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Escola usa algemas e choque para conter aluno de apenas 7 anos

Yosio Lopez tem transtorno de déficit de atenção e hiperatividade e teve uma crise durante a aula; segurança do colégio, no Texas, também usou arma de choque 

Garoto também ficou internado por uma semana em hospital psiquiátrico, completamente sedado, mesmo sem a autorização da família | Reprodução
Garoto também ficou internado por uma semana em hospital psiquiátrico, completamente sedado, mesmo sem a autorização da família Reprodução
 
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O Dallas Independent School District, no Texas, nos Estados Unidos, está sendo acusado de abuso na contenção um aluno com necessidades especiais, de apenas 7 anos. Yosio Lopez, que tem transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, teria sido algemado, atingido por um taser (arma de choque) e sufocado após uma crise em que bateu a cabeça na parede repetidas vezes durante uma aula na escola charter Gabe B. Allen no último dia 9.

Segundo entrevista de April Odis, a mãe de Yosio, à CNN, o menino contou que foi colocado em uma carteira escolar, com as mãos algemadas para trás, enquanto a diretora da escola colocou o cotovelo em seu pescoço para contê-lo, sufocando-o. A mãe divulgou imagens que mostram machucados nas pernas e marcas que, a família acredita, são resultado do disparo da arma de choque. 

O abuso não parou nas dependências da escola. Após o incidente, a segurança da escola levou o menino, sem a permissão da mãe, para o Dallas Behavioral Hospital, instituição psiquiátrica. Ele ficou internado por uma semana, sendo que a família não pode vê-lo pelos primeiros dois dias.

“Meu filho se comportou mal, coisa que ele faz quase sempre. Meu filho estava correndo, coisa que faz quase sempre. Meu filho estava dizendo bobagens, coisa que faz quase sempre. E assim, como quase todo dia, ligaram para que eu fosse buscá-lo naquela manhã de terça-feira. Quando cheguei lá, ‘onde está meu filho’?”, contou a mãe ao canal Fox 4. 

Yosio também ficou o tempo todo sob o efeito de sedativos pesados. Segundo o advogado da família, David Ramirez, a justificativa apresentada tanto para a sedação quanto para o isolamento inicial da criança foi que ele era “um perigo para si mesmo e para todos a seu redor”. Ele foi liberado na segunda-feira (15).

Segundo a família, ele teve outras crises parecidas na escola, mas sempre contou com o auxílio de um profissional capacitado para ajudá-lo a se acalmar. Não se sabe porque o caso foi tratado com tamanha força desta vez. 

O Dallas Independent School District declarou em nota que “é comprometido em educar as crianças diariamente e, ao fazê-lo, acredita em oferecer um ambiente de aprendizado seguro para funcionários e alunos. Apesar do interesse da imprensa em um suposto incidente em uma de nossas escolas, nós não podemos confirmar ou negar o assunto publicamente, por causa de leis federais de confidencialidade que protegem a privacidade de todos os estudantes e suas famílias”.

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