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Sede única para a Embap

Programa de cooperação entre a Fundação Cultural e a escola quer unir a universidade com o Centro de Criatividade. Cursos e atividades no local continuarão normalmente

Centro de Criatividade de Curitiba, no Parque São Lourenço, deve abrigar a Embap. As atividades realizadas atualmente no espaço continuarão normalmente, segundo a Fundação Cultural |
Centro de Criatividade de Curitiba, no Parque São Lourenço, deve abrigar a Embap. As atividades realizadas atualmente no espaço continuarão normalmente, segundo a Fundação Cultural
 
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Sede única para a Embap

Desde que assumiu a direção da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap), em 2012, Maria José Justino vem fazendo uma verdadeira peregrinação para conseguir que a escola, hoje dividida em três prédios no centro da cidade, em condições precárias, consiga uma sede única. Depois de muitas conversas e possibilidades, o desejo de ver uma estrutura unida parece estar próximo: a Embap deve funcionar no espaço do Centro de Criatividade de Curitiba, que pertence à prefeitura. As atividades que acontecem hoje no espaço, como cursos e ateliês na área de artes visuais, permanecerão no mesmo local.

A Embap e a Fundação Cultural de Curitiba (FCC) dizem que a intenção é unir esforços para que o local, no parque São Lourenço, se transforme em um centro de ensino e cultura – o prefeito Gustavo Fruet está de acordo com a cessão de uso do espaço. Falta, agora, o governo do estado firmar esse protocolo com o município.

A escolha do local se dá, principalmente, pelo terreno ter espaço para a construção de outro prédio, já que o atual abrigaria, de acordo com estudos preliminares feitos pelo Patrimônio Histórico e Artístico, 70% da Embap. E também pela região, que tem forte potencial cultural, com a Pedreira Paulo Leminski e o Museu Oscar Niemeyer próximos.

Inicialmente, a ideia da Embap, cujos aluguéis dos prédios (nas ruas Francisco Torres, Comendador Macedo e Benjamim Constant), com pouco espaço e sem acessibilidade, custam cerca de R$ 1 milhão por ano, era a de construir um prédio totalmente novo em algum terreno do estado. “O Flávio Arns [ex-secretário de educação], visitou a Embap e sentiu os problemas, pediu um levantamento dos prédios do estado, mas descobrimos que não tinha nenhum”, explica Maria José. Depois de mais conversas, chegaram ao Centro de Criatividade. “A cidade é quem ganha. Fico imaginando um corredor cultural ali, com os grupos da Embap se apresentando no Parque São Lourenço para a população, e o surgimento de ateliês e barzinhos nas margens do Rio Belém.”

Para abrigar também a Embap, o prédio precisará de adaptações. “Temos recursos para prepararmos para a acessibilidade, que faz parte de um programa que, em sete anos, quer zerar a falta de acessibilidade nos equipamentos da Fundação Cultural”, explica o presidente da FCC, Marcos Cordiolli.

Segundo ele, não será cobrado nenhum aluguel do estado pelo uso do espaço, mas a prefeitura quer um plano de investimento do governo do estado. “Assim como terá o município. Não vamos ceder o centro, será uma convergência para atuarmos juntos na área de formação e difusão”, salienta o presidente. Maria José ressalta ainda que a intenção é pensar em atividades conjuntas, além de ceder parte do espaço do prédio central da Embap, na Emiliano Perneta, para a FCC. A estrutura está fechada, mas há recursos para parte da reforma.

Hoje, além da convivência entre alunos e professores ser prejudicada pela sede fragmentada, a Embap perde pontos na avaliação do Ministério da Educação (MEC) por causa da infraestrutura física, e não abriga com conforto atividades como ensaios da Orquestra Sinfônica da Belas e de outros grupos. Além disso, o curso de Museologia está aprovado há dois anos pelo Conselho Estadual de Educação, mas não é aberto por falta de espaço.

Para Maria José Justino, a economia com o aluguel daria algum fôlego ao estado para investir no projeto. “Nós não estamos pensando que o estado da noite para o dia vai ter dinheiro para tudo isso. Mas acho que é possível. Hoje, com R$ 7 milhões, nós fazemos a adaptação no Centro de Criatividade”, acredita. Maria José também está pedindo apoio de setores da sociedade civil e empresarial para o projeto – terá audiências na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e está consultando a OAB-PR sobre a possibilidade de abrir uma conta para angariar doações com a sociedade civil. “É um grande mutirão para a escola sair, e um grande momento para o governador e o prefeito acenarem para a cidade que é possível estar acima dos partidos para criar algo que interessa a todos.”

Atividades mantidas

Inaugurado em 1973, na primeira gestão da prefeitura de Jaime Lerner, o Centro de Criatividade realiza cursos na área de artes visuais e abriga um ateliê de escultura. Segundo Marcos Cordiolli, todos os cursos e atividades continuarão normalmente, e não serão mudados de espaço. “No caso de uma grande obra que nos obrigue a fechar parte do edifício, vamos garantir a construção de um espaço provisório. É um compromisso que tenho com os servidores e alunos.”

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