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Enviado por André Gonçalves, 29/08/14 12:40:34 PM

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Dizem os especialistas que debate não muda voto, apenas “cristaliza” a decisão de quem simpatiza por este ou aquele nome. Se depender do que se viu ontem à noite na Rede Bandeirantes, muita gente deve continuar em dúvida sobre em quem votar para governador do Paraná.

Foi um festival de caneladas entre os três principais nomes, Beto Richa (PSDB), Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB). A proposta de um jogo feio ficou ainda mais horrível quando o trio se viu cercado de laranjas por todos os lados.

Até o pessoal da “esquerda esquerda” jogou o nível lá para baixo insistindo na tese de que o Hospital de Clínicas havia acabado de ser privatizado – o que houve ontem foi a aprovação da adesão à Ebserh, uma estatal federal.

O resumo da briga entre Beto, Gleisi e Requião foi a tentativa de colocar rótulos jocosos entre si. Beto foi definido pelos colegas como alguém que não gosta de acordar cedo e exagera no bronzeado (preguiçoso, no sentido mais claro) e Kinder Ovo (aquele que é sempre pego de surpresa).

Requião recebeu de Beto a alcunha de “mitômano” (nome bonito para mentiroso compulsivo). A Gleisi coube a pecha de alguém que persegue o Paraná e se associa a criminosos condenados.

Tudo isso a seco, sem polidez, o que acabou em um debate sabor laranja azeda, em que ficou difícil apontar alguém que tenha saído vencedor. No fundo, todo mundo saiu perdendo.

Enviado por André Gonçalves, 28/08/14 6:24:42 PM

André Gonçalves

Candidato a governador do Maranhão, Flávio Dino tem enfrentado um candidato mais duro que a família Sarney em si – o legado de ser filiado ao PCdoB. Em uma entrevista no principal canal de televisão do estado, ele já teve de responder se, caso eleito, implantaria o comunismo.

Dino frustrou os interessados em uma revolução nas terras maranhenses, 25 anos após a queda do muro de Berlim. “Isso implicaria em revogar a Constituição e todas as leis brasileiras. Nenhum governo pode fazer isso”, argumentou.

Podia ter ido além. Preto no branco, nenhum lugar do mundo pode realmente ser considerado como uma experiência pura de comunismo.

Em linhas gerais, Karl Marx e Friedrich Engels desenham o comunismo como uma sociedade igualitária, apátrida e livre do Estado, mas que só pode ser alcançada por uma transição capaz de equalizar desigualdades, o socialismo. Entre os russos que conseguiram chegar à era Putin, a piadinha é de que o comunismo é o céu, o duro é enfrentar o purgatório socialista.

Com ou sem graça, o fato é que ser comunista hoje em dia pode até ser bem fora de moda (talvez da realidade). Mais bizarro ainda, porém, é continuar achando que eles comem criancinha, como na época da ditadura.

A propósito da visão ideológica, não deixe de fazer o teste do Diagrama de Nolan. É rápido, divertido e vai medir certinho o seu apetite político.

Enviado por André Gonçalves, 27/08/14 9:21:31 PM
Crédito: Fábio Rodrigues (Agência Brasil)

Crédito: Fábio Rodrigues (Agência Brasil)

Matéria publicada nesta semana pela Gazeta do Povo mostrou a opinião dos três principais candidatos ao Palácio Iguaçu sobre a aposentadoria especial para ex-governadores.

O senador Roberto Requião (PMDB) falou, via assessoria de imprensa, que é favorável. E que usa os R$ 29 mil mensais para pagar ações por danos morais movidas por adversários.

Durante a campanha de 2014, Requião vem martelando a tese de que o Paraná vai mal das contas (os números apontam que ele tem certa razão). Então, seria natural que se propusesse a abrir mão do benefício, que é alvo de ação em tramitação no STF, para fazer a sua parte para diminuir o ônus dos paranaenses.

Uma pergunta exatamente sobre isso foi feita em abril de 2011 pelo jornalista Victor Boyadjian, da Rádio Bandeirantes, a Requião, no plenário do Senado. O senador não gostou do questionamento e tirou o gravador das mãos do repórter.

A história causou o maior fuzuê no Congresso durante dias. Requião envolveu até o filho, Maurício, no caso. Hoje candidato a deputado estadual, foi Maurício quem devolveu o gravador.

A aparição no gabinete do pai diante das televisões de todo Brasil, no entanto, fez Maurício acabar demitido do gabinete do primo, o deputado federal João Arruda (PMDB).

De acordo com a Câmara, a contratação de Maurício pelo primo feria a súmula antinepotismo editada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em agosto de 2008 porque Maurício é filho do senador – ou seja, por uma suposta interpretação de nepotismo cruzado.

Um mês depois, o então presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), arquivou uma representação do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal contra Requião por quebra de decoro. Sarney não chegou nem a comunicar o sindicato sobre a decisão – a notícia só vazou em julho. Antes, Sarney disse que não acreditava que Requião havia ameaçado o jornalista. “O senador Requião é um cavalheiro”, defendeu Sarney.

Enviado por André Gonçalves, 27/08/14 1:10:43 PM
Crédito: Paulo Whitaker/Reuters

Crédito: Paulo Whitaker/Reuters

Era inevitável que todas as atenções do debate de ontem da Band estivessem sobre Marina Silva (PSB). Por toda reviravolta causada pela trágica morte de Eduardo Campos e pelo resultado da pesquisa Ibope, que havia acabado de colocar ela como virtual vencedora de um segundo turno contra Dilma Rousseff (PT).

Quem esperava uma Marina amuada, viu algo completamente diferente. A ex-senadora buscou o confronto direto com Aécio Neves (PSDB) e Dilma, não teve medo de se expor e vestiu de vez a camisa da terceira via. Mesmo sob pressão, manteve a tese de um governo de concertação, em que administraria com nomes de PT e PSDB.

Curioso como ela citou diversas vezes as manifestações de junho. Inclusive para cobrar os pactos que não foram cumpridos por Dilma para acalmar a demanda das ruas. É nos protestos que Marina parece construir uma candidatura mais sólida do que uma mera onda.

Vale destacar que, na maior parte do tempo, Marina se expressou bem. É algo novo – a ex-senadora sempre foi conhecida pelos raciocínios rebuscados e pelas divagações que levam o nada ao lugar nenhum. Sinal de treino, concentração e um algo a mais.

Até semana passada, pairavam dúvidas se ela realmente queria ganhar. Depois do debate, ficou claro que Marina não está para brincadeira.

***

Metodologia
A pesquisa Ibope foi realizada entre 23 e 25 de agosto, por encomenda da Rede Globo e do jornal O Estado de S. Paulo. Foram feitas 2506 entrevistas em todo o país. A margem de erro máxima é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, em um nível de confiança estimado de 95%. Ou seja, se fossem feitas 100 pesquisas idênticas a esta, 95 deveriam apresentar resultados dentro da margem de erro. A pesquisa foi registrada na Justiça eleitoral com o número BR-428/2014.

Enviado por André Gonçalves, 26/08/14 10:28:44 AM

MarinaPaixao2

A entrada de Marina Silva embolou de vez a disputa pela Presidência no Paraná. De acordo com o Ibope divulgado ontem, a candidata do PSB tem 29% das intenções de voto no estado. Dilma Rousseff (PT) apareceu com 28% e Aécio Neves (PSDB), com 24%.

Como a pesquisa tem margem de erro de três pontos porcentuais, o cenário é completamente incerto. Seguro mesmo só a arrancada de Marina.

A propósito, o resultado chega a surpreender. Apesar da boa votação em Curitiba em 2010, onde fez 26,73% dos votos, em todo estado Marina chegou só a 16%, menos que a média nacional de 19,33%. Estranho que ela aparece tão bem em um estado cujo motor de arranque da economia é o agronegócio.

Outro dado interessantíssimo da pesquisa é a falta de sincronia entre as campanhas nacionais e locais. Beto Richa (PSDB), com 43% dos votos, não conseguiu transferir a performance para Aécio. E Gleisi Hoffmann (PT), com 14%, tem só a metade das intenções de voto de Dilma.

Aliás, talvez a única saída para a petista avançar seja colar em Dilma e fazer a mesma votação que ela no primeiro turno.

***

Metodologia: Pesquisa Ibope, encomendada pela Sociedade Rádio Emissora Paranaense LTDA. Foram entrevistados 1.008 eleitores entre os dias 21 e 25 de agosto. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou menos com um intervalo de confiança de 95%. Registro no TSE com o número PR-00024/2014.

Enviado por André Gonçalves, 25/08/14 9:36:51 AM
Crédito: Jonathan Campos

Crédito: Jonathan Campos

Dois levantamentos publicados recentemente pela Gazeta do Povo deveriam ser fundamentais para o debate eleitoral no Paraná. Ambos indicam que o estado sofre um sério apagão de investimentos públicos. E sem obras de infraestrutura não dá para se manter competitivo por muito tempo.

O primeiro estudo mostra que, entre 2002 e 2013 (12 anos seguidos), o Paraná variou entre 23º e 25º no ranking de investimentos por habitante feitos pela União nas unidades da federação. Ao longo desse período, o paranaense pagou em média R$ 42,6 em tributos federais para receber R$ 1 de volta em obras. Ficou em 24º nessa correlação.

Note que o período abrangido é longo e pega o último ano de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) na Presidência (2002) e o orçamento aprovado por ele e executado no primeiro ano da gestão do petista Lula (2003). Ano a ano, nunca houve sinais de melhora. Lembre-se que Jaime Lerner (1995-2002) era aliado de FHC e Roberto Requião (2003-2010) de Lula.

A constatação é que o Paraná não virou “patinho feio” da federação porque Beto Richa (PSDB) faz oposição ao PT de Dilma Rousseff e Gleisi Hoffmann. O fato é que sempre foi. Mudar isso exige uma postura muito mais firme do que se vitimizar, algo que nenhuma das últimas três administrações estaduais e federais se propôs a fazer (são os números que dizem).

O outro dado publicado pela Gazeta mostra como o estado faz a lição de casa com suas próprias contas. Na média entre 2009 e 2013, o Paraná foi a segunda unidade da federação que menos priorizou investimentos em relação ao total das despesas. A cada R$ 100 empenhados pela administração estadual no período, apenas R$ 4,90 foram destinados a obras e compra de equipamentos.

A proporção corresponde à metade da média das demais unidades da federação, de R$100 para R$ 9,7. O levantamento abrange os últimos dois anos do governo Requião (2009 e 2010) e os três primeiros de Richa (2011 e 2013). E tem mais uma curiosidade: ao longo desses cinco anos, o Paraná foi o estado que registrou o maior aumento de receita corrente líquida (soma da arrecadação dos tributos estaduais e transferências da União) – ou seja, não tem a desculpa de falta de caixa.

A combinação dos dois levantamentos é fatal. Juntos, os investimentos federais e estaduais empenhados no Paraná em 2013 somam R$ 2,8 bilhões. Se todos esses recursos, destinados a 399 municípios, fossem usados apenas para construir o metrô de Curitiba, ainda faltaria mais R$ 1,7 bilhão.

Que fique claro: os números são referentes ao que o governo gasta com obras ou compra de equipamentos. Ou seja, há uma prioridade para despesas com pessoal e custeio da máquina. No fundo, é como se você ganhasse aumento todo ano e gastasse tudo contratando mais uma empregada doméstica, falando mais ao telefone e deixando a luz acesa até mais tarde, ao invés de aumentar a casa ou comprar um computador novo para o seu filho estudar.

Sem investimento, não há infraestrutura. E sem infraestrutura, planos de incentivo fiscal para atrair a iniciativa privada são apenas muletas. Finalmente, lembre-se que tudo isso é dinheiro público, ou seja, você tem todo direito de opinar sobre o que fazer com ele. A hora de cobrar é agora.

Enviado por André Gonçalves, 22/08/14 5:48:30 PM

paixaopartidos

Toda eleição é a mesma história. O sujeito diz que não gosta do PT, mas que vota em qualquer indicado pelo Lula. Passa décadas reclamando do Renan e do Sarney e escolhe um governador do PMDB. Acha o xoque de gestão dos tucanos uma piada, mas vota em um senador do PSDB porque parece um bom administrador.

A ideia de que você está votando no candidato e não no partido existe só para fazer o eleitor de bobo. Em qualquer eleição, majoritária ou proporcional, o partido quer dizer tudo. É dele que saem os aspones cujos salários você vai pagar. E esqueça o papo de independência, nem Marina Silva, de passagem pelo PSB até fundar a sua Rede Sustentabilidade, vai conseguir se livrar dos discípulos socialistas.

A maior pegadinha talvez esteja na eleição para deputado e senador. No Congresso, os partidos se organizam por bancadas partidárias. E mais de 90% das votações são ditadas pelos líderes dos partidos. Há inclusive punições para quem trai os colegas – esse pode ser um dos motivos para que a legenda peça o mandato do “infiel” na Justiça.

No Executivo, no entanto, a lógica partidária também é fundamental. Deputados da coligação do governador/presidente são privilegiados na execução orçamentária. Sem contar no preenchimento de cargos do primeiro escalão.

Essa não é uma tese de desqualificação da política, mas de aprimoramento democrático. É normal que o nome do candidato tenha peso no critério de decisão. Só não deixe que isso supere a sua afinidade com esse ou aquele partido.

E se você não tem com nenhum, comece a se decidir. Eles são bem menos iguais do que os políticos entre si.

Enviado por André Gonçalves, 21/08/14 1:28:54 PM

MarinaPaixao

Quando concorreu à Presidência pela primeira vez, em 2010, Marina Silva era uma alternativa “café-com-leite”. Simbolizava o desgosto com a política tradicional e a polarização entre PT e PSDB. Fez um quinto dos votos válidos, mas isso não quer dizer que todo esse contingente realmente acreditava que ela fosse ganhar.

Duvido que a própria Marina tenha achado em algum momento que pudesse vencer.

Nada contra esse perfil de candidatos. Eles são fundamentais para a qualificação do debate. Marina, em si, foi e continua sendo fundamental.

Em 2014, no entanto, tudo indica que ela tem realmente chance de chegar ao Planalto. Está diante de uma oportunidade única, mas precisa concluir uma trajetória tortuosa que começou em uma tragédia. Também duvido que ela goste de estar nesta situação.

Honrar o legado de Eduardo Campos é uma coisa, colocar a faixa de presidente é outra. Não é nem uma questão de preparo – Dilma Rousseff nunca havia sido eleita para nada, nunca teve o menor traquejo político, e aí está. Mas será que ela realmente quer ser presidente? Ou melhor, ela quer ser presidente nas atuais circunstâncias?

Anote aí: essa é uma questão que vai martelar não apenas a cabeça dela, mas de quase todo eleitor brasileiro.

Enviado por André Gonçalves, 20/08/14 1:51:28 PM
Crédito: André Rodrigues/Gazeta do Povo

Crédito: André Rodrigues/Gazeta do Povo

Na comparação com os favoritos na disputa presidencial, Pastor Everaldo (PSC) até que não foi mal na entrevista ao vivo no Jornal Nacional. Não há dúvidas de que ele sabe se expressar (não é à toa que é um líder religioso de sucesso).

O pulo do gato de Everaldo é assumir algumas bandeiras econômicas da direita liberal que ninguém topa. Dizer que vai vender a Petrobras é a radicalização delas, mas é coerente com essa vertente.

Há muita gente que se identifica com ela. Duvida? Faça o teste e dê uma olhadinha no posicionamento ideológico dos candidatos paranaenses, segundo o diagrama de Nolan.
Everaldo é liberal na economia e conservador nos costumes. Ou seja, uma versão tropicalizada do Tea Party norte-americano. Vai colar?

Como disse Tim Maia, o Brasil é o único país em que prostituta tem orgasmo, cafetão tem ciúmes, traficante é viciado e pobre é de direita.

O que é incoerente é casar isso com o “socialismo cristão” e com a própria biografia. Everaldo começou a carreira política como apoiador de Leonel Brizola (PDT), como bem frisou William Bonner.

Enviado por André Gonçalves, 20/08/14 10:48:54 AM
Crédito: Orlando Kissnerr

Crédito: Orlando Kissnerr

Uma das primeiras exigências de Marina Silva como candidata pelo PSB é fugir das alianças do partido com os tucanos Beto Richa e Geraldo Alckmin. É a primeira ruptura clara em relação ao estilo Eduardo Campos.

O candidato propunha o novo, mas jogava o jogo velho. Topou ser o segundo palanque de Richa no Paraná, mesmo quando o deputado federal Rubens Bueno queria ser o candidato a governador da coligação no Paraná. O PPS, de Rubens, é o único partido tradicional que está coligado com o PSB.

Quando Campos foi ao Paraná fechar o apoio do partido a Beto, Marina viajou junto. Mas negou-se a participar da reunião com o governador.

Marina tem outros aliados históricos no estado, com quem tem bem mais identificação. Os principais são a deputada Rosane Ferreira (PV), candidata a vice na chapa de Roberto Requião (PMDB). E o próprio Requião, que costuma chamá-la de “minha irmãzinha”.

Uma das qualidades (ou defeitos) de Marina é não esconder esse tipo de desconforto. No fundo, vai ser bom para Richa. É melhor manter uma posição mais clara ao lado de Aécio Neves (PSDB) do que forçar a barra com Marina.

A história de palanque duplo é subestimar demais a inteligência do eleitor.

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