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Cálculos de PIB, trabalho, consumo e preço vão mudar

Em grande mudança promovida pelo IBGE, taxa de desemprego, atualmente medida em seis regiões metropolitanas, passa a ser feita em todo o país

Com as alterações, a taxa de desemprego de Curitiba passa a ser monitorada pelo IBGE |
Com as alterações, a taxa de desemprego de Curitiba passa a ser monitorada pelo IBGE
 
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A partir do ano que vem, o Brasil vai conhecer melhor o Brasil. As principais estatísticas brasileiras, que orientam as políticas públicas mais importantes, estão mudando e o IBGE começa em 2013 a divulgar os novos resultados que estão sendo preparados desde 2006. Vão mudar as estatísticas de mercado de trabalho, sociais, de consumo, de preços e do Produto Interno Bruto, e o setor de serviços e a saúde ganharam pesquisas específicas.

Segundo a presidente do IBGE, Wasmália Bivar, é o maior movimento de reformulação e inclusão de pesquisas já vivido pelo instituto nos seus 75 anos. “As pesquisas precisam ser reformuladas e ampliadas. Se o IBGE não se moderniza perde a relevância”, diz a presidente do instituto.

As estatísticas de mercado de trabalho são as que sofrerão as maiores transformações. A taxa de desemprego, atualmente em 5,3% e medida em seis regiões metropolitanas pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), ganhará o país. Mensalmente será divulgada taxa de desemprego nacional e ela deverá ser mais alta, se for seguir o padrão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que reformulada será o banco de dados do mercado de trabalho brasileiro. Pela Pnad, a taxa de desemprego em 2011 fora de 6,7% contra 6% da PME. Na última mudança, em 2002, a taxa média subiu de 7,3% para 11,8%.

“A taxa deve subir, mas nada radical. De 5,5% para algo entre 6,5% e 7%. A taxa que temos hoje é ridiculamente baixa nesse momento de desaceleração da economia. Vamos começar do zero, mas teremos dados melhores”, afirmou Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados.

Segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, no segundo semestre do ano que vem, quando a nova taxa de desemprego será divulgada, virá junto a série desde janeiro de 2012. E a PME permanece simultaneamente viva por um tempo ainda não determinado pelo IBGE. Mas ela vai acabar. Isso é certo. Os estados, as capitais e as regiões metropolitanas das capitais terão levantamento a cada trimestre. Ainda não foi decidido se os dados de rendimento serão divulgados todo o mês ou a cada trimestre.

As informações de educação, migração, fecundidade e dos domicílios continuam apresentados a cada ano. A Pnad do jeito que conhecemos hoje permanece até 2013.

Com a Pnad o ano inteiro colhendo informações, a abrangência geográfica e de domicílios cresce. Passa de 1.100 cidades para 3.464. E número de pessoas entrevistadas sobe de 667 mil para 845 mil.

IPCA chega a todas as capitais até 2015

No lote de pesquisas econômicas, o IBGE planeja alcançar todas as capitais brasileiras (hoje são 11 regiões metropolitanas) no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que serve de referência para o sistema de metas de inflação. Mas a mudança mais comentada é a atualização da forma de calcular o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país).

A adaptação ao novo manual das Nações Unidas de Contas Nacionais de 2008 — usamos o de 1993 — mudará a classificação de edição e gráfica: sai da indústria e entra em serviços. Setor que ganhará pesquisa específica mensal ano que vem.

A última divulgação das Contas Nacionais do terceiro trimestre abriu um debate entre os analistas econômicos. A expansão de 0,6%, metade do que esperavam mercado e governo, motivou a declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que pediria revisão dos dados da administração pública. O IBGE negou que tenha recebido pedido de revisão. O ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes pôs em dúvida os dados do setor financeiro, em queda no trimestre e que provocou boa parte dos erros de projeção. O economista sugeria que se usasse um agregado financeiro mais amplo do que o usado hoje para medir o setor. “Usar outro agregado é um equívoco, traz distorções sérias nos resultados”, disse Roberto Olinto, do IBGE.

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