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Enviado por André Gonçalves, 20/10/14 9:55:28 AM

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Junte meia dúzia de amigos no churrasco do próximo sábado e puxe uma conversa sobre as propostas de Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) para a reforma tributária. Discorra sobre a funcionalidade do IVA em substituição ao ICMS e como isso pode reduzir a guerra fiscal entre estados. Prepare-se para, em dois minutos, metade do pessoal sacar seu smartphone para dar uma olhadinha no Facebook, dois zarparem em busca de aperitivos e talvez um topar estender a conversa por no máximo uns dez minutos.

Faça outro teste e jogue no ar: “você viu aquela história da pesada que acabou de sair sobre o Aécio/Dilma?” Mesmo que não seja nada de novo, dispare um compacto da pancadaria dos últimos debates na televisão. Estará instalada uma conversa com 100% de interação, pontos de vista acalorados e com um desfecho fácil: “esses dois ao invés de discutir propostas para o país só ficam de baixaria”.

Pois é. Você não vê propostas de verdade nos debates simplesmente porque você mesmo não está interessado nisso. O que você quer é distração, entretenimento, algo para fazer um comentário no almoço de família, para escrever aquele texto sagaz nas redes sociais que todo mundo vai curtir.

É com base nessa percepção que os marqueteiros políticos trabalham. A propósito, o marketing comercial nada mais é do que o uso de ferramentas para aumentar o lucro de uma empresa. Numa eleição, lucrar mais é ter mais votos.

Em ambos os casos, há um processo de lógica reversa. Não se coloca um produto no mercado, como um inovador sabonete com cheiro de chiclete, se as pessoas não gostam de ficar com cheiro de chiclete. Se elas querem odor de bala de goma, então é isso que elas vão ter.

Em um debate de televisão, se as pessoas esperam por uma luta com dedo no olho, chutes na canela e cotovelada nas costelas, é isso que os marqueteiros vão providenciar. Ainda mais em um confronto direto, disputado palmo a palmo, como o atual. O curioso é que, agora, o lucro não é ganhar votos, mas fazer o adversário perder.

Com dois rivais tão manjados quanto PT e PSDB, que polarizam a eleição presidencial pela sexta vez seguida, a maioria esmagadora dos eleitores já fez as suas escolhas. Como se diz no jargão dos comunicadores políticos, os debates servem apenas para “cristalizá-las”. Dificilmente alguém vai trocar de lado – mas é bem possível que aquele que não está tão convicto decida por votar nulo ou falte à eleição.

Há também os que dizem que vão votar em branco ou nulo, mas que, depois do debate, decidem por um candidato apenas para não deixar o outro ganhar. Esse grupo pode ser engordado por aqueles que tradicionalmente faltam e que, por medo de um outro candidato, também fazem um esforço pelo voto útil.

É óbvio que essa não é uma perspectiva muito edificante. Mas é a realidade da democracia atual, temperada pelos valores da sociedade de consumo do século 21. E apimentada com a explosão de acesso à informação proporcionada pela internet.

Certa vez, em um debate sobre ética na publicidade, vi um professor de 70 anos ser questionado sobre o machismo nos comerciais de bebidas e automóveis, que exageravam nas mulheres em trajes minúsculos. “Mudem os conceitos que interferem na decisão de compra, que eu mudo a minha publicidade”, retrucou o senhor. Adaptando ao momento brasileiro atual, o fato é que teremos uma política melhor quando nos tornarmos eleitores melhores.

Enviado por André Gonçalves, 17/10/14 11:48:09 AM

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Da distante Ananindeua, no interior do Pará, Lula fez um discurso “histórico” na noite da última quarta-feira. Em um ato de campanha pela eleição do peemedebista Helder Barbalho (sim, o filho de Jader) para governador ele resolveu disparar contra a “decência” de Aécio Neves.

“Vi esses dias no debate da TV um candidato dizendo que seu governo era da decência e da competência. Mas eu pergunto que decência e da competência se, às 3 horas da manhã, ele foi parado em uma rua no Rio de Janeiro e se recusou a soprar um bafômetro para dizer se tinha bebido ou não?”

Parecia um teste. Na noite seguinte (ontem), Dilma voltou a abordar o tema no debate do SBT. Aécio reconheceu o erro e pediu desculpas sobre o que aconteceu. Aliás, é mesmo um episódio moralmente reprovável, mas que tem mais a ver com a vida pessoal do tucano do que com a candidatura dele a presidente.

Quando presidente, Lula sempre foi atacado por supostamente tomar umas a mais. E detestava os comentários. Tanto que, em 2004, cogitou expulsar o correspondente do New York Times no Rio de Janeiro, Larry Rohter. Na época, ele escreveu uma reportagem em que mencionou que “a predileção do presidente Lula (na época) por bebidas fortes estava afetando seu desempenho no gabinete”.

Nos corredores de Brasília, a tal “predileção” sempre foi assunto recorrente. Mas o assunto nunca chegou ao debate eleitoral.

Será que precisava? A propósito, até há alguns anos, Aécio e Lula sempre pareceram ter um bom relacionamento (não seria bizarro imaginar os dois tomando um uisquinho juntos). Aécio até chamou o petista de “fenômeno”, em 2010 (veja no vídeo abaixo). Perdem-se os amigos, mas ganha-se a eleição.

Enviado por André Gonçalves, 16/10/14 10:50:24 AM

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Quem acompanha o programa eleitoral dá de cara com um bicho-papão da República, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga. Indicado por Aécio Neves como ministro da Fazenda, caso eleito, Fraga é apontado como o sujeito que “quebrou três vezes o Brasil”, pai do juro alto e do desemprego.

Pois bem, dá para chutar que pelo menos 97% da população não sabe quem é Armínio. Aí fica mais fácil pintá-lo como o monstro que vai limar a população do mercado de trabalho. Como o PT já fez no primeiro turno, com o jogo semântico entre autonomia e independência do BC, fator que iria tirar a comida da mesa do brasileiro.

O caso é pura magia de marketing eleitoral. Que só ajuda a diminuir a credibilidade de quando o fato é mais sério. Durante o debate de terça-feira, na Band, Dilma Rousseff falou que Aécio não havia cumprido o mínimo exigido pela Constituição na saúde (12% da receita estadual), quando governador de Minas Gerais.

E falou que quem quisesse ver só precisava acessar os relatórios do Tribunal de Contas do Estado no site do órgão. Eis que logo após o pedido da presidente, o site saiu do ar. No dia seguinte, a assessoria do TC divulgou nota dizendo que as contas do tucano haviam sido aprovadas (o que logo foi distribuído fartamente pela assessoria de imprensa tucana).

Não é demérito só de Aécio, quase todos os governadores sempre deram um jeitinho nas contas de saúde (no Paraná, por exemplo, foi fato corriqueiro nas gestões Requião e Richa). A questão é outra.

A atual presidente do TC, Adriene Andrade, foi indicada por Aécio e é mulher do ex-senador Clésio Andrade (PMDB), vice do tucano no primeiro mandato em Minas. A propósito, Clésio é réu no processo do mensalão mineiro e renunciou ao mandato alegando problemas de saúde, o que fez com o seu julgamento saísse do STF e fosse deslocado para a Justiça Estadual de Minas.

Enviado por André Gonçalves, 15/10/14 1:43:29 PM

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Em uma entrevista bastante franca publicada hoje na edição impressa da Gazeta do Povo, a senadora Gleisi Hoffmann (PT) fez um diagnóstico da dura derrota na disputa para o governo do estado. A petista não poupou a ausência de Osmar Dias (PDT) na campanha. Veja algumas frases que explicam fatores preponderantes para o resultado.

Faltou apoio
“O Fruet teve presença na campanha, gravou para o meu horário de televisão, participou de reuniões. Nós ainda não avaliamos o porquê do nosso resultado em Curitiba. É possível que a presença não tenha sido a que era necessária, mas ele teve presença. Em relação ao Osmar, foi uma absoluta ausência. E acho que isso refletiu muito no posicionamento do partido no estado. Se você me perguntar o sentimento que eu tenho em relação à participação do Osmar na campanha, é de decepção.”

Ódio ao PT
“Nunca tive nenhuma situação de animosidade, de cumprimentar alguém e não ser cumprimentada… Mas as pessoas me cumprimentavam e diziam assim: “olha, gosto muito de você, mas não vou votar em você porque você é do PT”. As pessoas estavam emocionalmente envolvidas com esse ódio.”

Falta de presença no estado
“Outro problema, e eu acho que esse é de minha responsabilidade, foi minha ausência política do estado. Eu fui chamada para ser ministra da Casa Civil, aceitei e me dediquei de corpo e alma. Eu sabia que era um ministério interno, de “retranca”, quase sem exposição.”

Problemas de comunicação
“Eu não fiz uma política de comunicação adequada para mostrar de que forma eu estava ajudando. E sem informação as pessoas não tinham como ter referência desse trabalho.”

Enviado por André Gonçalves, 14/10/14 7:02:37 PM
Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil

Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil

A propaganda de Dilma Rousseff no primeiro turno gastou quase três semanas desconstruindo Marina Silva. Deu certo. Mas campanha negativa, como diz o nome, não tem como ser 100% benéfica para o autor.

O efeito colateral foi o ressurgimento de Aécio Neves, que, dado como carta fora do baralho, apareceu sem ferimentos de batalha no segundo turno. E, com ele, um partido muito mais preparado para o embate com o PT.

Não dava para pensar que a mesma estratégia de desconstrução daria certo de novo. Em primeiro lugar, porque não há tempo hábil para colar algo em alguém que apareceu do nada. Em segundo, porque cansa (e como cansa) ver alguém que só está disposto a falar mal dos outros.

Por isso, é nítido que as campanhas do PT passaram do tom quando ficam insistindo, por exemplo, na performance de Aécio em Minas ou em declarações de Armínio Fraga. A cascata da autonomia do Banco Central colou em Marina, mas inventar outro monstro econômico foge do bom senso.

Finalmente, o que pega mesmo é que Dilma parece uma candidata de oposição. A lógica seria que ela, como atual presidente, fosse vidraça – e não pedra. Somando isso ao estranho conceito do “Muda Mais”, pela primeira vez em 12 anos o PT está perto de cair em função de um de seus principais trunfos, o marketing político.

Enviado por André Gonçalves, 14/10/14 10:18:17 AM

MarinaPaixao

O apoio de Marina Silva a Aécio Neves pesa? Claro que pesa. Mas é isso que vai decidir a eleição? Muito difícil de cravar. O histórico das eleições brasileiras pós-1989 mostra que o apoio do terceiro colocado no segundo turno nunca teve grande peso. E mais: quando segundo e terceiro colocados se juntaram, nunca foi suficiente para bater o primeiro. O fato é que grande parte dos eleitores de Marina já migraram para Aécio – independentemente dela – pela percepção de mudança maior com Aécio. Para falar a verdade, peso mesmo vai ter o apoio da viúva de Eduardo Campos, que pode aumentar o calibre dos tucanos no Nordeste.

Veja um retrospecto da troca de apoios no segundo turno ao longo dos últimos 25 anos:

1989 – Fernando Collor (PRN) x Lula (PT)
No primeiro turno, Collor fez 28,5% dos votos válidos e Lula, 16,1%. Na virada para o segundo, o petista fisgou os apoios do terceiro, quarto e oitavo colocados – Leonel Brizola (PDT), 15,5%, Mário Covas (PSDB), 10,78%, e Roberto Freire (PCB), 1,06%. Collor contou com apoios menos expressivos, de Paulo Maluf (PDS), 8,28%, e Guilherme Afif Domingos (PL), 4,53%. Ainda assim ganhou de Lula por 53,03% a 46,97% no segundo turno.

2002 – Lula (PT) x José Serra (PSDB)
Lula fez 46,4% dos votos no primeiro turno, contra 23,2% de Serra. O candidato tucano teve uma disputa acirrada pela segunda colocação com Anthony Garotinho (PSB), que fez 17,9%, e Ciro Gomes (PPS), 11,97%. Ambos os derrotados declararam apoio a Lula, que venceu Serra no segundo turno com folga, por 61,27% a 38,72%. Depois, Ciro foi nomeado ministro.

2006 – Lula (PT) x Geraldo Alckmin (PSDB)
Em uma eleição fortemente polarizada desde o primeiro turno, Lula fez 48,6% contra 41,6% de Alckmin. Terceira colocada, Heloisa Helena (PSOL) somou apenas 6,9%. Ela e o partido permaneceram neutros no segundo turno, em que o tucano conseguiu a proeza de encolher o número de votos – fez 39,17% contra 60,83% de Lula.

2010 – Dilma Rousseff (PT) x José Serra (PSDB)
Dilma passou perto de uma vitória logo no primeiro turno, com 46,9% dos votos contra 32,6% de Serra. A diferença para 2006 era que a terceira colocada, Marina Silva (PV) havia feito uma quantidade de votos que poderia ser decisiva no segundo turno – 19,3%. Marina ficou neutra e Dilma venceu novamente Serra por 56,05% a 43,95%.

Enviado por André Gonçalves, 13/10/14 9:51:31 AM
Crédito: Henry Milléo/ Gazeta do Povo

Crédito: Henry Milléo/ Gazeta do Povo

A polarização entre PT e PSDB na eleição presidencial completa 20 anos, mas no Paraná a queda de braço pende mais para um lado. Em todos os nove turnos disputados ao longo das últimas seis eleições para o Palácio do Planalto, o PSDB se saiu melhor no estado do que na média nacional. Se dependesse apenas do voto dos paranaenses, por exemplo, Geraldo Alckmin e José Serra teriam vencido em 2006 e 2010.

No primeiro confronto da sequência, em 1994, Fernando Henrique Cardoso ganhou de Lula no primeiro turno por 54,28% a 27,04% dos votos válidos. No Paraná, a lavada foi maior – 60,33% a 22,75%. Quatro anos depois, FHC foi reeleito com uma margem menor, de 53,06% contra 31,71% de Lula, mas teve mais folga entre o eleitorado paranaense – 59,35% a 27,78%.

O único ponto fora da curva favorável ao PT ocorreu no primeiro turno de 2002. Lula fez 46,44% contra 23,19% de José Serra na soma nacional. No Paraná, a disputa ficou em 50,13% a 26,99% (ambos tiveram rendimentos melhores). No segundo turno, Lula venceu por 61,27% a 38,72% em todo Brasil, enquanto no estado a diferença foi de 59,22% a 40,78%.

A campanha de 2006 reservou ao tucano Alckmin um recorde negativo. Ele conseguiu ser o único presidenciável a fazer menos votos no segundo turno do que no primeiro em todo Brasil – 41,64% e 39,17%, contra 48,61 e 60,83% de Lula. No Paraná, porém, o paulista alcançou a maioria em ambos os pleitos – 53,01% a 37,9% e 50,75% a 49,25%.

Em 2010, Dilma quase ganhou no primeiro turno de Serra na soma dos votos de todo país – 46,91% a 32,61%. No segundo, elegeu-se por 56,05% a 43,95%. No Paraná, a situação se inverteu a favor de Serra, que venceu em ambos os turnos por 43,94% a 38,94% e 55,44% a 44,56%.

Apesar de ambos serem paulistas, tanto Alckmin quanto Serra tiveram desempenhos melhores no Paraná do que em São Paulo. Além disso, dos dez estados em que Serra venceu o segundo turno em 2010, o Paraná esteve entre os três nos quais ele alcançou a maior margem.

No primeiro turno de 2014, o mineiro Aécio Neves fez 33,55% dos votos totais contra 41,59% de Dilma. No Paraná, a situação foi completamente diferente – o tucano quase chegou à maioria, com 49,8% contra 32,52% da petista. O resultado no estado também foi bem melhor do que Aécio conseguiu em casa – em Minas Gerais, Dilma ganhou por 43,47% contra 39,75%.

No geral, Aécio venceu em dez estados. Dentre eles, conseguiu um desempenho superior ao alcançado no Paraná apenas em Santa Catarina, onde fez 52,9% dos votos contra 30,74% de Dilma. Ao que parece, o tucano não ignorou o retrospecto positivo.

Tanto que saiu na frente de Dilma e será o primeiro a visitar Curitiba, hoje. Sempre que passa pelo estado, Aécio faz coro com as reclamações do governador reeleito Beto Richa de que o Paraná tem sido “perseguido” pela gestão federal do PT. A estratégia, como os números comprovam, tem dado certo.

O que não está claro é se, no fundo, os paranaenses são mesmo mais tucanos do que antipetistas. Ou seja, que Aécio realmente empolga mais do que a rejeição criada em torno de Dilma. O “calor” da visita de hoje pode ajudar a responder muita coisa.

Enviado por André Gonçalves, 10/10/14 11:54:59 AM

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Se você tem conta no Whatsapp deve ter recebido nas últimas 24 horas um vídeo de 38 segundos em que Aécio Neves (PSDB) aparece pedindo para você não acreditar nos ataques que ele deve sofrer dos petistas nas próximas semanas. A estratégia de contra-ataque é bem interessante, ainda mais após Marina ter sido destroçada pela campanha do medo feita pelo PT contra ela no primeiro turno. E que, diga-se de passagem, também foi utilizada pelo PSDB.

Aliás, em 2002, os tucanos chegaram a colocar Regina Duarte na propaganda eleitoral dizendo que “tinha medo” do que aconteceria em um governo do PT. Ou seja, não há santo nessa história.

A questão é a hora de apertar o botão do pânico. Na disputa entre Serra e Lula, há 12 anos, não deu certo. No segundo turno de 2014, também parece difícil que o uso massivo do medo cole. Afinal, dois turnos de pancadaria, ninguém aguenta – e só ajuda o eleitor a se sensibilizar com os atacados, o que pode ser decisivo em uma disputa tão acirrada.

Enviado por André Gonçalves, 09/10/14 2:38:20 PM

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A moda no momento é sair brigando com todo mundo no Facebook para defender Aécio Neves (PSDB) ou Dilma Rousseff (PT). Pelo tom dos debates, cada um quer parecer mais politizado que o outro. Só um recado: qualquer um que se eleger vai receber uma arapuca montada pelo eleitor na Câmara dos Deputados.

Nos últimos 20 anos, nunca tantos partidos conseguiram vagas na Câmara – 28 no total. A maioria deles, nanicos, sem programa ou ideologia. Também se fortaleceram uma porção de partidos pequenos.

A pulverização vai ser um pepino tanto para Dilma quanto para Aécio. Não vai ter jeito, a não ser conversar com toda essa gente. Lembre-se que são necessários três quintos dos 513 deputados para aprovar qualquer reforma por emenda constitucional. Sozinho, o PT tem 70 cadeiras, o PSDB, 54.

E você sabe bem no que acaba esse tipo de acordo. Se não sabe, aí vão dois casos para refrescar a memória – a compra de votos para a aprovação da emenda da reeleição, no governo FHC, e o mensalão, na gestão Lula. Em resumo, não estará fácil para ninguém.

Enviado por André Gonçalves, 09/10/14 9:32:34 AM
Aécio: ele não decola nem no pior momento para Dilma.

Aécio: ele não decola nem no pior momento para Dilma.

O Brasil está na sétima disputa presidencial desde a volta das diretas, em 1989, e alguns feitos permanecem como um tabu. Das quatro vezes anteriores em que houve segundo turno (1989, 2002, 2006 e 2010), nunca o candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno conseguiu se eleger.

Levantamento divulgado ontem pelo Paraná Pesquisas para a revista Época, no entanto, coloca Aécio Neves (PSDB) como um novo fator nesse histórico. O instituto aponta que ele tem 49% das intenções de voto contra 41% de Dilma Rousseff (PT) na virada do turno. Em votos válidos, dá 54% a 46%.

Hoje, Datafolha e Ibope divulgam outras sondagens que podem confirmar o cenário. Se estiver assim, outro tabu será colocado à prova – desde 2002, quando Lula levou o PT ao poder pela primeira vez, os candidatos do partido lideraram as campanhas de ponta a ponta (no máximo, com empates dentro da margem de erro).

E agora, como é que fica? Será que a pancadaria que surtiu efeito contra Marina Silva (PSB) será o mesmo antídoto contra Aécio?

Metodologia
O levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas, em parceria com a Revista Época, ouviu 2.080 pessoas em 152 municípios de 19 estados brasileiros entre os dias 6 e 8 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais. O nível de confiança é 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01065/2014.

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