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Conexão Brasília

Enviado por André Gonçalves, 28/07/15 3:54:28 PM
Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado

Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Alvaro Dias retornou no fim de semana de viagem ao exterior, mas não acabou com o mistério sobre sua saída do PSDB. O paranaense confirmou que continua as conversas com outras legendas – em especial, o PSB -, mas que vai esperar para anunciar uma decisão.

“Tenho que ter calma, prudência, porque o momento político do país é conturbado. Não é uma hora adequada para movimentos bruscos”, declarou.

Sobre as negociações com o PSB, confirmadas pelo presidente nacional da sigla à Gazeta do Povo, disse ser “bastante grato” com o comportamento da direção da legenda.

Também confirmou as conversas com o presidente do PSDB, Aécio Neves. “Antes de viajar, eu falei com Aécio sobre minha situação no partido, minhas dificuldades.” A maior delas, segundo ele, está no Paraná.

“O objetivo é encontrar um espaço onde eu possa ser mais útil. No PSDB não tenho encontrado facilidades.”

O senador também admitiu os planos de tentar concorrer à Presidência da República. “Ninguém pode recusar qualquer possibilidade, estamos vivendo uma fase de transição na política do país. Muita coisa vai acontecer até 2018. Com o enfraquecimento do PT abriu-se um espaço enorme. Pessoas que estimulam, buscam novas alternativas, para ampliar esse debate. Se tivesse instrumentos [para concorrer à Presidência], não fugiria da disputa.”

Enviado por André Gonçalves, 28/07/15 10:33:24 AM

Brasília vive uma contagem regressiva de receio pelo que pode acontecer a partir do próximo sábado. Agosto, o mês cachorro louco, costuma ser ainda mais louco para a política nacional.

Foi em agosto que Getúlio Vargas entrou na espiral da crise política que acabou em seu suicídio. Foi em agosto que os caras-pintadas foram decisivos para a queda de Fernando Collor.

E é no próximo mês que Dilma Rousseff passará pelos momentos mais turbulentos do segundo mandato. Primeiro, com o julgamento das pedaladas fiscais por TCU e Congresso. Depois, com o acirramento da discussão sobre impeachment diante de um cada vez mais raivoso Eduardo Cunha.

Para complementar, ainda há as manifestações convocadas para a segunda quinzena…

Enviado por André Gonçalves, 27/07/15 5:57:05 PM
Crédito: Aniele Nascimento

Crédito: Aniele Nascimento

Em entrevista à Gazeta do Povo publicada ontem, o deputado federal Ricardo Barros (PP) deixou claro: sua esposa e vice-governadora, Cida Borghetti (Pros) será candidata ao Palácio Iguaçu em 2018. A família já tem até slogan de campanha: “Fazer no Paraná o que foi feito em Maringá”.

Barros também diz que acredita que o governador Beto Richa (PSDB), caso se desincompatibilize do cargo para concorrer ao Senado, não terá como ficar de fora da chapa de Cida. A questão coloca em xeque outro interessado em concorrer ao governo em 2018 – o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Ratinho Júnior (PSC).

O problema de Richa, já detectado por Barros, é que ele dificilmente terá como lavar as mãos. “O governador, se deixar o cargo, será candidato. Evidentemente, será candidato na coligação da vice. Não vai ser candidato para ser contra quem está no governo. É natural que estejamos juntos no próximo pleito”, sentencia Barros.

Enviado por André Gonçalves, 27/07/15 2:40:55 PM
Crédito: Daniel Castellano

Crédito: Daniel Castellano

O governador Beto Richa (PSDB) tem uma semana com agenda nacional cheia. Amanhã, participa de uma reunião organizada pelo colega tucano Geraldo Alckmin, em São Paulo. Na quinta-feira, o encontro é com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília.

Em ambos os casos, a pauta gira em torno da crise econômica, mas pode dar sinais sobre como Richa pretende agir nacionalmente no segundo mandato.

Tido como uma das estrelas do PSDB nacional até o ano passado, Richa perdeu força em 2015 após o confronto com professores e as sucessivas denúncias que envolvem a Receita Estadual.

A dúvida é saber, primeiro, se Richa vai tentar retomar algum protagonismo nacional. Depois, como será o relacionamento com o governo federal, depois de anos de reclamações de perseguição política.

Enviado por André Gonçalves, 27/07/15 11:26:29 AM

A história de que o PMDB pretende lançar candidato a presidente em 2018 resgata as tentativas frustradas dos paranaenses Alvaro Dias e Roberto Requião de chegar ao Planalto.

Em 1989, o hoje senador pelo PSDB, Alvaro Dias, disputou a convenção do partido com Ulysses Guimarães (então presidente da Constituinte), Waldir Pires (ex-governador da Bahia) e Íris Resende (ex-governador de Goiás).

Em 2006, tive a oportunidade de entrevistar Alvaro sobre o episódio e conseguir algumas “revelações” sobre a disputa.

“Nunca contei o que realmente houve. Eu tinha o perfil desejado pela população, estava com tudo para me eleger, mas fui prejudicado dentro do partido”, afirmou Alvaro na época.
A idéia de ser o candidato peemedebista tinha, segundo ele, dois padrinhos fortes. O primeiro era o então presidente José Sarney (PMDB). O outro era o presidente da Rede Globo, Roberto Marinho, que morreu em 2003. “Havia pesquisas do Palácio do Planalto que indicavam que 70% da população queria um candidato jovem, com menos de 45 anos. Além disso, eu também era o governador com a maior aprovação do Brasil”, explica.

Alvaro era governador do Paraná e, pouco antes da convenção, fez um acordo com Resende. A ideia era que o goiano renunciasse no dia da votação, declarando apoio a Alvaro. Como recebeu uma série de apoios de última hora, Resende acabou mantendo a candidatura e atrapalhou os planos do paranaense, que acabou em último, com 77 votos.

Cinco anos depois, Requião disputou a indicação peemedebista contra o governador de São Paulo Orestes Quércia. As prévias foram realizadas em Curitiba (veja abaixo matéria do acerto do jornalista José Wille), mas Quércia venceu com 77,6% dos votos. Requião se reapresentou como candidato em 2010, quando a maioria do partido decidiu não ter candidato próprio e indicar Michel Temer como vice de Dilma Rousseff. Dessa vez, 560 convencionais votaram a favor da aliança com os petistas e 95 a favor da candidatura própria, com Requião.

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Enviado por André Gonçalves, 27/07/15 10:32:16 AM

Esqueça a Lava Jato. O verdadeiro tsunami capaz de inviabilizar o governo Dilma começou na última quarta-feira, quando o equipe econômica anunciou a redução da meta fiscal (poupança feita pelo governo para gerenciar a dívida pública). Pode parecer uma bobagem tecnocrata, mas não é.

A decisão de diminuir a meta de superávit primário de R$ 66,3 bilhões (1,1% do PIB) para R$ 8,7 bilhões (0,15% do PIB) é um golpe na credibilidade do ajuste fiscal proposto por Dilma. O que leva à conclusão de que o país vai demorar mais para voltar a crescer. A previsão inicial era que as coisas melhorassem a partir de 2016, com chance de a petista ter algo para mostrar até 2018.

Agora, há sinais de que a recuperação pode se arrastar indefinidamente. Há tendência de PIB negativo para o ano que vem e até para 2017. Na semana passada, depois do anúncio da redução da meta, a Bovespa caiu para menos de 50 mil pontos e o dólar passou dos R$ 3,30 e chegou a atingir o maior valor desde 2003.

Em resumo, Dilma corre o risco de gastar todo o segundo mandato tentando corrigir problemas do primeiro. Até certo ponto, o brasileiro tem couro grosso, consegue se adaptar à crise. Mas uma crise sem perspectiva de acabar é demais para a paciência de qualquer povo.

Nesse ponto os problemas econômicos se misturam com os políticos. Não parece ter sido à toa que, enquanto o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, suava para se justificar com o mercado (na quinta-feira à noite falou com 1,4 mil investidores estrangeiros e brasileiros em conferência organizada pelo JPMorgan), Lula e Dilma acenavam para a busca de uma saída costurada com Fernando Henrique Cardoso. Rebobinando a fita, o mesmo FHC teria garantido uma trégua para Lula em 2005, quando uma ala tucana defendia o impeachment do então presidente por envolvimento com o mensalão.

Naquela época, contudo, a economia mundial bombava e puxava a brasileira para cima. Havia ainda na memória as terríveis crises do segundo mandato de FHC, que levaram o desemprego às alturas. O mensalão acabou “perdoado”, em detrimento do dinheiro no bolso e de um pouco de estabilidade.

Prevaleceu o que o especialista em comunicação política Gaudêncio Torquato chama de “geografia do voto”. Segundo ele, os critérios de decisão política da nova classe média brasileira percorrem um mapa imaginário. O bolso cheio garante o primeiro instinto de sobrevivência: saciar o estômago. A barriga satisfeita agrada o coração, que transmite a mensagem de segurança ao cérebro.

Essa lógica, apesar das barbeiragens e pibinhos de Dilma, colaborou para o projeto de poder petista até 2014. O acirramento da disputa eleitoral mostrou, no entanto, que a fórmula estava próxima do esgotamento. E realmente esgotou-se com um semestre de novo mandato, com a queda vertiginosa da popularidade da presidente.

Neste momento, há um impasse em Brasília. Se Dilma cair, a economia melhora? Não é uma resposta simples.

O receituário utilizado pelo time de Levy até agora é idêntico ao que seria aplicado pelos tucanos. O vice-presidente Michel Temer (PMDB) também declarou na semana passada que, caso fosse presidente, manteria o ministro. Quem quer que assuma vai ter de continuar aplicando remédios amargos – e colhendo a impopularidade disso.

Digamos que o impeachment ocorra, que Temer renuncie e que Aécio Neves (PSDB) vença as eleições extraordinárias. A economia vai continuar mal, os tucanos terão colocado suas digitais na confusão e poderão ressuscitar Lula para 2018. Será fácil para os petistas falar em golpe e lembrar os anos dourados do lulismo.

Por isso, a conversa entre Dilma, Lula e FHC é sinal de um armistício. Seja para o governo ou para a oposição, é melhor que a economia não degringole a ponto de todo o quadro político virar um caos. Derrubar Dilma por derrubar acaba sendo secundário para esse jogo.

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Enviado por André Gonçalves, 24/07/15 2:24:14 PM
Crédito: Wenderson Araújo

Crédito: Wenderson Araújo

Recém-empossado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o paranaense Luiz Edson Fachin declarou-se anteontem impedido de relatar a ação que questiona a nomeação de Maurício Requião para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná. No despacho, ele justifica a decisão “por motivo de foro pessoal”.

A reclamação 9375 tramita no STF desde 2009, quando o hoje presidente da corte, Ricardo Lewandowski, concedeu liminar que suspendeu a nomeação de Maurício pelo cargo. A ação foi ajuizada por José Rodrigo Sade, com base na súmula vinculante número 13, que veda o nepotismo na administração pública. Na época, o governador do estado era Roberto Requião (PMDB), irmão mais velho de Maurício.

Durante o processo de aprovação da indicação de Fachin no Senado, Requião foi o principal defensor do paranaense entre a bancada peemedebista e ajudou a neutralizar a campanha negativa promovida pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Em maio de 2014, um ano antes da indicação para o STF, Fachin também se posicionou sobre o caso (em tese), em entrevista à Gazeta do Povo.

Enviado por André Gonçalves, 24/07/15 10:10:53 AM
Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, concedeu entrevista à Gazeta do Povo e falou sobre as negociações sobre a transferência de Alvaro Dias (PSDB) para o partido.

“Nós tivemos conversas e ele sabe que temos interesse numa eventual filiação. Será muito bem-vindo. Mas essa é uma decisão que agora cabe a ele”, declarou.

Sobre a possibilidade de Alvaro querer concorrer à Presidência da República, respondeu:

“Esse assunto não foi tratado, mas é uma pretensão legítima dele. Alvaro tem uma longa carreira política, de um desempenho muito acima da média. Tem o direito de trabalhar com esses planos”, afirmou.

Enviado por André Gonçalves, 23/07/15 2:31:48 PM
Crédito: Ricardo Stuckert

Crédito: Ricardo Stuckert

A notícia de que Lula e Fernando Henrique Cardoso estariam tentando acertar os ponteiros para uma saída da crise política atual – e, claro, sobre um possível impeachment de Dilma Rousseff – aponta diretamente para um acordão. Em resumo, um armistício político que garanta uma certa calmaria institucional até 2018.

Não é novidade. Em 2005, no auge da crise do mensalão, o senador paranaense Alvaro Dias (PSDB) tentou, mas não conseguiu levar adiante a responsabilização de Lula no escândalo. A decisão de manter o petista sangrando até as eleições de 2006 teria sido costurada também por FHC e custou caro aos tucanos. A economia ia bem e Lula se recuperou.

Agora, por que os tucanos insistiriam na mesma tese? As recentes revelações sobre o lobby da Odebrecht apurado pela Lava Jato também apontam para graúdos caciques do PSDB. Seria uma oportunidade de deixar tudo como está – com o bônus de que tudo indica que a sangria de Dilma é bem menos contornável.

Parece bom para os dois lados, mas não para os brasileiros. Quanto mais a Lava Jato pegar fogo, melhor. Afinal, só a transparência da lavagem de décadas de roupa suja na rua vão realmente fortalecer institucionalmente a democracia brasileira.

Enviado por André Gonçalves, 23/07/15 11:16:52 AM
Crédito: Flickr do vice-presidente Michel Temer.

Crédito: Flickr do vice-presidente Michel Temer.

Chefe de gabinete da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, o paranaense Rodrigo Rocha Loures diz que a esperada debandada de peemedebistas para a oposição, liderada por Eduardo Cunha, não se concretizou. “Já se passou quase uma semana e está claro que foi uma decisão pessoal dele e não do partido”, afirmou.

O presidente da Câmara dos Deputados anunciou o rompimento com o Planalto na última sexta-feira. Nenhuma outra liderança de peso seguiu o mesmo caminho (até agora).

Rocha Loures confirmou, por outro lado, que o plano para o lançamento de candidatura própria em 2018 está em pleno vapor. Sobre deixar o governo, ressaltou que o PMDB tem responsabilidades por ter feito parte da chapa de Dilma Rousseff.

“Na atual circunstância, não dá para simplesmente abandonar o governo. Assim como não se abandona um filho”, compara. A opinião é bem diferente do que tem repetido Cunha.

Braço direito de Temer na SRI, Rocha Loures é cotado para assumir a pasta, que tem status de ministério, depois do término da votação do pacote de ajuste fiscal.

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