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Greve da Anvisa pode parar o porto de Paranaguá

Sede do órgão no litoral está fechada e não cumpre a manutenção mínima de 30% do efetivo. Fila chega a 131 navios

  • Oswaldo Eustáquio, especial para a Gazeta do Povo
Sede da Anvisa em Paranaguá: portas fechadas |
Sede da Anvisa em Paranaguá: portas fechadas
 
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As chuvas na região do litoral do estado e o grande volume de produção foram responsáveis pela fila de navios no Porto de Paranaguá nos últimos dias. Com a melhora do tempo na cidade, havia expectativa de desafogar o acúmulo de embarcações, no entanto, uma greve dos servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está prejudicando as operações portuárias em Paranaguá. A Anvisa não emite desde segunda-feira, 16 de julho, os certificados de livre prática – que permitem a entrada e saída de pessoas a bordo dos navios, o abastecimento das embarcações e a operação no porto. De acordo com o site da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), ontem houve um pico de 131 navios ao largo.

A greve ocorre em um momento crucial que poderia ser importante para desafogar a operação no porto, que só não está totalmente parado porque alguns navios conseguiram a autorização anteriormente. De acordo com o presidente do Sindicato das Agencias de Navegação Marítima do Estado do Paraná (Sindapar), Argyris Ikonomou, no entanto, a situação pode ficar crítica se a Anvisa não começar a reemitir os certificados. “Já tivemos navios que foram desviados para outros portos do Brasil, o que já traz prejuízos. Com isso a perda é em cadeia. Perde o Porto de Paranaguá, a comunidade portuária, os usuários, e os navios e suas tripulações”.

Para tentar resolver o imbróglio, o Sindicato das Agencias de Navegação Marítima do Estado do Paraná entrou na quarta-feira com pedido de liminar para que o contingente de 30% da Anvisa trabalhasse efetivamente atendendo as necessidades essenciais dos usuários, como o recebimento de solicitações e concessão da livre prática para os navios. A Justiça, no entanto, deu prazo de 72 horas para o órgão rever o posicionamento. Segundo Argyris, um dia de espera de cada um dos 130 navios pode custar 20 mil dólares, em média.

Em nota, a Anvisa disse que os 30% do efetivo – são cerca de 20 funcionários no litoral – seriam mantidos, mas a reportagem da Gazeta do Povo encontrou a sede do órgão em Paranaguá fechada. A greve é nacional e envolve também outras agências reguladoras. Amanhã assembleias devem rediscutir o andamento do movimento no país.

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