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Drama

Quando nada é algo, a vida é só tensão

Casal decide não falar sobre o passado em Porque Não Estou Onde Você Está, mas descobre que a falta de palavras pode sufocar a convivência

  • Helena Carnieri
Casal tenta esconder fatos que surgem como sombras |
Casal tenta esconder fatos que surgem como sombras
 
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Acostumados a criar peças cheias de energia que mais lembram coreografias, os integrantes da companhia Súbita agora se desafiam a alcançar uma contenção inédita. Em Porque Não Estou Onde Você Está, que estreou nesta quinta-feira e fica em cartaz no teatro Novelas Curitibanas até dia 27 de maio, eles se inspiram na obra do escritor Jonathan Safran Foer para mostrar um triângulo de personagens envolvido numa tensão lenta e delicada.

“Trabalhávamos a expansão do corpo, e agora são movimentos grandes, viscerais, mas tudo muito cuidado”, contou à Gazeta do Povo a diretora Maíra Lour. A mudança não dispensou o trabalho de direção de movimento, a cargo de Juliana Adur.

Otras mãos estiveram envolvidas, como as do norte-americano Donnie Mather, com quem o grupo fez troca artística, e Marcio Abreu, da Cia. Brasileira de Teatro, responsável pela supervisão.

Num prenúncio do que irá presenciar, o público vê ao entrar diversas gaiolas fechadas e vazias. Na história, um casal divide um apartamento onde muitas regras foram estabelecidas e os espaços delimitados. Qualquer assunto precisa ser definido de antemão como “nada” ou “algo”.

Em meio a essa linguagem própria e seus abismos, que envolvem outra mulher no passado, eles relembram o que gostariam de esquecer.

Essa é também a primeira vez em cinco anos que a companhia convida uma atriz de fora – Helena Portela veio se juntar como a magnética Anna a Alexandre Zampier e Janaina Matter, que vivem o casal e seus mistérios.

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