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PUCPR e Grupo Telefônica selecionam startups em Curitiba

Inscrições vão até 7 de maio. Ao todo, parceria quer escolher 10 boas ideias para impulsionar no espaço batizado de Crowd Hotmilk, no Prado Velho, em Curitiba

  • Fabiane Ziolla Menezes
A Hotmilk, aceleradora da PUCPR, e o Open Future, programa de inovação do Grupo Telefônica, selecionam startups em Curitiba. Na foto, o espaço da Hotmilk, que está sendo reformado para abrigar mais empreendedores. | João Borges/Grupo Marista/João Borges
A Hotmilk, aceleradora da PUCPR, e o Open Future, programa de inovação do Grupo Telefônica, selecionam startups em Curitiba. Na foto, o espaço da Hotmilk, que está sendo reformado para abrigar mais empreendedores. João Borges/Grupo Marista/João Borges
 
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Passaram-se quatro meses desde o anúncio oficial da parceria entre o Grupo Telefônica, controladora da Vivo, e a Hotmilk, a aceleradora da Agência de Inovação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), em Curitiba. Com os ajustes físicos do espaço, batizado de Crowd Hotmilk, em andamento, chegou a hora de arregaçar as mangas e captar as melhores ideias de Curitiba e região. Quem se destacar terá uma espécie de “atalho” para pleitear até US$ 50 mil ao fundo de investimento do Open Future.

A parceria vai selecionar 10 startups para acelerar. As inscrições estão abertas desde a última terça-feira (18), e seguem até 7 de maio. Tudo pode ser feito pelo site do Hotmilk. A primeira parte da escolha envolverá uma análise do material entregue na inscrição, que inclui projeto, informações sobre os membros da equipe de cada projeto, entre outros fatores.

Veja um resumo das etapas do programa do Crowd Hotmilk

Quem passar nesse primeiro funil, que contará com especialistas tanto do grupo Telefônica quanto da aceleradora da PUCPR, seguirá para a fase de entrevistas. “Embora não haja uma limitação [formal], o foco da seleção é Curitiba e região metropolitana”, frisa o coordenador da Hotmilk, Leonardo Tostes.

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Ele e o country manager do Telefônica Open Future, o programa global de inovação aberta e de empreendedorismo do grupo, Renato Valente, ressaltam que, embora a proposta de um espaço de crowdworking seja o de trabalho colaborativa e de pré-aceleração de ideias, os projetos apresentados têm de demonstrar certa viabilidade e as equipes, comprometimento, para passarem na peneira.

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“O programa, apesar de ser algo que é para ajudar o projeto a sair do zero, envolve bastante cobrança, dedicação. Quem se inscrever precisa ter em mente que precisará realmente se dedicar ao projeto e estar presente no Hotmilk”, diz Tostes. “Se a pessoa não estiver presente sairá perdendo, não só em termos de troca com outros empreendedores, mas em oportunidades de investimento e aprendizado”, reforça Valente. Uma das exigências é que pelo menos um membro de cada time deverá passar 20 horas semanais no cowork ou ter essas 20 horas divididas entre os membros.

Como vai funcionar

A ideia é que os 10 selecionados tenham três meses para tirar o produto ou serviço do papel. “Quem conseguir fazer isso terá mais quatro meses para desenvolver o modelo de negócios, um plano de execução, vendas, etc”, explica Tostes.

E é partir dessa fase que a coisa fica ainda mais séria. Quem atrair os olhares do Grupo Telefônica, por exemplo, poderá pleitear apoio financeiro via Wayra, o fundo de investimentos do Open Future, e receber até US$ 50 mil para acelerar o novo negócio e mais US$ 50 mil em treinamentos, serviços e outros auxílios.

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Um pequeno histórico das parceiras

“O Open Future já investiu, ou seja colocou dinheiro em troca de participação minoritária, em pouco mais de 700 startups pelo mundo. Além disso, aceleramos mais de 1,5 mil projetos”, conta Valente. Globalmente, o Open Future já tem dez anos de atuação, mas a chegada ao Brasil é recente, de 2016.

O Crowd Hotmilk é o quarto espaço desse tipo no Brasil e o segundo no Paraná – o primeiro surgiu em Londrina em maio de 2016, numa parceria do Grupo Telefônica com a UEL e o Sebrae Paraná. No Brasil, os outros dois, também inaugurados no ano passado, são o Crowd Vale da Eletrônica, em Santa Rita do Sapucaí, Minas Gerais, em uma parceria com o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) e a Ericsson, e o Crowd Senac, em Santo Amaro, São Paulo, numa parceria entre o programa e o Centro Universitário Senac da região.

A Hotmilk foi lançada em 2014 pela PUCPR, com o objetivo de impulsionar novos negócios de forma local e com alcance internacional. De lá para cá, a aceleradora impulsionou 82 projetos e empresas.

Mas não é só de aceleração que ela vive. A Hotmilk também presta consultoria a empresas, governos e fundos de investimentos – atividade que também é a principal fonte de renda da aceleradora –, além de possuir um laboratório de produtos tecnológicos para desenvolver projetos com parceiros, o LabX, e também ter um programa educacional com nanodegrees e vivências batizado de Academy.

Resumo do programa do Crowd Hotmilk:

1. Período: serão 3 + 4 meses, sendo os três primeiros com foco no produto e os quatro seguintes com foco em marketing e comercialização.

2. Participação: os participantes podem ser cortados do programa a qualquer momento. Porém um momento será crucial no final do terceiro mês: neste período serão escolhidos os times que vão participar dos próximos quatro meses.

3. Dia a dia: a participação no dia a dia será uma das demandas. Pelo menos um membro de cada time deverá passar 20 h semanais em nosso cowork ou ter essas 20h divididas entre os membros.

4. Eventos: será obrigatória a participação nos eventos, palestras, oficinas e mentorias. A Hotmilk opera de segunda a sexta das 7 h às 22 h e sábados das 7 h às 15 h.

5. Wayra: a participação neste programa não garante vaga na aceleradora Wayra, mas serve como forma de ”atalho” para participar do processo seletivo.

6. Desistência: as equipes que abandonarem o programa antes do seu término serão cobradas a pagar uma compensação.

7. Contrapartida: ao final do terceiro mês, no comitê de transição entre fases, serão escolhidos algumas equipes para continuar. As que forem escolhidas deverão deixar 3% de participação societária pelos benefícios entregues e pelos que irão receber ao continuar no programa ou então pagar uma compensação. As equipes que forem cortadas pelo comitê NÃO precisarão deixar participação da empresa ou pagar a compensação.

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