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De vouchers a autonomia regional: 5 modelos educacionais que podem servir de exemplo para o Brasil

Incentivo à interdisciplinaridade e busca pela igualdade de oportunidades também são destaques em sistemas bem sucedidos

  • Redação
Alunos de escola em Suwon, na Coréia do Sul . | Heather A. Denby / USPACOM.
Alunos de escola em Suwon, na Coréia do Sul . Heather A. Denby / USPACOM.
 
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Modelos educacionais bem sucedidos estão presentes em todo o mundo e podem mostrar caminhos alternativos para a educação brasileira. Em países como Chile, Canadá, Cingapura, Coreia do Sul e Itália, as especificidades de cada sistema garantem boas condições para estudantes e professores. 

Autonomia regional, priorização do bem estar do aluno, incentivo à interdisciplinaridade e busca pela igualdade de oportunidades são alguns dos eixos centrais desses modelos educacionais de destaque mundial – e há lições para o Brasil em cada um deles. 

CANADÁ 

A descentralização é um dos eixos do modelo educacional no Canadá: lá, cada província tem autonomia para estabelecer seu próprio sistema educacional de modo independente, sem maiores interferências do governo central.  

Assim, a educação no Canadá pode variar de acordo com a região - as escolas respondem às províncias. Com as regiões do país apresentando características locais quanto a cultura e desenvolvimento, as províncias podem adaptar os modelos de acordo com necessidades específicas da população local. 

“No contexto da educação pública, os incidentes de suspeita de desigualdade se enquadram no âmbito do respectivo governo das províncias”, explica Cornelia Schneider, autora de um estudo sobre igualdade e inclusão no sistema educacional no Canadá. “Os documentos de educação observam princípios universalmente aceitos contidos na legislação de direitos humanos. Isso é importante porque se atenta a responsabilidades compartilhadas para a igual proteção e benefício”. 

CHILE 

O sistema educacional chileno é baseado na autonomia local - há vouchers para famílias de baixa renda matricularem seus filhos em escolas privadas e cobrança de mensalidades nas universidades públicas. O resultado é o 44º lugar no ranking internacional da OCDE (Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento) em 2015 – o Brasil ocupou a 63ª posição no ranking no mesmo ano. 

Além disso, a formação da população também supera o índice brasileiro: no Chile, 21% da população entre 24 e 64 anos têm diploma de ensino superior, enquanto o percentual no Brasil fica em torno de 14%. 

Um dos pontos de destaque no modelo chileno também é a descentralização da educação: o Estado mantém um controle do sistema a nível de regulamentação, mas desempenha um papel menor na gestão educacional. 

“O governo chileno não tem um papel dentro da sala de aula nem direciona tudo o que acontece dentro da escola, mas construiu uma legislação para ter controle sobre tudo”, disse Hernán Hochschild, diretor executivo da ONG chilena Elige Educar, em entrevista à Gazeta do Povo

CINGAPURA 

Em Cingapura, o aluno também é colocado como ponto central da educação. Com reformas iniciadas em 2009, o país busca formar indivíduos preparados para as demandas do século 21: crianças aptas a formular questões, procurar respostas e construir seu próprio conhecimento. 

“O estudante agora é o centro da educação. O aprendizado no século 20 era passivo, hoje é ativo”, afirmou Lee Sing Kong, vice-presidente da Nanyang Technological University (EUA) e um dos responsáveis pela reforma educacional de Cingapura, em entrevista à Folha de S. Paulo. “Temos que permitir que os alunos sejam responsáveis pelo seu próprio aprendizado e os professores são os facilitadores, não o principal fornecedor de conteúdo”, completou. 

Esse modelo traz resultados que garantem destaque mundial; na última edição do Programa de Avaliação Internacional de Alunos (Pisa), Cingapura ocupou a primeira posição nas três disciplinas avaliadas: Ciências, Matemática e Leitura. 


Apenas dinheiro não traz resultados; êxito educacional requer planejamento e ações integradas

Publicado por Gazeta do Povo em Sábado, 9 de setembro de 2017

COREIA DO SUL 

A preocupação com a igualdade de oportunidades também está presente na educação da Coreia do Sul. Para isso, o país busca construir uma base sólida a partir da educação básica: professores, que são altamente capacitados, têm plano de carreira em regime de exclusividade e altos salários na educação básica. Como resultado, 93% dos jovens sul-coreanos terminam o ensino médio no tempo correto e o índice de evasão é praticamente inexistente.

“Encontrei um professor que era autor do livro de matemática usado por todas as escolas do país dando aula para o nível médio. Lá, os melhores professores estão no ensino básico”, diz José Paulo da Rosa, doutor em Educação pela PUC-RS, com uma tese que compara os sistemas educacionais brasileiro e coreano. 

REGGIO EMILIA (ITÁLIA) 

foco nas fases iniciais do ensino é o ponto central do modelo educacional de Reggio Emilia, criado na cidade italiana de mesmo nome após a Segunda Guerra Mundial e que garantiu à pré-escola da cidade o título de uma das dez melhores escolas do mundo. 

O diferencial do sistema é acolher as crianças e enfatizar seu potencial e possibilidades para o futuro, mas valorizando o que elas são no presente: professores constroem currículos específicos, com projetos que integram diversas áreas, como arte, ciência e matemática. 

“A organização de tempos e espaços é fundamental para acolher as crianças em uma escola. O professor não se limita a ‘ensinar’, mas organiza os espaços escolares para garantir que as crianças vivenciem experiências significativas que precisam ser valorizadas”, afirmou o italiano Andrea Pagano, educador formado em Ciência da Educação e em Ciência Pedagógica, pela Università degli Studi di Modena e Reggio Emilia (UNIMORE), em entrevista à Gazeta do Povo

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