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Conexão Brasília

Enviado por André Gonçalves, 26/05/15 11:44:56 AM
Crédito da foto: Antonio More/Gazeta do Povo

Crédito da foto: Antonio More/Gazeta do Povo

Do jornalista Diego Ribeiro

O ex-secretário de Segurança Pública Cid Vasques perdeu ontem a seleção interna do conselho de procuradores do Ministério Público Estadual (MPE) que definiu uma lista sêxtupla de nomes indicados pelo quinto constitucional ao Tribunal de Justiça. Vasques, que é procurador, foi preterido por seis promotores. Da lista sairá o substituto de Edson Vidal.

Na época em que comandou a segurança (durante o primeiro mandato de Richa), Vasques acumulou desgastes com colegas de MPE, principalmente quanto à organização do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Procurado por telefone, Vasques disse vai respeitar a decisão do conselho.

Enviado por André Gonçalves, 26/05/15 10:28:48 AM
Crédito: Aniele Nascimento

Crédito: Aniele Nascimento

Você que saiu por aí batendo panela contra a presidente Dilma Rousseff e gritando Fora Beto Richa tem um compromisso importante hoje: a votação da reforma política pela Câmara dos Deputados. Não que a reforma que está sendo discutida vá resolver os problemas do país, mas é esse o momento de se manifestar, cobrar o seu deputado e, principalmente, manter-se bem informado.

O primeiro ponto da votação é justamente o sistema eleitoral para deputado estadual, federal e vereador. O modelo atual pode ser ruim, mas a proposta do PMDB, que transforma a eleição proporcional em majoritária, é tão bom quanto as duas únicas democracias em que é utilizado atualmente – Afeganistão e Jordânia.

Enquanto não se aprimorar a eleição parlamentar – e, essencialmente, as doações de campanha – qualquer governante que assumir está sujeito a repetir as mesmas trapalhadas dos atuais. Sem querer tirar a culpa de ninguém, é ingenuidade achar que a política brasileira é ruim por causa de um ou dois partidos (seja PT ou PSDB) e não se atentar para o tamanho da esculhambação por todos os lados.

Leia mais sobre o assunto aqui.

Enviado por André Gonçalves, 26/05/15 9:57:56 AM
Crédito: Bruno Covello

Crédito: Bruno Covello

Do jornalista Diego Ribeiro:

O ex-comandante da Polícia Militar do Paraná César Kogut prestou depoimento na semana passada aos procuradores do Ministério Público Estadual (MPE) que apuram a responsabilidade na repressão policial a professores que acabou com 213 feridos no Centro Cívico, dia 29 de abril.

De acordo com o MPE, o conteúdo das declarações não pode ser divulgado em razão de o inquérito ainda estar aberto. O ex-secretário da Segurança Pública Fernando Francischini também foi notificado na semana passada para prestar esclarecimentos. Ele tem dez dias de prazo e opção de entregar uma defesa escrita ou fazê-la pessoalmente.

Enviado por André Gonçalves, 25/05/15 2:54:56 PM
Crédito: Jonathan Campos

Crédito: Jonathan Campos

O advogado René Ariel Dotti apresentou na quinta-feira passada (21/5) uma petição ao Ministério Público Estadual para ter acesso às investigações sobre abusos cometidos durante a repressão policial a manifestantes que acabou com 213 feridos, no Centro Cívico. Dotti deve receber os dados hoje (25/5).

“Queremos examinar o conteúdo. Minha única preocupação é que se faça uma investigação isenta”, diz o advogado. A ideia é que também se apure se houve excessos cometidos pelos organizadores do protesto.

Dotti assumiu a defesa do governador e da primeira-dama, Fernanda Richa, nesse caso e também na apuração das denúncias de corrupção na Receita Estadual. Ele trabalha em conjunto com o advogado Eduardo Sanz.

Enviado por André Gonçalves, 25/05/15 9:55:43 AM
Crédito: Antonio Costa/Arquivo Gazeta do Povo

Crédito: Antonio Costa/Arquivo Gazeta do Povo

Algum sábio local poderia se inspirar no presidente da CPI da Petrobras, aquele que quer saber se José Janene realmente morreu, e pedir uma exumação da política paranaense. Não deste ou daquele defunto, mas do conjunto da obra. Porque algo cheira mal no estado e não é de hoje.

Desde a volta das eleições diretas para governador, em 1982, os sobrenomes Richa, Requião e Dias estiveram em todas as nove disputas pelo Palácio Iguaçu ou por vagas no Senado. Fora os dois mandatos de Jaime Lerner (1995-2002), as famílias mantêm um extenuante revezamento. Que independe de partidos ou ideologias.

Alvaro Dias foi governador pelo PMDB, teve uma passagem pelo PDT e agora está no PSDB. Richa já foi do PTB antes de ser tucano. Requião sempre foi peemedebista, mas só faz o que lhe dá na telha, de citações à Carta de Puebla à tentativa frustrada de coligação com o PSDB em 2006.

Quando a política vira uma guerra entre clãs, e não uma batalha de ideias, o resultado são gestões voltadas para algo que pode ser descrito como “demeritocracia”. Vale contemplar, pela ordem, os interesses dos parentes, seguidos pelos interesses dos parentes dos parentes (como primos distantes, sogras fantasmas, etc.) e, por último, dos parentes dos aliados. Em resumo, quem manda mesmo é o PP, não o Partido Progressista, herdeiro da velha Arena, mas o Partido da Parentada.

Símbolo máximo do nepotismo no Paraná, Requião costuma dizer que a ligação de sangue não pode ser uma cláusula impeditiva para a nomeação de gente competente. Quando governador, a regra valia para o caso dos irmãos, como Eduardo Requião. Após sair da Secretaria de Transportes, Eduardo foi transferido para o Escritório de Representação do Paraná em Brasília, transformado em órgão de primeiro escalão para driblar a súmula antinepotismo editada pelo Supremo Tribunal Federal em 2007.

O que uma área tem a ver com a outra? Boa pergunta.

Na semana passada, Beto Richa fez uma apaixonada defesa da esposa, Fernanda Richa, em entrevista ao portal UOL. Disse, entre outras coisas, que ela tinha “berço” e que “nem sabia o que era um auditor fiscal”. A segunda declaração foi desmentida por publicações do próprio sindicato da categoria, que elogiavam o “empenho” da primeira-dama para a promoção de auditores.

O que a Secretaria da Família e Desenvolvimento Social tem a ver com as carreiras da Receita Estadual? Boa pergunta (2).

Desde antes da violenta repressão policial a professores, dia 29 de abril, a gestão Richa vem sendo encurralada pela opinião pública. Cresce o coro do “Fora Beto”. Digamos que ele deixe o governo.

Vai mudar alguma coisa? Boa pergunta (3). Mas essa resposta não é tão óbvia.

Richa foi eleito democraticamente, no primeiro turno. O segundo colocado foi Requião. Se uma nova eleição fosse disputada hoje, sem Beto, pode apostar que a corrida seria vencida novamente por um Requião ou Dias.

O dilema da política paranaense é andar em círculos. Uma família assume no lugar da outra, coloca a crise na conta do antecessor, e o estado não vai para frente. O desgaste provocado por esse processo é enorme. Nos anos, 1980, com Alvaro, o Paraná investia em obras 22% do que gastava, hoje sofre para chegar a 5%.

Seria cômodo falar que a culpa é do eleitor, mas não é. São os partidos que patrocinam esse modelo, que reduz cada vez mais o oxigênio para o surgimento de novas lideranças. A política paranaense morreu de velha, falta saber se há algum caminho para ressuscitá-la.

Enviado por André Gonçalves, 22/05/15 11:40:40 AM
Crédito: Jonathan Campos/Gazeta do Povo

Crédito: Jonathan Campos/Gazeta do Povo

A crise na gestão Beto Richa (PSDB) antecipou as articulações sobre as chapas estaduais para 2018. Nesta semana, o deputado federal João Arruda (PMDB) visitou o ex-senador Osmar Dias (PDT) e fez uma sondagem sobre uma possível filiação ao PMDB. “Ele gostou, mas ficou de pensar”, disse o parlamentar.

Vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Osmar seria a saída perfeita para os peemedebistas. Com ele como candidato a governador, o PSDB não teria como lançar Alvaro Dias. Seria, provavelmente, uma disputa entre Osmar, a atual vice-governadora Cida Borghetti (Pros) e o secretário de Desenvolvimento Urbano, Ratinho Júnior (PSC).

A leitura, no entanto, é que ambos os rivais seriam prejudicados pela queda de popularidade de Richa. A filiação de Osmar também não descartaria uma possível candidatura de Requião. Nesse caso, Osmar concorreria ao Senado.

Enviado por André Gonçalves, 22/05/15 9:51:07 AM

Líder do PPS na Câmara, o deputado paranaense Rubens Bueno abriu fogo contra o prédio anexo da Casa estimado em R$ 1 bilhão e batizado de “Parlashopping”. Hoje (22/5), no Twitter, ele questionou como os americanos reagiriam se o Congresso de lá resolvesse construir um shopping contíguo ao Capitólio.

Ontem, Bueno já havia ingressado no Supremo Tribunal Federal com um mandado de segurança contra o dispositivo inserido em uma medida provisória para viabilizar a construção, por meio de parceria público-privada.

O paranaense está na contramão da maioria dos colegas. Ontem, o deputado Heráclito Fortes (DEM-PI) chegou a comparar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a Juscelino Kubitschek pela “coragem” de levar o projeto adiante.

Enviado por André Gonçalves, 21/05/15 8:22:19 PM
Crédito da foto: Ronaldo R. Rufino

Crédito da foto: Ronaldo R. Rufino

O texto abaixo é do Jean-Philip Albert Struck, um dos mais talentosos jornalistas do Paraná e que atualmente mora em Berlim:

Essa idéia bizarra de exumar o corpo do José Janene para verificar se ele teria forjado a morte não é algo inédito no Paraná, essa Rússia brasileira. Em 2003, a CPI do Banestado na Assembleia Legislativa fez o mesmo com o corpo de Osvaldo Magalhães dos Santos, ex-titular da pasta de Turismo e Esporte no governo Jaime Lerner.

Havia no estado um boato persistente de que o sujeito não havia morrido de fato num acidente de trânsito em 1998. Em novembro de 2003 o corpo foi exumado. Os deputados esperavam encontrar no caixão uma espécie de língua de prata do Jedediah Springfield, mas os exames mostraram que o corpo era mesmo do ex-secretário.

Uma curiosidade: essa perícia foi autorizada por Sérgio Moro, que à época comandava a 2ª Vara Criminal Federal em Curitiba.

Enviado por André Gonçalves, 21/05/15 4:30:47 PM
O deputado federal Alex Canziani (PTB). Crédito da foto: Agência Câmara

O deputado federal Alex Canziani (PTB). Crédito da foto: Agência Câmara

Após reunião com representantes da APP-Sindicato hoje pela manhã em Brasília, a bancada federal do Paraná decidiu tentar intermediar a negociação sobre o reajuste dos professores da rede pública estadual. Eles vão enviar uma comitiva de deputados federais para conversar com o governador Beto Richa (PSDB) ou os secretários da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, e da Casa Civil, Eduardo Sciarra.

Farão parte do grupo dois aliados de Richa, Alex Canziani (PTB) e Luiz Carlos Hauly (PSDB), dois petistas, Ênio Verri e Toninho Wandscheer, além do coordenador da bancada, João Arruda (PMDB). Canziani foi encarregado de agendar a reunião, que deve ocorrer entre amanhã e segunda-feira.

Enviado por André Gonçalves, 21/05/15 12:24:42 PM
Fernanda Richa, com  o presidente do Sindafep, José Carlos Carvalho, e o vice-presidente sindical, Wanderci Polaquini. A foto está em matéria no site do sindicato.

Fernanda Richa, com o presidente do Sindafep, José Carlos Carvalho, e o vice-presidente sindical, Wanderci Polaquini. A foto está em matéria no site do sindicato.

Uma publicação do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita do Estado do Paraná (Sindafep), de maio de 2014, cita o empenho da esposa do governador Beto Richa (PSDB) e secretária da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, nas promoções de auditores fiscais da Receita Estadual.

Em declaração publicada no Jornal dos Auditores Fiscais da Receita do Estado do Paraná (Notifisco), o presidente do órgão, José Carlos de Carvalho disse que o decreto que autorizou as promoções (número 10.937), assinado por Richa, “foi fruto do empenho da diretoria do Sindafep, da secretária Fernanda Richa, do secretário Luiz Eduardo Sebastiani e do diretor Helio Obara, que trabalharam unidos e comprometidos com a classe para que isto acontecesse”.

Veja o jornal aqui.

Outra publicação no site do sindicato, do dia 11 de agosto de 2014, traz como título: “Sindafep se reúne com Fernanda Richa para tratar de assuntos de interesse mútuo”.

Veja o link para a matéria aqui.

Em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, no portal UOL, Beto disse ontem que Fernanda Richa “nem sabe o que é um auditor fiscal” e que as acusações contra ela são uma “canalhice”.

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