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Enviado por admin, 12/04/12 2:21:00 AM

Em 1ª mão: Curitiba terá sistema de aluguel de bicicletas dotado de GPS

Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike
Modelo de bicicleta de aluguel de Curitiba: eixo de transmissão no lugar de correntes e GPS.

Após quase cinco anos de total abandono e três tentativas frustradas, Curitiba finalmente conseguiu licitar os bicicletários que fazem parte do mobiliário urbano da cidade. A grande novidade, porém, é que a empresa vencedora da licitação, Bicicletaria.Net, irá implantar o aluguel de bicicletas com uma frota inicial de 300 unidades equipadas com sistema de geolocalização (GPS). O serviço deve começar a funcionar apenas no segundo semestre deste ano.

A empresa que irá assumir os bicicletários do Centro Cívico, Jardim Botânico e São Lorenço, construídos desde 2007 e até então sem uso, anunciou ontem, durante o 2º Fórum Curitiba de Trânsito, o projeto de utilização dos espaços, que prevê a implantação de um sistema integrado que permitirá a retirada da bicicleta em um ponto e a devolução em outro.

As bicicletas terão transmissão por eixo cardin ao invés de corrente. O projeto foi desenvolvido pelo empresário Rafael Milani, ex-aluno da UTFPR.

Divulgação/Bicicletaria.net
Sistema de aluguel de bicicletas de Curitiba será dotado de GPS.

Inicialmente, a empresa prevê 50 bikes por bicicletário. Mas a ideia é também viabilizar a assinatura da permissão para outros três pontos licitados – Santa Quitéria, e terminais do Carmo e do Pinheirinho –, já que o grupo vencedor da licitação do uso desses outros três lugares desistiu da assinatura dos contratos. A Bicicletaria.Net poderá assumir a gestão desses outros três se cobrir o lance vencedor, conforme prevê a Lei de Licitações, já que as empresas vencedoras desistiram do contrato. “Gostaríamos de ter, pelo menos inicialmente, esses seis bicicletários porque a ideia é que eles operem de forma integrada. O usuário poderá retirar e devolver a bicicleta em qualquer ponto da rede”, explica o empresário Rafael Milani Medeiros, da Bicicletaria.Net.

Danilo Herek/Cicloativismo.com
Bicicleta terá transmissão por eixo cardin ao invés de corrente.

Para acessar o serviço, o usuário terá de pagar mensalmente um valor ainda não definido, entre R$ 15 e R$ 25, para o uso diário de cerca de uma hora. “O preço ainda não foi estabelecido porque tudo vai depender dos patrocinadores que teremos. Queremos cobrar o valor mais acessível ao usuário e podemos chegar até a gratuidade, dependendo do que conseguirmos de anunciantes. Queremos fazer o equipamento rodar, incentivando o uso da bicicleta e gerando mídia espontânea para empresas interessadas no projeto”, explica Milani.

Divulgação/Bicicletaria.net
Pontos previstos para o sistema integrado.

Além de o usuário ter de deixar uma caução para a empresa, como garantia de que a bicicleta será devolvida, as bikes terão GPS, por isso será possível rastreá-las. Milani explica que as pessoas que vivem ou trabalham nas proximidades dos bicicletários serão as mais beneficiadas. Isso porque, a ideia é que o usuário pegue a bike em um ponto conveniado e devolva, em seguida, no outro. “Estudamos outras formas de uso, como cobrança por diária e cobrança diferenciada para quem precisa deixar a bike estacionada em outro lugar enquanto trabalha”, exemplifica.

Para os bicicletários que funcionarão próximos dos terminais, se a empresa obtiver a permissão, a ideia é fazer uma combinação de uso da bicicleta associada ao BRT (Bus Rapid Transit), o que quer dizer que a pessoa iria de casa ao terminal (e vice-versa) de bike e só no terminal pegaria o ônibus para outros lugares, dispensando, assim, os ônibus alimentadores. Além de alugar, os bicicletários deverão servir de estacionamento, oferecer serviço de manutenção e comercializar peças e equipamentos.

Divulgação/Bicicletaria.net
Bicicletários poderão ser integrados a outros pontos da cidade para retirada e devolução das bicicletas.

Um estudo realizado na Universidade de Berkeley contabilizou 125 cidades no mundo com sistemas de aluguel de bicicleta em operação em 2010, o dobro de sistemas da medição anterior realizada dois anos antes. Londres, Paris, Buenos Aires, Hangzhou, Washington, entre tantas outras, lançaram seus sistemas. No Brasil, desde 2008, Rio de Janeiro, Blumenau, São Paulo, Petrolina, João Pessoa, Toledo, São Paulo e Sorocaba são as cidades que até o ano corrente lançaram iniciativas para ter em suas ruas as bicicletas de uso compartilhado.

Este é um espaço público de debate de idéias. A Gazeta do Povo não se responsabiliza pelos artigos e comentários aqui colocados pelos autores e usuários do blog. O conteúdo das mensagens é de única e exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.
      • NOTÍCIAS MAIS COMENTADAS
      • QUEM MAIS COMENTOU
      Paulo Viégas | 21/04/2012 | 22:31

      E quando vai ter em Santa Felicidade? Tem uma ciclovia novinha aqui na Toaldo Tulio e a antiga, que liga a Toaldo Tulio ao parque Barigui..

      Ronald Niculitcheff | 20/04/2012 | 16:39

      Não é eixo "cardin". É cardan.

      adriano | 18/04/2012 | 08:32

      Achei excelente a iniciativa, só estão meio altos esses valores, se não for algo incentivado pela prefeitura, dificilmente vai "pegar". Quando a quem falou que a cidade não tem infra estrutura para se andar de bike, eu a cada dia pedalando pela cidade vejo que isso é mais uma desculpa, as ruas estão ai, o ciclista tem todo o direito de andar em qualquer via. Todo dia eu vejo mais e mais pessoas andando em ruas do centro, Emiliano Perneta, Brigadeiro, etc. Peguem suas bikes a andem, simples.

      Luiz | 16/04/2012 | 16:34

      Durval Tabach eu acredito que o GPS nao é pra vc utilizar pra nao se perder como é utilizando em um veiculo, é um sistema que permite a empresa que oferece o serviço monitorar e saber aonde estão as bikes para evitar furtos. Entendeu?

      Ricardo_ | 16/04/2012 | 15:55

      "Quanto custa fazer uso do ar alheio para benefício privado?" É uma das coisas mais sem noção que eu ouvi na vida! Vai querer cobrar dos paraquedistas também? Menhazarma...

      Mauricio Aguiar | 16/04/2012 | 11:33

      Precisamos de pontos para retirada e devolução de bicicletas na região central também, para que as pessoas possam retirar uma bicicleta perto de casa e devolver num ponto perto do trabalho, e vice-e-versa. É sim assim em cidades como Montreal, onde não há ciclovia (os motoristas são obrigados a compartilhar as vias com ciclistas) e existem pontos de bicicleta em quase todas as esquinas.

      Ivan | 16/04/2012 | 08:56

      ta tudo muito bom, tudo muito bem, mas aonde as pessoas vão poder andar de bicicleta? nas canaletas? na rua? na calçada junto com o pedestre? é uma pena que Curitiba tb priorize o carro ao ônibus e a bike. A gente só vê obra grande para os carros. Isso, na minha opinião, é mais um incentivo para as pessoas usarem carros. Se houvesse um planejamento e investimento para o sistema de bicicletas aposto que esse modal daria e muito certo.

      Thiago Medeiros | 15/04/2012 | 22:19

      O interessante deste modelo é não ter que se preocupar onde deixar a bicicleta, coisa que com bicicleta própria sempre será um problema. Mas se vai dar certo, só o tempo dirá.

      Evandro Diniz | 13/04/2012 | 16:38

      Olá pessoas, Quanto a iniciativa... ótima... temos que começar pelo começo mesmo... depois.. vamos melhorando... Na minha opinião a cidade de Curitiba NÃO possui infra-estrutura para o trânsito de bicicletas... fato... infelizmente. E quando ao valor do aluguel, acredito que o pessoal está interpretando mal a informação. O valor é MENSAL de R$25,00, para usar uma hora por dia. Exemplo, se usarmos 1 hr por dia durante 25 dias, seria em média R$1,00 por dia.... Blz? Ótimo blog.... T+

      bicicletaria.net | 13/04/2012 | 13:39

      Agradeço o apoio recebido da Gazeta do Povo em especial deste blog, não só ao projeto, mas à causa da ciclomobilidade em Curitiba. Informamos que o modelo de cobrança está em modelagem e que o interesse da empresa é que as pessoas andem pelo menor preço possível, com o máximo conforto e segurança e que as bicicletas sirvam ao maior número de pessoas e quilometragem possível. Dependendo dos aportes de recursos poderemos, inclusive, oferecer o serviço de forma gratuita. É assim no mundo todo.

      Guilherme Appolinário | 13/04/2012 | 13:39

      Boa iniciativa. Me desloco de bicicleta própria mas certamente experimentarei esse sistema. Sobre suposto valor alto: vocês percebem que seria de R$ 15 a R$ 25 por mês? Isto é aceitavel, ainda mais para serviço em instalação. Em Londres, onde o serviço similar leva o nome de Barclays Cycle Hire (O banco Barclays patrocina) o custo mensal aproximado é de R$ 60. Uma sugestão que eu daria e que toda amiga ciclista ou que tem vontades de pedalar é: disponibilizem bikes com cestinha!

      Victor Hugo Domingues | 13/04/2012 | 13:11

      Não quero ser pessimista, mas cobrar de R$ 15,00 a R$ 25,00/mês, para andar 1 hora de bike por dia, é enterrar o projeto de ciclomobilidade em Curitiba. Os maiores emissores de CO2 é que deveriam bancar o projeto. Quanto custa fazer uso do ar alheio para benefício privado? Em Cascais, Portugal, numa crise danada o custo é zero! basta deixar um documento no guichê e pedal!

      Durval Tabach (SP) | 13/04/2012 | 11:46

      Durval Tabach ‎"Dotado de GPS". Mas são uns frescos! Não podia ser igual a todo mundo? :) Só uma correção na reportagem, que cita São Paulo como já oferecendo o serviço. Ainda não tem. Parece que os bancos Itaú (que banca o sistema no Rio) e Bradesco estão querendo implantar, mas por enquanto, nada.

      Rodrigo Zanardini | 13/04/2012 | 11:26

      Super legal a iniciativa privada! O governo licitou, mas a empresa Bicicletaria.net é quem se mostrou preparada e apresentou um prijeto bacana! Os preços ainda estão indefinidos, mas de 15 a 25 pila por "uso diário de cerca de uma hora" (que na verdade está meio dúbio) é um valor muito alto. A prefeitura tem que subsidiar o projeto para que fique barato. Sei que é um ato pela conscientizazão ecológica, por um trânsito mais social e sustentável, mas neste preço muita gente vai preferir ir de TAXI

      Fábio Pontes | 13/04/2012 | 09:30

      Finalmente! Ótima iniciativa, parabéns!

      Eduardo | 13/04/2012 | 01:54

      So falta ciclo faixas agora, quantas pessoas irao morrer?

      Fernando | 12/04/2012 | 21:06

      Muito boa a iniciativa, tomara que dê tudo certo e que tenham muitos pontos para retirar sua bicicleta.

      arvorosa | 12/04/2012 | 20:10

      Uma grande iniciativa do Rafael e do Lucas, mostrando que as bicicletas são sim uma possibilidade para o transito nos grandes centros. A prefeitura de Curitiba bem que poderia apoiar esta idéia de forma mais efetiva, ao invés de somente cobrar a taxa de permissão de uso dos bicicletários;

      Cassiano | 12/04/2012 | 15:59

      QUE LEGAL!

      Jhansen | 12/04/2012 | 15:44

      Saiu errado, né. Acho que o deve ser "bicicletaria.net".

      alexandre | 12/04/2012 | 14:29

      No rio de janeiro já existe isso a muito tempo.

      ROBERTO PORTUGAL | 12/04/2012 | 11:40

      Projeto é muito bom porém o valor sugerido considero muito elevado. Entendo que o objetivo é atender todas as classes sociais. Com a obtenção de vários patrocinadores imagino que se consigam reduzir o valor para o usuário. Espero que sigam em frente !!!

      Guilherme Caldas | 12/04/2012 | 11:05

      Terá Curitiba, a vanguarda da retaguarda, finalmente acordado? Vamos torcer para que sim. Parabéns ao Rafael pelo espírito empreendedor. Terá em mim um cliente fiel.

      Luiz C. Segantini | 12/04/2012 | 10:07

      O sistema curitibano será um dos primeiros sistemas do mundo que utiliza GPS? Nao é verdade, Vancouver utiliza desde de 2009 e há outros lugares no mundo que já utilizam isso. http://pricetags.wordpress.com/2009/05/13/bixi-cest-la/

      Dizaro | 12/04/2012 | 09:31

      Super legal essa iniciativa. Só espero que o cidadão saiba aproveitar essa oportunidade. Parabés pela matéria =)

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