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Enviado por André Gonçalves, 24/10/14 6:15:04 PM
Crédito: Marcos Fernandes/Divulgação

Crédito: Marcos Fernandes/Divulgação

Do jeito que está a eleição presidencial, a chance de haver uma vitória por margem estreita (ou estreitíssima) de votos parece inevitável. A dúvida é: o lado perdedor vai simplesmente aceitar uma derrota, por exemplo, por menos de um ponto percentual de desvantagem?

Vou fazer a minha aposta: se der alguma zebra técnica na votação estaremos diante de uma choradeira sem fim. Vão culpar a urna eletrônica, o bolivarianismo, o neoliberalismo, o escambau. O país, institucionalmente, está preparado para uma confusão dessas?

A propósito, houve casos semelhantes que não acabaram bem na América Latina. No México, em 2006, o conservador Felipe Calderón venceu o socialista Andrés Manuel López Obrador por 0,56 ponto percentual. Obrador não aceitou a derrota e chegou a se autoproclamar presidente – o que obviamente não foi reconhecido mas gerou um enorme rebuliço.

Na Venezuela, em 2013, Nicolás Maduro (pupilo de Hugo Chávez, que acabara de morrer), venceu Henrique Capriles por 50,61% a 49,12% dos votos válidos. Capriles não reconheceu e pediu recontagem de votos. E até hoje a situação política venezuelana é um caos.

O bom senso diz que no Brasil o filme não vai se repetir. No entanto, é difícil prever o day after de uma campanha tão marcada pelo ódio (de lado a lado) como a atual. E que a sorte acompanhe tanto o vencedor quanto o perdedor.

Enviado por André Gonçalves, 24/10/14 9:10:07 AM

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Há 25 anos um debate presidencial não era tão aguardado pelos brasileiros. O Aécio x Dilma de hoje é sim uma final de campeonato. E a petista joga, mais uma vez, para perder de pouco.

A virada de Dilma nas intenções de voto parece consolidada, segundo mostraram Ibope e Datafolha ontem. Apesar disso, as vantagens nos votos válidos continuam estreitas (oito pontos porcentuais no Ibope, seis no Datafolha). Como é uma disputa mano a mano, cada eleitor capturado do adversário ajuda a mudar o resultado rapidamente.

A questão é que o debate serve majoritariamente para cristalizar votos, ou seja, para que os candidatos consolidem o eleitorado que já está propenso a votar neles. Ir além disso depende de uma série de fatores – em especial, algo que claramente provoque comoção.

Aécio foi bem na maioria dos debates realizados até agora. A melhor performance, contudo, ocorreu no último debate do primeiro turno, quando ainda havia dúvidas se ele conseguiria superar Marina Silva (PSB).

Mesmo pressionado, atuou com leveza. Foi essa desenvoltura que chamou a atenção.

Já no segundo turno, precisou partir para a desqualificação de Dilma (coisa que ela também fez contra ele). O problema do tucano, que nitidamente fica mais confortável que a petista na frente das câmeras, foi ter exagerado no ar de superioridade.

Hoje ele precisa evitar a mesma falha. Mas ainda assim convencer que venceu.

Metodologias
O Datafolha ouviu 9.910 pessoas entre 22 e 23 de junho. O levantamento foi encomendado pela Folha de S.Paulo e TV Globo. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O nível de confiança é de 95% (significa que em 100 pesquisas com esta mesma metodologia, os resultados estarão dentro da margem de erro em 95 ocasiões). O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-1162/2014.

A pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo entrevistou 3.010 eleitores entre 20 e 22 de setembro em 203 municípios de todo o País. A margem de erro máxima é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, em um nível de confiança estimado de 95%. Ou seja, se fossem feitas 100 pesquisas idênticas a esta, 95 deveriam apresentar resultados dentro da margem de erro. A pesquisa foi registrada na Justiça eleitoral com o número BR-01168/2014.

Enviado por André Gonçalves, 23/10/14 3:56:46 PM
Crédito: Divulgação.

Crédito: Divulgação.

A “virada” na disputa interna pela candidatura própria do PMDB somada ao empate técnico com Beto Richa (PSDB) no Datafolha e outras pesquisas qualitativas favoráveis fizeram o senador Roberto Requião (PMDB) acreditar que era o favorito para vencer a eleição no Paraná. “Naquele momento [começo de agosto], Requião achou que estava eleito”, diz o deputado federal João Arruda (PMDB), sobrinho do senador.

De acordo com pesquisa Datafolha divulgada em 15 de agosto, Richa tinha 39% das intenções de voto contra 33% de Requião (a margem de erro era de três pontos porcentuais). Ao final da disputa, o tucano venceu no primeiro turno com 55% dos votos válidos, mais que o dobro dos 27% de Requião. No começo da campanha, o senador também teve uma “vitória moral” intrapartidária, ao evitar que o PMDB se coligasse com o PSDB e o lançasse como candidato.

Quarto mais votado para a Câmara no estado, Arruda diz que a falta de recursos e uma “campanha competente” de Richa foram fundamentais para evitar que a tendência de vitória se concretizasse. “Eles [PSDB] se impuseram fazendo campanha, usando aliados fortes, como o Ratinho Júnior. Também fizeram um programa de tevê muito eficiente”, declarou o deputado.

Enviado por André Gonçalves, 23/10/14 10:14:17 AM

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Não é de hoje que escândalos paranaenses entram no foco de CPIs – vide as investigações sobre o Banestado, no final dos anos 1990. Mas a atual CPI mista da Petrobras tem sido, de longe, a que mais passa pelo Paraná.

Peça-chave do esquema de lavagem de dinheiro, o doleiro Alberto Youssef é de Londrina. O ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, de Telêmaco Borba. Pelas ligações com o primeiro, o deputado federal André Vargas, também londrinense, precisou deixar o PT, não pôde disputar a reeleição e sofre processo de cassação.

Nos últimos dias, sobrou para todos os lados. Baseado em supostas declarações dos investigados à Justiça, jornais citaram o suposto envolvimento de petistas e tucanos paranaenses.

Tucanos e aliados resolveram pedir a convocação da senadora Gleisi Hoffmann e do ministro Paulo Bernardo. Petistas fizeram o mesmo com o senador Alvaro Dias e o deputado Luiz Carlos Hauly (veja mais aqui).

Com participação em mais de dez CPIs, Alvaro prevê o que vai acontecer: nenhum desses requerimentos será aprovado. A ideia é só fazer barulho. Pedir é uma coisa, aprovar é outra. Enquanto isso, a CPI vira um espetáculo local.

Enviado por André Gonçalves, 22/10/14 9:57:20 AM

Juscelino

Na semana passada, escrevi sobre a tendência tucana do eleitorado paranaense nas disputas presidenciais de 1994 a 2014. Em todos os turnos disputados nesse período, o resultado do candidato do PSDB (independentemente do nome) foi melhor no Paraná do que na média do país. E, se dependesse apenas do eleitor do estado, Geraldo Alckmin e José Serra teriam sido presidentes da República.

Pois é. Voltando um pouco mais ao passado, percebem-se outros fatos curiosos sobre o estado. Por exemplo: pelo voto paranaense, Juscelino Kubitscheck também não teria sido eleito presidente em 1955. O preferido no estado foi o ex-governador de São Paulo Ademar de Barros (aliás, há uma quedinha descarada por candidatos paulistas). Ademar foi o primeiro político a ser associado ao slogan “rouba, mas faz”.

Outra curiosidade: adivinha a unidade da federação onde Jânio Quadros teve a maior porcentagem de votos, em 1960? Claro, no Paraná.

Quando as diretas voltaram, 29 anos depois, Lula amargou um quarto lugar no estado. Ficou atrás de Fernando Collor, Leonel Brizola e Guilherme Afif Domingos (que foi ministro do governo Dilma).

Aí vai como o paranaense votou nas eleições diretas para presidente entre 1989 e 1945:

1989
1º Turno
Candidato Partido Votos Participação
Fernando Collor PRN 1.738.216 40,64%
Lula da Silva PT 353.907 8,27%
Leonel Brizola PDT 616.170 14,41%
Mário Covas PSDB 325.652 7,61%
Paulo Maluf PDS 319.932 7,48%
Guilherme Afif PL 494.608 11,56%
Ulysses G. PMDB 144.687 3,38%
Roberto Freire PCB 30.021 0,70%
Aureliano PFL 23.686 0,55%
Outros 230.345 5,39%

2º Turno
Fernando Collor PRN 2.793.218 67,29%
Lula da Silva PT 1.357.754 32,71%

1960
Candidato Partido Votos Participação
Jânio Quadros PTN 369.737 56,4%
Teixeira Lott PSD 122.360 18,7%
A. de Barros PSP 163.810 25,0%

1955
Candidato Partido Votos Participação
J. Kubitschek PSD 108.031 25,1%
Juarez Távora UDN 91.540 21,3%
A. de Barros PSP 127.758 29,7%
Plínio Salgado PRP 103.256 24,0%

1950
Candidato Partido Votos Participação
Getúlio Vargas PTB 169.036 63,7%
Eduardo Gomes UDN 41.353 15,6%
C. Machado PSD 54.635 20,6%
João Mangabeira PSB 182 0,1%

1945
Candidato Partido Votos Participação
Eurico G. Dutra PSD 137.060 70,2%
Eduardo Gomes UDN 50.661 26,0%
Yedo Fiúza PCB 6.811 3,5%
Rolim Telles PAN 650 0,3%

Enviado por André Gonçalves, 21/10/14 9:32:11 AM

Collor Lula SBT

Os debates entre Aécio Neves e Dilma Rousseff viraram febre – e a temperatura tem assustado muita gente. Há 25 anos, o ambiente era ainda mais tenso entre Fernando Collor e Lula.

O anúncio acima é uma mostra de como a coisa era tratada. Na era atual do politicamente correto, seria impossível imaginar que o SBT tirasse onda de si mesmo e ainda estampasse dois presidenciáveis com revólver na mão para um “último duelo”.

Na véspera do debate, organizado e transmitido em conjunto por Globo, SBT, Band e a extinta Manchete, Collor tinha 46% e Lula 45% nas pesquisas.

Collor também tinha acabado de levar ao ar o depoimento de uma ex-namorada de Lula, Miriam Cordeiro, falando que o petista tinha pedido a ela para fazer um aborto. Como resposta, Lula levou a filha com Miriam, Luriam, ao programa eleitoral. Depois, descobriu-se que Miriam recebeu dinheiro da campanha de Collor para prestar o depoimento.

O clima era tão pesado que Lula não queria cumprimentar o adversário antes do debate. E, nas considerações finais, foi chamado de “Pinóquio da década” por Collor.

O principal motivo de tensão do debate, contudo, foi a edição levada pela Globo no dia seguinte, que teria beneficiado Collor e influenciado no resultado final da eleição. O tema é hoje tratado abertamente pela emissora, mas ainda é um baú de polêmicas.

Recentemente, o principal executivo da Rede Globo na época, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, confirmou em entrevista à Globonews ter dado algumas dicas a Collor sobre como se portar no debate.

Entre elas estariam tirar a gravata, simular suor e aparecer com pastas nas quais haveriam supostas denúncias contra Lula – mas que na realidade estavam vazias.

Enviado por André Gonçalves, 20/10/14 9:55:28 AM

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Junte meia dúzia de amigos no churrasco do próximo sábado e puxe uma conversa sobre as propostas de Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) para a reforma tributária. Discorra sobre a funcionalidade do IVA em substituição ao ICMS e como isso pode reduzir a guerra fiscal entre estados. Prepare-se para, em dois minutos, metade do pessoal sacar seu smartphone para dar uma olhadinha no Facebook, dois zarparem em busca de aperitivos e talvez um topar estender a conversa por no máximo uns dez minutos.

Faça outro teste e jogue no ar: “você viu aquela história da pesada que acabou de sair sobre o Aécio/Dilma?” Mesmo que não seja nada de novo, dispare um compacto da pancadaria dos últimos debates na televisão. Estará instalada uma conversa com 100% de interação, pontos de vista acalorados e com um desfecho fácil: “esses dois ao invés de discutir propostas para o país só ficam de baixaria”.

Pois é. Você não vê propostas de verdade nos debates simplesmente porque você mesmo não está interessado nisso. O que você quer é distração, entretenimento, algo para fazer um comentário no almoço de família, para escrever aquele texto sagaz nas redes sociais que todo mundo vai curtir.

É com base nessa percepção que os marqueteiros políticos trabalham. A propósito, o marketing comercial nada mais é do que o uso de ferramentas para aumentar o lucro de uma empresa. Numa eleição, lucrar mais é ter mais votos.

Em ambos os casos, há um processo de lógica reversa. Não se coloca um produto no mercado, como um inovador sabonete com cheiro de chiclete, se as pessoas não gostam de ficar com cheiro de chiclete. Se elas querem odor de bala de goma, então é isso que elas vão ter.

Em um debate de televisão, se as pessoas esperam por uma luta com dedo no olho, chutes na canela e cotovelada nas costelas, é isso que os marqueteiros vão providenciar. Ainda mais em um confronto direto, disputado palmo a palmo, como o atual. O curioso é que, agora, o lucro não é ganhar votos, mas fazer o adversário perder.

Com dois rivais tão manjados quanto PT e PSDB, que polarizam a eleição presidencial pela sexta vez seguida, a maioria esmagadora dos eleitores já fez as suas escolhas. Como se diz no jargão dos comunicadores políticos, os debates servem apenas para “cristalizá-las”. Dificilmente alguém vai trocar de lado – mas é bem possível que aquele que não está tão convicto decida por votar nulo ou falte à eleição.

Há também os que dizem que vão votar em branco ou nulo, mas que, depois do debate, decidem por um candidato apenas para não deixar o outro ganhar. Esse grupo pode ser engordado por aqueles que tradicionalmente faltam e que, por medo de um outro candidato, também fazem um esforço pelo voto útil.

É óbvio que essa não é uma perspectiva muito edificante. Mas é a realidade da democracia atual, temperada pelos valores da sociedade de consumo do século 21. E apimentada com a explosão de acesso à informação proporcionada pela internet.

Certa vez, em um debate sobre ética na publicidade, vi um professor de 70 anos ser questionado sobre o machismo nos comerciais de bebidas e automóveis, que exageravam nas mulheres em trajes minúsculos. “Mudem os conceitos que interferem na decisão de compra, que eu mudo a minha publicidade”, retrucou o senhor. Adaptando ao momento brasileiro atual, o fato é que teremos uma política melhor quando nos tornarmos eleitores melhores.

Enviado por André Gonçalves, 17/10/14 11:48:09 AM

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Da distante Ananindeua, no interior do Pará, Lula fez um discurso “histórico” na noite da última quarta-feira. Em um ato de campanha pela eleição do peemedebista Helder Barbalho (sim, o filho de Jader) para governador ele resolveu disparar contra a “decência” de Aécio Neves.

“Vi esses dias no debate da TV um candidato dizendo que seu governo era da decência e da competência. Mas eu pergunto que decência e da competência se, às 3 horas da manhã, ele foi parado em uma rua no Rio de Janeiro e se recusou a soprar um bafômetro para dizer se tinha bebido ou não?”

Parecia um teste. Na noite seguinte (ontem), Dilma voltou a abordar o tema no debate do SBT. Aécio reconheceu o erro e pediu desculpas sobre o que aconteceu. Aliás, é mesmo um episódio moralmente reprovável, mas que tem mais a ver com a vida pessoal do tucano do que com a candidatura dele a presidente.

Quando presidente, Lula sempre foi atacado por supostamente tomar umas a mais. E detestava os comentários. Tanto que, em 2004, cogitou expulsar o correspondente do New York Times no Rio de Janeiro, Larry Rohter. Na época, ele escreveu uma reportagem em que mencionou que “a predileção do presidente Lula (na época) por bebidas fortes estava afetando seu desempenho no gabinete”.

Nos corredores de Brasília, a tal “predileção” sempre foi assunto recorrente. Mas o assunto nunca chegou ao debate eleitoral.

Será que precisava? A propósito, até há alguns anos, Aécio e Lula sempre pareceram ter um bom relacionamento (não seria bizarro imaginar os dois tomando um uisquinho juntos). Aécio até chamou o petista de “fenômeno”, em 2010 (veja no vídeo abaixo). Perdem-se os amigos, mas ganha-se a eleição.

Enviado por André Gonçalves, 16/10/14 10:50:24 AM

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Quem acompanha o programa eleitoral dá de cara com um bicho-papão da República, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga. Indicado por Aécio Neves como ministro da Fazenda, caso eleito, Fraga é apontado como o sujeito que “quebrou três vezes o Brasil”, pai do juro alto e do desemprego.

Pois bem, dá para chutar que pelo menos 97% da população não sabe quem é Armínio. Aí fica mais fácil pintá-lo como o monstro que vai limar a população do mercado de trabalho. Como o PT já fez no primeiro turno, com o jogo semântico entre autonomia e independência do BC, fator que iria tirar a comida da mesa do brasileiro.

O caso é pura magia de marketing eleitoral. Que só ajuda a diminuir a credibilidade de quando o fato é mais sério. Durante o debate de terça-feira, na Band, Dilma Rousseff falou que Aécio não havia cumprido o mínimo exigido pela Constituição na saúde (12% da receita estadual), quando governador de Minas Gerais.

E falou que quem quisesse ver só precisava acessar os relatórios do Tribunal de Contas do Estado no site do órgão. Eis que logo após o pedido da presidente, o site saiu do ar. No dia seguinte, a assessoria do TC divulgou nota dizendo que as contas do tucano haviam sido aprovadas (o que logo foi distribuído fartamente pela assessoria de imprensa tucana).

Não é demérito só de Aécio, quase todos os governadores sempre deram um jeitinho nas contas de saúde (no Paraná, por exemplo, foi fato corriqueiro nas gestões Requião e Richa). A questão é outra.

A atual presidente do TC, Adriene Andrade, foi indicada por Aécio e é mulher do ex-senador Clésio Andrade (PMDB), vice do tucano no primeiro mandato em Minas. A propósito, Clésio é réu no processo do mensalão mineiro e renunciou ao mandato alegando problemas de saúde, o que fez com o seu julgamento saísse do STF e fosse deslocado para a Justiça Estadual de Minas.

Enviado por André Gonçalves, 15/10/14 1:43:29 PM

GleisiAntonioMore

Em uma entrevista bastante franca publicada hoje na edição impressa da Gazeta do Povo, a senadora Gleisi Hoffmann (PT) fez um diagnóstico da dura derrota na disputa para o governo do estado. A petista não poupou a ausência de Osmar Dias (PDT) na campanha. Veja algumas frases que explicam fatores preponderantes para o resultado.

Faltou apoio
“O Fruet teve presença na campanha, gravou para o meu horário de televisão, participou de reuniões. Nós ainda não avaliamos o porquê do nosso resultado em Curitiba. É possível que a presença não tenha sido a que era necessária, mas ele teve presença. Em relação ao Osmar, foi uma absoluta ausência. E acho que isso refletiu muito no posicionamento do partido no estado. Se você me perguntar o sentimento que eu tenho em relação à participação do Osmar na campanha, é de decepção.”

Ódio ao PT
“Nunca tive nenhuma situação de animosidade, de cumprimentar alguém e não ser cumprimentada… Mas as pessoas me cumprimentavam e diziam assim: “olha, gosto muito de você, mas não vou votar em você porque você é do PT”. As pessoas estavam emocionalmente envolvidas com esse ódio.”

Falta de presença no estado
“Outro problema, e eu acho que esse é de minha responsabilidade, foi minha ausência política do estado. Eu fui chamada para ser ministra da Casa Civil, aceitei e me dediquei de corpo e alma. Eu sabia que era um ministério interno, de “retranca”, quase sem exposição.”

Problemas de comunicação
“Eu não fiz uma política de comunicação adequada para mostrar de que forma eu estava ajudando. E sem informação as pessoas não tinham como ter referência desse trabalho.”

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