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Com serviço de contabilidade 24 horas, empresa de Curitiba quer faturar R$ 18 mi

A consultoria curitibana Roit apostou em ensinar as empresas a lucrarem com um serviço contábil focado menos em tributos e mais em gerenciamento de contas

  • Anna Simas Orgis Especial para a Gazeta do Povo
Lucas Ribeiro, sócio-fundador da Roit, viu sua consultoria faturar oito vezes mais em menos de dois anos com uma ideia simples, mas trabalhosa: contabilidade 24 horas. | Daniel CaronGazeta do Povo
Lucas Ribeiro, sócio-fundador da Roit, viu sua consultoria faturar oito vezes mais em menos de dois anos com uma ideia simples, mas trabalhosa: contabilidade 24 horas. Daniel CaronGazeta do Povo
 
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A aposta dos sócios Lucas Ribeiro, Valdir Lara Júnior e Edimar Leduc Peixoto Filho era prestar um serviço de contabilidade que fugisse do modelo tradicional: focar em lucro real, com uma atividade mais gerencial e menos fiscal. A ideia, que parecia um absurdo para os profissionais da área, era, na verdade, uma grande sacada e a solução para muitas empresas. A Roit, que nasceu em janeiro de 2016, provou isso com um faturamento que em menos de dois anos passou a ser oito vezes maior. Saltou de R$ 600 mil, no primeiro ano, para R$ 5 milhões em 2017. 

Mas se o crescimento pareceu grande em um curto período de tempo, o caminho que a empresa trilha promete um avanço maior ainda. As perspectivas de lucro para este ano são de R$ 18 milhões ou seja, trinta vezes superior em relação ao primeiro ano. 

Mas, para chegar até aí, a receita foi uma mistura de conhecimento de áreas diferentes com um olhar voltado a serviços com pouca oferta no mercado. Lucas, o sócio fundador, vinha de uma carreira profissional na área de tecnologia e prestava consultoria de gestão de relacionamento para clientes como Sebrae e Paraná Banco.

Começou trabalhando com tecnologia da informação, especialmente na área de desenvolvimento de programas. Depois, cursou as faculdades de administração e direito e antes de atuar diretamente com elas, resolveu investir em marketing de relacionamento. Foi aí que conseguiu o capital para montar a Roit. 

“Eu tinha bons clientes e ótima receita. Fazia projetos enormes e longos, mas todos eles dependiam muito de mim e isso me incomodava porque limitava o crescimento. Não conseguia tocar mais do que dois projetos ao mesmo tempo”, conta Lucas. 

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E foi esse incômodo o ponto de virada na carreira do empresário. Por conta da formação em direito, ele percebeu que a área tributária – somada aos seus conhecimentos de tecnologia e marketing – podia trazer novas ideias para seus negócios. Em 2011, começou então a prestar consultoria nessa área apenas para empresas, mas só em 2016 a Roit ganhou a configuração que tem hoje, com os outros dois sócios e voltada à contabilidade.

Marketing agressivo foi decisivo

O projeto da Roit levou um ano para ser desenhado. A proposta era prestar serviço contábil para as empresas, mas pensando em formas delas aumentarem seus lucros. “Começamos fazendo vários eventos para ensinar os empresários a economizarem, de maneira lícita. Passaram por nós cerca de 2500”, comenta Lucas.

Depois, investiram bastante em marketing. Espalharam 18 outdoors por Curitiba, além de fazer marketing digital. No total, foram R$ 500 mil de forma direta e mais R$ 500 mil de forma indireta, prestando serviços em troca de divulgação. Funcionou. A empresa atende hoje 62 grupos, no total de 308 empresas. “As empresas estavam cansadas de ter contabilidade despreocupada com lucro. Trabalhamos nisso e deu muito certo o modelo”, diz.

A Roit também apostou em prestar serviço 24 horas. Percebeu que muitos empresários – principalmente de multinacionais –, por terem agenda cheia, precisavam de consultorias em horários extras, geralmente à noite. Por isso passou a dispor seus serviços sem restrição de horário. Atuando em três turnos, a capacidade de trabalho da empresa foi triplicada.

Olhar para fora do Brasil e implantar política salarial agressiva foi fundamental

Mas trabalhar com um modelo de contabilidade diferente, mais gerencial e menos fiscal, exige profissionais não apenas capacitados, mas que acreditem na ideia. E encontrá-los não foi fácil. A ideia inicial era trazer gente de fora do país, principalmente dos Estados Unidos – que usam muito esse modelo de contabilidade –, mas isso ainda não se concretizou.

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A solução foi fazer o treinamento de contadores e outros profissionais contratados pela Roit. Foram de dois a três ciclos para toda equipe. Além disso, a empresa investiu em salários mais altos – paga o dobro do mercado – e em outros atrativos, como vans que buscam o funcionário em casa e café da manhã diário no local de trabalho. Em 2017, o espaço físico também cresceu para abrigar uma área interna de TI. Só em licença de programas foram gastos R$ 170 mil.

Hoje são 70 funcionários, além dos três sócios, mas a meta para 2018 é chegar aos 120. Além da sede em Curitiba, existe uma unidade comercial da Roit em São Paulo, mas mais duas operacionais estão a caminho, uma em Brasília e outra em Florianópolis. 

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