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Enviado por André Gonçalves, 24/02/15 5:32:57 PM
Crédito: Divulgação

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Com a colaboração do jornalista Marcos Xavier Vicente:

O governador Beto Richa (PSDB) recebeu ontem no Palácio Iguaçu representantes dos três grandes clubes de futebol do estado e do candidato de oposição à FPF, Ricardo Gomyde. No encontro, trataram de propostas como a troca de nota fiscal por ingresso. O evento foi um dos primeiros da “agenda positiva” que Richa tenta emplacar depois da crise do “pacotaço”. Enquanto assume a linha de frente das conversas com cartolas, quem toca a negociação para acabar com a greve dos professores é o chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra.

Enviado por André Gonçalves, 24/02/15 3:31:32 PM

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O Partido Social-Democrata da Polônia lançou a ex-atriz Magdalena Ogorek como candidata às eleições presidenciais de 2015, que ocorrem em maio. Além de fama por ter participado de filmes, minisséries e apresentado programas de televisão, Ogorek tem outros dois trunfos: a beleza e o conhecimento. Ela é doutora em história da religião e acumula uma série de publicações. Magdalena tem 35 anos e perdeu a última eleição que disputou, em 2011, quando concorreu a uma vaga no Congresso polonês.

Em pesquisa realizada em meados de janeiro, a candidata aparecia em terceiro lugar nas intenções de voto, com 6%. O líder era o atual presidente, Bronislaw Komorowsk, com 56%. Komorowsk é do partido Plataforma Cívica, o maior partido democrata-cristão da Polônia – algo como o PSC no Brasil.

Enviado por André Gonçalves, 24/02/15 1:58:25 PM
Crédito: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Crédito: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Congressistas paranaenses que fazem oposição ao governador Beto Richa (PSDB) vão se reunir hoje, às 17h30, com o ministro da Previdência Social, Carlos Gabas. O grupo, liderado pelos senadores Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB), vai solicitar que a Secretaria de Previdência Complementar do governo federal faça um parecer sobre as mudanças no ParanáPrevidência propostas por Richa.

Enviado por André Gonçalves, 23/02/15 4:39:59 PM
Crédito: Marcelo Andrade

Crédito: Marcelo Andrade

Uma das principais questões ainda não esclarecidas sobre a atual crise financeira do Paraná é saber desde quando o governador Beto Richa tinha conhecimento da situação. Por enquanto, o que se sabe é que um grupo de trabalho montado pela Secretaria Estadual da Fazenda em outubro de 2013, ou seja, a cerca de um ano da eleição de 2014 fez um pente-fino das contas do estado. Segundo uma fonte que acompanhou de perto o levantamento, o resultado já mostrava uma situação muito ruim e foi levado ao conhecimento de Richa.

E o conteúdo final do trabalho feito pela equipe da Sefa? Difícil saber. Veja aqui matéria sobre a polêmica do “relatório secreto”.

E aqui, comentário feito sobre o caso na RPCTV.

Enviado por André Gonçalves, 23/02/15 2:25:06 PM
Crédito: Bruno Covello/Gazeta do Povo

Crédito: Bruno Covello/Gazeta do Povo

Colaboração do jornalista Diego Ribeiro, que faz um contraponto interessante ao texto do blog sobre o surgimento de uma nova oposição da crise financeira do estado:

As últimas três semanas com greve dos professores estaduais deixaram um legado importante à oposição do Paraná. Embora exista mesmo a dificuldade de novas lideranças políticas brotarem na Assembleia Legislativa em meio à crise, apareceu um contraponto muito importante para manutenção do contraditório. Finalmente, depois de anos e anos com supostamente medo de represálias, servidores públicos soltaram a voz, colocando em prática o direito de reivindicar. Essa sempre foi justificativa para evitarem entrevistas mais duras, embates diretos.

O próprio Estatuto do Servidor do Paraná ressalta a importância do papel do servidor por zelar pela economia do estado, levando ao conhecimento de autoridades superiores qualquer irregularidade que tenha ciência. Aconteceu isso com policiais, bombeiros, mesmo com o risco da hierarquia e disciplinar tomar-lhes o direito de livre expressão. Além deles, na esteira dos professores, outros servidores, agentes penitenciários, o pessoal das universidades estaduais, funcionários do Detran, da saúde, Judiciário pedem diálogo, reclamam, colocam o dedo na ferida.

O medo de colocar a boca no trombone, um dever do servidor e de qualquer cidadão que identifica problemas no serviço público, parece ter acabado. Essa é a oposição que renasce, aparentemente, depois de muito tempo, com reclamações esporádicas com a cabeça escondida, sob o pedido de anonimato. Basta saber se vai ser o suficiente para mudar o quadro imediato e se vai perdurar.

Enviado por André Gonçalves, 23/02/15 8:59:34 AM

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Crises como a que acomete as finanças do Paraná são o ambiente perfeito para o surgimento de novas ideias. Nomes esparsos aparecem dos protestos no Centro Cívico. Mas eles ainda não podem ser traduzidos como uma “nova oposição”.

Três deputados estaduais entram nessa lista – os petistas Professor Lemos e Tadeu Veneri e o peemedebista Requião Filho. O primeiro, como o nome-de-guerra deixa claro, fortaleceu-se como porta-voz dos professores. O difícil é ecoar entre o restante da sociedade (vide a derrota sofrida na disputa pela prefeitura de Cascavel, em 2012, quando foi acusado de ser um forasteiro na cidade).

Veneri é o oposicionista mais consistente da Assembleia Legislativa desde a gestão Roberto Requião (PMDB). Sofre, no entanto, da síndrome do lobo solitário, muitas vezes escanteado dentro do próprio partido. E, é claro, tanto ele quanto Lemos acabam embarreirados pela rejeição do eleitorado paranaense ao PT.

Requião Filho tornou-se um caso à parte. Novato, teve a sensibilidade de entrar na onda certa na hora certa. Tornou-se de uma hora para outra o queridinho dos professores, o mais cotado para selfies, o autor dos discursos mais duros.

É complicado, porém, atestar que ele acrescenta algo novo. Afinal, é tão fruto do familismo eleitoral paranaense quanto os Richa, Fruet, Barros, Curi, etc. Prova disso é que até o nome Requião Filho é “marca fantasia”, na verdade ele se chama Maurício.

Se serve de consolo ao governador Beto Richa (PSDB), o fato é que a “antiga oposição” também não teve como se fortalecer do episódio. Gleisi Hoffmann (PT) é representante de carteirinha de um governo federal que também implementa seu pacote de maldades e às voltas com a operação Lava Jato. E não é necessário fazer muitas contas para detectar que o ex-governador Roberto Requião (PMDB) também tem sua parcela de contribuição para o caos nas finanças estaduais.

Fica a pergunta: e se a eleição de 2014 fosse hoje, com os mesmos candidatos, o que mudaria? Richa provavelmente não venceria com tamanha folga, mas é inegável que ele ainda seria o favorito. Talvez a campanha impusesse ao eleitor mais reflexão, porém dificilmente ele escaparia do maniqueísmo de qual pacote é mais malvado ou qual gestão quebrou mais o estado.

Como se vê, há espaços para novas ideias. Para uma nova oposição e também para uma terceira via, daqueles que não topam entrar em camburão (veículo blindado para transporte de policiais, em tucanês), nem se identificam com o petismo ou o requianismo. Na votação do pacotaço, Ney Leprevost (PSD) ensaiou entrar por esse último caminho, mas só o tempo dirá se tem fôlego para permanecer nele.

Há tanto descontentamento que sobra espaço até para os governistas se reposicionarem. O que falta, contudo, é um time disposto a romper com o toma-lá-dá-cá que, como se sabe, foi fundamental para a eleição de quase todos eles. A voz das ruas quase nunca é ouvida pelos políticos tradicionais, a não ser que se faça bem estridente. Ainda assim, dentre os poucos que escutam o recado, há menos ainda os que são capazes de entendê-lo.

Enviado por André Gonçalves, 19/02/15 9:35:26 PM

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Há 18 meses, Curitiba ficou perplexa com uma história revelada pelo repórter Douglas Santucci, da Rádio Bandnews. O jornalista encontrou um mendigo que morava há seis meses dentro de uma lata de lixo do Tribunal de Contas do Paraná, no coração do Centro Cívico.

A casa de Renato da Silva, de 40 anos, ficava bem perto dos palácios Iguaçu, do governo do estado, e 29 de Março, da prefeitura de Curitiba. O mendigo falou em entrevista que já estava adaptado à vida no contêiner: o cheiro não incomodava e os lixeiros não levavam suas coisas porque o conheciam.

Não tenho notícias sobre o paradeiro de Renato da Silva. Segundo o leitor Thiago da Cunha Medeiros, ele ainda mora lá.

Mas a informação fresquinha do dia também tem a ver com uma questão habitacional… Hoje o TC decidiu conceder auxílio-moradia para seus conselheiros, auditores e procuradores. Vinte pessoas serão beneficiadas com um acréscimo de R$ 4.377,74 nos vencimentos.

Renato e muito provavelmente você, que está lendo este texto agora, não fazem parte desta lista. Morariam, porém, em um lugar bem melhor que uma lixeira com uma ajudinha desse gênero.

Enviado por André Gonçalves, 19/02/15 11:03:35 AM

Eduardo Cunha

A revista britânica The Economist já pescou o burburinho causado no Congresso Nacional pelo novo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na semana passada, comparou Cunha a Frank Underwood, protagonista da série americana House of Cards. A produção trata de um deputado que manobra (e consegue) chegar à presidência dos EUA sem participar de eleições diretas.

A publicação não chegou a uma comparação detalhada, mas é possível Cunha assumir o Palácio do Planalto em um curto espaço de tempo, beneficiado por brechas similares. Tudo depende de um impeachment duplo de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) a partir de 2017 – ou seja, depois da primeira metade do atual mandato.

Pela Constituição, seria realizada uma eleição indireta entre os 594 deputados federais e senadores. Na prática, Cunha precisaria de 298 votos para se tornar presidente – o que equivale a 0,0002% dos 142.822.046 eleitores brasileiros aptos a votar em 2014.

Na ponta do lápis, Cunha precisaria mesmo de 31 votos, partindo do número de 267 deputados que já votaram nele para presidir a Câmara.

Enviado por André Gonçalves, 18/02/15 11:08:28 AM

Paolla Oliveira

A garota de programa Danny Bond, interpretada por Paolla Oliveira na série Felizes Para Sempre?, bombou como fantasia de carnaval pelo Brasil afora. Mas não é só isso que mantém viva a produção, que mostra cenas de corrupção e luxúria em Brasília.

Vários deputados federais reclamam que passaram a ser questionados pelas esposas sobre a veracidade da história. Piorou porque as cenas mais tórridas com Paolla Oliveira foram filmadas em um hotel disputadíssimo entre os parlamentares e que fica a poucos metros do Palácio da Alvorada, residência oficial da presidente Dilma Rousseff.

“Minha esposa reconheceu o hotel e aí complicou para mim. O duro é explicar que quando a gente vem para cá não sobra tempo nem para dormir direito”, diz um deputado paranaense.

Enviado por André Gonçalves, 16/02/15 11:13:15 AM
Crédito: Marcelo Andrade

Crédito: Marcelo Andrade

Beto Richa construiu com esmero a síntese de sua imagem política – o “bom-mocismo”. Sangue-azul, bonitão, pai de família, engenheiro, mezzo londrinense mezzo curitibano, ele sempre carregou as características perfeitas para fazer história na política paranaense. E fez.

Richa é um fenômeno eleitoral. Em dez anos, venceu com louvor quatro pleitos majoritários que tinham tudo para ser complicadíssimos. Nas disputas pela prefeitura de Curitiba, primeiro conteve o favoritismo de um PT que ainda tinha credibilidade, em 2004, depois se reelegeu no primeiro turno com 77% dos votos válidos.

Largou o cargo dois anos depois e venceu Osmar Dias (PDT) novamente com folga. Em 2014, impôs a Roberto Requião (PMDB) a pior derrota de sua trajetória de três décadas e de quebra aniquilou a aposta petista Gleisi Hoffmann. No decorrer das campanhas, descobriu-se que nenhuma dessas eleições foi tão complicada quanto se imaginava.

Mais do que o candidato certo, Richa teve os adversários certos. Em todos os confrontos, sempre se posicionou como o nome conhecido, de segurança, enquanto os oponentes eram a aposta duvidosa, insegura. Em qualquer lugar do mundo o eleitor tem medo do desconhecido – vide a amarelada escocesa na votação sobre a independência do Reino Unido.

No plano estadual, a estratégia colou ainda mais depois de oito anos de gestão Requião. Com o eleitor paranaense cansado de bravata e confusão, nada melhor que optar por alguém que prometia uma gestão bem menos carnavalesca. Aí o bom mocismo tornou-se imbatível.

Richa cumpriu o que prometeu nos primeiros quatro anos – um governo sem sobressaltos. Não se envolveu em escândalos e só comprou uma briga, contra o governo federal. O ideário do malvado inimigo externo, manjado pelas cartilhas de propaganda política há milênios, caiu como mais uma luva para justificar os tropeços dentro de casa.

Tropeços, aliás, que nunca chegaram a ser plenamente admitidos. Foi uma enorme surpresa quando, no final de 2013, soube-se que o governo acumulava uma dívida de R$ 1,1 bilhão com fornecedores. Como 2014 era ano de eleição, a questão foi logo varrida para debaixo do tapete do “melhor está por vir”.

Reeleito, veio o primeiro volume do pacote de maldades, com aumento de IPVA e ICMS, aprovado no ano passado pela Assembleia. Até que a segunda versão, que atingia em cheio benefícios do funcionalismo, bateu na trave na semana passada. Foi a vez de Richa lidar com um ingrediente desconhecido, a revolta popular.

Lidar não foi exatamente a palavra, porque o governador sumiu do mapa. Sob pressão, retirou a proposta e colocou a culpa no que chamou de “baderneiros”. Ao final das contas, essa foi a única grande crise enfrentada por ele – e o desfecho esteve distante de ser uma maravilha.

Richa pagou o preço de tentar manter por muito tempo as aparências de uma estabilidade que não existia. Se tivesse sido mais transparente em relação à crise financeira há dois ou três anos, talvez conseguisse compartilhar melhor uma culpa que, com certeza, não é apenas sua. Tapar o sol com a peneira só aumentou a bola de neve de uma tarefa muito mais complicada – explicar à população que, mesmo tendo um aumento recorde de receitas entre 2011 e 2014, não foi ele quem quebrou o Paraná.

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