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Torcida do Atlético protesta na Praça Afonso Botelho. Reprodução Internet
Torcida do Atlético protesta na Praça Afonso Botelho. Reprodução Internet| Foto:

O Corinthians próximo da taça do Brasileirão vem aí, o Atlético ainda alimenta um sonho de Libertadores, mas há outro tema do duelo, fora do gramado, que suscita polêmica. Mais uma vez, parte da torcida rubro-negra promete ficar fora da Arena durante o jogo, em protesto na praça Afonso Botelho.

A atitude, naturalmente, levantou questionamentos e revelou posições antagônicas. Há quem pense que os 90 minutos em campo são sagrados e, ao longo dos dois tempos, os torcedores devem esquecer de tudo. E, claro, há quem defenda a renúncia.

Fico com a segunda posição. Acho absolutamente aceitável a forma encontrada pelos atleticanos para protestar. Para os descontentes, há uma causa maior, que não se resume ao resultado de um confronto específico. O cenário é mais abrangente.

Está em discussão o “clima” nas arquibancadas do Joaquim Américo. Outrora um dos estádios mais temidos do país, a versão pós-Copa da casa rubro-negra lembra, atualmente, uma arena americana, de NBA etc. Absolutamente inofensiva, como parque para crianças.

E aí, cabe destacar, não faço uma defesa das torcidas organizadas. Nem aos Fanáticos, em especial e, obviamente, não estou maneirando com os violentos. Mas uma constatação. Falta na Baixada bandeira, faixa, bateria, enfim, tudo aquilo que, normalmente, são as facções que oferecem.

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Cabe ressaltar, ainda, que o Furacão vive, há tempos, na zona da pasmaceira na disputa. Tem chances remotas de descenso e não mostra consistência, nem grande vontade, de voltar à Libertadores. Portanto, o argumento de que o time precisa da galera pode ser relativizado.

Vale também sempre lembrar que, curiosamente, a atual diretoria do clube, que estabeleceu recentemente uma série de restrições aos organizados, é exatamente a mesma que se abraçou com os Fanáticos para vencer a eleição, em 2015. Mesmo após a selvageria de Joinville, em 2013.

Protesto que incomoda

Voltando ao protesto, afirmar que “os 90 minutos são sagrados” soa, pra mim, pelo menos, como aquele papo de que protesto, de uma forma geral, só deveria ser feito no domingo, em praça, para que não “atrapalhe” ninguém. Ora, sem incomodar, sem chamar atenção, não é protesto.

No mais, quem preferir entrar na Arena para a partida com o Corinthians também está no seu direito. Não é mais, nem menos, atleticano que os demais. Também não significa que não esteja preocupado com a relação entre torcida e diretoria.

No fim das contas, trata-se, apenas, de uma questão de livre manifestação.

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