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A influência dos pais na escolha profissional dos filhos

Publicado em 22/10/2013 |
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Antes, as profissões mais escolhidas pelos jovens eram Medicina, Direito, Odontologia e outras profissões que detinham tanto status quanto estas. O ofício era transmitido por gerações. Com a evolução dos mercados e do avanço da economia, o mercado de trabalho aumentou de tamanho e os jovens puderam tomar conhecimento de outras áreas para iniciar suas carreiras.

Entretanto, muitos fatores influem na escolha de uma profissão, as características e predisposições individuais, convicções religiosas, valores e crenças, situação econômica, a influência da família e dos pais. De tal modo, a família se mostra como um dos principais fatores que ajudam ou dificultam na escolha do jovem quanto a sua profissão. Tudo dependerá do histórico familiar e da abertura que o ambiente familiar proporciona ao jovem.

Jean Piaget, um dos maiores pensadores do século 20, explica que a construção da identidade humana e seus valores morais são construídos a partir da interação do sujeito com os diversos ambientes sociais. Ele ainda defende que é durante a convivência diária, principalmente com os pais, que construímos nossos valores, princípios e preferências. Assim sendo, a influência dos pais e de todas as pessoas com quem se convive pode determinar as escolhas futuras, mesmo que indiretamente.

Isso explica a escolha de muitos jovens que optam seguir o caminho já traçado pelos pais. Essa possibilidade pode ser reforçada quando a profissão é associada a um caso de sucesso, por conseguirem notar o lado positivo da profissão com mais facilidade. O mesmo acontece quando há traços negativos decorrentes da profissão, como o estresse, a falta de tempo ou de dinheiro, por exemplo. Neste caso, o exemplo pode repelir a possibilidade de seguir o mesmo caminho para evitar passar pelo mesmo.

Em alguns casos, a escolha da profissão ocorre ainda na infância. Não podemos esquecer que algumas pessoas nascem com uma predisposição para determinadas profissões e isso é facilmente reparado pelas pessoas à sua volta. Porém, para a maioria dos jovens, a pergunta “o que você quer ser quando crescer?” não é tão simples de ser respondida. O que percebo é a oscilação quanto à escolha de uma profissão rentável e segura, mas que não satisfaz, ou a opção por uma atividade atrativa, mas que não traz “rapidamente” estabilidade financeira.

O papel dos pais nesse momento pode ser uma alternativa. De maneira neutra, é preciso que eles exponham suas visões para que o jovem tenha mais condições de tomar uma atitude ponderada. A atuação dos pais como conselheiros neste momento pode ser crucial para a escolha dos filhos. Afinal, os pais conhecem suas competências e facilidades como ninguém. Com isso tudo, podem mostrar a realidade do mercado de trabalho, suas experiências e as vantagens e desvantagens de cada profissão. Podem também proporcionar o contato do jovem com um profissional da área. Essas são apenas algumas das opções que os pais podem encontrar para direcionar melhor a escolha dos filhos.

Claro que não existe uma regra absoluta. Mas os pais precisam participar da escolha dos filhos sem imposições, e permitir que eles se sintam seguros e confortáveis com a profissão que irão seguir. É preciso que o jovem vislumbre seu futuro na profissão. É normal também que a indecisão paire sobre a cabeça dos jovens nesse período. Não sabem aonde ir, como montar um plano de carreira, o que esperar da profissão. Às vezes, querem trocar de curso. Nestes casos, os indecisos podem recorrer a um psicólogo especialista em psicoterapia vocacional. Geralmente as universidades têm uma unidade de apoio ao aluno. Lá, além de orientações de carreira, é possível observar quais programas de estágio estão disponíveis e quais combinam com o perfil do estudante.

O que posso dizer é que há uma maior chance de conquistar a satisfação profissional quando escolhemos por nós mesmos. Afinal, podemos até percorrer um caminho para agradar a uma terceira pessoa, mas de uma maneira ou de outra a vida sempre nos conduz para o que nós realmente queremos. Porém, o melhor é encontrar a felicidade sem devaneios, não? Por isso, se você é pai, converse e aconselhe, apenas. Se você é filho, pense e decida por si mesmo!

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