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saúde

90 casos da doença mão-pé-boca em creches colocam cidade da RMC em alerta

Os casos foram confirmados em crianças dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs)

  • Alex Silveira, especial para a Gazeta do Povo
 | Divulgação/Prefeitura de  Mandirituba
Divulgação/Prefeitura de Mandirituba
 
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Após a confirmação de 90 casos da doença mão-pé-boca em crianças dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) de Mandirituba, cidade na Região Metropolitana de Curitiba, a prefeitura adotou medidas para evitar um surto da doença no município. Os primeiros casos chegaram ao conhecimento da Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer há duas semanas. Um alerta foi enviado aos pais das crianças e aos funcionários das instituições, para que reforcem os cuidados relacionados à higiene das crianças. Ao todo, 453 crianças de zero a três anos estão matriculadas nos cinco CMEIs de Mandirituba. Essa é a segunda cidade a confirmar casos da doença, a primeira foi Colombo.

Andreia Rodrigues de Lima, pedagoga responsável pela coordenação dos CMEIs de Mandirituba, disse que as principais medidas tomadas, assim que os casos se tornaram conhecidos, foram a vistoria dos CMEIs por um pediatra, o reforço na higienização das salas, dos utensílios e brinquedos e a mudança na programação para o desenvolvimento de atividades ao ar livre.

Leia também: Vigilância investiga casos da doença mão-pé-boca em escolas e CMEIs de Colombo

“Além do comunicado enviado aos pais explicando a síndrome, também acionamos a Secretaria [Municipal] de Saúde e redobramos os cuidados com a higiene no trato com as crianças. A visita do pediatra serviu para orientar as professoras e dar diretrizes para que, a qualquer sinal da doença, os pais da criança fossem imediatamente orientados a encaminhá-la para avaliação médica”, explicou a pedagoga.

Claudia Bozza Fehlauer, da Vigilância Epidemiológica de Mandirituba, explica que todas as unidades dos CMEIs estão recebendo vistoria nas últimas semanas. “Vamos a todos os CMEIs e encaminhamos as crianças com os sintomas de falta de apetite, febre, dor de garganta e que a presentem pequenas bolhas avermelhadas para o Hospital Municipal”, explica.

Entenda: Conheça os sintomas da doença

A prefeitura de Mandirituba mantém um médico pediatra de plantão para dar atendimento especial aos casos da doença. Segundo Giselly Leal, secretária municipal de Saúde, ações rápidas são de extrema importância para a doença não se espalhar. “A doença mão-pé-boca é contagiosa e tem mais incidência em crianças menores de 5 anos, justamente a idade presente nos CMEIs”, disse.

O diretor de Comunicação da prefeitura, Alex de Paula, informou que “os 90 casos da doença mão-pé-boca estão controlados em Mandirituba, no entanto, segue a orientação para os funcionários dos CMEIs informarem qualquer nova manifestação de sintomas da doença nas crianças”.

Veja também: Erastinho: hospital para tratamento do câncer infantil começa a ser construído em maio

Doença mão-pé-boca

De acordo com site do Dr. Drauzio Varella, a doença mão-pé-boca é causada pelo vírus Coxsackie da família dos enterovírus. Ela é contagiosa e é mais comum na infância, antes dos cinco anos de idade. A transmissão se dá pela via oral ou fecal, por meio do contato direto com a saliva e outras secreções, ou então por meio de alimentos e de objetos contaminados. Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas. Não há vacina contra a doença.

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