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Figueiredo confirma construção de nova ferrovia até Paranaguá

Com essa decisão, fica descartado o projeto original do governo federal, anunciado em 15 de agosto, de construir uma nova linha ferroviária para ligar o Oeste do estado ao porto, passando por Santa Catarina

O presidente da Empresa Brasileira de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, disse que o governo federal compromete-se a construir novo ramal ferroviário até Paranaguá durante reunião do Fórum Futuro 10 |
O presidente da Empresa Brasileira de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, disse que o governo federal compromete-se a construir novo ramal ferroviário até Paranaguá durante reunião do Fórum Futuro 10
 
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O presidente da Empresa Brasileira de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, confirmou nesta segunda-feira (5) a disposição do governo federal de construir uma nova ferrovia para ligar Cascavel, no Oeste, até Paranaguá, no litoral do estado. A obra é uma reivindicação antiga do setor produtivo do estado e uma importante opção para o escoamento da produção agrícola do Paraná para outros países, através do Porto de Paranaguá. A sinalização do comprometimento com a nova ferrovia foi dada por Figueiredo em entrevista à Gazeta do Povo, publicada nesta segunda.

A confirmação da iniciativa aconteceu em reunião com o governador em exercício, Flavio Arns e o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho. O encontro faz parte da programação do Fórum Permanente Futuro 10 Paraná. “Hoje ficará marcado como o primeiro dia de trabalho para a construção da ligação entre Cascavel e Paranaguá”, anunciou Figueiredo.

Com essa decisão, fica descartado o projeto original do governo federal, anunciado em 15 de agosto, de construir uma nova linha ferroviária para ligar o Oeste do estado ao porto, passando por Santa Catarina (a fim de desviar da Serra do Mar) e compondo um binário com a atual ferrovia, que é explorada pela ALL. A EPL pretende iniciar o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) do trecho nos próximos quatro meses. “Não podemos perder tempo. Temos que ser agressivos para eliminar o déficit logístico que temos há décadas”, explicou Figueiredo.

Há dois fatores que precisam ser melhor discutidos e que podem alterar o projeto inicial formulado pelo Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) e abraçado pela EPL: o impacto ambiental da obra, já que corta um trecho de mata virgem na Serra do Mar, e a atuação da Ferroeste no trecho já existente, entre Cascavel e Guarapuava.

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