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Enviado por admin, 19/08/12 7:30:00 AM

Neymar e a galinha-morta

No período de escabrosa e desenfreada propaganda enganosa (por conta das eleições), o professor Afronsius ficou satisfeito com o que viu, aleatoriamente, na rua: duas peças publicitárias.
- Breves, simpáticas, agradáveis. Trabalho que confirma por que a publicidade brasileira já foi considerada uma das melhores do mundo.
Natureza Morta, parceiro do dedo de prosa junto à cerca (viva) da mansão da Vila Piroquinha, concordou:
- Dos antigos reclames às sofisticadas peças de hoje, a publicidade brasileira é uma passarela para o talento criador. Talvez você não compre o produto, mas vai parar para ver.

Meia, mas só do tipo social

Num cartaz, o rosto do jogador e a frase: Neymar agora é meia. Professor Afronsius, embora seja corintiano como o Oscar Aranha, o do Bar VIP, foi fisgado.
E ficou sabendo que o jogador virou garoto-propaganda da Lupo, que, como se sabe, produz meias e outras roupas íntimas.
Detalhe: Neymar não poderá usar meias destinadas a práticas esportivas da Lupo. Seu principal contrato é com a Nike. Para não trombar com a empresa norte-americana de artigos esportivos, a Lupo se comprometeu a vincular a imagem de Neymar apenas a meias do tipo social. Além de cuecas.
De qualquer modo, o jogador assinou contrato até o final de 2014 – um negócio de R$ 4 milhões.

Em campo, o lucro inesperado

O outro “anúncio” utiliza o desenho da cabeça de uma galinha muito simpática. E o título “Galinha-morta”. De cara, desconcerta o espectador. Por nossas bandas, galinha-morta é sinônimo de pão com banha, ou seja, algo ou alguém sem sal, que não fede nem cheira.
Galinha-morta, no entanto, significa pechincha: grande conveniência ou vantagem – lucro inesperado – qualquer coisa muito barata. Por isso foi utilizado na propaganda, que trata da realização de um feirão de carros usados. Ou seminovos, como os vendedores preferem. Mas também quer dizer indivíduo apático, covarde.

Galo, galipão e os franceses

Aproveitando, o solitário da Vila Piroquinha, lembrou que, numa incursão ao dicionário, você encontra, além de galinha-morta, galipão: automóvel velho, ou de modelo antiquado, calhambeque. Ou ainda galinicultor: criador de galináceos. Ou galinicultora – criação de galináceos.
Sem esquecer galo-branco: peixe teleóstero, percomofo, carangídeo (peixe de profundidade); galo-das-trevas: candelabro triangular, com 13 velas; galofilia e galófobo, que nos remetem a francófobo, de ou indivíduo hostil à França e aos franceses – ao contrário de francófilo, amigo da França e, por supuesto, dos franceses. Galo é o (simático) símbolo daquele país.
Mesmo quando no peito do Zidane.

ENQUANTO ISSO…


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