não é apenas lá, todo o estado está conectado pela operação Lava Jato.

Manchete da Gazeta do Povo de hoje, da trinca Kelli Kadanus, Laura Leal Bordin e Katna Baran mostra o reconhecimento da empreiteira Mendes Júnior de que pagou R$ 8 milhões em propina por uma obra na Repar, em Araucária.

Não para por aí. Os dois pivôs do esquema, que espalharam o rastilho de pólvora com suas delações premiadas, são paranaenses. O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa é de Telêmaco Borba. O doleiro Alberto Youssef, de Londrina.

Youssef era unha e carne com o ex-deputado José Janene (PP), morto em 2010, que também era peça-chave do mensalão. Por suspeita de fazer lobby para o doleiro no governo, o ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas teve de sair do PT e pode ter o mandato cassado.

Sem contar que tanto Youssef quanto Costa disseram à PF que o esquema levou recursos à campanha ao Senado da curitibana Gleisi Hoffmann, em 2010. A petista nega e diz desconhecer ambos.

Do outro lado, quem comanda a apuração do caso é o juiz federal Sérgio Moro, nascido em Maringá.

Como se vê, a ligação da Lava Jato com o Paraná é territorial, com a Repar, e pessoal, com vários personagens ligados de alguma forma ao caso. Há dúvidas se o Brasil continuará o mesmo depois de mais esse escândalo. A política paranaense, com certeza, não.

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