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MÚSICA

Curitiba também tem samba; conheça os melhores lugares para ouvir o ritmo

Caderno G lista oito locais que abrem espaço para o samba de raiz e cativam público fiel na cidade

A cantora Maytê Corrêa no Quintal da Maria: samba de raiz em Curitiba. | Divulgação
A cantora Maytê Corrêa no Quintal da Maria: samba de raiz em Curitiba. Divulgação
 
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Pode não parecer, mas a Curitiba que hoje flerta com toques de recolher e desautoriza a música “enquanto houver dor” é a mesma cidade onde viveram bambas como Maé da Cuíca (1927-2012), Lápis (1942-1978) e Chocolate (1933-1984).

O samba curitibano tem mais tradição e público do que muita gente pode imaginar. Seja em suas vertentes mais pop (como pagode e axé), quanto no chamado “samba de raiz”, ligado às tradições do gênero centenário.

Usando uma imagem de Beth Carvalho, o samba é como a bolsa de valores, “às vezes em alta, às vezes em baixa, mas está aí sempre”. Nesta oscilação constante, pode-se afirmar que há em Curitiba tendência de crescimento em especial da modalidade “de raiz”.

O Caderno G listou oito bares nos quais se pode ouvir samba da melhor qualidade em Curitiba e, de quebra, apreciar os comes e bebes indispensáveis para bem aproveitá-lo.

Boteco do Ivan

Fã de música clássica, o arquiteto Ivan Viera nunca imaginou que seria dono de um dos bares de samba mais apreciados da cidade. Começou porque Ivan tem como hobby cozinhar umas “coisinhas light” (rabadas, quireras, dobradinhas, etc.) para os amigos.

Em 2009, transformou um velho imóvel na divisa do Tarumã com Pinhais em uma “confraria” para apreciar as iguarias. Não demorou, virou um bar. A aproximação com o grupo “Na Boca do Mato” fechou o ciclo. Há quatro anos, todas as terças-feiras de samba são obrigatórias.

O bar não tem placa, nem cardápio fixo: depende do humor do dono (é preciso olhar a página do Facebook para descobrir). De resto, tem tudo: som bom, mesa de sinuca, cervejas geladas com bons preços. “Meu negócio é atender bem, a ambientação e a música me ajudam”, diz Ivan.

Quando: às terças-feiras das 21h30 até 01h30.

Onde: R. Victor Ferreira do Amaral, 3674, Tarumã

Informações: www.facebook.com/boteco.doivan; Telefone (41) 3366-0260

Quintal da Maria

Dedicado exclusivamente ao samba desde 2013, o amplo quintal no bairro do São Francisco tem ares de terreiro de escola. Decorada com grafites com temas da religião afro-brasileira, a casa comporta até 300 pessoas e já lotou em shows de artistas nacionais importantes como Toninho Geraes e a Velha Guarda do Império Serrano. O músico e sócio da casa Isac FePer explica que o público é muito amplo. “Sentimos a necessidade de criar um lugar onde o público pode ir de olho fechado, com a certeza que vai ouvir apenas a música boa do Brasil”, diz. A porção de bolinho de aipim com queijo e carne seca (R$ 25) é a especialidade culinária do quintal. “Com samba e cerveja, cai muito bem”, garante Isac.

Quando: a casa abre sexta das 18h às 22h e sábado e domingo das 17h às 22h.

Onde: R. Jaime Reis, 366, São Francisco.

Informações: www.facebook.com/barquintaldamaria

Carraspana

“Contra a gourmetização”. Este é o lema do “bom combate” que o bar Carraspana encampou em seus primeiros dois meses de vida. Caçula entre os bares dedicados ao samba, a casa no Bacacheri se tornou o ponto da reunião da roda do Samba do Sindicatis e tem música ao vivo todos os dias.

O proprietário Felipe Mongruel conta que por uma “opção política”, das cervejas aos petiscos, tudo é simples, bem feito, farto e barato. “Só vendemos cervejas das marcas populares, as que o povo se acostumou a beber e queremos valorizar a cultura no bairro. Nosso próximo objetivo é que, em breve, o bar funcione 24 horas por dia”.

Na casa cabem 45 pessoas sentadas. Em dia de festa e roda de samba, o triplo de pessoas circula pelo local. O carro chefe do cardápio pendurado no quadro plástico vazado à moda antiga é a porção de almôndega com pão que sai a R$ 24,90 e “serve a duas pessoas famintas”.

Quando: abre todos os dias das 17h às 2h.

Onde: Rua Nicarágua, 259, Bacacheri

Informações: www.facebook.com/carraspanabar

Nilo Samba & Choro

Aberta em 1982, o Nilo Samba & Choro é talvez a mais longeva das casas especializadas em Curitiba. O bar, porém, passou um ano e meio fechado até dezembro do ano de 2016, quando Nilo Santos achou um canto para reabrir no Rebouças.

“É raro achar quem esteja na ativa em Curitiba há tanto tempo. O pessoal da antiga está voltando com tudo e trazendo gente nova, é bom reencontrar a turma”, disse. Nilo conta que como de costume, a programação do bar tem “mais samba do que choro”.

O bar abre de terça a domingo, mas o samba ferve de quinta a sábado. “A gente reforça a cerveja, chama as bandas maiores, pois não tem hora pra acabar”. O público, explica Nilo, é o “pessoal de trinta pra cima, que faz questão de se divertir ouvindo uma boa música brasileira”.

Quando: abre de terça-feira a domingo, das 19h às 2h.

Onde: R. Rockefeller, 1715, Rebouças.

Informações: www.facebook.com/nilosambaechoro

Adoniran - Comida de Boteco

Toda a casa, do letreiro na entrada aos pratos do cardápio, faz referência e homenagem ao sambista Adoniran Barbosa (1910-1982), maior nome do samba paulista, autor de “Saudosa Maloca” e “Trem das Onze”. “O bar tem este tema porque, além da identificação com a música que a gente gosta, tem também alguns valores antigos que a gente preserva”, explica Luiz , um dos sócios do bar.

Os pratos do tem nomes de sambas de Adoniran como o Tiro ao Álvaro (peito de frango com acompanhamentos a R$ 12,90) e o Conselho de Mulher (filé de tilápia com acompanhamentos a R$ 22,90).

O mais pedido porém é o Pão com Bolinho Adoniran (R$ 11,90), um bolinho artesanal com 180 g de carne bovina, alface, queijo e molho especial de cream cheese.Durante a semana, o público que lota o bar é basicamente universitários das instituições vizinhas, mas ao sábados o público vai especificamente para curitr o samba que ferve das 19h às 22h30. “O samba está na nossa veia e na do nosso público também”, diz Luiz.

Quando: sábado, das 19h30 as 22h30.

Onde: R. Des. Westphalen, 1315, Rebouças

Quanto: R$ 10 entrada masculina e R$ 7 feminina.

Informações: www.facebook.com/adonirancwb

Fidel

Em fevereiro o Fidel comemorou um ano de um dos projetos de samba mais quentes da cidade. Sempre às quintas-feiras, a banda Quebrada mostra um repertório de samba clássico que faz lotar o bar, fazendo com que a calçada vire uma gafieira a céu aberto.

“A gente faz uma espécie de cover, interpreta o lado A do samba tradicional. Enquanto outros projetos se dedicam a pesquisa de samba, nós cantamos aqueles que todo mundo sabe e canta junto”, explica Otto Lenon, um dos integrantes do Quebrada.

Para comer, o carro-chefe é a Batata Rústica (R$ 18), cozida e frita, e o Mignon da Burguesia (R$ 30), com bacon e gorgonzola. Nos dias de samba, o chope artesanal entra em promocão: os canecos de 500 ml saem por R$ 12.

Quando: quinta das 20h30 as 01h.

Onde: R. Jaime Reis 320, São Francisco.

Informações: www.facebook.com/fidel

Folha Seca

O nome do bar faz referência ao chute “oblíquo e dissimulado” batizado “Folha Seca”, criado e imortalizado pelo craque Didi (1928-2001), do Botafogo, Fluminense, Real Madrid e Seleção Brasileira. O proprietário do bar é o vitorioso preparador físico Luís Carlos Neves e as paredes do espaço são ilustradas com fotografias de momentos importantes da história boleira do proprietário.

“Futebol e samba tem tudo a ver”, diz Neves. Uma das trindades brasileira sagradas se completa com feijoada (R$ 39,90) e o Folha serve uma das mais tradicionais, com samba de primeira e “brigadeiro no tacho” de sobremesa. O bar conta com um amplo cardápio de petiscos, com mais de 50 opções, além de chope gelado (R$ 10).

Quando: todos os sábados, à partir das 10h.

Onde: R. Petit Carneiro, 394 Água Verde

Informações: wwwfacebook.com/folhasecabar

Hora Extra

Todas as segundas-feiras, um dos programas obrigatórios de sambista curitibano é ouvir o trio residente do Hora Extra: o elegante cantor Ciro Morais, o virtuoso violonista Vinícius Chamorro e o intrépido percursionista Macarrão tocam sambas clássicos e também os menos conhecidos para um público fiel.

Um dos mais tradicionais bares da cidade, o Hora Extra tem uma ambientação que remete aos antigos bares da boemia carioca e tem música ao vivo todos os dias (além das segundas, a feijoada de sábado também tem samba até as 18h). O cardápio privilegia clássicos da baixa gastronomia como os escondidinhos de carne seca ou linguiça.

Quando: segundas das 19h a 1h (entrada R$ 7); sábado das 12h às 18h (feijoada a R$ 38,90)

Onde: R; Holanda, 193, Bacacheri.

Informações: www.facebook.com/barHoraExtra

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