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Câmera do Google Street View dentro do museu Tate Modern, em Londres, parte do “Art Project”. | Reprodução
Câmera do Google Street View dentro do museu Tate Modern, em Londres, parte do “Art Project”.| Foto: Reprodução

O Google apresentou nesta quarta-feira (2), em Paris, sua nova e poderosa “Art Camera”, destinada a fotografar obras de arte em alta definição em museus do mundo inteiro – com destaque para o Brasil.

“Com a nova ‘Art Camera’ podemos fazer muito mais num museu em muito menos tempo”, disse nesta quarta-feira (2) a um grupo de jornalistas Laurent Gaveau, diretor do laboratório do Instituto Cultural Google, sede mundial dos projetos do gigante tecnológico voltado ao mundo da arte.

Desenvolvidos pelos engenheiros do Google, cerca de 15 modelos da câmera começarão a ser testados pelo mundo, incluindo dois na Colômbia e no Brasil.

“Trata-se de um projeto piloto que conduzimos na América Latina nos últimos meses”, explicou Laurent Gaveau.

O Museu de Arte Contemporânea de Bogotá foi pioneiro, com 59 obras de arte fotografadas. No Brasil, participaram o Museu Afro Brasil, o Centro Cultural São Paulo e a Casa Guilherme de Almeida.

“Os museus que aceitaram receber o plano piloto da Art Camera foram muito entusiastas do projeto, porque permitiram digitalizar obras que nunca tinham sido e as disponibilizaram online”, explicou à AFP Sixtine Fabre, responsável pelos projetos de parceria do Google.

A partir de 2011, o Google lançou o Art Project em parceria com os museus e já registrou imagens de 6 milhões de objetos em mais de 1.000 instituições de 70 países.

Para realizar essa tarefa, desenvolveu câmeras especiais e uma versão para interiores do carro que realiza o “Street View” - que fotografa as ruas de todo o mundo em 360º.

Graças à nova câmera, o gigante tecnológico acelerará seu trabalho de captura de obras de arte em mais de 1.000 megapixels, tornando visíveis detalhes que antes eram invisíveis para o olho humano.

Robô e chinelo

O laboratório do Instituto Cultural do Google ocupa o andar superior da sede parisiense da empresa, no centro da cidade.

De chinelo e num ambiente ostensivamente descontraído, entre bibliotecas de papelão e um protótipo abortado de robô - “ele devia fazer panquecas, mas nunca funcionou” - engenheiros e colaboradores desenvolvem novos projetos.

A câmera de perfil retangular e cerca de 50 centímetros de largura, montada num sólido tripé, divide uma obra de arte em pequenas áreas do tamanho de um postal e as fotografa em altíssima resolução.

“Onde antes precisávamos de uma equipe de três pessoas durante vários dias para apenas um quadro, hoje podemos realizar uma quantidade de digitalizações muito maior e em muito menos tempo”, explicou Gaveau.

O Instituto Cultural do Google desenvolve também outros projetos, inclusive sobre grafites ou arte de rua e artes cênicas em cooperação com os principais teatros do mundo.

Imagens feitas com câmeras de 360º permitem ao espectador visualizar um balé em realidade virtual através do display de papelão inventado no ateliê parisiense, o Google Cardborad, desenhado para se adaptar a um smartphone graças a um aplicativo,

Outro projeto, realizado com o Teatro Municipal de São Paulo, permitiu por exemplo gravar um ensaio da ópera Lohengrin, de Wagner, no qual o espectador pode se locomover no cenário e observá-lo do ponto de vista dos cantores.

Na América Latina, o Instituto Cultural do Google tem mais de 80 parceiros culturais e tem 5.000 obras digitalizadas. O laboratório parisiense recebe jovens artistas e profissionais da área de criatividade, para que desenvolvam suas ideias no marco do programa “89plus”.

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