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Talento em pauta

Sobre a demissão inesperada e o plano B

Publicado em 29/07/2012 |
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Sei que hoje é domingo, para muitos o dia de descansar do trabalho e curtir a vida com família e amigos, mas preciso fazer duas perguntas para que a semana comece com reflexões: o que você faria se amanhã você recebesse a notícia de que está demitido? Você tem um Plano B?

As pessoas geralmente começam a planejar e pensar em seus planos B e C somente quando estão insatisfeitas com o trabalho ou quando desconfiam estarem prestes a ser demitidas. O problema nisso é que todos estão suscetíveis a serem pegos desprevenidos, com as calças na mão, e sem coringas na manga. Contarei hoje dois breves casos reais. Um deles, mais comum, o outro, inesperado. Os nomes dos envolvidos foram trocados para preservar a identidade das pessoas.

Caso 1: Carla trabalhava em uma instituição financeira multinacional e ocupava um cargo de média gestão, como gerente. Seu superior, o diretor Bruno, iria viajar e, por isso, não conseguiria finalizar algumas tarefas importantes. Por isso, encarregou Carla, sua melhor gerente, para que finalizasse estes afazeres, e para que já a treinasse para assumir uma posição maior no futuro. Durante a viagem de Bruno, Carla notou algo de estranho nas tabelas e números e começou a desconfiar fortemente que desvios de dinheiro estivessem ocorrendo.

Ao investigar mais a fundo, descobriu sequências e sequências de procedimentos ilegais. Constatou e coletou provas de que estavam sendo praticadas por pessoas de outro setor que também estava subordinado ao seu chefe Bruno. Ao coletar todas as evidências, levou ao setor de investigações que a empresa possui, para que a apuração fosse concluída e as medidas cabíveis fossem tomadas. Duas semanas depois Carla foi demitida, sem ter a menor ideia do motivo disto ter acontecido.

Caso 2: Manuela trabalhava como secretária há quatro anos em uma empresa de médio porte. Querida por todos por seu jeito amável, na firma era como se trabalhasse por duas ou até três pessoas, tamanha a eficiência em atender telefonemas, agendar compromissos, realizar atendimento aos clientes e auxiliar algumas áreas da empresa com trabalhos administrativos e operacionais.

Em certo momento, começou a sentir-se só no trabalho que desempenhava e tentou renegociar salário, cargo e funções com seu chefe. Os pedidos foram negados, além disso, por alguma razão inexplicável, ela começou a temer que seria demitida em breve. Movida pela dúvida da permanência no emprego e pela insatisfação em não progredir, Manuela procurou por outros empregos, a fim de melhorar a renda e pela vontade em desempenhar um papel mais importante, como secretária executiva de algum diretor ou presidente. Realizou algumas entrevistas e, para uma delas, era a favorita para ser contratada. Seria, enfim, a secretária executiva do diretor de uma grande empresa. Precisava somente ser entrevistada e aprovada por ele mesmo.

Porém, antes de ir a esta entrevista, Manuela contou a seu chefe que esteve nos últimos tempos procurando outra oportunidade e que tinha uma entrevista naquele dia. O superior levou a situação a outros colegas e ao diretor da companhia. Concluíram que ela era importante para a empresa e perde-la seria péssimo. Por fim, resolveram promovê-la a secretária executiva de um dos diretores da empresa e contrataram uma secretária nova, que ela mesma treinaria. Mesmo que a oferta salarial na outra empresa fosse bem maior, Manuela decidiu ficar. O que pesou? O clima organizacional e o relacionamento com os colegas.

Casos distintos, resultados também. Carla, mesmo movida pela ética, foi surpreendida com uma demissão totalmente inesperada. Manuela, apesar de não correr risco real de demissão, iniciou um Plano B ao menor sinal de desconfiança e conseguiu uma promoção. A realidade é que há muitas pessoas que invariavelmente demitidas “de surpresa”. Como agir? O que fazer? Que rumo tomar? Esse baque da demissão pode ser superado com algumas poucas e boas dicas. Falarei sobre isso no artigo de terça-feira. Até lá!

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