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Conexão Brasília

Enviado por André Gonçalves, 03/07/15 12:00:22 PM
Crédito: Antonio More/Gazeta do Povo

Crédito: Antonio More/Gazeta do Povo

A surpresa das sondagens do Paraná Pesquisas divulgadas nesta semana pela Gazeta do Povo não é a desaprovação recorde de Beto Richa (PSDB), muito menos o aumento de prestígio de Roberto Requião (PMDB) e Alvaro Dias (PSDB). O que mais chama a atenção é o desempenho de Ratinho Júnior (PSC).

O Palácio Iguaçu virou de cabeça para baixo depois da violenta repressão policial aos professores, mas o terremoto não alcançou o secretário de Desenvolvimento Urbano. Na disputa pelo governo do estado, Requião aparece com 30,2%, Alvaro com 26,6% e Ratinho com 20,1%. Na briga pelo Senado, Requião e Ratinho estão empatados tecnicamente na dianteira, com 45,1% e 41,2%, respectivamente.

Os dados mostram como o teflon de Ratinho é forte. Mesmo ele sendo parte do governo Richa, mesmo que o PSC tenha sido decisivo na aprovação dos pacotes de maldades do governo na Assembleia, nada parece grudar no secretário.

Se continuar assim, Ratinho será a única alternativa viável para o grupo político de Richa em 2018. Até o momento, é o único sinal de que nem tudo está perdido.

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Enviado por André Gonçalves, 02/07/15 11:57:02 AM
Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

Virou esporte nacional falar das mil e uma manobras do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Com ele, não tem derrota em plenário. No máximo, um empate, logo revertido a fórceps no dia seguinte – como no caso da redução da maioridade penal e das doações eleitorais de empresas.

Cunha é o ser maligno do vale-tudo que vai levar o país ao caos? Pelo contrário, ele é fruto justamente desse caos de valores que transborda para a política. O brasileiro não desiste nunca e sempre encontra uma maneira de se dar bem.

É assim quando dirigimos a 100 km/h em uma via de 60 km/h e damos aquela freadinha básica quando o radar se aproxima. É assim quando você comemora que seu time se livrou do rebaixamento no tapetão. É assim quando aquele pai protesta com a professora para passar seu filho de ano na marra.

Ou seja, todos somos respeitadores das regras, desde que as punições previstas nelas atinjam apenas os outros. E aí não cabe um julgamento de valor sobre o teor das propostas alvo de manobras. A questão é que a ditadura do jeitinho, no fundo, é ruim para todo mundo.

Pois um dia o caos pode se virar contra você. Já imaginou ser julgado por um crime que você não cometeu e só ver o caso encerrado após o juiz arrumar uma forma de condená-lo injustamente? Quem no Brasil pode dizer que isso não pode acontecer?

Só existem episódios como a reversão da votação da maioridade penal porque o salve-se quem puder é o valor mais consolidado da sociedade brasileira. Cunha é o cara que faz as coisas acontecerem a qualquer custo. É o Brasil em seu estado mais puro.

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Enviado por André Gonçalves, 02/07/15 10:48:17 AM
O ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, e a vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti, em reunião no dia 1/7, em Brasília. Crédito da foto: Edsom Leite/MT

O ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, e a vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti, em reunião no dia 1/7, em Brasília. Crédito da foto: Edsom Leite/MT

A prorrogação do pedágio sempre foi o bode na sala da gestão Beto Richa (PSDB). Algo tratado como segredo de estado. Assumir de peito aberto a renovação dos contratos, que acabam em 2022, poderia ativar uma bomba política com efeitos devastadores durante a campanha pela reeleição, ano passado.

Seis meses após o início do segundo mandato, o assunto volta à tona. Ontem, o governo estadual pegou carona na proposta de representantes de cinco entidades do setor produtivo paranaense – Faep, Fecomércio, ACP, Faciap e Fetranspar – de pedir a renovação da delegação de 1,8 mil quilômetros de rodovias federais por mais 24 anos.

A renovação da delegação é o primeiro passo para dar ao governo do estado condições de negociar os novos contratos. As cinco entidades, acompanhadas da vice-governadora, Cida Borghetti, e do chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra, foram ao Ministério dos Transportes formalizar o pedido.

Como resposta, o ministro Antonio Carlos Rodrigues determinou a criação de um grupo de trabalho para discutir o assunto. Dois fatos novos nessa história: a gestão Richa assume que quer renovar e a gestão Dilma mostrou que topa aprofundar o assunto. No que vai dar? Ninguém sabe.

Cida declarou que as premissas básicas da renovação dos contratos seriam a redução imediata das tarifas e mais obras por parte das concessionárias. Sciarra falou que, mesmo que saia a delegação, não é certo que os contratos serão renovados. “Não é automático: a renovação depende de um acordo que seja bom para os usuários”, disse o secretário.

Gostando ou não da ideia de renovar os contratos, o fato é que é melhor que se trate isso às claras. Para que se saiba quem deve ficar com o ônus e o bônus de uma possível decisão. Afinal, é um assunto importante demais para virar segredo de estado.

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Enviado por André Gonçalves, 01/07/15 11:29:35 AM
Crédito: Gazeta do Povo

Crédito: Gazeta do Povo

O resultado da sondagem do Paraná Pesquisas divulgada hoje pela Gazeta do Povo reacendeu a ambição do senador Roberto Requião (PMDB) de voltar ao Palácio Iguaçu. O peemedebista aparece com 30,2% das intenções de voto, empatado tecnicamente com Alvaro Dias (PSDB), com 26,6%. Ratinho Júnior (PSC) é o terceiro, com 20,1%.

“Requião sempre tem repetido que está à disposição do partido. Se a eleição fosse hoje, ele seria candidato”, diz o sobrinho do senador, deputado federal João Arruda (PMDB). Se a candidatura em 2018 se confirmar, Requião concorrerá com 77 anos. Seria a sexta campanha dele ao Palácio Iguaçu – venceu em 1990, 2002 e 2006 e perdeu em 1998 e 2014.

Segundo Arruda, pesa no apetite eleitoral do tio a derrota para Beto Richa (PSDB) no ano passado. “Ele foi muito atacado, não perdoaram nem a esposa [Maristela Requião]. Isso não foi digerido”, complementa o deputado.

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Enviado por André Gonçalves, 01/06/15 1:48:38 PM

Queridos leitores do Conexão Brasília. Gostaria de agradecer a todos os que pacientemente aparecem por aqui. O blog entra em férias e retorna em julho.

Enviado por André Gonçalves, 01/06/15 12:30:13 AM

Reynaldo Stavale/ Agência Câmara

Fica a dica: seria muito interessante se, neste momento, algum instituto de pesquisas fosse às ruas perguntar ao povo o que ele entende como reforma política. Aposto alto que a maioria das respostas iria na direção de “melhorar o que está aí”, “diminuir a corrupção”, etc. Duvido que alguém citasse “distritão” ou “constitucionalização das doações eleitorais de empresas”.

Há décadas, políticos de todos os espectros alimentam esse vago ideário popular sobre a reforma. Rebobine o horário eleitoral pós-mensalão de 2006, as reações às manifestações de 2013, o Fora Collor de 1992 e você vai ver as excelências urrando contra as injustiças do sistema. A reforma sempre foi tratada como um messias que vai guiar o país para fora do lodaçal.

A questão é que não há soluções simples para problemas complexos. Dilma Rousseff e o PT já falaram em constituinte exclusiva e só mais tarde se tocaram que ela é legalmente inviável. Todo novo presidente da Câmara dos Deputados promete matar a bola no peito e chutar para o gol, mas no fim colabora mesmo é para embolar o meio-de-campo.

O atual titular do cargo, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por exemplo, resolveu usar o tema para mostrar quem manda na República. Quando todos acharam que ele havia sofrido sua primeira grande derrota, com a queda do “distritão” e do financiamento empresarial para candidatos e partidos, ele virou a mesa no dia seguinte. Com o apoio de Michel Temer (PMDB), enquadrou dissidentes e aprovou as doações de pessoas jurídicas para partidos (que, afinal, vão repassar os dinheiros para os candidatos, tornando a proposta idêntica à que foi rejeitada na noite anterior).

Ao que tudo indica, era só isso que interessava de verdade aos parlamentares. Para conseguir os 308 votos necessários para aprovar esse ponto, Cunha vendeu para os partidos médios e pequenos a manutenção das coligações nas disputas para deputado e vereador, além de uma cláusula de barreira ridiculamente branda, pela qual as legendas precisam ter apenas um deputado ou senador para ter acesso ao fundo partidário. De diferente mesmo, só o fim da reeleição para prefeito, governador e presidente.

Seria ingênuo demais acreditar que os parlamentares realmente iriam aprovar medidas que pudessem comprometer suas reeleições. Assim como é uma bobagem acreditar que mudar as regras do jogo, por si, teria um efeito milagroso, enquanto todos os jogadores (isso inclui os eleitores) não fizerem uma autoavaliação. Por exemplo: quem vota em um deputado que promete apenas trazer recursos para a sua região endossa o processo de estelionato eleitoral – papel de deputado e senador é legislar e fiscalizar o Executivo.

Do jeito que está, Cunha & Cia. Limitada conseguiram a proeza de fingir que estão fazendo uma reforma “possível” e que algum dia a “ideal” estará entre nós. Prepare-se para ouvir por longos anos que o país depende dela. Talvez ela saia quando Papai Noel for escolhido como relator.

Enviado por André Gonçalves, 28/05/15 12:45:24 PM
Foto: Wenderson Araújo

Foto: Wenderson Araújo

Uma dica do amigo e vizinho Rogério Waldrigues Galindo, do Caixa Zero

Os dois deputados federais do Paraná que são investigados na operação Lava Jato, Dilceu Sperafico e Nelson Meurer (foto), ambos do PP, votaram ontem a favor da proposta que permite a doação eleitoral de empresas a partidos. O pagamento de propina por parte de empreiteiras a políticos e partidos é um dos principais pontos investigados pela Polícia Federal. Veja como o total de 19 investigados se posicionou ontem, durante a votação da proposta, aprovada por 330 votos a 141.

A favor das doações eleitorais de empresas
PP
– Deputado Aguinaldo Ribeiro (PB)
- Deputado Nelson Meurer (PR)
– Deputado Luiz Fernando Faria (MG)
– Deputado Arthur Lira (AL)
- Deputado Dilceu Sperafico (PR)
– Deputado Jeronimo Goergen (RS)
– Deputado Sandes Júnior (GO)
– Deputado Missionário José Olímpio (SP)
– Deputado Lázaro Botelho (TO)
– Deputado Luis Carlos Heinze (RS)
– Deputado Renato Molling (RS)
– Deputado Roberto Balestra (GO)
– Deputado Waldir Maranhão (MA)

PMDB
– Deputado Eduardo Cunha (PMDB) – não votou porque presidiu a sessão, mas é abertamente favorável à proposta.
– Deputado Aníbal Gomes (CE)

Contra as doações eleitorais de empresas
PP
– Deputado Afonso Hamm (RS)
– Deputado José Otávio Germano (RS)

PT
– Deputado José Mentor (SP)
– Deputado Vander Loubet (MS)

Enviado por André Gonçalves, 28/05/15 11:50:32 AM

Ex-secretário de Segurança Pública do Paraná, o deputado Fernando Francischini (SD) voltou nesta semana a circular pelo plenário da Câmara, durante as votações da reforma política. A principal mudança está no visual: 15 quilos mais magro, com barba e bronzeado. Francischini deixou o cargo na gestão Richa após o episódio de repressão policial que deixou 213 manifestantes feridos, dia 29 de abril, em Curitiba.

Sobre a batalha do Centro Cívico, disse que vai voltar ao assunto com mais informações “em breve”. E sobre a perda de peso, afirmou que se deve a um treinamento físico intensivo similar aos dos policiais do Bope.

Enviado por André Gonçalves, 27/05/15 4:13:22 PM

House

Em paralelo à reforma política, a agenda em Brasília gira em torno do escândalo na Fifa. O senador Romário (PSB-RJ) já deu declaração. Mas não é apenas no Brasil que o caso viralizou.

O perfil do personagem Frank Underwood, um inescrupuloso político americano que chega à presidência na série House of Cards (interpretado por Kevin Spacey), acaba de tirar uma casquinha do caso.

Segundo ele, ironicamente, corrupção é uma “vergonha”.

A propósito, o personagem Underwood é sempre comparado no Congresso ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que neste exato momento tenta virar a mesa da votação da reforma política para constitucionalizar as doações de empresas para campanhas eleitorais. A proposta caiu ontem, mas sabe como funcionam as coisas nos corredores da Fifa e do Congresso brasileiro…

Enviado por André Gonçalves, 27/05/15 3:46:49 PM

Rodolfo Stuckert / Agência Câmara

No auge da discussão mais dura sobre a proposta de mudar o sistema das eleições para deputado e vereador para o “distritão”, ontem à noite (26/5), deputados da oposição começaram a gritar “mensalão” para provocar os petistas no plenário do Senado. Quando a coisa apertou, um estridente grito do lado petista abafou os apupos: “Fora Beto Richa”. Ninguém sabe quem foi o autor do revide, que mostra o quanto a crise no governo paranaense está nacionalizada.

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