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Por uma Curitiba mais animada

Começa amanhã, no Espaço Itaú de Cinema, o festival Anima Mundi, que reúne uma amostra do melhor produzido no Brasil e no mundo

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Quem realmente gosta de ver o novo e de se surpreender com o que o mundo da imagem em movimento tem para oferecer, precisa arrumar espaço na agenda para passar algumas horas, de preferência diárias, no Espaço Itaú de Cinema até a semana que vem. Lá, no complexo de salas de exibição do Shopping Crystal, começa amanhã a primeira edição local do Anima Mundi, que completa duas décadas e é hoje o segundo maior evento do gênero do mundo, ficando atrás apenas do Festival de Annecy, na França.

Realizado em julho passado no Rio de Janeiro, e, logo em seguida, em São Paulo, que também recebe a programação completa todos os anos, o Anima Mundi, em 2012, ganhou itinerância e se estendeu a duas outras cidades. Primeiro foi a Belo Horizonte e, agora, vem a Curitiba.

Em torno de 60 filmes, entre curtas e longas-metragens, nacionais e internacionais, serão exibidos. Em entrevista à Gazeta do Povo, o diretor-geral e um dos fundadores do festival, César Coelho, conta que os títulos escolhidos foram pinçados tanto entre os premiados pelo júri oficial quanto pelo público, assim como a curadoria também escolheu produções que ofereçam ao público curitibano um amplo painel do que vem sendo produzido no Brasil e ao redor do mundo, com exemplos de técnicas e temáticas as mais diversas.

Destaques

Entre os curtas que virão a Curitiba, alguns destaques são o holandês Fata Morgana (de Frodo Kulpers), feito em desenho 2D, e o britânico Head over Heels (de Tim Reckart), uma comédia conjugal com personagens de massinha e toques de surrealismo.

Na seleção de longas, vale citar o onírico e romântico To Aru Hiküshi e no Tsuioku (do japonês Jun Shishido), feitos para adultos, e o infantil A Turma da Selva – Operação Banco de Gelo, dos franceses David Alaux e Eric Tosti, produzido para a televisão. Todos esses títulos foram premiados pelo júri oficial e pelo público do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Coelho contou que quando o Anima Mundi surgiu, em 1992, o cinema brasileiro enfrentava sua fase mais complicada, com o desmonte da Embrafilme, empresa estatal que atuava como produtora e distribuidora.

O festival surgiu para se tornar uma vitrine do que era produzido em animação no país, que na época era desconhecido do grande público e bem mais voltado à publicidade. Com o tempo, o evento passou a formentar também a realização de novos filmes – hoje a produção anual chega a 300 títulos. O Anima Mundi, no entanto, sempre teve o intuito de trazer ao público brasileiro a imensa veriedade de obras feitas mundo afora.

Homenageado

O convidado brasileiro do Papo Animado de 20 anos do Anima Mundi, que acontecerá no dia 26, às 20 horas, é o fluminense cineasta Marcelo Marão, realizador de uma dezena de curtas-metragens (entre eles Eu Queria Ser um Monstro, Engolervilha e O Anão Que Virou Gigante), um dos fundadores da Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA) e professor do curso de pós-graduação em animação da PUC-Rio.

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