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Calendário da Copa encurta Oficina de Música em 2014

Sem espaço físico para manter a duração tradicional e temendo diminuição no número de alunos, organização reduz a 32ª edição para duas semanas

  • Rafael Rodrigues Costa
Prática de orquestra na Oficina de Música de 2013: para a organização, a função didática da próxima edição não será prejudicada com a redução |
Prática de orquestra na Oficina de Música de 2013: para a organização, a função didática da próxima edição não será prejudicada com a redução
 
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A 32.ª edição da Oficina de Música de Curitiba será mais curta em 2014. Tradicionalmente realizadas ao longo de três semanas, as fases erudita e popular acontecerão entre os dias 6 e 19 de janeiro – uma semana a menos que o normal.

De acordo com Nilton Cordoni, presidente do Instituto Curitiba de Arte e Cultura (Icac), a organização teve de reduzir a duração do evento porque o calendário acadêmico da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), o principal espaço onde acontecerão os cursos, começa no dia 20 de janeiro para se adequar ao calendário da Copa do Mundo de 2014. Outras instituições de ensino que têm estrutura adequada teriam sido procuradas, mas apresentaram o mesmo problema.

Com a antecipação do ano letivo, os organizadores concluíram que a disponibilidade dos estudantes para participar do evento também seria menor. “Não adiantaria ir além do dia 19 se os alunos que participam já estariam em calendário escolar”, explica Cordoni. “Se as demais [aulas] vão começar nesta data, perderíamos o aluno, que é o motivo principal da Oficina”, diz.

Impacto

Para atenuar a perda de dias de oficina, partes das duas etapas do evento serão realizadas simultaneamente. A fase erudita acontece de 6 a 14 de janeiro. A segunda etapa, de música popular, vai do dia 12 até o dia 19. Assim, as etapas contariam com nove e oito dias, respectivamente. Nos anos anteriores, foram dez dias para cada fase.

De acordo com Cordoni, os diretores artísticos da 32.ª edição – Janete Andrade (geral), Osvaldo Ferreira (erudita), Rodolfo Richter (antiga) e Glauco Sölter e Sérgio Albach (música popular brasileira e música latino americana) – concordaram que não haveria prejuízo didático com a redução. “Os curadores não tomariam essa decisão se houvesse prejuízo”, conta Cordoni, que diz não haver previsão de extinção de qualquer curso tradicionalmente disponibilizado pela Oficina. “O que teremos a menos serão alguns concertos, porque haverá dias em conjunto com a música erudita e a MPB”, explica.

Calendário

Um ano depois de ter sido ameaçada pela transição do governo municipal, a 32.ª edição da Oficina de Música de Curitiba está em situação similar à de anos anteriores, de acordo com o presidente do Icac. Metade dos custos do evento, projetados em R$ 2 milhões, está garantida pela prefeitura (o mesmo montante dos últimos três anos). O restante, do qual dependem as oficinas de Música Popular Brasileira, Música Antiga e Oficina das Crianças, será captado via Lei Rouanet e só será definido em novembro, mês em que os cursos são tradicionalmente divulgados. De acordo com nota oficial da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), as inscrições para os cursos começam em outubro no site (oficinademusica.org.br).

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