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Enviado por André Gonçalves, 30/10/14 9:35:19 AM
Crédito: Fábio Pozzebon (Agência Brasil)

Crédito: Fábio Pozzebon (Agência Brasil)

Um vídeo feito pela TV Amapá no domingo à tarde mostra o senador e ex-presidente da República José Sarney (PMDB) supostamente votando em Aécio Neves (PSDB) no segundo turno. A imagem aproximada por militantes políticos paranaenses deixa pouca dúvida sobre a opção. A assessoria de Sarney, no entanto, diz que o material não é verdadeiro – embora a filmagem original afastada também permita perceber o voto no tucano.

O curioso é que Sarney usava um adesivo de Dilma Rousseff, que (pelo menos em tese) é aliada política do peemedebista. A segunda curiosidade é que Dilma, a pedido de Lula, teria convidado Sarney para ser ministro da Cultura no segundo mandato. Com “parceiros” assim, a ideia vendida na propaganda eleitoral do “governo novo, ideias novas” parece estar mais para peça de ficção.

Enviado por André Gonçalves, 29/10/14 4:00:18 PM

LulaRequiao

Reportagem publicada hoje pela Folha de S. Paulo diz que Lula está decidido a se candidatar a presidente em 2018. Se isso se confirmar, chegará à sexta disputa presidencial beirando os 73 anos. Também será a primeira campanha que fará após o tratamento de câncer na laringe.

Muito se falou sobre o volta Lula em 2014. Aliás, quatro anos antes se falava da aprovação de uma emenda constitucional para que ele pudesse concorrer a mais uma reeleição. Nenhuma das profecias se concretizou.

O fato é que Lula parece muito mais apaixonado pelas disputas políticas (e pelo poder que elas envolvem) que o antecessor, Fernando Henrique Cardoso. Já os outros dois ex-presidentes vivos – Fernando Collor e José Sarney, tiveram bem mais dilemas para sair de cena (Sarney só se aposentou nas eleições deste ano).

Difícil prever o que vai acontecer em 2018. Tecnicamente, Lula tem todas as condições para se candidatar. Se vai dar certo, depende mais do desempenho da pressionada pupila Dilma Rousseff pelos próximos quatro anos.

Enviado por André Gonçalves, 29/10/14 10:00:33 AM

GleisiAntonioMore

Nove meses após deixar a Casa Civil para pavimentar a candidatura ao governo do Paraná, a senadora Gleisi Hoffmann (PT) diz que não voltará ao ministério. “Não serei ministra. O certo é que serei senadora do Paraná pelos próximos quatro anos.”

Gleisi explica que já “teve sua participação” na primeira gestão da presidente Dilma Rousseff e que o natural agora é que novos nomes tenham uma chance. “Na campanha ela deixou claro que o governo passaria por mudanças, com ideias novas.”

No domingo, logo após a festa pela vitória de Dilma, outro paranaense, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, também indicou que deveria sair do primeiro escalão.

Sobre a permanência do marido, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, Gleisi também disse que não é certa. “Ele é o segundo ministro há mais tempo na Esplanada [está no ministério petista desde 2005], só atrás do Guido Mantega. É muito tempo”, diz.

Enviado por André Gonçalves, 28/10/14 5:39:15 PM

vargas_030714

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados adiou hoje à tarde, pela terceira vez seguida por falta de quorum, a votação do recurso da defesa do deputado paranaense André Vargas (ex-PT). O recurso tenta derrubar o parecer aprovado pelo Conselho de Ética da Câmara favorável à perda de mandato de Vargas.

Na avaliação do Conselho, Vargas quebrou o decoro parlamentar devido ao seu envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso em Curitiba desde fevereiro, acusado de lavagem de dinheiro ao longo das investigações da operação Lava Jato da Polícia Federal. O parecer do recurso, feito pelo deputado Sérgio Zveiter (PSD-RJ), nega o seu provimento. Se a decisão for acatada pela comissão, o processo contra Vargas segue para o plenário da Câmara, onde a cassação dependerá dos votos de 257 deputados.

Enviado por André Gonçalves, 28/10/14 2:29:53 PM
Crédito: Jonathan Campos/Gazeta do Povo

Crédito: Jonathan Campos/Gazeta do Povo

Desde que se aproximou ao governo Lula, em 2010, Osmar Dias (PDT) é nome constante em qualquer reforma ministerial. Com a reeleição de Dilma, o ex-senador voltou com tudo para as listas de cotados para assumir a Agricultura.

Dois fatores, segundo fontes em Brasília, pesam a favor de Osmar. Primeiro, Dilma precisa fortalecer uma liderança no estado depois da vitória contundente de Beto Richa (PSDB) no primeiro turno. Com a ascendência de Osmar, o discurso tucano de que a gestão dela “persegue” o Paraná também seria atacado – a agricultura, como se sabe, é o carro-chefe da economia estadual.

Por outro lado, há dois problemas. Um é o fato de Osmar ter lavado as mãos e não participado das campanhas de Gleisi Hoffmann e Dilma no primeiro turno (ele só pediu licença para fazer campanha para Dilma no segundo). O outro é que o PDT, historicamente, prefere o comando do Ministério do Trabalho – a Agricultura é um nicho peemedebista.

Osmar já teria esclarecido a primeira situação diretamente com Dilma. Quanto à segunda, a presidente não estaria disposta a aceitar caprichos dos pedetistas – seria “pegar ou largar”.

Enviado por André Gonçalves, 28/10/14 11:18:54 AM
Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil

Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil

É consenso em Brasília que a presidente Dilma Rousseff vai mexer em três pontos focais da economia brasileira no segundo mandato. Haverá troca de comando nos ministérios da Fazenda, Planejamento e Desenvolvimento, Indústria e Comércio. A dúvida é saber se os que vão entrar terão direito de pensar e gerir as pastas com autonomia ou ficar subordinados apenas ao que Dilma pensa para a área.

As “birras” de Dilma compreendem inclusive o duelo de sondagens sobre os escolhidos. No primeiro mandato, quando um nome era dado como favorito, não era escolhido justamente com isso. A presidente detesta vazamento de informações – mesmo que na prática eles não tenham efeito qualquer.

Ontem, a petista deixou claro que vai precisar de um tempo para decidir. O retrospecto mostra que nomes que apareceram primeiro, como o do presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, tendem a ficar para trás. A decepção será se Dilma acabar optando por nomes de “desenvolvimentistas” próximos a ela, como Aloizio Mercadante.

Se enrolar, enrolar e fizer o óbvio, Dilma perde de cara o efeito positivo de uma gestão com mudanças para valer.

Enviado por André Gonçalves, 27/10/14 7:57:11 PM
Crédito: Daniel Castellano

Crédito: Daniel Castellano

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, o paranaense Gilberto Carvalho foi um dos poucos ministros que encararam a imprensa ao final da festa montada em Brasília na noite de ontem para comemorar a reeleição de Dilma Rousseff. Carvalho adiantou que deve deixar o cargo e como deve ser o segundo mandato da petista.

“Vai haver muita mudança, naturalmente, porque ela mesma já disse isso.”

O ministro também fez uma autocrítica do governo. “Uma coisa eu posso dizer: a presidenta tem muita consciência dos limites que nós tivemos neste governo. Tivemos dificuldades na área da economia, em que pese a crise mundial. Mas eu acho que o ambiente econômico melhora imediatamente após a eleição.”

Sobre o estilo das mudanças, também declarou: “Não faltará a ela coragem para mudar aquilo que precisa ser mudado, em todas as áreas do governo. A campanha eleitoral ajudou a ver muita coisa.”

Enviado por André Gonçalves, 27/10/14 2:22:05 PM

Cadu Gomes

Principal nome da oposição ao governo Dilma Rousseff no Senado – e também por isso recordista nacional de votos em 2010 –, o senador Alvaro Dias (PSDB) diz que é contra excessos no descontentamento com o resultado da eleição. Para ele, os comentários mais duros que se multiplicam nas redes sociais falando em separatismo do Sul, onde Aécio Neves venceu, precisam ser encarados com uma revolta passageira. “Eu não concordo [com a separação] e acho que é só uma reação emocional causada pelo impacto da derrota. Entende-se o desencanto, a revolta, mas não a esse ponto.”

Alvaro também cita que o PSDB errou na campanha ao não abraçar com mais veemência a causa da mudança no primeiro turno. “Aí sim viria uma onda que não seria possível parar.” O senador também disse que alertou os tucanos, que achavam que estavam com a vitória encaminhada no começo do segundo turno, de que a eleição seria difícil. “A propaganda de televisão do PT acabou sendo mais eficiente.”

Enviado por André Gonçalves, 27/10/14 9:47:53 AM
Beto, Dilma e a ministra Miriam Belchior anunciam o metrô. Não hoje, mas em 2011. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Beto, Dilma e a ministra Miriam Belchior anunciam o metrô. Não hoje, mas em 2011. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O Paraná manteve ontem o tabu antipetista. Nas últimas três disputas presidenciais, o mais votado no estado foi um tucano – Geraldo Alckmin, José Serra e, agora, Aécio Neves. Mas nenhuma circunstância se compara à atual.

Aécio deu um baile em Dilma Rousseff entre os eleitores paranaenses. Tanto no primeiro turno (49,79% a 32,54%) quanto no segundo (60,98% a 39,02%). E quem conduziu a banda do PSDB, sem desafinar, foi o governador Beto Richa.

Há quatro anos Richa toca um eficiente samba de uma nota só, com o seguinte refrão: a gestão Dilma Rousseff persegue o Paraná. A estratégia fulminou a campanha da ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), que ficou em um amargo terceiro lugar na briga pelo Palácio Iguaçu. E criou o ambiente eleitoral dos sonhos para Aécio.

A construção da tese contra a presidente foi calcada na demora para a liberação de mais de R$ 3 bilhões em empréstimos nacionais e internacionais negociados por Richa que dependem do aval da União. Havia pelo menos um fato concreto para esperneio. Com quase dois anos de demora, o Paraná foi a última unidade da federação a receber sua parcela de R$ 817 milhões de uma linha de crédito criada pelo governo federal justamente para ajudar os estados a enfrentar a crise econômica internacional.

A Secretaria do Tesouro Nacional, que faz os estudos técnicos para avalizar os financiamentos, sempre alegou que demorou para liberar os acordos porque o Paraná descumpria uma série de requisitos financeiros. O principal deles seria o limite de gastos com pessoal na Lei de Responsabilidade Fiscal. Richa foi ao Supremo Tribunal Federal, que determinou em decisão liminar que a União deveria seguir as contas aprovadas pelo Tribunal de Contas do Paraná.

Richa usou amplamente na campanha a tese de que o cerco de Dilma e Gleisi prejudicou brutalmente as contas do estado, que quase não conseguiu pagar o 13.º do funcionalismo em 2013 e acumulou uma dívida com fornecedores que superou R$ 1 bilhão. Passada a eleição, determinou o corte de 30% nas despesas de custeio para equilibrar o caixa. Detalhe: os empréstimos já tinham sido liberados.

A propaganda eleitoral do PSDB foi além – instigou o eleitor paranaense a “dar o troco no PT”, usando dados de uma reportagem da Gazeta do Povo que apontava que a cada R$ 42,6 em tributos federais pagos pelo estado, o governo federal só mandava de volta R$ 1. Claro, os marqueteiros não explicaram que os números correspondiam a um levantamento de mais de uma década, que também incluía o governo FHC. Também não mencionaram que os dados se referiam apenas a investimentos, ou seja, não incluíam o grosso das despesas da União com o estado, como as transferências constitucionais.

É com esse ambiente de terra arrasada que recomeça, hoje, a relação entre Richa e Dilma. Difícil prever como serão restabelecidas pontes entre os dois lados. Por enquanto, o Paraná segue no rio, nadando contra a correnteza e sem perspectiva de quando deixará de ser o patinho feio da federação.

Enviado por André Gonçalves, 26/10/14 6:43:27 PM
Crédito: Jonathan Campos

Crédito: Jonathan Campos

Tudo indicava uma eleição morna, com Dilma Rousseff na boca para vencer no primeiro turno. Aí veio a trágica morte de Eduardo Campos (PSB), a entrada de Marina Silva no lugar dele e todo mundo sabe no que deu. O que ninguém entendeu direito foi como ele influenciou o cenário atual.

Campos se posicionava justamente como a antítese à polarização que aí está entre PT e PSDB. Politicamente, parecia muito mais sólido que Marina. Eleitoralmente, ela era mais forte (só não estava preparada para enfrentar a desconstrução feita pelo PT).

Uma hora ou outra Campos ia bater de frente com Aécio no segundo turno. E acho que Aécio venceria de qualquer forma (só acho).

A tragédia de Campos foi de alguma maneira o ponto de partida para a disputa eleitoral mais dura dos últimos 25 anos. O fenômeno assustou a campanha petista, que desceu ao chão para derrubar Marina (vale ressaltar que os tucanos também deram uma forcinha na pancadaria).

Com a virada de Aécio, as armas escolhidas para o segundo turno continuaram rasteiras. O povo gostou do tom, escolheu seu lado, e o discurso de ódio não parou de crescer.

A propósito, Campos era conhecido e louvado pelo poder de conciliação – deu uma surra em Jarbas Vasconcellos (PMDB) na disputa por Pernambuco em 2010 e, depois, conseguiu o apoio dele na campanha presidencial. Um pouco de Campos fará muito bem para Dilma ou Aécio depois da eleição.

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