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TEATRO

Vigor Mortis comemora 20 anos com peça cheia de vampiros e muito suspense

Com quase três mil mortes em cena desde 1997, a companhia criou linguagem própria e nesta montagem faz uma homenagem ao autor Rubens F. Luchetti.

  • Sandro Moser
Vigor Mortis que estreia nesta quinta-feira(20) . | Antônio More/Gazeta do Povo
Vigor Mortis que estreia nesta quinta-feira(20) . Antônio More/Gazeta do Povo
 
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“Curitiba é um lugar perfeito para vampiros: falta sol e sobram canalhas”. Esta fala sai da boca de Vonetta, uma das criaturas que compõem o elenco de “A Macabra Biblioteca do Dr. Lucchetti”, peça da companhia Vigor Mortis, dirigida por Paulo Biscaia Filho, que estreia nesta quinta-feira (20) na Cia. Dos Palhaços com temporada até o dia 30 de abril.

A montagem em clima “noir gótico” celebra os 20 anos da companhia curitibana e faz parte de um pacote de quatro produtos inspirados pelo universo do ficcionista brasileiro Rubens Francisco Lucchetti. (Leia mais abaixo.)

Além da peça, será lançada a história em quadrinhos “Museu dos Horrores”, desenhada por José Aguiar, o curta “As Noites Diabólicas de Paula Clossidy”, adaptado de um conto do autor com direção de Biscaia e um documentário como mesmo nome da peça.

“Este filme é uma longa entrevista que fiz com Luchetti em sua casa em Jardinópolis. A Vigor Mortis e ele vivem no mesmo universo. Como nós ele se apropria de todo pulp lobisomens, monstros, vampiros, mulheres fatais, detetives, cientistas malucos”, conta Biscaia.

Veja fotos do elenco da nova peça da Vigor Mortis:

A Macabra Biblioteca do Dr. Luchetti é uma reunião de personagens recorrentes em várias obras do autor.

Para Biscaia, além da homenagem ao autor é também é uma auto celebração. Ele explica que é uma espécie de Vigor Mortis “greatest hits” da companhia. “Nos fazemos com mais força coisas que nós fizemos em outras peças e filmes”, disse o diretor.

Para ele, o argumento da peça tem tudo para virar uma série de tevê. “Faz tempo que eu não fico tão feliz com uma peça. Chegamos num lugar em que o elenco se encontrou de forma assustadoramente potente para a cena”.

Ele explica que como se trata de “ficção barata”, os preços das peças e dos produtos são acessíveis. R$ 10 a entrada e os quadrinhos vendidos a R$ 5.

“Não faz sentido cobrar caro. Tanto a nossa companhia como o Luchetti se orgulha de em ser popular, mas sem tratar o público como idiota”.

Milhares de mortes e litros de sangue em cena

Desde que a Vigor Mortis estreou com a peça “PeeP - através dos olhos de um serial killer” em novembro de 1997, foram realizadas 69 mortes em cena nas 27 montagens da companhia. Se multiplicadas pelas 780 apresentações do grupo, são 2.768 óbitos no palco. O volume de sangue derramado também impressiona: são em média 5 litros por peça.

Os números orgulham Biscaia. “Disseram que não valia a pena apostar no nosso estilo de teatro, mas não foi o que o tempo mostrou”.

Com espetáculos influenciandos pela pesquisa do Grand Guignol (o teatro de horror grotesco francês do século 19), bem como a integração de linguagens entre teatro, HQs e cinema, a Vigor Mortis criou uma linguagem própria e se estabeleceu como uma das mais criativas companhias brasileiras.

Com montagens como “Morgue Story” (2004), “Graphic” (2006) e “Hitchcock Blonde” (2008), entre outras, a Vigor Mortis conquistou mais de uma dezena de prêmios e viajou o mundo em festivais de teatro.

A companhia vem conquistando espaço no cinema com suas adaptações de Morgue Story e Nervo Craniano Zero, que recebeu prêmio de Melhor Filme em Montevidéu, e São Francisco , além do prêmio de Melhor Diretor no New Orleans Horror Film Festival. Para 2017,a companhia prepara o lançamento de vários projetos em cinema, livro e teatro.

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