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Conexão Brasília

Enviado por André Gonçalves, 31/07/15 10:32:41 AM
Crédito: Daniel Castellano

Crédito: Daniel Castellano

Nem tudo é animosidade para o governador Beto Richa (PSDB) no governo federal. De acordo com nota publicada hoje no Painel, da Folha de S. Paulo, ele tem pelo menos uma fã em Brasília, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu.

Nesta semana, em São Paulo, ela fez um discurso com um comentário especial sobre Richa.

Kátia disse ao governador que ele “parece muito com um galã, aquele das histórias secretas”.

Depois da fala, o governador Geraldo Ackmin (PSDB) disse que a comparação era com Alex, personagem da novela Verdades Secretas, interpretado pelo ator Rodrigo Lombardi.

Enviado por André Gonçalves, 30/07/15 5:47:46 PM

Ao invés de um “pacto pela governabilidade”, os tucanos vão tratar as negociações com a presidente Dilma Rousseff como um “pacto pelo emprego”. O partido vai defender ações que aumentem a capacidade de investimento de estados e municípios, como a liberação de crédito do BNDES. Os cinco governadores do PSDB se reuniram hoje à tarde no Escritório de Representação do Paraná, antes do encontro com Dilma, no Palácio da Alvorada.

O paranaense Beto Richa foi o porta-voz do grupo. “Ninguém aqui é adepto do quanto melhor, pior. O que for possível para ajudar o Brasil a retomar o seu rumo de desenvolvimento, de prosperidade, geração de empregos, contará com nosso apoio”, disse. Para ele, a questão da governabilidade de Dilma depende mais de conversas com o Congresso do que com os governadores.

O paulista Geraldo Alckmin afirmou que o ajuste fiscal precisar visar ao crescimento. “Precisamos aproveitar a desvalorização do real para conquistar o mercado”.

Os tucanos, a princípio, vão defender a reforma do ICMS, que prevê a unificação das alíquotas praticadas pelos estados, mas vão fazer exigências quanto ao fundo de compensação que será destinado aos estados. “Queremos um fundo de compensação que seja constitucional e não dependa apenas de repatriamento de dinheiro lá de fora [como sugere o governo federal]. Ninguém sabe quanto pode se repatriar de dinheiro”, disse Alckmin.

Enviado por André Gonçalves, 30/07/15 5:06:07 PM
Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil

Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil

A presidente Dilma Rousseff abriu a reunião com os 27 governadores com um discurso de 32 minutos em que admitiu as dificuldades do governo federal, mas disse que os ajustes na economia vão abrir caminho para “um novo ciclo de expansão”. Ao contrário do esperado, não falou em “pacto pela governabilidade”.

A petista começou a fala elencando uma série de problemas relacionados principalmente à economia internacional que teriam prejudicado o desempenho nacional. “Nós sabemos que a partir da segunda metade de 2014 houve um fato importante que foi o colapso do preço das comoditties”, declarou, em primeiro lugar.

Depois, citou a desvalorização de 49% do real, a manutenção da crise internacional e os problemas enfrentados recentemente pela China. Nacionalmente, disse que a seca nos estados do sudeste e nordeste também tiveram efeitos.

“Nós enfrentamos uma significativa queda de receitas. Acredito que alguns estados também. Fomos obrigados a promover um reequilíbrio no nosso orçamento. […] Mas isso é para nos colocar de novo na rota do crescimento com geração de renda. A nossa economia é bem mais forte do que há alguns anos atrás quando enfrentou crises.”

Dilma ressaltou que “não nega as dificuldades”. E também ressaltou que os ajustes vão levar “a um novo ciclo de desenvolvimento”. Esse ciclo seria puxado pelo investimento e pela produtividade.

Depois de Dilma, estavam previstas falas dos ministros. Apenas o discurso dela foi transmitido pela emissora do governo federal, a EBC.

Enviado por André Gonçalves, 30/07/15 2:40:46 PM
Crédito: Marcelo Andrade

Crédito: Marcelo Andrade

O Escritório de Representação do Paraná em Brasília sedia neste momento uma reunião dos cinco governadores do PSDB, incluindo Beto Richa e Geraldo Alckmin. O encontro é uma prévia para a reunião com a presidente Dilma Rousseff, marcada para o Palácio Alvorada, às 16 horas.

Enviado por André Gonçalves, 30/07/15 11:03:31 AM
Crédito: Nelson Jr. / STF

Crédito: Nelson Jr. / STF

A ministra Cármen Lúcia é a relatora da ação que questiona a nomeação de Maurício Requião para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná. O processo foi redistribuído logo após o paranaense Luiz Edson Fachin se declarar na semana passada impedido de relatar o processo por “motivo de foro pessoal”.

A reclamação 9375 tramita no STF desde 2009, quando o hoje presidente da corte, Ricardo Lewandowski, concedeu liminar que suspendeu a nomeação de Maurício pelo cargo. A ação foi ajuizada por José Rodrigo Sade, com base na súmula vinculante número 13, que veda o nepotismo na administração pública. Na época, o governador do estado era Roberto Requião (PMDB), irmão mais velho de Maurício.

Enviado por André Gonçalves, 29/07/15 2:36:21 PM
Crédito: Agência Senado

Crédito: Agência Senado

Levantamento feito pelo Congresso em Foco sobre as ausências dos senadores brasileiros às sessões deliberativas durante o primeiro semestre mostra que os três representantes do Paraná não estão entre os 10 mais faltosos do país. Por outro lado, nenhum está na lista dos cinco que não tiveram nenhuma ausência – Delcídio Amaral (PT-MS), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Reguffe (PDT-DF), Romário (PSB-RJ) e Waldemir Moka (PMDB-MS).

Pela pesquisa, Roberto Requião (PMDB-PR) foi o 13º mais faltoso. Das 50 sessões realizadas no período, compareceu a 40. Teve seis ausências justificadas e quatro injustificadas.

Gleisi Hoffmann (PT-PR) foi a 22ª em número de faltas, empatada com outros nove colegas – dentre eles, Aécio Neves (PSDB-MG). Compareceu a 43 sessões. Teve quatro faltas justificadas e três injustificadas.

Alvaro Dias (PSDB-PR) apareceu em 32º, com mais cinco colegas. Teve 44 presenças e seis faltas injustificadas.

Veja aqui a lista do Congresso em Foco.

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Enviado por André Gonçalves, 29/07/15 12:26:19 PM

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O governador Beto Richa destoou ontem da cúpula do PSDB ao dizer que o partido não deve aderir à “pauta das ruas” e encampar as manifestações contra a presidente Dilma Rousseff em agosto. A movimentação obedece a um raciocínio lógico. E um sinal de que ele começou a lidar com a própria crise de uma forma mais cerebral que figadal.

Hoje mesmo, por exemplo, Richa vem sendo alvo de diversos protestos no Paraná, que colam o aniversário de 50 anos com os três meses da batalha do Centro Cívico. Durante todo tempo, Richa repetiu que essas manifestações foram infladas pelo PT, via Central Única dos Trabalhadores. Ou seja, que é alvo de uma concertação política e não de movimentos sociais autênticos.

Se é assim, não teria como defender que o PSDB fizesse a mesma coisa contra Dilma. Richa também demonstrou ponderação (dessa vez, alinhado ao tucanato) ao se posicionar contra a pauta-bomba de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) contra Dilma no Congresso.

Isso quer dizer que Richa virou “amigo” de Dilma? Claro que não. Mas pelo menos é uma pausa benéfica no jogo infantil do inimigo do meu inimigo é meu amigo.

Enviado por André Gonçalves, 29/07/15 10:56:29 AM
Crédito: Divulgação Band

Crédito: Divulgação Band

Depois de receber sondagens até do PSDB, o apresentador de televisão José Luiz Datena bateu o martelo e decidiu concorrer a prefeito de São Paulo pelo PP, partido de Jair Bolsonaro e Paulo Maluf. O mote da campanha será segurança pública e o vice da chapa, um delegado de polícia.

Um dos principais adversários de Datena será outro apresentador, Celso Russomanno, do partido da Igreja Universal, o PRB. O primeiro ganhou fama ao defender o povo dos bandidos em programas policialescos. O segundo, como patrulheiro do consumidor.

Nada contra nenhum dos dois. De verdade. Quem não gosta que troque de canal.

Aliás, Russomanno, que já concorreu a prefeito em 2012, mostra que a manobra do PP para atrair Datena nem é novidade. No Paraná, outro exemplo antigo: o desempenho de Ratinho Jr. há anos é umbilicalmente ligado à popularidade do pai, também apresentador.

Ainda assim, há algo de mais relevante na decisão de Datena. Ela simboliza o futuro da política pós-Lava Jato. E uma exacerbação do voto justiceiro.

Ninguém quer saber de políticos, muito menos de partidos. Por isso a solução dos partidos será cada vez mais buscar um showman que disfarce a existência dos partidos.

Você acha que o eleitor vai votar no PP ou no Partido do Cidade Alerta?

Trabalhar com essa confusão mental é o último instinto de sobrevivência para, no fundo, deixar tudo como está. Um candidato como Datena pode não ganhar, mas vai ajudar a eleger uma porção de vereadores do PP.

Partido que, aliás, está em todas – do mensalão ao petrolão. É só rodar as “ibagens”, como diria o chiliquento Datena, que você vai se lembrar.

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Enviado por André Gonçalves, 28/07/15 3:54:28 PM
Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado

Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Alvaro Dias retornou no fim de semana de viagem ao exterior, mas não acabou com o mistério sobre sua saída do PSDB. O paranaense confirmou que continua as conversas com outras legendas – em especial, o PSB -, mas que vai esperar para anunciar uma decisão.

“Tenho que ter calma, prudência, porque o momento político do país é conturbado. Não é uma hora adequada para movimentos bruscos”, declarou.

Sobre as negociações com o PSB, confirmadas pelo presidente nacional da sigla à Gazeta do Povo, disse ser “bastante grato” com o comportamento da direção da legenda.

Também confirmou as conversas com o presidente do PSDB, Aécio Neves. “Antes de viajar, eu falei com Aécio sobre minha situação no partido, minhas dificuldades.” A maior delas, segundo ele, está no Paraná.

“O objetivo é encontrar um espaço onde eu possa ser mais útil. No PSDB não tenho encontrado facilidades.”

O senador também admitiu os planos de tentar concorrer à Presidência da República. “Ninguém pode recusar qualquer possibilidade, estamos vivendo uma fase de transição na política do país. Muita coisa vai acontecer até 2018. Com o enfraquecimento do PT abriu-se um espaço enorme. Pessoas que estimulam, buscam novas alternativas, para ampliar esse debate. Se tivesse instrumentos [para concorrer à Presidência], não fugiria da disputa.”

Enviado por André Gonçalves, 28/07/15 10:33:24 AM

Brasília vive uma contagem regressiva de receio pelo que pode acontecer a partir do próximo sábado. Agosto, o mês cachorro louco, costuma ser ainda mais louco para a política nacional.

Foi em agosto que Getúlio Vargas entrou na espiral da crise política que acabou em seu suicídio. Foi em agosto que os caras-pintadas foram decisivos para a queda de Fernando Collor.

E é no próximo mês que Dilma Rousseff passará pelos momentos mais turbulentos do segundo mandato. Primeiro, com o julgamento das pedaladas fiscais por TCU e Congresso. Depois, com o acirramento da discussão sobre impeachment diante de um cada vez mais raivoso Eduardo Cunha.

Para complementar, ainda há as manifestações convocadas para a segunda quinzena…

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