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Lutador inglês do UFC explica apoio a Bolsonaro: “Vi que o PT não é do bem”

Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução/Instagram

O celular e as redes sociais do inglês Darren Till foram inundados por mensagens de brasileiros no último sábado (2). A chuva de notificações, no entanto, não era composta apenas de elogios pela atuação dominante contra o sérvio Bojan Velickovic, sua terceira vitória no UFC.

Com potencial para ser a próxima estrela britânica do Ultimate, o lutador 24 anos também recebeu muito apoio pela surpreendente declaração contra Lula e a favor de Jair Bolsonaro durante entrevista ao vivo no octógono.

Till, que voltou a morar em Liverpool há poucos meses depois de quatro anos em Balneário Camboriú-SC, contou ao blog — em bom português — por que decidiu se manifestar sobre a política brasileira.

“Desde que fui para o Brasil [em 2013] sempre me interessei por política. Perguntava para meu mestre [Marcelo Brigadeiro, da Astra Fight Team] como estava a situação [do país] e também procurava me informar sobre as coisas. Vi que muita gente [da minha convivência] queria o Bolsonaro [na presidência] por que o PT e a Dilma não eram do bem, roubaram muito do povo”, diz o atleta, consciente da repercussão de seu posicionamento.

“Dá aquela motivação a mais saber que até no exterior tem apoio [para o Bolsonaro], um inglês falando do Brasil. Se é um brasileiro fala, não tem tanto impacto”, completa.

Apesar do apoio recente de lutadores como Paulo Borrrachinha e Fábio Maldonado, o meio-médio (até 77 kg) não acredita que o polêmico deputado federal pelo Rio de Janeiro tenha o apoio geral da classe. Para ele, a questão é estritamente pessoal.

“Todo mundo tem sua opinião. Se você procura ver o que está acontecendo, você tem sua opinião sobre o assunto. Quem quer apoiar a Dilma, o Lula, tudo bem. É preciso respeitar. Eu me considero mais um que tem sua ideia própria”, explica.

De acordo com Brigadeiro, um ferrenho defensor de Bolsonaro, o interesse de Till pela política nacional começou por causa de seus debates na internet sobre o assunto. Aos poucos, o inglês foi moldando sua própria ideia.

“Ele começou a entender o porquê de tanta polarização na internet e passou a ser admirador do Bolsonaro. Eu tive uma influência inicial com certeza, mas ele tomou a posição dele. Ele está mais preocupado com a política brasileira do que muitos brasileiro. Isso é louvável”, elogia o técnico de MMA.

Melhor do mundo

Com histórico no muay thai e kickboxing, o inglês chegou ao Brasil em 2013 para focar somente na luta. Treinando na Astra Fight Team, ele fez suas 12 primeiras lutas profissionais de MMA — e venceu todas. Dois anos depois, foi contratado pelo UFC, onde acumula três triunfos e um empate.

“Eu iria ficar seis meses, mas gostei muito da galera e foram quatro anos. Comecei a namorar uma menina e ela ficou grávida rápido. Acabei fazendo minha vida no Brasil”, conta o pai de Scarlett Isabella, de três anos.

“Agradeço muito ao Marcelo Brigadeiro. Sem ele, não estaria na situação que estou agora. Eu fui para outro país, longe da família, sem dinheiro, batalhando por um sonho. Tive que fechar a boca e treinar”, reforça Till.

De volta a Liverpool para treinar com seu antigo mestre da Team Kaobon, Colin Heron, o especialista em muay thai não esconde seu objetivo ousado.

“Quero ser o melhor de todos os tempos”, avisa o inglês, que tem sido comparado ao irlandês Conor McGregor.

“Muita gente fala isso. E acho que lutamos igual, mas não me inspiro em ninguém. Sou confiante e desde o início falei que seria o melhor na luta. Acredito nisso”, fecha o invicto lutador, que pretende dividir seu tempo entre Camboriú e Liverpool.