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Conexão Brasília

Enviado por André Gonçalves, 04/08/15 11:45:17 AM
Crédito: Agência Brasil

Crédito: Agência Brasil

Pela terceira vez em dez anos, problemas ligados a José Dirceu cruzam o caminho de Dilma Rousseff. A primeira vez ocorreu em 2005, quando Dilma assumiu a vaga dele na Casa Civil. A “queda para cima” da então ministra de Minas e Energia veio acompanhada herança deixada pelo escândalo do mensalão. E Dilma só virou a “mãe do PAC” e sucessora de Lula dois anos depois.

E depois de se eleger, quando surfava em um pico de popularidade (sim, parece contrassenso, mas Dilma já foi aprovada pela grande maioria dos brasileiros), veio o julgamento do mensalão, que contaminou o primeiro e o segundo anos de governo.

Agora, justamente quando a presidente esboçava uma reação no Congresso, reaparece José Dirceu, preso por suposto envolvimento com o escândalo de corrupção na Petrobras. O que fazer?

Nos dois episódios anteriores, Dilma fez que não era com ela. Deu certo. Desta vez, a estratégia é a mesma. A diferença é que a presidente nunca esteve tão fragilizada. Corre o risco de quanto mais dizer que não tem nada a ver com José Dirceu, mais ficar grudado a ele.

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Enviado por André Gonçalves, 03/08/15 11:54:04 AM
Crédito: Ricardo Stuckert

Crédito: Ricardo Stuckert

A prisão de José Dirceu arrastou o governo Lula para o centro da operação Lava Jato. É como se todos os fantasmas do mensalão saíssem das catacumbas do PT. Não dá mais para descolar um escândalo do outro.

O ex-ministro da Casa Civil de Lula foi definido pelo procurador federal Carlos Fernando dos Santos Lima como um dos “criadores” do esquema de corrupção da Petrobras. Segundo ele, Dirceu deu o pontapé inicial nos desvios ao aceitar a indicação de Renato Duque para a diretoria de Serviços na Petrobras. Foi essa diretoria, de acordo com as investigações, que iniciou a cooptação das empreiteiras.

Se os indícios forem confirmados pela Justiça, o país deve mergulhar novamente na antiga dúvida que pairou durante todos os desdobramentos do mensalão: e Lula, sabia ou não sabia do esquema na Petrobras?

Não se trata de uma questão de perseguição ao ex-presidente, mas de tendência lógica da Lava Jato. Questionado se Lula poderia ser investigado, o procurador disse hoje pela manhã que “nenhuma pessoa está livre de ser investigada”.

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Enviado por André Gonçalves, 03/08/15 10:29:22 AM

Após duas décadas, a polarização PT x PSDB chegou ao volume morto. É o ponto em que qualquer inimigo do seu inimigo é seu amigo. Conjuntura que mina o desfecho da operação Lava Jato, uma das raras janelas históricas de passar o país a limpo.

Durante os 12 anos e meio que têm comandado o país, os petistas fizeram de tudo e mais um pouco para construir hipermaiorias legislativas e subjugar os tucanos. Não é novidade, apenas o sequestro de uma prática dos oito anos de FHC (e que ainda é utilizada nos estados geridos pelo PSDB, como o Paraná). Para destroçar a oposição, o governo virou um balcão de negócios – seu partido me dá votos no Congresso e eu te dou cargos na Esplanada.

O bizarro disso tudo é que, para vencer uma disputa que na prática é bipartidária, PT e PSDB criaram um modelo que viabilizou a coexistência de 32 legendas. Não é à toa que existem 39 ministérios. E que foram montados esquemas como o mensalão e o petrolão, espécies de programas de participação nos resultados que distribuem dinheiro de corrupção para os membros da coalizão mais “eficientes”.

Desde o primeiro semestre o Supremo Tribunal Federal investiga a suposta participação de 22 deputados federais, 12 senadores, 12 ex-deputados e uma ex-governadora de seis partidos (PMDB, PT, PP, SD, PSDB e PTB) em desvios de recursos na Petrobras apurados pela Lava Jato. Dentre eles, estão os presidentes da Câmara e do Senado, os peemedebistas Eduardo Cunha (RJ) e Renan Calheiros (AL).

Quando as acusações contra Cunha cresceram, há duas semanas, ele “rompeu” com o governo. Um dia após a notícia de que um empreiteiro disse que o deputado recebeu US$ 5 milhões em propina, ele desengavetou 11 pedidos de impeachment contra Dilma. Sem contar a “pauta-bomba”, montada para desmoralizar a tentativa de ajuste fiscal organizada pela equipe econômica do governo (que pode não ser uma maravilha, mas fica ainda pior com o Congresso jogando contra).

Cunha está distante de ser um kamikaze. Acuado, jogou todas as suas fichas na opinião pública. Não que as pessoas gostem dele (na verdade, a maioria absoluta da população não deve nem saber quem ele é), a aposta é na impopularidade de Dilma.

O que o presidente da Câmara fez foi gritar para todo mundo ouvir: “ei, vocês que detestam a presidente, eu sou mais um de vocês”. A questão é: essas pessoas sentem ojeriza por Cunha por ele estar no olho do mesmo furacão de corrupção que atinge a presidente, ou se identificam com ele por vê-lo como mais um aliado contra Dilma? Uma pesquisa banal na internet mostra que os principais organizadores das manifestações contra o governo programadas para agosto se encaixam na segunda possibilidade.

Aliás, o PSDB passou a apoiar os protestos, mas não fez nenhum movimento pelo afastamento de Cunha da presidência da Câmara. Isso tem um nome: indignação seletiva. Quando você se une a qualquer um para chegar ao poder, precisa se lembrar de que essa gente estará credenciada para governar junto com você.

É exatamente essa conta que Dilma está pagando, com todos os juros que merece. Pelo jeito, o PSDB não age para passar uma régua na fatura. Quer apenas assumir as longas prestações que ainda faltam pagar.

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Enviado por André Gonçalves, 31/07/15 10:32:41 AM
Crédito: Daniel Castellano

Crédito: Daniel Castellano

Nem tudo é animosidade para o governador Beto Richa (PSDB) no governo federal. De acordo com nota publicada hoje no Painel, da Folha de S. Paulo, ele tem pelo menos uma fã em Brasília, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu.

Nesta semana, em São Paulo, ela fez um discurso com um comentário especial sobre Richa.

Kátia disse ao governador que ele “parece muito com um galã, aquele das histórias secretas”.

Depois da fala, o governador Geraldo Ackmin (PSDB) disse que a comparação era com Alex, personagem da novela Verdades Secretas, interpretado pelo ator Rodrigo Lombardi.

Enviado por André Gonçalves, 30/07/15 5:47:46 PM

Ao invés de um “pacto pela governabilidade”, os tucanos vão tratar as negociações com a presidente Dilma Rousseff como um “pacto pelo emprego”. O partido vai defender ações que aumentem a capacidade de investimento de estados e municípios, como a liberação de crédito do BNDES. Os cinco governadores do PSDB se reuniram hoje à tarde no Escritório de Representação do Paraná, antes do encontro com Dilma, no Palácio da Alvorada.

O paranaense Beto Richa foi o porta-voz do grupo. “Ninguém aqui é adepto do quanto melhor, pior. O que for possível para ajudar o Brasil a retomar o seu rumo de desenvolvimento, de prosperidade, geração de empregos, contará com nosso apoio”, disse. Para ele, a questão da governabilidade de Dilma depende mais de conversas com o Congresso do que com os governadores.

O paulista Geraldo Alckmin afirmou que o ajuste fiscal precisar visar ao crescimento. “Precisamos aproveitar a desvalorização do real para conquistar o mercado”.

Os tucanos, a princípio, vão defender a reforma do ICMS, que prevê a unificação das alíquotas praticadas pelos estados, mas vão fazer exigências quanto ao fundo de compensação que será destinado aos estados. “Queremos um fundo de compensação que seja constitucional e não dependa apenas de repatriamento de dinheiro lá de fora [como sugere o governo federal]. Ninguém sabe quanto pode se repatriar de dinheiro”, disse Alckmin.

Enviado por André Gonçalves, 30/07/15 5:06:07 PM
Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil

Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil

A presidente Dilma Rousseff abriu a reunião com os 27 governadores com um discurso de 32 minutos em que admitiu as dificuldades do governo federal, mas disse que os ajustes na economia vão abrir caminho para “um novo ciclo de expansão”. Ao contrário do esperado, não falou em “pacto pela governabilidade”.

A petista começou a fala elencando uma série de problemas relacionados principalmente à economia internacional que teriam prejudicado o desempenho nacional. “Nós sabemos que a partir da segunda metade de 2014 houve um fato importante que foi o colapso do preço das comoditties”, declarou, em primeiro lugar.

Depois, citou a desvalorização de 49% do real, a manutenção da crise internacional e os problemas enfrentados recentemente pela China. Nacionalmente, disse que a seca nos estados do sudeste e nordeste também tiveram efeitos.

“Nós enfrentamos uma significativa queda de receitas. Acredito que alguns estados também. Fomos obrigados a promover um reequilíbrio no nosso orçamento. […] Mas isso é para nos colocar de novo na rota do crescimento com geração de renda. A nossa economia é bem mais forte do que há alguns anos atrás quando enfrentou crises.”

Dilma ressaltou que “não nega as dificuldades”. E também ressaltou que os ajustes vão levar “a um novo ciclo de desenvolvimento”. Esse ciclo seria puxado pelo investimento e pela produtividade.

Depois de Dilma, estavam previstas falas dos ministros. Apenas o discurso dela foi transmitido pela emissora do governo federal, a EBC.

Enviado por André Gonçalves, 30/07/15 2:40:46 PM
Crédito: Marcelo Andrade

Crédito: Marcelo Andrade

O Escritório de Representação do Paraná em Brasília sedia neste momento uma reunião dos cinco governadores do PSDB, incluindo Beto Richa e Geraldo Alckmin. O encontro é uma prévia para a reunião com a presidente Dilma Rousseff, marcada para o Palácio Alvorada, às 16 horas.

Enviado por André Gonçalves, 30/07/15 11:03:31 AM
Crédito: Nelson Jr. / STF

Crédito: Nelson Jr. / STF

A ministra Cármen Lúcia é a relatora da ação que questiona a nomeação de Maurício Requião para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná. O processo foi redistribuído logo após o paranaense Luiz Edson Fachin se declarar na semana passada impedido de relatar o processo por “motivo de foro pessoal”.

A reclamação 9375 tramita no STF desde 2009, quando o hoje presidente da corte, Ricardo Lewandowski, concedeu liminar que suspendeu a nomeação de Maurício pelo cargo. A ação foi ajuizada por José Rodrigo Sade, com base na súmula vinculante número 13, que veda o nepotismo na administração pública. Na época, o governador do estado era Roberto Requião (PMDB), irmão mais velho de Maurício.

Enviado por André Gonçalves, 29/07/15 2:36:21 PM
Crédito: Agência Senado

Crédito: Agência Senado

Levantamento feito pelo Congresso em Foco sobre as ausências dos senadores brasileiros às sessões deliberativas durante o primeiro semestre mostra que os três representantes do Paraná não estão entre os 10 mais faltosos do país. Por outro lado, nenhum está na lista dos cinco que não tiveram nenhuma ausência – Delcídio Amaral (PT-MS), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Reguffe (PDT-DF), Romário (PSB-RJ) e Waldemir Moka (PMDB-MS).

Pela pesquisa, Roberto Requião (PMDB-PR) foi o 13º mais faltoso. Das 50 sessões realizadas no período, compareceu a 40. Teve seis ausências justificadas e quatro injustificadas.

Gleisi Hoffmann (PT-PR) foi a 22ª em número de faltas, empatada com outros nove colegas – dentre eles, Aécio Neves (PSDB-MG). Compareceu a 43 sessões. Teve quatro faltas justificadas e três injustificadas.

Alvaro Dias (PSDB-PR) apareceu em 32º, com mais cinco colegas. Teve 44 presenças e seis faltas injustificadas.

Veja aqui a lista do Congresso em Foco.

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Enviado por André Gonçalves, 29/07/15 12:26:19 PM

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O governador Beto Richa destoou ontem da cúpula do PSDB ao dizer que o partido não deve aderir à “pauta das ruas” e encampar as manifestações contra a presidente Dilma Rousseff em agosto. A movimentação obedece a um raciocínio lógico. E um sinal de que ele começou a lidar com a própria crise de uma forma mais cerebral que figadal.

Hoje mesmo, por exemplo, Richa vem sendo alvo de diversos protestos no Paraná, que colam o aniversário de 50 anos com os três meses da batalha do Centro Cívico. Durante todo tempo, Richa repetiu que essas manifestações foram infladas pelo PT, via Central Única dos Trabalhadores. Ou seja, que é alvo de uma concertação política e não de movimentos sociais autênticos.

Se é assim, não teria como defender que o PSDB fizesse a mesma coisa contra Dilma. Richa também demonstrou ponderação (dessa vez, alinhado ao tucanato) ao se posicionar contra a pauta-bomba de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) contra Dilma no Congresso.

Isso quer dizer que Richa virou “amigo” de Dilma? Claro que não. Mas pelo menos é uma pausa benéfica no jogo infantil do inimigo do meu inimigo é meu amigo.

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