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Enviado por André Gonçalves, 18/09/14 9:46:56 AM
Crédito: Fábio Rodrigues (Agência Brasil)

Crédito: Fábio Rodrigues (Agência Brasil)

Roberto Requião (PMDB) sempre fez questão de posar como candidato da austeridade. Já criticou o auxílio-moradia concedido a juízes e prometeu dar um jeito de congelar as tarifas de água e luz (algo muito parecido com o baixa ou acaba do pedágio). Só não gosta de falar da aposentadoria de R$ 26.589,68 mensais que recebe como ex-governador.

Ontem, o agora candidato a governador do Paraná se destemperou (para variar) com uma pergunta sobre o assunto feita pelo jornalista Sandro Dalpícolo, em entrevista ao Paraná TV 1ª Edição. Segundo ele, a questão era “irrelevante”. Será mesmo?

Qualquer trabalhador brasileiro sabe que não é bem assim. Afinal, precisa contribuir por 35 anos (homens) ou 30 (mulheres) para ter direito ao benefício integral e ganhar no máximo R$ 4.390,24 mensais. E qualquer trabalhador sabe que achar alguém que receba o teto do INSS é uma missão quase impossível.

O fato é que a aposentadoria de Requião é seis vezes maior que a desse sujeito. E que ele não colaborou nem com um centavo para recebê-la. A aposentadoria de ex-governadores é uma benesse amparada por lei estadual que não exige contrapartida dos beneficiários. A constitucionalidade dessa legislação, por sinal, está sendo questionada há anos em ação no Supremo Tribunal Federal, cuja relatora é a ministra Rosa Weber.

Requião costuma se defender contra-atacando. Diz que era o único que não recebia a pensão (na verdade, Alvaro Dias é atualmente o único) e costuma citar que até a mãe de Beto Richa, viúva do ex-governador José Richa, é beneficiária. É verdade.

Comparar faz parte do jogo – e é saudável. Mas vale lembrar que nunca nenhum dos pensionistas a que ele se refere é candidato a governador. Se fosse, teria de responder às mesmas perguntas.

Enviado por André Gonçalves, 17/09/14 11:31:46 AM
Aécio: ele não decola nem no pior momento para Dilma.

Aécio: ele não decola nem no pior momento para Dilma.

Quando tudo parecia caminhar para a polarização entre Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB), eis que Aécio Neves (PSDB) renasceu na última pesquisa Ibope. Três pontos porcentuais perdidos pela petista, que apareceu com 36%, e um da ex-senadora, que somou 30%, foram parar na conta do tucano, que subiu para 19%.

A distância de 11 pontos para Marina ainda é enorme, mas o passado mostra que há chance de virada. Em 2002, o favorito para chegar ao segundo turno da eleição presidencial era Ciro Gomes (então no PPS), que acabou atropelado por José Serra (PSDB) na reta final. Guardadas as proporções, Gustavo Fruet (PDT) vivenciou o mesmo milagre em 2012, na disputa pela prefeitura de Curitiba.

O trunfo de Aécio parece ter sido justamente a guerra declarada de Dilma contra Marina. Ele ganha os votos de quem não gosta do excesso de agressividade dos petistas e, ao mesmo tempo, daqueles que passaram a desconfiar da ex-senadora justamente pelo desgaste provocado pelos ataques contra ela. Aí começa a se encaixar o papo de “mudança segura”.

O lado positivo da ascensão de Aécio é que, quanto mais gente com chance de vitória, mais o debate esquenta. Como o jornalismo, a política fica mais sofisticada com mais fontes de ideias. E assim a eleição presidencial de 2014 continua caminhando para ser a mais emocionante desde 1989.

Metodologia
A pesquisa Ibope divulgada ontem à noite foi contratada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e ouviu 3.010 eleitores em todo o país, entre 13 e 15 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-00657/2014.

Enviado por André Gonçalves, 16/09/14 9:44:32 AM
Crédito: André Rodrigues

Crédito: André Rodrigues

Um dos momentos mais curiosos da sabatina realizada na semana passada pela Gazeta do Povo com os candidatos ao governo do estado foi um bate-bola sobre os gostos pessoais de cada um. Curiosamente, as perguntas sobre a visão que eles têm dos adversários foram as mais demoradas de serem respondidas.

Primeira a ser entrevistada, Gleisi Hoffmann (PT) demorou quase um minuto para falar uma qualidade de Beto Richa (PSDB). Depois de muito pensar, soltou um “bem apessoado”.

Richa precisou de ainda mais tempo para falar sobre a adversária – 4 minutos e 20 segundos. Nesse intervalo, corou ao saber qual da qualidade apontada pela petista. Ao final, preferiu apontar como qualidade a “fidelidade ao partido”.

A propósito, como Roberto Requião (PMDB) confirmou presença e na hora h furou a sabatina, não foi possível saber o que ele pensa dos dois.

O resultado do bate-bola você confere aqui. E também pode conferir as sabatinas com Gleisi e Beto.

Enviado por André Gonçalves, 15/09/14 10:35:12 AM

GleisiAntonioMore

O PT nunca foi uma maravilha eleitoral no Paraná. Desde que foi fundado, em 1980, o partido lançou nome próprio para o Palácio Iguaçu sete vezes. De Edésio Passos, em 1982, a Flávio Arns, em 2006, os petistas só conseguiram passar dos 15% dos votos válidos com Padre Roque, em 2002, que somou 16,4% e acabou em quarto lugar.

Nos últimos tempos, contudo, criou-se uma euforia em torno de Gleisi Hoffmann. Em 2006, ela conseguiu polarizar uma difícil disputa pelo Senado com Alvaro Dias (PSDB). Em 2010, elegeu-se senadora com um desempenho impressionante – conquistou meio milhão de votos a mais que Roberto Requião (PMDB), que havia acabado de deixar o terceiro mandato no governo do estado.

Em 2011, o potencial de Gleisi foi às alturas quando a presidente Dilma Rousseff resolveu nomeá-la ministra-chefe da Casa Civil. Nunca um paranaense havia ocupado um cargo tão relevante no primeiro escalão federal. Além disso, o marido dela, Paulo Bernardo, consolidou-se como um dos ministros mais longevos da história – ocupa um assento na Esplanada desde 2005.

Em 2012, Gleisi também conquistou uma vitória importantíssima ao embarcar na candidatura de Gustavo Fruet (PDT) para prefeito de Curitiba. A tomada da capital colocou em xeque a estratégia de Beto Richa (PSDB) para chegar à reeleição. Há dois anos, tudo se encaminhava para uma disputa polarizada entre tucanos e petistas, nos moldes da campanha presidencial.

Pela primeira vez, o PT despontava como protagonista em uma eleição paranaense. As circunstâncias, no entanto, foram mudando gradativamente. Richa aprendeu com as lições de 2012 e imediatamente após a derrota de Luciano Ducci (PSB) começou a ampliar o leque de alianças, ao atrair Ratinho Júnior (PSC) para o secretariado.

Também radicalizou o discurso de que o Paraná foi discriminado pelo governo federal para minar sua gestão e fortalecer Gleisi. Encastelada no Palácio do Planalto como uma espécie de faz-tudo de Dilma, Gleisi demorou muito responder ao bombardeio. E, quando deixou a Casa Civil, atuou no Senado como porta-voz do governo para assuntos indesejáveis, como os escândalos de corrupção na Petrobras.

O último suspiro de reabilitação foi a decisão do PMDB de lançar a candidatura de Requião. A aposta era que ela e o peemedebista conseguiriam, cada um, entre 20% e 30% dos votos no primeiro turno, o que forçaria um segundo turno com Richa. Fazia sentido, mas faltou combinar com o eleitor.
Pesquisa Datafolha divulgada na última quarta-feira mostrou Richa com 44%, Requião com 28% e Gleisi com 10%. Os números não são apenas ruins, são terríveis para o PT. A candidata com maior potencial do partido no Paraná ao longo das últimas três décadas precisa aumentar o número de eleitores em mais de 60% para pelo menos repetir o feito de Padre Roque, em 2002.

Difícil de acreditar que, em três semanas, tudo vai mudar. Gleisi chegou à eleição completamente desconstruída e precisa achar uma fórmula de última hora para resgatar algo do desempenho de 2010. Talvez o único jeito seja apelar a Dilma e assumir um confronto direto com Requião.

A propósito, o mesmo Datafolha mostrou a presidente com 32% das intenções de voto no Paraná, contra 28% de Marina Silva (PSB). Uma transfusão imediata de votos entre as petistas resolveria a questão. Resta saber se a presidente, entretida com batalha nacional, vai ter tempo de socorrer a ex-ministra.

Metodologia

A pesquisa Datafolha foi encomendada pela RPCTV e pelo jornal Folha de S.Paulo. O levantamento foi feito entre os dias 8 e 9 de setembro de 2014. Foram realizadas 1.201 entrevistas em 46 municípios, com margem de erro máxima de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número PR-00031/2014 e BR-00584/2014.

Enviado por André Gonçalves, 11/09/14 3:25:52 PM

Ron Paul

Colaboração do amigo Guilherme Voitch para o blog:

Ron Paul, ex-congressista pelo Partido Republicano e três vezes
pré-candidato à presidência americana, é um dos políticos mais importantes e
controversos dos Estados Unidos.

Paul é uma espécie de patriarca do libertarianismo norte-americano. Suas
críticas ao intervencionismo estatal atingem democratas e republicanos (com
os democratas o foco costuma ser a economia; dentro do seu próprio partido o
embate se dá porque Paul defende grandes cortes no orçamento militar
americano, batendo de frente com a ala dos falcões do partido).

Admirado e igualmente criticado (à esquerda e à direita), Paul é figura
fundamental na política norte-americana.

Em perfil na revista Time, que o classificou como uma das 100 personalidades
mais importantes do mundo em 2012, Paul é descrito como o político que
“rompeu com a distinção tradicional entre conservadores e liberais”.

Dito isso, parece que a “mídia brasileira que pensa conforme o mercado” (vi
essa definição na propaganda eleitoral) se esqueceu daquele que é, talvez, o
político mais representativo do pró-mercado. O ex-congressista esteve ontem
em São Paulo participando de um Fórum Democracia e Liberdade. Nos quatro
principais jornais brasileiros nenhuma matéria relacionada a Paul. Apenas a
Folha traz uma nota sobre o evento, citando uma declaração de Paul sobre a
liberdade econômica em seu último parágrafo. Nos demais, silêncio. Não se
faz mais mídia burguesa como antigamente.

Enviado por André Gonçalves, 01/09/14 7:45:42 PM
Crédito: Jonathan Campos

Crédito: Jonathan Campos

Tinha tudo para ser uma campanha de primeira no Paraná. O candidato que tenta a reeleição é figura prestigiada da oposição nacional. Os principais oponentes não ficam atrás: um administrou o estado por três mandatos, a outra ocupou a gerência do governo federal por dois anos e meio.

O alto nível, por enquanto, ficou só na expectativa. Cada evento que reuniu Beto Richa (PSDB), Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB) primou pelo ambiente de constrangimento. O ápice foi o debate da última quinta-feira na Bandeirantes.

Na primeira pergunta que fez, Requião logo chamou o tucano pelos dois primeiros nomes, Carlos Alberto. Na sequência, disse que o adversário não gosta de acordar cedo, vive bronzeado (de onde sai o tempo para ficar na piscina?) e é mal criado. Richa retrucou chamando o peemedebista de mentiroso das mais diversas formas e até arriscou um “mitômano”.

Oito anos antes, quando quase não segurou a virada de Osmar Dias (PDT), Requião havia ficado desnorteado (não se sabe muito bem o porquê) quando Osmar passou um debate inteiro o chamando de candidato Mello e Silva, em referência ao final de seu sobrenome. Semana passada, Richa nem falou o nome de Gleisi, a tratou apenas como candidata do PT. No revide, a petista tirou do bolso um novo apelido para o governador – “Kinder Ovo”, alusivo às dezenas de vezes em que já disse ter sido “pego de surpresa” por uma má notícia do próprio governo.

É fato que a ironia faz parte do jogo e tem o seu papel para atrair a atenção da população. Mas deveria ser um recurso para realçar pautas de real interesse público.

Essas aí existem aos montes e quase sempre envolvem problemas do mundo real dos eleitores. Há pelo menos quatro assuntos quicando que renderiam um debate cada. São eles: o descumprimento dos 12% do orçamento para a saúde, o baixíssimo índice de investimentos públicos (tanto da União quanto do estado), a crise que levou o Paraná a dever R$ 1,1 bilhão a fornecedores no começo de 2014, a péssima relação federativa que existe há mais de uma década entre o Curitiba e Brasília.

Quando Gleisi, por exemplo, perguntou a Requião sobre a aposentadoria de R$ 29 mil que recebe como ex-governador, poderia ligar o fato a mais uma contribuição para o desequilíbrio nas contas do estado. E mais: o que ela propõe para evitar que esse tipo de benesse seja extirpada, doa a quem doer. Debate público útil deve abordar tanto o diagnóstico de problemas como a oferta de uma solução – qualquer um pode ser especialista em apontar os erros, o duro é que existem poucos craques dispostos a resolvê-los.

Comparando com o futebol, o que se viu até agora no confronto entre Gleisi, Requião e Richa são três times montados apenas para não deixar o oponente jogar. Algo como um torneio só entre times treinados por Felipão, Dunga e Celso Roth, cheio de zagueiros e volantes, sem nenhuma inspiração para marcar. O hino dos três poderia ser o jingle que já é utilizado por Requião, o “taca-lhe pau”.

Enviado por André Gonçalves, 29/08/14 12:40:34 PM

debate100808

Dizem os especialistas que debate não muda voto, apenas “cristaliza” a decisão de quem simpatiza por este ou aquele nome. Se depender do que se viu ontem à noite na Rede Bandeirantes, muita gente deve continuar em dúvida sobre em quem votar para governador do Paraná.

Foi um festival de caneladas entre os três principais nomes, Beto Richa (PSDB), Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB). A proposta de um jogo feio ficou ainda mais horrível quando o trio se viu cercado de laranjas por todos os lados.

Até o pessoal da “esquerda esquerda” jogou o nível lá para baixo insistindo na tese de que o Hospital de Clínicas havia acabado de ser privatizado – o que houve ontem foi a aprovação da adesão à Ebserh, uma estatal federal.

O resumo da briga entre Beto, Gleisi e Requião foi a tentativa de colocar rótulos jocosos entre si. Beto foi definido pelos colegas como alguém que não gosta de acordar cedo e exagera no bronzeado (preguiçoso, no sentido mais claro) e Kinder Ovo (aquele que é sempre pego de surpresa).

Requião recebeu de Beto a alcunha de “mitômano” (nome bonito para mentiroso compulsivo). A Gleisi coube a pecha de alguém que persegue o Paraná e se associa a criminosos condenados.

Tudo isso a seco, sem polidez, o que acabou em um debate sabor laranja azeda, em que ficou difícil apontar alguém que tenha saído vencedor. No fundo, todo mundo saiu perdendo.

Enviado por André Gonçalves, 28/08/14 6:24:42 PM

André Gonçalves

Candidato a governador do Maranhão, Flávio Dino tem enfrentado um candidato mais duro que a família Sarney em si – o legado de ser filiado ao PCdoB. Em uma entrevista no principal canal de televisão do estado, ele já teve de responder se, caso eleito, implantaria o comunismo.

Dino frustrou os interessados em uma revolução nas terras maranhenses, 25 anos após a queda do muro de Berlim. “Isso implicaria em revogar a Constituição e todas as leis brasileiras. Nenhum governo pode fazer isso”, argumentou.

Podia ter ido além. Preto no branco, nenhum lugar do mundo pode realmente ser considerado como uma experiência pura de comunismo.

Em linhas gerais, Karl Marx e Friedrich Engels desenham o comunismo como uma sociedade igualitária, apátrida e livre do Estado, mas que só pode ser alcançada por uma transição capaz de equalizar desigualdades, o socialismo. Entre os russos que conseguiram chegar à era Putin, a piadinha é de que o comunismo é o céu, o duro é enfrentar o purgatório socialista.

Com ou sem graça, o fato é que ser comunista hoje em dia pode até ser bem fora de moda (talvez da realidade). Mais bizarro ainda, porém, é continuar achando que eles comem criancinha, como na época da ditadura.

A propósito da visão ideológica, não deixe de fazer o teste do Diagrama de Nolan. É rápido, divertido e vai medir certinho o seu apetite político.

Enviado por André Gonçalves, 27/08/14 9:21:31 PM
Crédito: Fábio Rodrigues (Agência Brasil)

Crédito: Fábio Rodrigues (Agência Brasil)

Matéria publicada nesta semana pela Gazeta do Povo mostrou a opinião dos três principais candidatos ao Palácio Iguaçu sobre a aposentadoria especial para ex-governadores.

O senador Roberto Requião (PMDB) falou, via assessoria de imprensa, que é favorável. E que usa os R$ 29 mil mensais para pagar ações por danos morais movidas por adversários.

Durante a campanha de 2014, Requião vem martelando a tese de que o Paraná vai mal das contas (os números apontam que ele tem certa razão). Então, seria natural que se propusesse a abrir mão do benefício, que é alvo de ação em tramitação no STF, para fazer a sua parte para diminuir o ônus dos paranaenses.

Uma pergunta exatamente sobre isso foi feita em abril de 2011 pelo jornalista Victor Boyadjian, da Rádio Bandeirantes, a Requião, no plenário do Senado. O senador não gostou do questionamento e tirou o gravador das mãos do repórter.

A história causou o maior fuzuê no Congresso durante dias. Requião envolveu até o filho, Maurício, no caso. Hoje candidato a deputado estadual, foi Maurício quem devolveu o gravador.

A aparição no gabinete do pai diante das televisões de todo Brasil, no entanto, fez Maurício acabar demitido do gabinete do primo, o deputado federal João Arruda (PMDB).

De acordo com a Câmara, a contratação de Maurício pelo primo feria a súmula antinepotismo editada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em agosto de 2008 porque Maurício é filho do senador – ou seja, por uma suposta interpretação de nepotismo cruzado.

Um mês depois, o então presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), arquivou uma representação do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal contra Requião por quebra de decoro. Sarney não chegou nem a comunicar o sindicato sobre a decisão – a notícia só vazou em julho. Antes, Sarney disse que não acreditava que Requião havia ameaçado o jornalista. “O senador Requião é um cavalheiro”, defendeu Sarney.

Enviado por André Gonçalves, 27/08/14 1:10:43 PM
Crédito: Paulo Whitaker/Reuters

Crédito: Paulo Whitaker/Reuters

Era inevitável que todas as atenções do debate de ontem da Band estivessem sobre Marina Silva (PSB). Por toda reviravolta causada pela trágica morte de Eduardo Campos e pelo resultado da pesquisa Ibope, que havia acabado de colocar ela como virtual vencedora de um segundo turno contra Dilma Rousseff (PT).

Quem esperava uma Marina amuada, viu algo completamente diferente. A ex-senadora buscou o confronto direto com Aécio Neves (PSDB) e Dilma, não teve medo de se expor e vestiu de vez a camisa da terceira via. Mesmo sob pressão, manteve a tese de um governo de concertação, em que administraria com nomes de PT e PSDB.

Curioso como ela citou diversas vezes as manifestações de junho. Inclusive para cobrar os pactos que não foram cumpridos por Dilma para acalmar a demanda das ruas. É nos protestos que Marina parece construir uma candidatura mais sólida do que uma mera onda.

Vale destacar que, na maior parte do tempo, Marina se expressou bem. É algo novo – a ex-senadora sempre foi conhecida pelos raciocínios rebuscados e pelas divagações que levam o nada ao lugar nenhum. Sinal de treino, concentração e um algo a mais.

Até semana passada, pairavam dúvidas se ela realmente queria ganhar. Depois do debate, ficou claro que Marina não está para brincadeira.

***

Metodologia
A pesquisa Ibope foi realizada entre 23 e 25 de agosto, por encomenda da Rede Globo e do jornal O Estado de S. Paulo. Foram feitas 2506 entrevistas em todo o país. A margem de erro máxima é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, em um nível de confiança estimado de 95%. Ou seja, se fossem feitas 100 pesquisas idênticas a esta, 95 deveriam apresentar resultados dentro da margem de erro. A pesquisa foi registrada na Justiça eleitoral com o número BR-428/2014.

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