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Carteiros iniciam greve, mas mantêm serviços em Maringá

Município tem aproximadamente 150 carteiros. Parte deles cruzará os braços a partir do meio-dia desta quarta-feira, segundo o sindicato

  • William Kayser
 
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Trabalhadores dos Correios de todo o Brasil deflagraram greve nesta quarta-feira (19). Maringá aderiu à paralisação, mas os serviços prestados não devem ser interrompidos nesta manhã. De acordo com o coordenador da subsede local do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Paraná (Sintcom-PR), Osmar Silva, parte do grupo de carteiros só vai parar após o meio-dia.

No Brasil, os funcionários reivindicam, entre outros pontos, 33% de reposição salarial, 10% de aumento real, além de R$ 200 de aumento linear em todas as funções. Os Correios fizeram uma proposta, que foi negada pela categoria.

No total, Maringá tem aproximadamente 150 carteiros. Silva confirmou que, apesar de parte desse grupo cruzar os braços após o almoço, os demais serviços devem continuar normalmente. "A greve não terá um impacto grande nos serviços, talvez apenas na entrega", comentou.

Silva confirmou que nem todos os carteiros de Maringá vão aderir ao movimento. "A população deve ficar tranquila. Já tivemos os trabalhos prejudicados em outros anos e isso não vai aparecer muito desta vez", confirmou. "O povo está cansado de receber correspondência atrasada."

Reivindicações

Os Correios ofereceram na última oferta 5,2% de reajuste salarial e salário base de R$ 991,77, além de outros benefícios. A categoria, porém, negou a proposta e reivindica 33% de reposição salarial, 10% de aumento real, além de R$ 200 de aumento linear (em todas as funções).

Os trabalhadores pedem também aumento no vale-refeição/alimentação e no vale-cesta, fim das terceirizações e das horas-extras e mais contratações. "Não é difícil ver carteiro trabalhando aos domingos ou feriados. Isso é uma constante", comentou Silva.

Em nota divulgada na terça-feira (18), a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ETC) informou que somente os itens econômicos da pauta de reivindicação dos sindicatos, se forem atendidos, gerariam um acréscimo de até R$ 25 bilhões na folha de pagamento da estatal, que tem previsão de receita de R$ 15 bilhões para este ano.

A empresa explicou que trabalha para aperfeiçoar o plano de saúde dos funcionários, de modo a agilizar a marcação de consultas e de exames. A assessoria dos Correios também informou que, nos últimos 21 meses, a empresa contratou cerca de 10 mil novos empregados e deve admitir mais de 9 mil até abril de 2013.

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