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“iFood das loterias” faz apostas na Mega-sena pela internet e cobra pela comodidade

Aplicativo Sorte Sim cobra uma taxa de serviço para fazer apostas nas lotéricas da Caixa, em jogos como Mega-sena e Quina

  • Flávia Silveira especial para a Gazeta do Povo
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Fazer apostas nas lotéricas da Caixa Econômica ficou mais prático. Lançado em agosto deste ano, o Sorte Sim é um serviço online que permite que os apostadores façam seus jogos sem precisar ir até a lotérica. Segundo Maurício Crivelin, um de seus criadores, é importante frisar que é um serviço como o iFood ou o Uber, ou seja, eles não realizam os jogos, mas sim fazem a intermediação entre os usuários e as loterias oficiais credenciadas. 

Funciona da seguinte maneira: o usuário faz seu cadastro pelo site e lá encontra os jogos disponíveis, da Mega-Sena, Lotofácil e Quina. Para apostar, é preciso inserir créditos em sua conta, que podem ser pagos via transferência bancária ou cartão de crédito. 

Feita a aposta, ela é repassada e efetivada pela casa lotérica mais próxima e o usuário recebe um comprovante por e-mail. É cobrada uma taxa de conveniência que chega a  R$1,25, no caso da da Mega-Sena.

Quando um apostador é premiado, ele recebe um aviso por e-mail e também na próxima vez que acessar a plataforma. Além disso, a equipe do Sorte Sim entra em contato por telefone parabenizando o ganhador, mesmo em premiações menores. “Parece um gesto simples, mas é um grande diferencial, pois criamos um relacionamento com o usuário”, frisa Crivelin. 

Na hora de sacar o prêmio

O ganhador pode escolher entre transformar o prêmio em crédito para sua conta ou resgatar o valor. Para prêmios até R$1.500, o Sorte Sim consegue fazer também o intermédio entre a lotérica e o cliente, sacar o dinheiro e depositar para o ganhador. Segundo regras da Caixa, até tal valor é possível sacar o dinheiro apenas apresentando o bilhete premiado com CPF do jogador, o que é autorizado também no momento em que é feita a aposta pela plataforma do Sorte Sim.

“A maioria das pessoas preferem que a gente faça também esta operação. Com isso, conseguimos atender até clientes fora do Brasil, que podem resgatar seus prêmios mesmo sem ter a possibilidade de ir até os pontos físicos”, conta o fundador.

Mesmo com a popularazição de serviços e compras online, há ainda consumidores que têm receios e desconfianças, com medo de caírem em golpes. “Infelizmente isso ainda é comum no Brasil, as pessoas se sentem inseguras quando precisam dar dados como CPF, número do cartão de crédito, por isso garantimos que as operações sejam feitas da maneira mais segura, seguindo padrões e regras de segurança e criptografia como a dos grandes bancos”, garante Crivelin.

“Se formos pensar, é um valor que não paga o combustível, o estacionamento, a passagem de ônibus para ir até ao ponto fixo”, afirma Crivelin. “É também com esta taxa que temos nossa rentabilidade, além do pagamento de impostos e tributos. Mas no caso do apostador ser premiado, ele recebe o valor integral”, explica. As casas lotéricas interessadas em participar também fazem seu cadastro pelo site da empresa.

O nascimento da ideia

A ideia surgiu no final de 2016, durante um encontro de amigos, quando dos sócios-fundadores, Nicolas Kodama, comentou com o grupo que a Mega-Sena estava acumulada. “Todos queriam fazer a aposta, mas ninguém queria ou podia ir até a lotérica. 

ntão ele teve um insight de que não havia disponível este tipo de serviço online”, conta Crivelin. Kodama, então, já tratou de começar a estudar o que precisaria para colocar o serviço no ar e no início de 2017 se reuniu com Crivelin e o projeto começou a caminhar, até o lançamento da plataforma em agosto deste ano.

Quando o Sorte Sim começou a tomar forma, novos interessados em entrar no negócio surgiram. Foram, então, investidos R$2,5 milhões em recursos próprios destes sócios, e atualmente a empresa conta com quatro sócios, sendo Crivelin e Kodama os majoritários. 

Próximos passos

Com pouco tempo de mercado, o Sorte Sim já tem visto seus negócios ampliarem. Já no primeiro mês, eles multiplicaram em cinco vezes o número de usuários cadastrados. A procura é, principalmente por apostas na Mega-Sena, que representam 54% dos jogos feitos. Para o final do ano, com a Mega da Virada, a empresa estima que a participação deve aumentar para quase 65%. 

A Lotofácil e a Quina representam 29% e 17%, respectivamente. 

A meta do Sorte Sim é chegar a 1 milhão de apostadores cadastrados até 2018. Segundo Crivelin, a ideia é manter o foco no serviço que já prestam. Segundo Crivelin, recentemente a equipe de Marketing se reuniu para pensar como chegar a estes novos usuários e a conclusão é que ‘não é preciso reinventar a roda’.

“Vamos trabalhar em cima do nosso apelo principal. Temos muito para explorar no mercado de jogos de loteria ainda no Brasil, então esse é o nosso foco principal no momento. Mas vislumbramos, num futuro, também chegar ao mercado internacional”, conta o fundador. Os recursos e investimentos devem vir novamente de recursos próprios dos associados.

Atualmente, o Sorte Sim possui uma equipe de 20 pessoas envolvidas diretamente com a empresa, com base em São Paulo e em Minas Gerais, além de 14 envolvidos indiretamente, como agências de publicidade e programadores. 

A primeira versão desta matéria informava que a PagSeguro era a responsável pelas transações do Sorte Sim, mas a empresa informou que o aplicativo não é seu cliente. O Sorte Sim, por sua vez, disse que era cliente da PagSeguro até a publicação desta matéria, mas que agora “faz diretamente sua própria gestão de recebimentos, aceitando cartões de credito e transferência bancaria”.

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