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O dólar avançava cerca de 2% e encostava em R$ 3,30 nesta quinta-feira (23), maior patamar em quatro meses no intradia, após o corte nas metas fiscais do governo alimentar temores de que o Brasil pode vir a perder seu valioso grau de investimento.

Às 11:27, o dólar avançava 1,79%, a R$ 3,2833 na venda. Na máxima da sessão, a divisa subiu quase 2,30% e atingiu R$ 3,2992 reais, maior nível intradia desde que foi a R$ 3,3162 reais em 20 de março.

O mercado teme que o país, depois de esperado rebaixamento pela Moody’s e pela Fitch, receba perspectiva negativa de alguma das agências. Com isso, ficaria na iminência de perder seu cobiçado grau de investimento.

“O que deve acontecer já no curto prazo é um rebaixamento pela Moody’s, com perspectiva negativa, mas sem a perda do grau de investimento”, escreveu o operador da corretora Correparti Jefferson Luiz Rugik, em nota a clientes. A Moody’s deve manifestar-se sobre a nota brasileira em breve após visita ao país na semana passada.

Governo reduz meta fiscal para 0,15% do PIB

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Meta fiscal menor

Na véspera, o governo reduziu a meta de superávit primário deste ano para R$ 8,747 bilhões de reais, ou 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB), contra R$ 66,3 bilhões, ou 1,1% do PIB, previstos até então. Além disso, abriu a possibilidade de abater até R$ 26,4 bilhões que, no limite, pode até gerar novo déficit.

As metas para 2016 e 2017, por sua vez, caíram para o equivalente a 0,7% e 1,3% do PIB, respectivamente. O objetivo anterior para cada um desses anos era de 2% do PIB, porcentual que agora só deverá ser alcançado em 2018.

Operadores entenderam que a decisão representou uma derrota para o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em seus esforços para reequilibrar as contas públicas brasileiras.

“Se parecer que o Levy vai continuar perdendo as batalhas, o mercado vai começar a colocar no preço a possibilidade de ele sair do governo, e aí sim o dólar explode”, disse o operador de um importante banco internacional.

Mais tarde, o Banco Central dará continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em agosto, com oferta de até 6 mil contratos, equivalentes a venda futura de dólares.

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