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Universidades empreendedoras

UFPR é a 10.ª universidade mais empreendedora do país

Ranking da Brasil Júnior coloca a UFPR em segundo lugar na região sul, atrás da UFRGS. UEL ficou em 22.º

  • Naiady Piva
Universidade Federal do Paraná ficou em 10.º no ranking das universidades empreendedoras | Daniel CastellanoGazeta do Povo
Universidade Federal do Paraná ficou em 10.º no ranking das universidades empreendedoras Daniel CastellanoGazeta do Povo
 
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A Universidade Federal do Paraná (UFPR) é a 10.ª colocada no ranking de universidades empreendedoras promovido pela Brasil Júnior, entidade que congrega as empresas juniores do país. O Índice de Universidades Empreendedoras classifica 55 instituições com base em seis critérios, que buscam mesurar o ecossistema empreendedor das Instituições de Ensino Superior (IES).

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A UFPR foi a melhor colocada no Paraná e segunda da região Sul, atrás da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), 4.ª no ranking geral. A Universidade Estadual de Londrina (UEL) ficou em 22.º.

Mais de 10 mil pessoas, membros das comunidades acadêmica s locais, responderam ao questinoário que embasou o índice. As instituições foram medidas em seis indicadores, divididos em duas categorias. 

De um lado, inovação, extensão e cultura empreendedora medem o "grau de empreendedorismo" de uma universidade. Outro eixo estima os "meios de desenvolvimento do protagonismo acadêmico", e tem como critérios a internacionalização, infraestrutura e o capital financeiro. 

A Federal do Paraná se destaca no quesito inovação. É uma média entre o número de patentes requisitadas nos últimos 10 anos; no número de citações por antigo, ambos com base no Ranking de Universidades da Folha (RUF), do jornal Folha de São Paulo; e na proximidade da instituição com empresas. 

Este último critério leva em conta tanto a proximidade das Instituições de Ensino Superior (IES) com órgãos da área de ciência e tecnologia, quanto o número de empresas incubadas para cada 1000 alunos na universidade. 

Dar vida a um ecossistema inovador 

Coordenador de Empreendedorismo e Incubação da UFPR, Cleverson Renan da Cunha destaca que há um processo de valorização do empreendedorismo em curso, na instituição. E que as coisas mudaram muito rápido, nos últimos cinco anos. 

As pessoas querem empreender mais, seja pela popularização dos negócios digitais ou pela facilidade de conseguir recursos, como de investidores anjo."É um movimento que não é exclusivo nosso, ocorre no mundo inteiro", explica Cunha. 

A Agência de Inovação da UFPR está com um edital aberto para incubação de empresas de base tecnológica ou de impacto social. O órgão fomenta o empreendedorismo com os alunos, que muitas vezes buscam ajuda com ideias de negócios, e também com a formação de professores, já que eles podem ser grandes incentivadores dos alunos e seus projetos. 

Mas ainda há muito trabalho a ser feito. A pretensão é tirar do papel, já no ano que vem, um Centro de Empreendedorismo e Inovação da UFPR, com uma sede no Centro Politécnico para incubação e pré-incubação de negócios, explica Cunha. 

Movimento de empresas juniores 

A existência de um movimento de empresas juniores plural é outro destaque positivo da UFPR, avalia o diretor de eventos do Núcleo de Empresas Juniores (NEJ) da UFPR, Caio Gonçalves Natalino, aluno de Engenharia Elétrica. 

"Temos uma empresa de Oceanografia que realiza projetos granes. Claro que existem outras [empresas juniores desta área] no Brasil. Mas você ter na mesma universidade Oceanografia, Design Gráfico, Adminsitração, Engenharia. Isso é muito enriquecedor", exemplifica. 

A UFPR conta atualmente com 23 empresas juniores regulamentadas, além de oito iniciadas (com projetos já em andamento, mas que ainda não tem a papelada em dia). As primeiras iniciativas são do início da década de 1990, e há algum tempo há um movimento de empresas juniores organizado na universidade. 

Mas foi no ano passado (2016), com uma lei que regulamentou a atividade em nível nacional, que a ideia ganhou força. Desde então, a Brasil Junior elabora planejamentos estratégicos para tentar alavancar o movimento. Começou com treinamento em gestão; este ano o foco foi em capacitação de projetos; e, em 2018, a prioridade vai ser a expansão dos negócios.

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