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Franquia do Raul, do Masterchef, busca parceiros para abrir novas lojas

Rede Mundo Cheff é especializada em artigos de cozinha. São mas de 1.200 itens à venda. Investimento inicial é de R$ 180 mil

  • Naiady Piva
Raul Lemos, do reality Masterchef, é sócio da rede Mundo Cheff | DivulgaçãoMundo Cheff
Raul Lemos, do reality Masterchef, é sócio da rede Mundo Cheff DivulgaçãoMundo Cheff
 
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A Mundo Cheff, que tem como sócio o carismático Raul Lemos, do programa Masterchef, está em busca de franqueados para expandir sua marca. Especializada em utensílios de cozinha, a rede aposta na crescente paixão do brasileiro por gastronomia para virar uma referência nesta área. As cidades de Curitiba e Rio de Janeiro são prioridade no plano de expansão da marca.

A Mundo Cheff abriu sua primeira loja há oito anos, no bairro de Pinheiros, em São Paulo. Rodrigo Chiavenato, o fundador, disse que viu um mercado promissor na gastronomia depois que passou a vender chopeiras em sua loja de gadgets de aventura.

Resolveu investir num modelo de loja compacto e relativamente barato, para trabalhar exclusivamente com utensílios de cozinha. A entrada no ramo de franquias ocorreu em 2015. Hoje a Mundo Cheff conta com um acervo de 1.200 itens diversos, como churrasqueiras, facas de titânio e panelas de cerâmica. Um bestseller é a provolera uruguaia, utensílio similar a uma colmeia que é utilizado no preparo de queijo. 

A rede tenta ocupar o que considera ser um vácuo no mercado brasileiro. Muitos de seus concorrentes, hoje, são lojas robustas, muitas vezes sem opção de franquia, que abrangem os utensílios domésticos como um todo e têm um custo alto de implantação.

As lojas têm uma média de 50 metros quadrados e investimento inicial de R$ 180 mil (mais gastos com ponto comercial). As cidades de Curitiba e Rio de Janeiro são prioridade no plano de expansão da Mundo Cheff. Hoje, são nove lojas espalhadas por São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo e Minas Gerais. A meta é fechar 2018 com 12 inaugurações, e cerca de 20 contratos comercializados.

Diferenciais

Um dos atrativos para os clientes é o grande número de itens. Por outro lado, vale a atenção dos franqueados, que precisam investir para manter o estoque cheio. Do investimento inicial, cerca de 50% é previsto para estoque. 

Rodrigo Chiavenato explica que o cálculo é o seguinte: se há um investimento alto em estoque, o retorno do franqueado é mais palpável. "No pior cenário, que é você encerrar sua operação, você tem um estoque que pode revender. O estoque é o grande capital de giro do nosso franqueado".

Além disso, a Mundo Cheff investe em eventos de gastronomia em suas unidades, como aulas e cursos. E busca praticar preços mais “em conta”. “Nosso público não é o AAA”.

Parceria com “masterchefs” 

A entrada de Raul Lemos como sócio da Mundo Cheff se deu no ano passado (2017), por meio da Mení, empresa de Lemos que também administra a carreira dele próprio e de outros ex-participantes do programa.

A parceria com egressos do programa é uma constante. O próprio Lemos ajuda nos rumos do negócio, opina em estratégias de expansão e no rol de itens. Além disso, outros participantes já participaram de aulas-show nas unidades da rede.

Atualmente, a Mundo Cheff está em negociação com a Endemol e a Aquarius, que detêm os direitos do programa televisivo, para colocar eletroportáteis do Masterchef em suas lojas. “Vamos envelopar elas [com o Masterchef]”, garante Rodrigo Chiavenato.

A sociedade não se deu por acaso. As vendas da Mundo Cheff explodiram com a popularização do Masterchef e de outros realities nas TVs aberta e fechada. A empresa fez uma pesquisa de popularidade entre seus clientes e o nome de Raul foi o segundo mais valorizado (o chef Henrique Fogaça liderou os resultados, mas não teria se interessado em uma sociedade, seguindo Chiavenato).

A onda dos realities

Muita gente, no mundo da gastronomia, também surfou na onda dos realities. O capixaba Instituto Gourmet, por exemplo, oferece cursos de cozinha e cresceu 600% em 2017. Muito disso graças aos programas de TV.

Mas e se a moda passar? “Todo mundo faz essa pergunta”, admite Rodrigo Chiavenato. A avaliação dele é de que o mercado de utensílios domésticos é grande, “veio para ficar e se aperfeiçoar”, e vai crescer independente da audiência dos programas de televisão.

"Os programas de culinária estão super evidência, na TV aberta, fechada, e hoje todo mundo quer ser chef em casa. A gente pegou esta oportunidade de mercado com um modelo testado". 

Confira a ficha técnica da Mundo Cheff 

Investimento inicial: a partir de R$ 180 mil 

Taxa de franquia: R$ 45 mil 

Taxa de royalties: R$ 1,200 ao mês (no primeiro ano) 

Fundo de marketing: R$ 800 ao mês (no primeiro ano) 

Capital de giro: R$ 80 mil 

Faturamento médio mensal: R$ 40 mil 

Número médio de funcionários por unidade: de 1 a 3 

Área média da unidade: 50 m² 

Prazo médio de retorno: de 14 a 24 meses

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