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Brasileiro vai deixar de empreender por necessidade em 2018, aponta economista-chefe do Santander

Banco estima que 2,5 milhões de empresas vão ser abertas no Brasil, em 2018. Muitas delas de olho em oportunidades de negócios

  • Naiady Piva
Santander estima que 2,5 milhões de empresas vão ser abertas no Brasil, em 2018 | Felipe RosaTribuna do Paraná/Arquivo
Santander estima que 2,5 milhões de empresas vão ser abertas no Brasil, em 2018 Felipe RosaTribuna do Paraná/Arquivo
 
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O brasileiro vai deixar de abrir empresas por necessidade, em 2018. E passar a empreender de olho nas oportunidades. A análise, otimista, é do Santander. O banco também prevê a criação de 1,3 milhões novas vagas de emprego ligadas ao empreendedorismo, até o fim deste ano. E acredita que novas empresas serão criadas já com um espírito de aproveitar oportunidades de negócios.

O economista-chefe do Santander, Maurício Molan, explicou à Gazeta do Povo a análise de que "provavelmente a gente vai ver este processo de empreendedorismo por oportunidade. Que é a consolidação do empreender por conta própria, não no desespero". O banco publicou recentemente dois estudos em que analisa a atividade empreendedora no país.

>> Brasil é campeão da burocracia: 80 dias só para abrir uma empresa

A expectativa  leva em conta o fato de que a criação de novas empresas segue num ritmo acelerado, mesmo num cenário em que há oferta de mais e melhores empregos. Sinal de que o brasileiro segue insistindo em ter um negócio próprio, mesmo num cenário em que vislumbra uma colocação razoável no mercado de trabalho. 

Até o fim do ano, o Santander estima que 2 milhões de novas vagas de emprego devem ser criadas, somados os mercados formal e informal. Além disso, a curva da formalidade deve voltar a crescer. Molan destaca que os empregos formais são os primeiros a desaparecer, em período de crise, e também os últimos a se recuperar. As empresas esperam o máximo para contratar com carteira assinada. 

Novas — e melhores — empresas

Na outra ponta, há a criação de novas empresas, fenômeno no qual o Brasil se destaca. Na última década, o país manteve um ritmo de crescimento no número de negócios de 5% ao ano, bem acima da média da OCDE e da América Latina. 

Ritmo que sofreu um boom nos últimos três anos, período de crise econômica. Molan vê sinais associados ao empreendedorismo por necessidade meste período: a queda do emprego, somada ao crescimento da atividade empreendedora — empresas sendo abertas e mais gente trabalhando por conta própria. 

O Santander estima que 2,5 milhões de empresas vão ser criadas, no Brasil, até o final deste ano. O número não leva em conta as empresas que fecham (e muito menos aquelas "fantasmas", que deixam de existir mas seguem como ativas na Receita). 

Significa que não dá para estimar o crescimento da economia com base nisso. Mas é um termômetro do espírito empreendedor do brasileiro. Fatores culturais e comportamentais, aliás, "pesam na balança de forma favorável à atividade empresarial", ainda que o país tenha uma série de gargalos que dificultam a atividade empreendedora.

Empreendedorismo pode ser responsável por dois terços da geração de empregos 

Dos 2 milhões de novos postos de emprego que devem ser criados no Brasil, em 2018, dois terços devem ser oriundos da atividade empreendedora. Os números são da pesquisa "Empreendedorismo e Emprego em 2018", publicada pelo Santander. 

O cálculo leva em conta os postos ligados a empregadores, trabalhadores por conta própria, microempresas e pequenas empresas. Somados, estes setores devem criar mais de 1,3 milhão de novas vagas, nos setores formal e informal. 

O trabalho por conta própria e os postos de empregador devem crescer num ritmo mais acelerado do que os demais setores da economia. São considerados trabalhadores "por conta própria" aquelas pessoas que são donas de empresas, mas não têm nenhum funcionário. 

No setor privado, o emprego com carteira assinada deve crescer de forma mais acelerada que o informal. Postos na administração pública e no trabalho doméstico vêm na lanterna.

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