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Em clima de “danceteria”, A-ha brilha com hits da era de ouro do pop

O vocalista do A-ha  Morten Harket. | Pedro Serapio/Gazeta do Povo
O vocalista do A-ha Morten Harket. Pedro Serapio/Gazeta do Povo
 
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O show do grupo norueguês A-ha, na última quinta-feira (15) no Curitba Master Hall, foi uma imersão nos anos 1980. Talvez por ser a década em que tudo era possível e ainda estava por fazer e a “cultura jovem” explodiu, os 80’s são o período que mais despertam nostalgia no público brasileiro em geral, e no curitibano em especial.

Veja imagens do show

Portanto, o show de pouco mais de 1h40 foi como ir uma danceteria (casas para ouvir e dançar rock na época). Uma celebração competente de uma era dourada do pop e da indústria fonográfica.

Cheguei em cima da hora e todos estávamos lá. Caras como eu que compraram os discos do A-ha nos anos 80, que dançaram ao som deles em festas americanas e, mais tarde, em clubes como o Vox. Meninos e meninas apaixonadas pelo vocalista Morten Harket. Adolescentes de trinta a cinquenta anos, que deixaram seus filhos com alguém para rebolar ao som do A-ha.

Aliás, para saber quantas pessoas cabem no Curitiba Master Hall é só pegar o borderô de ontem e diminuir por cem: eis lotação máxima. Cabe aqui uma observação quanto a casa. Desde que foi criado nos anos 1990, com todos os nomes que usou, o lugar serviu para não deixar a peteca dos concertos cair na cidade, em um período em que muitos outros espaços fecharam.

Por um longo tempo, foi a única casa a receber shows importantes. Assim todos os que gostam de música tem um punhado de noites memoráveis no Master Hall. Pela importância afetiva e histórica, a casa poderia se dar de presente um sistema de ar condicionado novo. Os tempos vindouros serão quentes e ontem com quase cheia, estava quase irrespirável lá dentro.

Isto posto, vamos ao show. Um concerto do A-há é uma sucessão de hits. Uma playlist de canções que você conhece mesmo sem querer. E apesar do mormaço, uma plateia animadíssima como poucas vezes vi, cantou em coro absolutamente todas as músicas, formando um coral de FM nostálgica.

A competência e o timing do A-ha no palco fizeram a festa rolar suave. Sem muito papo, a banda abriu com uma aula rápida de pop em três canções: “Cast In Steel”, “I’ve Been Losing You” e “Cry Wolf”. Músicas com a estrutura manuseiam à perfeição: introdução assoviável, letras simples, refrãos de arena, pontes em falsete.

Quem primeiro falou com a plateia foi o simpático tecladista Magne Furuholmen, em um português de alemão viajando em Copacabana. Morten estava mais contido, talvez já incomodado com um problema em seu retorno que tentou resolver até a última música.

O vocalista tem a pose e o olhar do garoto bonito e blasé da escola. Triste e melancólico. Nas músicas mais agitadas, canta com a mão no bolso. Único histrionismo que se permitiu em boa parte da noite. Está naquela fase da vida entre o galã maduro e o tiozinho, mas ainda tem voz e energia para comandar um show e fez muita gente suspirar em baladas como “Stay on These Roads” e “Crying in the Rain”.

Foi depois desta que Morten começou a se soltar e lembrou ao público que o filmava que esteve em Curitiba em 1989, (num show que deve ter tido mais ou menos o mesmo repertório.

Um pouco mais tarde, ele chegou a descer do palco e vou falar de perto com alguém na plateia. De onde eu estava não deu para ver direito o que rolou. (Alguém me conta?)

Karaokê

A primeira pausa foi depois da grande canção da banda “Hunting High and Low”. No final da música, Mags e Morten viraram seus microfones para a plateia cantar o refrão em fade. E o Master Hall virou um abafado e comovido karaokê

O primeiro bis teve direito a uma das músicas novas, a mais eletrônica e dançante “Under The Make Up” e o petardo “Living Daylights”, tema do filme homônimo de James Bond, de 1987, que no Brasil se chamou 007 Marcado Para A Morte.

Ainda faltava, o hit pedido em coro pela plateia sempre que a banda dava um tempo: Take on Me. Mais do que uma canção, um ícone de seu tempo como as ombreiras e o gel com glitter.

Quem já tinha visto a banda no Rock In Rio no mês passado, pode ver que a banda funciona ainda melhor em um show mais encorpado e intimista. Os muitos fãs do A-ha tiraram um atraso de quase três décadas. E mesmo quem não é muito chegado precisou admitir que os caras sabem o que fazem.

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