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Enviado por Marcio Antonio Campos, 26/06/12 12:54:00 PM

Concordismo: a palavra é boa; as ideias, nem tanto

Leitores antigos do blog já sabem que não gosto do termo “acomodacionismo” para descrever os que defendem a harmonia entre ciência e religião. A palavra dá um tom de coisa forçada, como se estivéssemos tentando fazer passar um quadrado de borracha num buraco redondo: amassando aqui, cortando lá, acaba encaixando. Ou como se fosse uma mera questão de tolerância. Então, quando vi no site da Fundação BioLogos um texto sobre “concordismo”, fiquei animado com o termo, mas a leitura me mostrou que desperdiçaram a palavra com outro tipo de ideia.

No texto, Ted Davis explica que o termo “concordismo” já está por aí faz muito tempo. Ele descreve um tipo específico de harmonia: entre o relato do Gênesis e o registro geológico/fóssil. Até aí estamos bem. O problema é que o concordismo é, na verdade, uma variante do criacionismo de Terra antiga, também chamada de “criação progressiva”. Na sequência, Davis descreve quais são os principais fundamentos do concordismo.

Os dois primeiros são perfeitos: tanto a Bíblia quanto a ciência são fontes confiáveis sobre a história da origem do mundo. Sendo Deus o autor da Escritura e da natureza, elas não têm como estar em contradição, quando interpretadas corretamente. Isso significa aceitar sem problemas todas as descobertas da Astronomia e da Geologia que ajudam a entender como o universo e a Terra surgiram.

Reprodução
Ilustração de Charles R. Knight mostrando um brontossauro (1897): para alguns concordistas, aí estão seres que existiram antes da criação descrita no Gênesis.

Já o terceiro princípio ajuda a desfazer uma confusão infelizmente muito comum: o fato é que a Bíblia não diz a idade da Terra. Sim, temos o famoso cálculo do anglicano Ussher, mas a base bíblica é insuficiente, não importa o que digam os criacionistas de Terra jovem. Aqui é que os concordistas começam a se dividir. A maioria deles, atualmente (um exemplo, citado por Davis, é a turma do Reasons to Believe), adota a teoria de que os “dias” da criação descritos no Gênesis são eras de longuíssima duração. No entanto, conta Davis, até os anos 70 do século passado havia uma outra corrente, para a qual os dias da criação até eram literais, mas antes deles teria havido todo um passado para o mundo. Deus teria feito uma primeira criação, que durou um período indefinido. Após destruí-la, resolveu “refazer” a Terra há mais ou menos uns 6 mil anos, e é esse processo que está descrito a partir do versículo 3 do primeiro capítulo do Gênesis. Fósseis, portanto, seriam resquícios daquela primeira criação. As espécies atuais, para os concordistas, não seriam fruto de processos evolutivos, mas teriam sido criadas diretamente (e separadamente) por Deus. Só para deixar claro, obviamente eu não tenho como aceitar esse tipo de ideia.

O quarto princípio concordista está ligado ao Dilúvio. Para os que defendem esse ponto de vista, o Dilúvio efetivamente ocorreu, mas não tem absolutamente nada a ver com fósseis. Aqui fica evidente a rejeição à chamada “Geologia do Dilúvio” defendida por criacionistas de Terra jovem. Davis diz que muitos concordistas acreditam inclusive em um evento local, ocorrido em algum ponto do Oriente Médio, mas no fundo o alcance do Dilúvio pouco importa, para o concordismo; o fundamental é aceitar a coluna geológica padrão.

Em resumo, o concordismo como descrito por Ted Davis não é algo com que eu possa concordar. É melhor que um criacionismo de Terra jovem? Sem dúvida que é, inclusive porque elimina o “Deus enganador” que cria um mundo há 6 mil anos mas o faz parecer ser bem mais antigo, como se estivesse passando um trote na humanidade. Mas, ao buscar harmonizar o relato bíblico apenas com o que dizem a Astronomia e a Geologia, a conciliação fica imperfeita ao não incorporar também as descobertas da Biologia e outras ciências, que oferecem explicações melhores para a diversidade da vida na Terra.

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Prêmio Top Blog 2012
Demorou um pouco mais que nos anos anteriores, mas este ano vai ter Top Blog de novo. O Tubo de Ensaio venceu em 2010 e 2011 na categoria “religião / blogs profissionais / voto popular”, e conta de novo com o apoio dos leitores para chegar ao tricampeonato. A votação da primeira fase, no entanto, começa só em 14 de julho.

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      Miguel Carqueija | 07/07/2012 | 14:27

      Só para lembrar que um dos maiores sábios da atualidade, Francis Collins, gerenciador do Projeto genoma, é explicitamente crente. Uma multidão imensa de cientistas nunca viu incompatibilidade entre Ciência e Fé. E, Ronald, não sei de onde você tirou esse coelhinho mas, como so deuses do Olimpo, o Curupira e o Boitatá. ele ocuparia lugar no espaço, seria um ser limitado, o que não se dá com Deus que não é feito de partes e não possui forma.

      Ronald Rahal | 03/07/2012 | 15:02

      É a questão à qual os crentes se agarram, já que se tudo é causa-efeito na natureza, como o Big Bang poderia surgir sem uma causa? Claro só pode ser Deus, e tudo estaria explicado. Mas estes físicos alegam que o Universo é eterno, cíclico o que dispensaria um criador. Claro que os religiosos ainda continuariam apegando-se a ideia que mesmo que ele seja eterno, é preciso a ação de um criador para existir, o que tudo explicaria. E continuarão a isso se apegando até o fim da humanidade na Terra. H

      Ronald Rahal | 03/07/2012 | 15:01

      O título é contraditório já que o “antes” não poderia existir, pois o espaço-tempo começou com ele. Na verdade uma nova geração de físicos, entre eles o brasileiro Mario Novello, postula de que o Big Bang não foi o começo, mas apenas uma “fase” entre dois universos. E ai vai desde buracos negros que geram universos, até o nada, cujo conceito difere do que entendemos por nada. Talvez um nada composto de energia como afirma Michio Kaku. G

      Ronald Rahal | 03/07/2012 | 15:00

      secreto subjacente na Bíblia, habilmente omitido por Lennox. E em várias passagens dos seus discursos demonstra um preconceito velado contra outras religiões escondendo-se no argumento de que “não pode responder pelas outras”, mas como uma espécie de Papa protestante, responder pelo cristianismo que nada mais é do que o próprio Paraíso transportado para a Terra. Aproveito para informar que o novo canal HD da BBC está exibindo O que havia antes do Big Bang. F

      Ronald Rahal | 03/07/2012 | 14:59

      por exigir evidências. Alegar, a partir destas afirmações que Lennox é dotado de uma lógica impecável e supera de longe todos os atuais pensadores e pesquisadores é extrapolação excessiva ou deslumbramento dos acólitos. Utilizou Newton como aquele que procurava entender a natureza como uma obra divina, como exemplo do que todo cientista deveria fazer hoje. Só que talvez esse aspecto se perdesse entre outras das suas esquisitices, como a alquimia, astrologia e a procura de um código secreto...E

      Ronald Rahal | 03/07/2012 | 14:57

      para todos os mistérios do Universo”. Ora se Deus é como o amor, como poderia ser avaliada pelo método cientifico que ele mesmo condena, por apenas responder parte “da verdade”? Como saber o que Deus pretende, como pensa ou age em seu “trabalho”? E ai esse d(D)eus tanto poderia ser o que ele imagina como o meu coelhinho cor-de-rosa. Chega ao extremo de considerar o ateísmo uma religião. Uma religião, creio eu, diferente da dele, que não tem fé em deuses, culto ao sobrenatural e que peca por...D

      Ronald Rahal | 03/07/2012 | 14:55

      Em outra parte, dando a entender que a Ciência era “restrita na sua busca pela verdade” citou como exemplo a impossibilidade de mensurar o amor da esposa de Dawkins, no que este respondeu que a Ciência se basearia em evidências para opinar sobre isso. No que foi aplaudido mais uma vez. Foi uma contradição de Lennox, já que mais a frente, diz que a ciência deveria ser Supranatural, de modo que “Deus” deveria ser incluído em todas as teorias cientificas. Uma espécie de “explicação última para...C

      Ronald Rahal | 03/07/2012 | 14:53

      do Universo. Ou seja, poderia ser considerada como uma teoria cientifica e alternativa à descrição da Terra. Dawkins respondeu que quem a escreveu não fez previsão alguma já que só tinha duas opções: ou o universo era criado ou era eterno. Se fosse eterno dispensaria um criador, portanto era melhor dizer que era criado, para justificar um criador. Foi apenas um chutômetro. A plateia não só riu do que Lennox disse como aplaudiu a resposta de Dawkins.B

      Ronald Rahal | 03/07/2012 | 14:52

      Para os leitores que não tiveram condições ou paciência de ver o debate Dawkins/Lennox – se é que foi um – tratou-se do primeiro explicar-se sobre algumas críticas à religião no seu livro Deus Um Delírio, enquanto o sr. Lennox rebatia com discursos preparados com apologética cristã, típicas de um pregador, que como eu, morador de São Paulo, já vi muitos na Praça da Sé. O ponto alto, no meu entender, foi quando Lennox diz que a Bíblia é “falseável e faz previsões” como no caso da “criação” do..A

      Ronald Rahal | 02/07/2012 | 15:23

      Quanto a Lennox, que gostaria de ter como amigo, assim como ao padre Coyne, mistura religião com Ciência, utilizando jargões científicos para expressar suas idiossicrasias. Ele como todos os demais apologistas, enxergam o que querem enxergar, e pelo debate não me convenceu um momento sequer da existência de Deus. E como diz Dawkins a religião nos ensina a não pensar, a não questionar, somente a aceitar. Este mundo não é o meu. Um abraço.

      Ronald Rahal | 02/07/2012 | 15:16

      Sr. DR, apesar de pressupor que d(D)eus é "algo" que nos "escapa", talvez até uma força que permeia o Universo, e é até anterior a ele, e como bem disse foge ao conceito antropormófico,apesar das "qualidades" terrenas que lhe imputou, não é necessário para explicar a origem do Universo. Não se trata, como disse ao amigo Carqueija, questão de desconsiderá-lo a priori, mas uma justificativa dispensável, já que nada explica. A

      D. R. | 30/06/2012 | 19:57

      ... Seja lá o que for, parece que realmente há mais mistérios entre o Céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia. Pensar nisso me dá medo; mas, mesmo sendo estranho e parecendo loucura, esse pensamento não deixa de ser uma alternativa mais lógica e racional do que acreditar que o universo, a vida e a consciência surgiram do nada absoluto ou de uma energia ou partícula primordial eterna sem inteligência, poder ou vontade!

      D. R. | 30/06/2012 | 19:51

      ... Assim penso: Será que nosso cérebro, ao longo da evolução, criou tais entidades abstratas; ou foi justamente o contrário: tais entes divinos (de um mundo espiritual) nos criaram para habitar em nós? Nós criamos o amor ou o Amor nos criou? Deus é amor ou Deus é o AMOR? Deus é infinitamente sábio ou é a própria SABEDORIA? Deus é infinitamente poderoso ou é o próprio PODER? Deus é infinito ou Deus é o INFINITO? Ou, então, é algo totalmente INEFÁVEL E MISTERIOSO? Eis a questão!

      D. R. | 30/06/2012 | 19:34

      ... a Bíblia insinua muitas vezes, quando diz que: - "NO PRINCÍPIO ERA O VERBO (ou LOGOS) E O VERBO ESTAVA COM DEUS E O VERBO ERA DEUS"; ou quando diz que "DEUS NÃO HABITA EM TEMPLOS FEITOS PELA MÃO DO HOMEM, MAS NO CORAÇÃO DO HOMEM QUE É TEMPLO DE DEUS"; ou quando diz que "AQUELE QUE NÃO AMA NÃO CONHECEU A DEUS, POIS DEUS É AMOR"; ou ainda quando afirma que "ONDE ESTÁ O AMOR AÍ ESTÁ DEUS, PORQUE DEUS É AMOR", outras passagens sugere que Jesus é a própria SABEDORIA, etc. Muito estranho, não!?...

      D. R. | 30/06/2012 | 19:22

      ... ainda mais, num mundo físico, matemático e lógico como o nosso. Acredito que a existência de Deus só é possível numa realidade totalmente diferente da nossa, um mundo onde entes eternos (reais ou abstratos) seja algo normal e não algo absurdo; e que Deus seja algo simples (como especula Craig) formado por uma ou mais substâncias divinas eternas, algo como o amor, o poder, a razão ou o Logos dos filósofos gregos, etc. Isso é apenas especulação minha; mas, estranhamente, parece que é o que ...

      D. R. | 30/06/2012 | 19:09

      Quanto à origem de Deus, concordo com o Miguel. Primeiro que, quanto à origem do universo, os crentes sempre vão um passo além dos ateus; já que podem afirmar que quem criou o universo foi Deus, enquanto que os ateus param por aí. Quanto à Deus, a maioria dos ateus não aceitam a existência eterna de Deus por achar que ele seria antropomórfico, com mãos, olhos, cérebro, neurônios, etc. Assim, realmente, fica difícil acreditar que um Deus tão complexo possa sempre ter existido; ...

      D. R. | 30/06/2012 | 18:54

      Pelo jeito, Dawkins não está muito por dentro da doutrina católica e dos milagres da Igreja; já que, num debate entre ele e o Cardeal Pell, ele sequer sabia que a Igreja Católica acredita que a eucaristia é realmente o corpo e sangue de Cristo (basta ver o milagre de Lanciano) e não apenas um símbolo como acreditam os protestantes. Na minha opinião, em vez de Dawkins, Krauss, Halking e outros, ficarem afirmando que Deus não existe, deveriam pedir permissão p/ estudar o Milagre de Guadalupe, etc.

      D. R. | 30/06/2012 | 18:42

      ... se for levar em conta a tua observação; então, nem Dawkins, nem Hawking e nem Krauss deveriam se intrometer na religião afirmando que Deus não existe; já que, pelo que eu saiba, nenhum deles têm formação em teologia. Muito menos, a maioria de nós aqui; que não é cientista, nem filósofo e nem teólogo; apenas damos nossa opinião de leigos, baseado no conhecimento, crença e capacidade de cada um. Engraçado é ver que, nesses assuntos, não estamos tão longe desses grandes intelectuais.

      D. R. | 30/06/2012 | 18:31

      ... sobre ciência e religião. Quanto a não ser físico, acredito que, pela sua formação em matemática, ele não deve ter muita dificuldade em entender física e suas equações; já que grande parte da física é matemática aplicada. Com certeza, sabe bem mais do que Dawkins; e, com certeza também, sabe bem mais de filosofia e teologia do que Hawking e Krauss; que, aliás, devem ter arranjado briga com todos os filósofos do mundo ao anunciarem que a filosofia está morta. ...

      D. R. | 30/06/2012 | 18:21

      Ronald, gostei do debate; vale a pena assistir para ver que nós aqui, meros mortais, não estamos tão longe do que é discutido entre grandes pensadores! Segundo a Wikipédia, John Lennox é matemático e filósofo de ciência e professor de matemática e de ciência e religião em Oxford, com mais de 70 artigos publicados com peer-review (logicamente, em revistas especializadas). Seu currículo é respeitável e, pelo jeito, mais completo do que o de Dawkins, Hawking e Krauss para falar ...

      Miguel Carqueija | 30/06/2012 | 15:15

      Tenho algo a acrescentar em respeito a vocês serem debatedores elegantes (tem cada ateu mal-educado que aparece esporadicamente por aqui...)que supor que, num futuro indeterminado (daqui a alguns milhões de anos?) a Ciencia irá descobrir uma explicação para o universo existir sem Deus, não resolve nenhuma questão. A meu ver, a Ciência não tem nenhum compromisso de justificar o ateísmo.

      Ronald Rahal | 30/06/2012 | 08:59

      Prezado Carqueija, realmente d(D)eus é como disse. Não é material, não tem existência em nosso Universo e ... é nada! E o fato de não aceitar que o Universo passou a existir sem a intervenção dele, nada muda. E nada explica. Um abraço.

      Miguel Carqueija | 29/06/2012 | 10:11

      Ronald e Marcos A., creio que o ônus da prova de um universo auto-suficiente, caberia aos materialistas. Não percebem que Deus é uma iteigencia, que não tem corpo, que não é feito de partes, que é necessariamente eterno, e não se pode dizer tal coisa do universo físico? Se tal universo criasse a si próprio encarnaria os poderes de um Deus e mesmo assim teria feito o que nem Deus faria, ou seja, operar antes de existir. E praticar uma ação consciente (criar-se a si mesmo e organizar-se).

      Ronald Rahal | 29/06/2012 | 08:56

      por pessoas como Lennox. Segue link não religioso para que os leitores apreciem como funciona a mente do Sr. Lennox. Não é dos sites declaradamente criacionistas onde é aplaudido por admiradores e acólitos, sem nunca ter apresentado qualquer trabalho na Science, Nature ou New Scientist. http://universoracionalista.wordpress.com/2012/04/29/deus-um-delirio-o-debate-entre-richard-dawkins-e-john-lennox/ F

      Ronald Rahal | 29/06/2012 | 08:54

      apesar de ele mesmo confessar não ser geneticista. Mas para que? Basta ter fé em d(D)eus e em “sua obra”. A árvore da Vida está “morta”. Ou seja, é melhor aceitar-se a criação espontânea de toda a forma de vida, como diz a Gênese, obra máxima de Biologia divina. Se este é apenas um prenúncio dos novos paradigmas que muitos apregoam, espero não estar aqui para presenciar o retorno da Santa Inquisição para punir os hereges recalcitrantes que não aceitem os novos caminhos da Ciência propostos E

      Marcos A. | 29/06/2012 | 08:53

      Carqueija, saber de onde o Universo surgiu é um enigma, até mesmo pressupor que ele veio do nada é uma hipótese, uma teoria, tese, chutômetro, etc. Mas longe, muito longe de ser algo perto de uma comprovação. Porém, simplesmente dizer "foi Deus que criou", isso sim é ilógico. Fé, a crença cega, não tem nada a ver com a razão.

      Ronald Rahal | 29/06/2012 | 08:53

      É claramente adepto do Design Inteligente e de que a Terra é constantemente visitada pelo “Senhor” que em sua longa vida geológica, “aqui aparece”, para dar uns retoques aqui e ali em sua “excelsa engenharia”, como no caso da origem da vida, e do pináculo da “sua criação”. Razão máxima da existência de todo o universo: o homem. Aceita Darwin com reticências, mas que coube a d(D)eus todas as transformações milagrosas que aqui ocorreram. Que a ancestralidade da vida é uma “falácia” C

      Ronald Rahal | 29/06/2012 | 08:51

      “encontrado por alguém na natureza”, procura “provar” que tal “achado”, “na forma como se apresenta”, só pode ser obra de uma “inteligência”.Nunca Alá, Shiva ou Bhraman, mas sim o velho e sábio deus bíblico.Aleluia. O “grande matemático”, em seus argumentos procura sempre sair pela tangente, respondendo às perguntas com outras perguntas, em seus debates do tipo, “Que provas são necessárias para se provar a existência de d(D)eus?” “Basta a fé e ver tudo que há por ai”.Fantásticos enunciados.B

      Ronald Rahal | 29/06/2012 | 08:41

      O sr. Lennox nada de novo acrescenta ao que já sabe. Pelo menos é um criacionista da Terra Velha confesso. Não podendo mais esconder do público as descobertas da Ciência procura adaptá-las à sua visão religiosa de mundo, sempre é claro sob a batuta do bom e sábio d(D)eus cristão, que dispensa qualquer necessidade de prova. Basta acreditar e pronto. Reutilizando o velho argumento de Paley, “maravilhoso” para as novas gerações, agora sob a forma de um velho e ultrapassado Ford T... A

      Marcos A. | 29/06/2012 | 08:36

      Contorcionismo seria a palavra que melhor descreve a tentativa de misturar ciência e religião.

      Ronald Rahal | 29/06/2012 | 08:32

      Prezado Carqueija o sr. me parece uma pessoa sensata. Como mesmo diz, o Universo não poderia "criar-se a si mesmo". Mas em que resolve a questão, alegando que provém de d(D)eus? É uma forma cômoda de escamotear-se a questão, nada respondendo. Não é questão de procurar-se uma resposta "ateísta". É por o cérebro para trabalhar para tentar explicar sua origem sem se recorrer a forças sobrenaturais que ficariam fora do escopo do método científico. Um abraço.

      Lauro | 29/06/2012 | 08:03

      Miguel se você acredita em um ser que "se criou a si mesmo" (a partir de que?) sem qualquer prova científica, apenas por absoluta fé, não deveria ser estranho considerar que o universo também o tenha feito. Ainda há muito estudar em relação a isso e a presença ou não de Deus já "recuou" até o Big Bang. Da mesma forma que antes Deus estava mais "próximo" temporalmente, agora cada vez mais sua presença na "criação" se afasta. E não confunda "lógica" com sua incapacidade de considerar alternativas

      Miguel Carqueija | 28/06/2012 | 18:31

      Prezado Ronald, o problema é que a existencia de Deus não depende das elocubrações materialistas. A verdadeira mágica não é deduzir a existencia de Deus da própria presença do universo, é o universo criar-se a si mesmo, emergindo do nada, como se o nada pudesse criar alguma coisa. Essa é a mágica absurda das teorias ateistas. E o pior, é que eu não consigo encontrar razão nenhuma para acreditar na completa imanencia do universo. Sempre vi o atesimo como algo inexplicável pela lógica.

      Rafael Zimmermann | 28/06/2012 | 17:49

      O Sr. Ronald Rahal expõe de maneira clara e lógica os argumentos que enfraquecem qualquer tentativa teísta de validação das ideias criacionistas. Tá certo que não é assim tão difícil, haja vista a fragilidade das teorias, mas percebe-se que possui um grande conhecimento e tudo que pensei em dizer para refutar o argumento criacionista, já foi dito.

      Ronald Rahal | 28/06/2012 | 10:45

      Absolutamente nada. Não responde à questão de porque o fez ou como o fez? Claro que a explicação seria mais “convincente” se usássemos a mesma explicação de Hawking, ressaltando que ela assim se deu pela “vontade do Criador”. O que poucos percebem é que se tirarmos “a vontade do Criador”, a explicação não deixa de ser “convincente” e que “a vontade do Criador” é mera redundância. Ou na pior das “hipóteses” recorrer ao “livro sagrado” escrito pelas “mentes mais brilhantes” do Universo, C

      Ronald Rahal | 28/06/2012 | 10:44

      Possuem trabalhos de campo? Não. Normalmente recorrem à “melhor explicação” mais cômoda, que dispensa pesquisa: ele provém da vontade de uma entidade sobrenatural, que é claro, não é “mirabolante” e como um mágico, que faz coelhos aparecerem de sua cartola, “cria” o Universo por “pura força de vontade”. Mas o que isto explica? B

      Ronald Rahal | 28/06/2012 | 10:43

      Gostaria de deixar bem claro o que ocorre quando há uma refutação de religiosos à origem do Universo vindo de áreas como a cosmologia e a física. Via de regra a maioria das vozes que se manifestam provém de áreas, que normalmente são em sua maioria de filósofos ou de teólogos de vertentes protestantes. Todas as explicações, principalmente a de Hawking são descartadas como impossíveis, já que dizem recorrer a fenômenos mirabolantes. Então o que tais pessoas propõem com alternativa? Pesquisam? A

      Ronald Rahal | 28/06/2012 | 09:05

      Como o sr. DR afirmou, John Lennox é apologista cristão. Não é geólogo ou paleontologista, menos ainda fisico. Fica bem claro que a sua mensagem nada mais é do que adaptar a Bíblia, digo até de forma forçada, para fazer crer aos leigos, que aqueles pastores semitas eram doutores em todas as disciplinas cientificas que hoje existem. Ressalto que é necessário bom entendimento de física para se compreender Hawking. E alegar que o nada provém de d(D)eus nada explica. Camufla a ignorância.

      D. R. | 27/06/2012 | 21:19

      ... Não li os livros e não sei se alguém aqui já leu; mas, pelos comentários dos leitores do site da Amazon, parecem ser excelentes e bem esclarecedores. Ainda mais sendo escrito por John Lennox que, além de ser ótimo apologista, é matemático da Oxford; possuindo um currículo respeitável com mais de 70 artigos publicados; conhecendo profundamente tanto ciência, como matemática, filosofia e teologia. Deve ser muito bom ver qual a opinião dele sobre os 7 dias da criação de Gênesis!

      D. R. | 27/06/2012 | 21:05

      Márcio e todos daqui, achei no site da Amazon um livro do Prof. John Lennox chamado "GOD AND STEPHEN HAWKING" (96 pgs), que refuta os argumentos de Stephen Hawking em seu livro: "THE GRAND DESIGN", como a Teoria 'M', a existência do universo a partir do nada, etc. Então, vendo os outros livros (que parecem excelentes também) do mesmo autor, encontrei o seguinte livro: "SEVEN DAYS THAT DIVIDE THE WORLD: THE BEGINNING ACCORDING TO GENESIS AND SCIENCE" (193 pgs) ...

      Ronald Rahal | 27/06/2012 | 14:08

      Sabe-se agora que tinham sangue quente como as aves e eram bastante ágeis e inteligentes o que explica sua duração por mais de duzentos milhões de anos, muito mesmo perto dos parcos 100.000 anos de existência do Homo sapiens sapiens. Um abraço. F

      Ronald Rahal | 27/06/2012 | 14:07

      estes gigantescos herbívoros habitavam os pântanos, onde a água poderia sustentar seu peso. Mas isto se revelou falso, já que seus ossos são ocos, reduzindo o peso da sua estrutura. Pode-se notar que a cauda arrasta-se no chão, o que é outro erro. Na verdade elas ficavam eretas para manter o equilíbrio do corpo. E imaginava-se que eram lerdos, broncos, estúpidos e letárgicos por causa do sangue frio. E

      Ronald Rahal | 27/06/2012 | 14:06

      Tentar utilizar a Bíblia como uma “alternativa cientifica” para explicar a origem de nosso mundo, é tão forçoso como tentar explicar o mundo pelo viés da trimurti do hinduismo. Quanto à gravura do paleo-artista Charles R. Knigth famosa no mural do Museu Americano de História Natural, onde podemos ver um brontossauro, hoje conhecido como apatossauro, está ultrapassada. Foi um dos primeiros quadros que despertou minha paixão para a paleontologia. Na época em que foi pintada, imaginava-se que D

      Ronald Rahal | 27/06/2012 | 14:04

      Mesmo as jazidas de carvão, restos de plantas comprimidas por vários quilômetros de rocha, que nomearam o período Carbonífero do Paleozóico, não poderiam ter-se formado num espaço de tempo tão exíguo. E se mesmo estas evidências não nos fazem refletir sobre a imensidão necessária para o transcurso de vários fenômenos, como explicar em 6000 anos, a origem da Lua, que se formou com os restos de uma colisão entre a incipiente Terra e um corpo do tamanho de Marte? C

      Ronald Rahal | 27/06/2012 | 14:03

      de outras estrelas mais primitivas que possuíam somente hidrogênio e hélio e que nos seus estertores finais produziram os elementos atômicos com peso superior a quatro. Algo impossível de ocorrer em 6.000 anos. Quem olhar as costas da África e da América do Sul verá que os continentes encaixam-se, como numa peça de quebra-cabeças, demonstrando que um dia estiveram unidos. A separação não poderia ter ocorrido em meros 6.000 anos. B

      Ronald Rahal | 27/06/2012 | 14:02

      Prezado Marcio, apesar de discordamos em alguns pontos, como o Deísmo, no tocante ao criacionismo estamos de pleno acordo. As evidências são tão gritantes que fica difícil não aceitar os atuais postulados da geologia e paleontologia para explicar a formação da Terra e a origem e evolução da vida. Só para citar alguns exemplos nós e os demais corpos do sistema solar, compõe-se dos 92 elementos da tabela periódica, o que pressupõe em termos de nucleossíntese, que nossa estrela provém dos restos.A

      Antônio Carlos Ribeiro | 27/06/2012 | 10:31

      Prezado Marcio, ou você fala sobre Religião ou sobre Ciência porque "obviamente", parafraseando você, a fé é uma necessidade íntima e individual de aceitar uma fantasia para suprir deficiências psicológicas. Mas, não tente enganar as pessoas com a possibilidade de que elas possam se complementar. Da mesma forma que você nâo aceitaria uma "imposture intellectuelle" Best Regards

      Rudolfo | 27/06/2012 | 09:05

      Dessa forma, não me parece "obvio" qual teoria uma pessoa que utiliza de fé aceitaria ou não aceitaria. Como eu suponho que vc utiliza fé como método válido, é daí que veio minha dúvida. Me parece ser arbitrária a distinção entre quais assuntos necessitam de evidência, e quais não necessitam. Eu diria que esse é um caso de "dois pesos e duas medidas" (double standard).

      Rudolfo | 27/06/2012 | 09:05

      Realmente, caro Marcio, vc já disse isso em outras ocasiões. Entendi que vc aceita a ciência como método válido para investigar e explicar a diversidade biológica. O que não fica claro pra mim é por que, nesse assunto, aceitar a ciência e em outros a fé? Até onde entendo, por definição a fé não precisa de evidências. Basta acreditar. Esse método, portanto, permite a aceitação de qualquer teoria (ou igualmente a negação de qualquer teoria). [cont]

      Lauro | 27/06/2012 | 08:09

      Márcio, acredito que esteja mais fácil você desenvolver uma teoria própria mais completa em relação à sua visão entre ciência e religião... ;) Depois de "acomodacionismo" e "concordismo", que tal "Integracionismo"? ;))

      Marcio Antonio Campos | 26/06/2012 | 22:49

      Rudolfo, digo "obviamente" não por causa da fé, mas por causa da ciência. Já afirmei muitas vezes no blog que vejo a evolução como a melhor explicação existente para a diversidade da vida na Terra. Isso se opõe ao concordismo, já que ele pressupõe uma série de atos criadores de Deus.

      Edem de Almeida | 26/06/2012 | 20:39

      Quanto problema criou o "Sola Escriptura" do Lutero. Se a história do cristianismo não tivesse se enveredado por esse labirinto estaríamos bem melhor para comunicar a Fé em Cristo aos homens de nosso tempo. Infelizmente, os não religiosos, uns bem, outros mal intencionados, não distinguem a abordagem católica da protestante.

      JETRO | 26/06/2012 | 17:03

      Simplista demais e forçada a sua frase: "porque elimina o "Deus enganador" que cria um mundo há 6 mil anos mas o faz parecer ser bem mais antigo" Assumindo que fosse literal o genêsis: Criar adão bebê é que não faria sentido nenhum!!! Assim como criar todas as plantas e animais como sementes e filhotes!!! Rochas e água ja existiam na Terra antes da criação propriamente dita de gênesis.....como a propria biblia diz...

      Rudolfo | 26/06/2012 | 14:26

      Cada uma que a gente vê poraí... Mas ficção e contorcionismos mirabolantes a parte, eu só não entendi uma coisa: por que "obviamente" (ênfase no "obviamente") o Marcio não tem como aceitar esse tipo de idéia? A base epistemológica não é a mesma? Fé?

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