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Crowdfunding imobiliário

Investidores compram cotas de obra de construtora curitibana a partir de R$ 1 mil

Investidores compram dívida que será reajustada conforme o valor de venda do empreendimento

  • Naiady Piva
Residencial Terra Brasilis, em Marília-SP, vai ser parcialmente financiado com crowdfunding | TecverdeDivulgação
Residencial Terra Brasilis, em Marília-SP, vai ser parcialmente financiado com crowdfunding TecverdeDivulgação
 
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A construtora curitibana Tecverde, em parceria com a Formanova, vai financiar seu novo empreendimento imobiliário vendendo cotas a partir de R$ 1 mil, direto para investidores. As pessoas adquirem contratos de dívidas, a serem pagos após a comercialização da obra. O crowdfunding está disponível na plataforma Urbe.me até o dia 11 de janeiro.

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No crowdfunding imobiliário, o investidor comum, pessoa física, faz o papel que em geral é de um banco ou fundo de investimentos. As construtoras buscam estas instituições financeiras para custear a obra. E devolvem o valor corrigido ao final do contrato. 

A Tecverde, construtora especializada na técnica woodframe, vai utilizar o modelo para custear o Residencial Terra Brasilis, na cidade de Marília, interior de São Paulo. É uma parceria com a Formanova, também de Curitiba. 

Dos cerca de R$ 5 milhões necessários para a obra, o financiamento coletivo deve responder por R$ 1,9 mi. O restante deve vir do caixa das próprias construtoras e também da Caixa Econômica Federal, já que o empreendimento integra o programa Minha Casa Minha Vida. 

Até esta terça-feira (9), o projeto já tinha 400 participantes na Urbe.me e 29% dos R$ 1,9 milhão a serem viabilizados via crowdfunding estavam disponíveis para novos investidores.

Contratos de mútuo: como funciona 

No crowdfunding imobiliário, o investidor compra um título chamado "contrato de mútuo". Na prática, é um contrato que reconhece que reconhece a dívida da construtora, sem dar direito a uma parcela da construção. 

"Diferente de você ser um sócio que está correndo todos os riscos do custo de obra, a única regra aqui para rentabilidade é o índice geral de vendas", explica Beto Justus, sócio-fundador da Tecverde. 

O valor investido é relativo a uma porcentagem das vendas previstas. A rentabilidade projetada é de 13% a 15% ao ano. Significa que uma cota de R$ 5 mil pode ser vendida por até R$ 6.612 ao consumidor final. 

"Como é Minha Casa Minha Vida praticamente não existe variação de preço. E tem uma velocidade de venda muito rápida", argumenta Justus. 

Em média, as cotas adquiridas são de R$ 5 mil. Mas o mínimo é de R$ 1 mil. Há também alguns investidores mais "parrudos", com valores acima dos R$ 50 mil. 

O cálculo da porcentagem referente a cada investimento é feito pela própria plataforma Urbe.me, que também intermedeia o contrato entre investidores e construtoras. 

O prazo máximo de retorno é de 24 meses. Em situação extrema — caso o empreendimento não se viabilize a tempo e não haja vendas neste período — o contrato prevê retorno do valor investido com 120% do CDI. 

A tributação do contrato de mútuo é de 15% sobre os ganhos no Imposto de Renda (IRPF).

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