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Para escolher melhor no Fringe

Novas mostras curitibanas e de outros estados elevam para 11 as seleções especiais fora da grade oficial do Festival de Teatro

  • Helena Carnieri
Extraordinário Cotidiano voltará na mostra Novos Repertórios, com mudanças no elenco |
Extraordinário Cotidiano voltará na mostra Novos Repertórios, com mudanças no elenco
 
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Para escolher melhor no Fringe

As curadorias especiais dentro da mostra paralela do Festival de Teatro, o Fringe, receberam um incentivo maior neste ano e já chegam a 11 programações. Entre elas, há seleções feitas por grupos curitibanos para atrair público a suas sedes, mostras de espetáculos afins e de visitantes de outros estados que obtiveram apoio para trazer seus espetáculos a Curitiba.

O destaque é a ampliação desse interesse de fora do Paraná no festival. Em anos anteriores, o curitibano ficou íntimo do teatro mineiro, que já criou vínculos com nossos grupos. Em 2013, foi a vez de a Bahia aproveitar a oportunidade para mostrar o trabalho de seus artistas. Neste ano, a Fundação Cultural baiana repete a dose, com seis espetáculos selecionados pelo ator Lázaro Ramos, oficinas e bate-papos.

O Espírito Santo inaugura sua presença, trazendo cinco espetáculos que enfocam grandes autores da literatura e da dramaturgia, como García Lorca, Guimarães Rosa e Goethe.

O interior e litoral de São Paulo também serão representados na mostra Ademar Guerra, projeto da Secretaria de Cultura paulista que incentiva o desenvolvimento das artes cênicas fora da capital. Um dos destaques promete ser a peça Quadrado, de São José do Rio Preto, que discute a arte feita hoje.

Prata da casa

Os grupos de Curitiba também perceberam a oportunidade de atrair público para suas sedes. A Mostra Internacional de Solos apresentará trabalhos de atores experientes como Fabiana Ferreira (vencedora do último Gralha Azul de melhor atriz), Regina Vogue e Edson Bueno na Cia. do Abração (que anteriormente enfocava uma seleção infantil). “Estamos investindo nessa linguagem e o festival será um período de teste”, acredita a diretora Letícia Guimarães.

A Cia. Ave Lola inaugura sua participação trazendo de volta peças do repertório e uma oficina de máscaras balinesas, enquanto a mostra da Cia. dos Palhaços (Mostra Seu Nariz) continua em cartaz, com número recorde de 16 espetáculos e destaque para a produção humorística de Campinas (SP).

As mostras que inauguraram o conceito de curadoria dentro do Fringe continuam marcando presença e apresentando ao público do festival a produção recente do teatro contemporâneo da cidade. A tradicional Mostra de Novos Repertórios traz seis espetáculos que percorreram os espaços alternativos de Curitiba e uma estreia: Do Cão Fez-se o Dia, produção da Inominável Cia. originada a partir de um círculo de leituras das obras do angolano-português Valter Hugo Mãe, com destaque para o livro O Filho de Mil Homens. “Mostramos um universo nada realista de uma família em situação de guerra, mas sem dar muita certeza se ela existe ou se são conflitos interiores”, conta a diretora Lilyan De Souza.

A Súbita Cia. está presente com duas peças estreadas no ano passado: Amores Difíceis, apresentada em novembro passado no Festival de Manaus, e Extraordinário Cotidiano, baseada em obras da gaúcha pop Verônica Stieger, mas com uma alteração: saem dois atores da mineira Casca e entram Pablito Kucarz e Cleydson Nascimento.

“Fazemos uma organização de artistas e aproveitamos o público uns dos outros”, explica a diretora da Súbita, Maíra Lour.

O Coletivo de Pequenos Conteúdos traz dez peças, todas curtas e experimentais, como Carnequeimada – meu campo de extermínio favorito, de Manolo Kottwitz. “Por mais incrível que pareça, ela é baseada em Shakespeare”, brinca o diretor, que passou três semanas convivendo com sem-tetos da região do Terminal do Guadalupe e identificou as vicissitudes que os mantêm nas ruas às bruxas-agourentas de Macbeth. O resultado é um show de jazz criado a partir da canção “Strange Fruit”, de Billie Holiday.

Curitiba também está com mostras novas, como o Ateliê de Histórias, para a arte da “contação” infantil, e Sonora Cena, que enfatiza a ligação do festival com outras linguagens – no caso, a música autoral.

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