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Enviado por admin, 24/07/12 5:26:00 PM

Professor! Por favor, eduque meu filho!

O tumulto da vida moderna, marcado pela falta de tempo e pela necessidade de homens e mulheres trabalharem, estimula o aumento da busca das famílias por delegar a educação de seus filhos para as escolas ou outras pessoas e instituições.

Nesse contexto, o conceito de educação vai além da transmissão de informações e conteúdos intelectuais, como priorizados na maioria das instituições educacionais. Fazemos referência a algo mais profundo e abrangente, que envolve a formação do caráter, de aspectos comportamentais e de valores pessoais, que são construídos ao longo dos primeiros anos de todo indivíduo e que, como comprova a psicologia, ecoam por toda a vida. Considerando esse sentido mais amplo de educação, percebemos as dificuldades das famílias e dos educadores nessa tarefa.

Mesmo em famílias equilibradas as dificuldades em educar desafiam diariamente quem está com essa responsabilidade. Afinal, os filhos não vêm com manual de instruções, e as variadas situações que ocorrem geram dúvidas e angústias. Nos casos de famílias desestruturadas, as dificuldades da criação se somam a outros problemas provocando impactos que vão refletir na criança.

Muitos professores acreditam que não cabe a eles o papel de educar, no sentido mais profundo mencionado. Esse posicionamento talvez possa ser justificado pela falta de preparo para essa tarefa nas formações docentes, em que pouca carga horária é destinada para capacitação sobre aspectos comportamentais, além da disciplina lecionada. Ao mesmo tempo, os educadores são bombardeados diariamente com os problemas sociais que ecoam em suas salas de aula. Exemplifico com o relato de uma diretora que atendeu uma mãe que dizia: “Eduquem o meu filho, porque eu não dou conta!”.

Delegar a educação dos filhos é um risco para a criança e para a sociedade. E esse risco precisa ser administrado com o estabelecimento de boas parcerias entre todos os envolvidos. Assim, requer o comprometimento mútuo e todos devem fazer a sua parte para o desenvolvimento pleno dessas crianças.

>> Este artigo foi escrito pela equipe da Associação Gente de Bem, instituição que desenvolve programas de educação integral para adolescentes, professores e famílias.

>> Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Siga o Instituto GRPCOM também no twitter: @institutogrpcom.

Stock photos/svilen001
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      Kamila | 25/07/2012 | 11:02

      Professor tem que dar exemplo sim, mas ele é apenas um professor. Não é psicólogo, psiquiatra, assistente social, pai, muito menos super humano (mesmo que às vezes pareça). Tem 40 alunos por turma em média e passa poucas horas semanais com cada turma. Além de ensinar uma disciplina (português, arte, geografia, etc) trabalhar, organizar, avaliar, recuperar... Ainda precisa educar em nome de pais negligentes? INDIGNANTE. Se as pessoas não querem educar, não coloquem fihos no mundo.

      Gláucia | 25/07/2012 | 10:54

      Uma professora de um colégio tradicional, religioso, tido como um dos melhores de Curitiba (e dos mais rigorosos), ouviu da mãe de um aluno que o aparelho seria usado quando ela quisesse, e que não era uma professorinha que ia mandar no filho dela. O pior é que o colégio não fez nada!! Se eu fosse diretora,diria para a mãe que se quisesse que o menino continuasse ali, que não poderia usar o celular durante o horário de aula! Imagina que pessoa essa mulher está criando...

      Kamila | 25/07/2012 | 10:49

      Concordo plenamente com o que a Laura colocou. A realidade é dura, gente. A tarefa de educar está sendo jogada para o professor que por sua vez não tem autonomia, pois os pais sempre defenderão seus filhos, mesmo que não tenham razão. Professores despreparados, mal remunerados, sobrecarregados, ainda precisam dar educação para os filhos daqueles que puseram essas crianças no mundo e estão jogando de volta como se não tivessem responsabilidade alguma sobre isso???

      Laura | 25/07/2012 | 09:52

      Antes mesmo de poder retomar a aula, os pais, avisados do fato pelos demais coleguinhas, já estão em contato com a direção, quando não com o próprio professor, através dos celulares dos amigos do filhos, exigindo que devolva o celular ao filhinho, sob pena de processo, boletim de ocorrência, etc. Muitos são os pais que, sabendo que seus filhos estão em horário de aula, ligam e mandam mensagens para os celulares de seus filhos. Por isso, acredito que educação vem de casa, a escola só complementa.

      Laura | 25/07/2012 | 09:49

      Como esperar que esse aluno respeite seu professor, se a própria mãe não respeita? E se o aluno não respeita o professor, como esperar que ele possa educar essa criança com eficiência? Os próprios pais contribuem para que esse trabalho não possa ser feito: com muita frequência, meu irmão relata que todas as crianças passam a aula toda brincado em seus smartphones e ai do professor que ousar confiscar o aparelho para devolução ao término das aulas.

      Laura | 25/07/2012 | 09:44

      Engraçado, os pais querem que a escola eduque seus filhos, mas quando essa o faz, aqueles são os primeiros a procurar a diretoria e acusar escola e professores de que estão manipulando e traumatizando seus filhinhos. Meu pai e meu irmão são professores e não são poucos os relatos de pais que invadem a escola furiosos porque o professor chamou a atenção do aluno ou o retirou de sala de aula após milhares de avisos. Já houve casos em que a mãe destratou o professor na frente de seu filho.

      Paulo | 25/07/2012 | 09:07

      Discordo quando se diz que o professor não pode educar (valores, etc) por falta de formação, ele participa ativamente na educação das crianças através de sua postura profissional e pessoal (através do exemplo); se o professor não for exemplo no dia a dia, não poderia ensinar "valores" na teoria.

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