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Teatro

O mapa da temporada

O que esperar do teatro curitibano em 2010? Ainda é muito cedo para previsões sobre a cena que começa a se agitar realmente apenas em março, com o Festival de Curitiba (FC). Mas as companhias locais já traçam planos e dão os primeiros passos da tempo

  • Luciana Romagnolli
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O mapa da temporada

De Leminski a Machado

Depois de recuperar as duas peças do ano passado (Kafka – Escrever É um Sono Mais Profundo do Que a Morte e A Vida como Ela É, foto acima) durante o Festival de Curitiba – e antes de excursionar com a primeira delas por Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo –, o grupo De­­lírio estreia um espetáculo baseado na obra de Paulo Leminski: Metaformose – Uma Viagem pelo Imaginário Grego (livro ganhador do Prêmio Jabuti de Poesia).

Em paralelo, o diretor Edson Bueno vai atuar ao lado de Pagu Leal em A Vênus das Peles, adaptada por ela do romance erótico do alemão Sacher-Masoch. Até a segunda metade do ano, deve ainda escrever e dirigir uma montagem inspirada em Machado de Assis para a Pausa Companhia.

Viagens antes do fim

Marcos Damaceno e Rosana Stavis (foto 1) terão um ano de muitas viagens, mas que começa em Curitiba com apresentações de Árvores Abatidas ou Para Luis Melo entre 5 e 7 de março, no Teatro José Maria Santos. Durante o FC, o diretor e a atriz reaquecem Psicose 4h48, para então seguir viagem com os dois espetáculos rumo a 85 cidades brasileiras pelo Palco Giratório do Sesc Nacional.

Uma nova parada na capital paranaense está prevista para novembro, quando estreiam no Novelas Curitibanas a peça Antes do Fim. O texto que está sendo escrito por Marcelo Bourscheid, sob o olhar experiente do dramaturgo Roberto Alvim, ecoa o mito grego de Ifigênia, sacrificada pelo pai Agamêmnon.

Década das caquinhas

As comemorações dos dez anos do Antropofocus começam no FC com Pequenas Caquinhas – Edição de Aniversário (foto 2): o maior sucesso do grupo ganha novas esquetes. Ao mesmo tempo, voltam ao cartaz os ruidosos Contos Proibidos de Antropofocus.

Entre maio e junho, o grupo cômico cumpre as fases do amor em uma peça ainda sem nome, para a quals e inspiram em Dario Fo e Arnaldo Jabor.

Setembro promete um festival de comédia organizado pelo diretor Andrei Moschetto. Estreia, só em outubro, com o nome provisório de Que História/Estória É Essa?. Os humoristas pretendem responder dúvidas urgentes como “E se Hitler tivesse vencido a guerra?” ou “E se a capital do Paraná fosse Colombo?”.

Através do corpo

A Vigor Mortis não demora a entrar em cena. Começa 2010 apri­­morando seus dotes prestigitadores (criadores de ilusão). Se­­rão três etapas. Entre 5 e 7 de fevereiro, apresentam Vigor Mortis Peep Show #1: O Beijo no Meio da Noite. Peça de meia hora, para apenas 15 espectadores por vez, na própria sede do grupo. No fim do mês (26, 27 e 28), fazem o Vigor Mortis Peep Show #2: O Método do dr. Betume. Em abril, estreia o terceiro e derradeiro peep-show.

Para o Festival de Curitiba, a companhia dirigida por Paulo Biscaia reformula Nervo Craniano Zero (que ocupará o Teatro da Caixa), agora com o ator Leandro Daniel Colombo no papel do cientista e com “efeitos especiais mais elaborados”, como “uma mão atravessando um corpo”, promete o diretor. Manson Superstar também voltará ao cartaz, no Teuni.

Público encaixotado

Em maio, ACruel deve prender a atenção em quatro praças da cidade com Espaço Outro, espetáculo subsidiado pela Funarte. Em cada local, será instalada uma grande caixa transparente, de dentro da qual o público verá (e ouvirá por narração em off) a ação que se desenrola na rua, entre os passantes.

Conexão Curitiba – BH

Com a interrupção das atividades da Mostra Novos Repertórios este ano, o Coletivo Pequenos Con­­teúdos vai acolher O Esquema, a nova montagem da Cia. A Armadilha, durante o FC. Diego Fortes dirige seu primeiro texto original, sobre os planos de dois amigos para quitar suas dívidas.

Para setembro, mais novidades em uma conexão direta com Belo Horizonte. Grace Passô, dra­­maturga e diretora do Espanca! (Por Elise e Amores Surdos), divide com Fortes a autoria de Os Invisíveis, obra de tintas surrealistas que ela dirige e na qual ele atua. A estreia será no Teatro Novelas Curitibanas.

Bufão multimídia

Curitiba é o tema e Luiz Felipe Leprevost, o autor de Já Viu como um Pinguim Anda?, a peça adulta que o Pé no Palco vai encenar no Teatro Novelas Curitibanas em 30 de julho. A diretora Fátima Ortiz ainda “não ligou o botão” do espetáculo, mas pretende conciliar as linguagens do bufão e da multimídia.

A novidade para as crianças fica para outubro, com O Caminho dos Girassois (texto premiado pelo edital Oraci Gemba), que deve compor a programação de uma mostra de teatro voltada ao público de pouca idade.

Memória fotográfica

Fotografias de peças curitibanas, paulistas e cariocas feitas por Val­­dir Santos entre 1970 e 1990 vão povoar o imaginário do mo­­nólogo-documentário Menestrel, que a Companhia do Ator Cômico põe em cartaz em maio.

No cronograma do intérprete Mauro Zanatta, junho está reservado para a estreia da comédia Os Super-Homens, germinada de histórias e tragédias vividas pelos atores; outubro trará a montagem shakespeareana de Noite de Reis; e o fim do ano ainda promete um diálogo com o bardo em Hamlet by, sob o signo do clown.

Dossiê Büchner

A Cia. Obragem dedica o ano ao estudo dos escritos de Georg Büchner (1813-1837). Em abril, reapresenta Woyzeck, a obra-prima inacabada do dramaturgo alemão, no Teatro Cleon Jacques. Uma nova montagem con­­taminada pelo autor está nos planos para agosto. Antes disso, o grupo da diretora Olga Nenevê participa do Fringe com O Inventário de Nada Benjamim, peça que estreou em 2009 no Novelas Curitibanas.

Rebecca instaladaLéo Glück, Henrique Saidel e Giorgia Conceição se apresentam em São Paulo e Rio de Janeiro antes de reeditar o performático Burlescas no Fringe – agora em casa nova, o Blue Velvet.

No horizonte da Cia. Silenciosa, também está a estreia da peça Rebecca, em junho. Glück escreveu o texto que Giórgia pensa dirigir transformando o Teatro Novelas Curitibanas em uma grande instalação, abundante em imagens e vídeos. Questões caras à autora como as relações amorosas e as falhas da linguagem ressurgem, alteradas pela atuação de Clóvis Cunha e Ricardo Nolasco.

Serviço

Leia mais sobre teatro no blog Palco.

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