PUBLICIDADE

Conexão Brasília

Enviado por André Gonçalves, 24/04/15 3:40:41 PM

O ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica falou ontem à BBC o que todo mundo sabe, mas faz questão de ignorar: “quem gosta muito de dinheiro deveria ser afastado da política”. O motivo central (pelo menos no Brasil) é o seguinte: o salário dos políticos é muito bom, garante conforto, mas não deixa ninguém podre de rico.

Faça as contas. Deputados federais e senadores recebem um salário bruto de R$ 33,7 mil. Com os descontos, o líquido deve girar em torno de R$ 25 mil.

Digamos que o sujeito economize R$ 10 mil por mês desse valor, ou seja, 40% do que ganha (um esforço raro para qualquer assalariado). Ao final do mandato, teria R$ 480 mil na conta, que chegariam a uns R$ 600 mil caso ele tenha colocado as reservas na poupança.
Ao final de dois mandatos, ele seria um milionário. É uma bela quantia. Mas não dá para extravagâncias como fretar, muito menos comprar um jatinho.

A conta do custo de vida de muitos políticos não fecha descaradamente. É anormal do ponto de vista das finanças domésticas um deputado/prefeito/governador ter como hobby andar de veículos luxuosos, usar ternos importados de R$ 30 mil, fumar charutos cubanos…

Essa percepção, é claro, deveria ser levada em consideração na hora de votar. Não é necessário reforma política para ver quem está nesse ramo só para ganhar dinheiro de algum outro jeito.

Enviado por André Gonçalves, 23/04/15 10:13:22 AM

Paixao_BoxeAecioDilma

Após reunião com o jurista Miguel Reale, a cúpula do PSDB decidiu ontem em Brasília que será necessário mais tempo para levantar informações sobre um possível pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O partido vai buscar informações sobre as “pedaladas fiscais” da gestão Dilma ao longo dos próximos 20 dias.

Reale reiterou que não será possível processar Dilma por crime de responsabilidade por fatos acontecidos no mandato passado. A missão agora é levantar se as “pedaladas” continuaram em 2015. Caso a manobra tenha se repetido, Fernando Henrique Cardoso e José Serra, que até agora vem se posicionando contra o impeachment, vão se unir ao grupo liderado por Aécio Neves e Alvaro Dias, que são favoráveis.

Enviado por André Gonçalves, 22/04/15 4:03:55 PM
Crédito: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

Crédito: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

Uma comissão de sete deputados da CPI da Petrobras desembarca em Curitiba na sexta-feira (24/4) para se encontrar com o juiz Sérgio Moro. Os parlamentares querem documentos em poder da Justiça que podem ajudar as investigações.

Além disso, também vão combinar com o juiz como e onde serão tomados os depoimentos das 19 pessoas presas em Curitiba acusadas de envolvimento em pagamento de propina e formação de cartel na Petrobras. Serão ouvidos na capital paranaense o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró e o empresário Fernando Soares, o Fernando Baiano, apontado como operador do esquema ligado ao PMDB.

O presidente da CPI, Hugo Motta (PMDB-PB),declarou na semana passada que, “quanto mais transparente a viagem a Curitiba for, melhor será o andamento dos trabalhos”. “Quero repetir que trabalharei para que as oitivas sejam abertas e públicas, com amplo acesso da imprensa”, afirmou Hugo Motta.

Enviado por André Gonçalves, 22/04/15 11:59:11 AM

O senador Alvaro Dias (PSDB) será o relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado da indicação do jurista paranaense Luiz Edson Fachin para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal.

Alvaro acabou de confirmar ao blog que recebeu a designação do presidente da comissão, José Maranhão (PMDB-PB). “Terá de ser um relatório denso para desfazer toda a polêmica que se instalou sobre a suposta ligação dele [Fachin] com o PT”, disse.

O relatório, segundo Alvaro, deve ser apresentado na próxima quarta-feira (29) e jogar a sabatina de Fachin para o dia 6 de maio. No mesmo dia, a indicação deve ser votada pelo plenário.

Enviado por André Gonçalves, 22/04/15 10:46:52 AM

Texto do jornalista Diego Ribeiro

O número de integrantes de uma facção criminosa paulista dobrou em menos de dois anos no sistema penitenciário do Paraná. Em outubro de 2013, um relatório do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) colocava o estado como segundo principal reduto do grupo. Na época, o MP-SP informou ao repórter Raphael Marchiori que as unidades prisionais do Paraná tinham 545 membros. Hoje o total de faccionados chega a 1,1 mil, segundo confirmou na semana passada o secretário de Segurança Pública, Fernando Francischini.

O problema tem sido mostrado pela reportagem da Gazeta do Povo ao longo dos últimos anos. Em janeiro do ano passado, o repórter Felippe Aníbal mostrou que a facção avançava de forma ostensiva nos complexos penais e carceragens de delegacias do Paraná. Em uma forma de desafiar as autoridades, os presos usavam o nome da facção para demarcar território dentro dos presídios: bradavam gritos de guerra e assinalavam as alas dominadas pelo grupo. O jornal chegou a noticiar o vídeo feito por agentes penitenciários.

Ao que tudo indica, esse crescimento da organização criminosa foi quase que inevitável. A facção arregimenta mais detentos do que o estado pode ressocializar. Sabe-se que há um trabalho específico do Departamento Estadual Penitenciário de das polícias que analisam e tentam antecipar os problemas que causam os presos faccionados. Mas isso apenas não basta.

As condições das unidades penitenciárias do estado colaboram e dão argumentos aos bandidos. Nenhuma vaga foi criada com construção ou ampliação de unidades penitenciárias nos últimos quatro anos. Enquanto isso, o sistema é sobrecarregado com a política do encarceramento. Muitos detidos que entram por crimes como furto simples acabam batizados pelo crime organizado.

Esse número de detentos faccionados representa, segundo algumas fontes, um perigo grande de o grupo controlar o sistema carcerário local. A onda de rebeliões ano passado no sistema paranaense foi alarmante. O estado praticamente ficou refém dos detentos e optou por atender pedidos de transferências.

Sem melhorar as condições do sistema, cada vez mais presos que poderiam ter alguma chance de ressocialização são cooptados pela facção. Afinal, todo mundo sabe: cadeia é a escola do crime. Os professores são esses, os 1.100.

Enviado por André Gonçalves, 22/04/15 10:31:41 AM

paixaopartidos

Ronaldo Caiado (DEM), aquele que queria “caiar o Brasil” em 1989, disse que a prisão do tesoureiro petista, João Vaccari Neto, abre espaço para a cassação do registro do PT. Em outras palavras, para a extinção do partido. Pode parecer radical à primeira vista, mas não é uma tese de se jogar fora – desde que aplicada para todos.

Em 2009, o mensalão do DEM de Brasília chocou o país. O então governador José Roberto Arruda foi preso. Arruda era o único governador do partido na época e queria implantar uma “gestão-modelo” do Democratas. Para isso, empregou correligionários de todo país, inclusive do Paraná.

Em 2012, o xerifão do Senado, Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), foi cassado depois que se descobriu sua ligação com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Nas últimas semanas, Demóstenes abriu guerra contra Caiado e prometeu comprovar que agora adversário também teve Cachoeira como financiador de campanha. Caiado nega, mas o assunto ainda vai esquentar.

Para o senador, um dos grandes pecados do PT é a reincidência. Antes de Vaccari, o também tesoureiro Delúbio Soares esteve no centro do mensalão petista, há uma década. É novamente um argumento válido, que ajudaria a dar um jeito nas legendas brasileiras.

Se aplicado para valer, levaria para o buraco o DEM (pelos motivos acima citados, apesar de tanto Arruda quanto Demóstenes terem deixado a legenda), o PSDB (inventor do mensalão em Minas Gerais, envolvido na compra de votos para a emenda da reeleição e no coração dos escândalos dos trens de São Paulo), além de PMDB e PP (que assim como os petistas tinham digitais no mensalão de 2005 e no petrolão dos dias de hoje).

Não, essa não é uma tentativa de relativizar os erros do PT – quem está no comando da República tem de dar ainda mais o exemplo que os outros -, mas de focar no problema que realmente interessa. O modelo partidário brasileiro está podre.

Há tempos os partidos políticos vivem numa espécie de limbo jurídico que é, na verdade, um céu. Em 1988, a Constituição deu às siglas “autonomia para definir sua estrutura interna, organização e funcionamento” (artigo 17). Também manteve a obrigatoriedade de filiação partidária para a participação em eleições (artigo 14). Em 1995, a Lei dos Partidos (9.096) mudou a natureza jurídica das legendas, de pública para privada.

Trocando em miúdos, a legislação permite que os partidos funcionem como clubes privados, que fazem o que bem entendem. Por outro lado, deu a eles um poder absolutista de controlar quem pode ser candidato ou não. E mais: um caminhão de dinheiro público para sobreviver (o fundo partidário de 2015 saltou de R$ 289,5 milhões para R$ 867,5 milhões), além da possibilidade quase infinita de captação de recursos privados para campanhas.

Abre-se aí um dilema. Manter essa combinação só faz sentido se os partidos tiverem mais obrigações. Pode ser algo na linha do que propõe Caiado: meteu-se em corrupção, adeus fundo partidário. É reincidente? Fecha as portas.

Como tudo no Brasil, porém, é infantil acreditar que uma lei maravilhosa vai resolver todos esses problemas. Não há dinheiro que chegue para manter, por exemplo, um aparato de fiscalização que impeça o caixa dois diante de milhares de candidaturas. Mas há passos simples que fariam uma enorme diferença.

O primeiro é tirar dos partidos o monopólio de indicação dos candidatos. O segundo, limitar o acesso a recursos públicos e as doações de empresas. Enfim, a chave de tudo continua sendo a tal liberdade com responsabilidade.

Enviado por André Gonçalves, 17/04/15 12:33:05 PM
Crédito: Hugo Harada.

Crédito: Hugo Harada.

O deputado paranaense Rubens Bueno (PPS) conseguiu as assinaturas necessárias para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades em empréstimos concedidos pelo BNDES, entre 2003 e 2015. No total, 198 deputados apoiaram a abertura das investigações (o mínimo necessário é de 171 assinaturas). Desses, 12 são paranaenses. Veja quem são:

Alfredo Kaefer (PSDB)
Christiane Yared (PTN)
Diego Garcia (PHS)
Evandro Rogério Roman (PSD)
Giacobo (PR)
Leopoldo Meyer (PSB)
Luciano Ducci (PSB)
Luiz Carlos Hauly (PSDB)
Nelson Meurer (PP)
Rossoni (PSDB)
Rubens Bueno (PPS)
Sandro Alex (PPS)

Enviado por André Gonçalves, 16/04/15 11:04:01 AM
Crédito: Romério Cunha/Vice-Presidência

Crédito: Romério Cunha/Vice-Presidência

Beto Richa (PSDB) não perdeu tempo – cinco dias após o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assumir o comando da articulação política da gestão Dilma Rousseff, os dois se reuniram ontem em Brasília. Pelo jeito, a interpretação do tucano é de que o eixo de poder mudou de vez para o PMDB.

“Buscamos a tão desejada reaproximação”, disse Richa. Temer se comprometeu a agilizar a realização de uma audiência de Richa com Dilma, que foi solicitada pelo governo do estado no ano passado. “O vice-presidente é uma pessoa atenciosa, tem experiência política e nos tratou muito bem. Ficou de nos ajudar e abriu um canal de diálogo.”

Enviado por André Gonçalves, 15/04/15 3:01:25 PM
Crédito: Henry Milléo

Crédito: Henry Milléo

Texto do jornalista Diego Ribeiro:

Desde 2012, quando as Unidades Paraná Seguro (UPS) foram lançadas como carro-chefe da Segurança Pública do Paraná, o governo do estado promete ações multisetoriais nas áreas com maiores índices de criminalidade. Não é nova a ideia anunciada pelo secretário da Segurança Pública Fernando Francischini durante entrevista à Gazeta do Povo na edição desta quarta-feira. Até um termo de cooperação técnica entre secretarias estaduais, prefeitura de Curitiba e Ministério Público Estadual foi assinado para tentar tal atuação prometida em 2012. O ex-governador Roberto Requião tentou da mesma forma, com ações parecidíssimas, sem muito sucesso.
Por isso, fica uma dúvida no ar: os projetos falharam? Se a resposta for sim, a repetição do roteiro pode não ser a melhor alternativa.

É preciso atuar de forma maciça nas áreas com projetos que vão de orientação social, emprego, educação, capacitação, saúde, urbanismo, mas não da forma como tem ocorrido. A cada quatro anos, um rótulo novo para o óbvio, porém sem efetividade. Aparecem resultados de feiras de serviços, projetos esportivos esporádicos. Somente isso não vinga.

Podem argumentar que os resultados aparecerão em longo prazo. Aguardemos. Mas tentativa e erro viraram rotina ao longo dos últimos 20 anos no Paraná sob a batuta do mesmo discurso de que é necessário ações multisetoriais. Mesmo assim, homicídios sobem e descem ao longo dos anos e ninguém conseguiu engatar projetos de continuidade. O primeiro trimestre deste ano mostrou uma queda no número de assassinatos de 17% em Curitiba em relação ao mesmo período do ano passado. Mas em 2014 inteiro os homicídios aumentaram 7%. Como não há uma fórmula miraculosa pintando na área, é esperar para ver.

Enviado por André Gonçalves, 15/04/15 2:00:44 PM
Crédito: Fábio Rodrigues (Agência Brasil)

Crédito: Fábio Rodrigues (Agência Brasil)

O senador Roberto Requião (PMDB) assumiu a função de principal “cabo eleitoral” da indicação ao STF do professor da UFPR Luiz Edson Fachin entre os peemedebistas do Senado. Hoje, Fachin esteve em um almoço na casa do paranaense, onde estava previsto um encontro com o líder do PSDB no Senado, Cassio Cunha Lima (PB).

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também se manifestou hoje pela manhã sobre a indicação de Fachin. Curiosamente, lembrou sobre o único caso na história da República brasileira em que houve uma indicação negada pelo Senado.

“Esse processo é sempre um processo complexo de sabatinas que se aprimoram a cada dia. O Senado já teve um momento em que derrubou um indicado para o STF, mas fez isso no início da República, quando Floriano Peixoto mandou o nome de um médico para o Supremo Tribunal Federal, Barata Ribeiro. Mas esse não é um precedente que nessas horas possa ser lembrado”, disse.

Páginas12345... 186»
Este é um espaço público de debate de idéias. A Gazeta do Povo não se responsabiliza pelos artigos e comentários aqui colocados pelos autores e usuários do blog. O conteúdo das mensagens é de única e exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.
Buscar no blog
Assine a Gazeta do Povo
  • A Cobertura Mais Completa
    Gazeta do Povo

    A Cobertura Mais Completa

    Assine o plano completo da Gazeta do Povo e receba as edições impressas todos os dias da semana + acesso ilimitado no celular, computador e tablet. Tenha a cobertura mais completa do Paraná com a opinião e credibilidade dos melhores colunistas!

    Tudo isso por apenas

    12x de
    R$49,90

    Assine agora!
  • Experimente o Digital de Graça
    Gazeta do Povo

    Experimente o Digital de Graça!

    Assine agora o plano digital e tenha acesso ilimitado da Gazeta do Povo no aplicativo tablet, celular e computador. E mais: o primeiro mês é gratuito sem qualquer compromisso de continuidade!

    Após o período teste,
    você paga apenas

    R$29,90
    por mês!

    Quero Experimentar