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É preciso ter tempo, sim, para comer bem

Para especialista, aprender a apreciar um prato no almoço, ou uma fruta consumida no intervalo de lanche, é essencial para melhorar a qualidade de vida

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Há que se concordar: mesmo quem prioriza seus momentos à mesa, às vezes, tem dificuldade de parar para comer decentemente em um dia do cão – melhor engolir uma fórmula ou um lanche nada nutritivo em cinco minutos?

Depende. Até o lanche trash envolve uma escolha, mesmo que ela seja ruim. Ao contrário de fórmulas como o Soylent, que são fechadas: existe aquele produto, com aquele sabor específico.

“Posso até entender que em momentos extremos, como a preparação para uma prova ou a finalização de um trabalho urgente, possa ser prático substituir uma refeição por um shake. Mas a loucura é quando tem gente que transforma esse tipo de ‘ração’ na regra, e com isso mutilam o sentido da refeição”, diz o crítico de gastronomia Josimar Melo.

A nutricionista Marina Magalhães, autora e editora do blog Batata Frita Pode?, e mestre em Ciências de Saúde pela Universidade Federal de Minas Gerais, salienta que sua posição sobre o uso de produtos como Soylent ou outras fórmulas para substituir refeições é “radical”. “É uma maneira de prejudicar a nossa relação com a alimentação natural. Aprender a parar a sua rotina para apreciar um prato no almoço, ou uma fruta consumida no intervalo de lanche é essencial para que qualquer pessoa possa melhorar a qualidade da sua saúde. É preciso ter tempo, sim, para comer bem”.

Doentes acamados, pessoas com dificuldade de deglutição ou que têm algum distúrbio degenerativo, podem se beneficiar do Soylent, esclarece médico nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Nesses casos, dependendo da gravidade, o paciente recebe a chamada nutrição enteral (um tubo no estômago administra uma porção de produto ), para lhe dar a energia necessária.

Desde que usado em eventualidades, e não de forma frequente, o médico esclarece que não há problemas – o importante é não fazer dessas fórmulas a principal fonte energética do dia.

“Mas esse me parece um processo de deseducação alimentar, não deixa de ser um novo modismo.O mais importante é que a pessoa que queira fazer qualquer tipo de troca ou modificação em sua alimentação procure um profissional da área de nutrição”, alerta Durval.

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