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Leonardo Mendes Jr.

Ao ataque

Publicado em 29/06/2012 |
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A contratao de Jorginho permite duas interpretaes. O Atltico leu apenas a linha mais reluzente do currculo do treinador, que aponta para o acesso folgado com a Portuguesa, e o contratou sem saber ao certo de que forma a promoo foi conseguida. Houve um estudo mnimo da maneira como o tcnico gosta de ver seu time atuar e percebeu-se que era ele o nico treinador acessvel capaz de fazer o elenco rubro-negro jogar como mais se sente vontade: no ataque.

O atleticano pode ficar tranquilo. No ver zagueiro de centroavante nem jogadores fazendo voos sem escala do time titular para o limbo, mas deve ter certeza de uma coisa: Jorginho est muito mais para Carrasco do que para os outros treinadores que passaram recentemente pelo clube. Inclusive com alguns experimentalismos que os mais conservadores eu no estou entre eles podem chamar de inveno.

Lus Ricardo, que sempre foi atacante de velocidade, virou lateral-direito nas mos de Jorginho. Edno, lateral e meia-esquerda por onde passou, inclusive no Atltico, tornou-se centroavante. E mais de uma vez Marco Antnio, armador avanado do Grmio, cumpriu a funo de segundo volante no Canind. Essas mexidas, sempre buscando o ataque e o gol, fizeram a Portuguesa passear pela Srie B de 2011, a ponto de, em tom de brincadeira, virar BarceLusa.

O esquema base de Jorginho o 4-2-3-1. Sempre com laterais aptos a atacar Gabriel Marques e Heracles no so exatamente isso , apoiados por meias que caem pelo lado e com um atacante fazendo o piv, alm de um armador mais centralizado. Deivid, Zezinho, Ligera, Paulo Baier e mesmo Fernando se encaixam nas funes. Mas o Atltico precisa de mais. Jorginho sabe disso e deixou claro quando disse que quem faz time subir jogador.

Uma fora que no se restringe ao gramado. O elenco rubro-verde do ano passado comprou junto com Jorginho a ideia de levar a Portuguesa Srie A. O grupo de 2012, modificado, foi rebaixado no Paulisto, fazendo dirigentes da Lusa falarem abertamente que alguns atletas queriam derrubar o treinador.

A diferena de resultados no mesmo clube no com o mesmo time mostra outra faceta do trabalho de Jorginho. Por mais espetacular que tenha sido o passeio da BarceLusa, 2011 foi o nico grande ano de Jorginho no banco de reservas. Suas passagens por Ponte Preta e Gois foram breves e ruins; e no Palmeiras foi o auxiliar que vira interino, situao em que tudo joga a favor, pois os atletas se mobilizam para dar uma fora ao amigo que ganhou a chance de virar chefe. Ou seja, Jorginho no deixa de ser uma aposta. Uma aposta com muita chance de dar certo. Se tiver jogador. O prprio treinador j avisou que no mgico.

P.S.: Ricardo Drubscky nem sequer assinou contrato. A negociao com Jorginho humilhou profissionalmente o treinador mineiro. A nica explicao para ele no pedir demisso j ter chegado sabendo que em breve outro poderia tomar o seu lugar.

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