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Na faculdade

Carreira turbinada com o PET

O Programa de Educação Tutorial coloca o estudante em contato com pesquisa, ensino e extensão e o prepara para as várias frentes do mercado de trabalho

  • Anna Simas
Os estudantes do primeiro ano de Engenharia Civil Gustavo Nagel e Geovanni Mendes participam, junto com o professor Leonardo Miranda, do projeto Mãos à Obra |
Os estudantes do primeiro ano de Engenharia Civil Gustavo Nagel e Geovanni Mendes participam, junto com o professor Leonardo Miranda, do projeto Mãos à Obra
 
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O estudante Gabriel Granado Barbosa, 22 anos, ainda não se formou em Engenharia Civil mas tem, desde o segundo ano do curso, contato com a docência, a pesquisa e ainda participa de atividades que levam a Engenharia para mais perto da comunidade. Ele, junto com outros 11 estudantes, faz parte do Pro­­grama de Educação Tutorial (PET), do Ministério da Educação (MEC), que coloca o aluno em contato com outras experiências na sua área fora da sala de aula.

A ideia é que eles consigam, antes de concluir a graduação, experimentar um pouco de tudo para escolher o caminho na hora de ingressar no mercado de trabalho. “Eu queria complementar minha formação e aproveitar os recursos da universidade, então achei que o PET seria o ideal”, conta Gabriel, que estuda na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Todo começo de ano os alunos encaminham ao MEC uma lista com projetos que pretendem realizar. Neste ano, tocados pelas tragédias provocadas pelas chuvas desde janeiro, eles vão mapear em Curitiba as regiões de risco de enchentes e desenvolver soluções. E as atividades com a comunidade não param por aí. Os estudantes também visitarão escolas públicas para mostrar na prática a função de disciplinas como Matemática e Física na Engenharia. Os integrantes do PET também têm outra missão: ajudar a melhorar o próprio curso e a preencher algumas lacunas do currículo. “Eles dão aulas para seus colegas de graduação sobre tópicos que não têm e que fazem falta, como o Autocad, um programa de computador. É uma forma de se preparar para a docência”, diz o professor e tutor do programa, Marcelo Henrique Farias de Medeiros.

Para a estudante do terceiro ano e bolsista do PET Paola Dutra, 19 anos, planejar as aulas para os colegas é o que mais a atrai. “Entrei no programa para aprender um pouco de tudo, mas no meio do caminho a gente acaba descobrindo do que gosta.” Além das aulas, o PET também é responsável por colocar os calouros pela primeira vez em contato com a prática, pois no começo eles só têm disciplinas teóricas. Todo início de ano eles fazem o projeto Mãos à Obra, que é a construção de um muro pelos alunos, no pátio do Centro Politécnico.

Como decidir

Como o PET também realiza pesquisa, é comum que os estudantes se perguntem qual a diferença entre ele e a iniciação científica. Medeiros explica que a iniciação é mais focada no assunto que cada professor estuda e serve para quem decidiu seguir carreira acadêmica e continuar os estudos em um mestrado ou doutorado.

No PET o estudante é mais livre para desenvolver sua pesquisa, sem necessariamente seguir o professor, além de dividir seu tempo com atividades de extensão e a docência. “Os dois têm suas vantagens. É o aluno que deve decidir qual cabe melhor no seu projeto de vida”, comenta o administrador da Pró-reitoria de Graduação da UFPR (Prograd) e tutor geral do PET, Alexandre Ramazzotte.

Seleção rigorosa

Para participar do grupo os estudantes passam por um processo seletivo com prova e análise do índice de rendimento escolar (IRA), média das notas e presenças semestrais. São 12 vagas com bolsa de R$ 360 e mais seis sem remuneração em cada curso. Eles podem participar desde o fim do primeiro ano e permanecer até se formar, desde que não reprovem em duas ou mais disciplinas. “O ideal é que o aluno passe o maior tempo possível, para dar tempo de desenvolver bem cada projeto e de conviver com colegas. Por isso a seleção é rigorosa”, explica o tutor geral do PET da UFPR, Alexandre Ramazzotte.

Na UFPR existem 19 cursos que oferecem o programa e mais três grupos que agregam alunos de várias graduações. Para concorrer, cada curso precisa se inscrever no edital que o MEC abre anualmente. Se for escolhido, terá o programa por tempo indeterminado. Depois de selecionado, os integrantes precisam mandar um relatório anual ao MEC apontando o que foi realizado e quanto foi gasto em cada projeto.

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