Passei na UFPR e na USP estudando apenas com meu tablet - Bia Kunze – Garota sem Fio
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Passei na UFPR e na USP estudando apenas com meu tablet

Quem frequenta meu blog desde o início sabe que em 2017 eu usei exclusivamente meu tablet (um Galaxy Tab A6 com S Pen) e meu smartphone (Galaxy Note 5) para trabalhar e estudar. No final de 2016 decidi que cursaria uma nova graduação, Informática Biomédica. Por só haver 3 cursos em todo o país, em universidades públicas, não havia escapatória: teria que encarar a peneira do vestibular.

Terminei o ensino médio em 1992. Só de imaginar ter que estudar todo aquele conteúdo outra vez depois de tanto tempo senti um enorme desânimo. Mas como diz o ditado: aquilo que não tem remédio, remediado está. Portanto, decidi encarar.

Conheci algumas comunidades de estudantes no Instagram (os chamados “studygrams”), onde peguei as primeiras dicas de como começar. Comecei a me orgnaizar para estudar e descobri que havia materiais, apostilas e até cursinhos online. Me animei muito! Criei até um Instagram de estudos chamado @vestibulandaaos40 para manter a motivação e conhecer outros estudantes. E dar dicas de estudo com ajuda da tecnologia!

Com doença e incêndio, estudar se tornou uma válvula de escape. Na cama, em clínicas, hospitais, bastava ter meu tablet em mãos que eu continuava lendo, anotando, assistindo videoaulas e revisando todo o conteúdo estudado de forma muito prática e dinâmica.

O início foi um pouco penoso. Lia, sublinhava e fazia resumos que tomavam muito tempo e se provavam ineficientes. Levava uma surra nos testes. Mudei a estretágia: enxuguei os resumos, que passei a salvar no Evernote, investi em mapas mentais envolvendo todas as aulas de uma subárea. Por exemplo, em biologia, pegava todas as aulas de bioquímica criando um único mapa mental. Também passei fazer resumos no estilo “linha do tempo” dos grandes tópicos em história, para entender melhor os fatos e seus contextos. Agendando no próprio Evernote os alarmes de cada próxima data de revisão. Começou a dar certo.

Ainda assim, não bastava aprender nem fazer testes. Era preciso ser proficiente nos assuntos, já que a concorrência no vestibular não é fácil. Junto com as revisões, passei a usar flashcards e tomar de mim mesma os conteúdos mais difíceis regularmente. Também de forma digital, claro: instalei um app de Anki em meu smartphone. Assim, fazia exercícios de memorização até no ônibus.

Tive muitos problemas em 2017. As coisas não saíram como eu queria e só venci cerca de 60% do conteúdo do vestibular e do Enem. A poucos dias do vestibular da UFPR, tive uma crise de asma e precisei ser atendida de emergência em casa. Já estava dormindo lá, em um colchão que ficava no chão, e havia muita poeira de obra.

Sinceramente, quase não fui fazer a prova. Já havia me conformado que meu plano original se estendeu para um projeto de 2 anos. Mas levantei a cabeça e fui, consciente que deveria dar o melhor de mim. Fui surpreendente bem e me animei. Aliás, nunca tive o raciocínio tão veloz e a disposição tão presente quanto nos dias de prova. Mérito de Dave Asprey, que também será assunto aqui no blog para um post futuro. Passei para a segunda fase. Também fiz o Enem.

Para concluir, consegui o segundo lugar no curso de Informática Biomédica da UFPR pelo vestibular e o primeiro do curso na USP pelo Sisu. Teria nota também para o primeiro lugar no curso da UFCSPA de Porto Alegre. Ou seja, os 3 do país. E sabe o que é mais incrível? Não venci todos os tópicos do edital, mas memorizei MESMO todo o conteúdo que estudei!

Aprendi com isso tudo que a internet é a melhor ação afirmativa para acesso à Universidade. No meu primeiro vestibular, no início dos anos 90, ou se fazia um ótimo cursinhos ou se desisitia do sonho. Não é à toa que no meu Instagram conheci uma pluralidade de gente atrás do seu objetivo: gente pobre, rica, que trabalha o dia todo, mãe e pais de família, gente de 30, 40 e até 50 anos desejando fazer um curso superior. E o segredo não é se matar de estudar: é estudar com inteligência, objetivando o domínio dos assuntos.

Só comprova o que sempre falo aqui no blog: com um celular e uma conexão, você pode qualquer coisa! E vou ensinar todos os segredos ao longo de 2018 para vocês.