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O número de agências bancárias que fecharam nesta quarta-feira (19) em todo o país, no segundo dia de greve dos bancários, subiu para 7.324, ou cerca de 33% do total de 21.714 unidades. Nesta terça-feira (18), no primeiro dia da paralisação, o número era de 5.132 agências - pouco menos de 25%. O balanço foi divulgado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), com dados enviados pelos 137 sindicatos que integram o Comando Nacional dos Bancários até as 17h45 desta quarta-feira.

No ano passado, 6.248 agências ou centros administrativos fecharam no segundo dia de greve. "Os banqueiros pagaram pra ver e estão vendo a força da greve", disse o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro, que espera que a paralisação ganhe novas adesões a cada dia.

A última proposta apresentada pelos banqueiros foi de reajuste linear para salários, pisos e benefícios de 6%. A proposta passa longe da reivindicação dos trabalhadores que pedem 10,25%, sendo 5 pontos porcentuais de aumento real. Antes de iniciar a greve, os bancários realizaram duas assembleias gerais, no dia 12 e no dia 17 deste mês.

Segundo informou Cordeiro, a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) não procurou os trabalhadores para nova negociação. A greve continua à espera de uma nova proposta dos banqueiros. Procurada, a Fenaban não quis comentar o movimento grevista.

Em São Paulo, Osasco e Região, 24.500 trabalhadores participaram da paralisação no segundo dia da greve. De acordo com a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, a greve já está mais forte este ano do que no segundo dia de mobilização de 2011. "É um pouco maior que o segundo dia do ano passado e nós estamos preparados para fortalecer a greve até que a Fenaban nos chame para negociar", disse.

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